segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Na época das cerejas é assim...


...cantar, pular e bater a cabeça como em shows de rock´n roll. Um clássico de Yves Montand na pele do Noir Désir.




Ah, mais uma vai...


sábado, 25 de novembro de 2017

A privacidade francesa



"Os franceses têm ideias estranhas sobre a privacidade.
Eles acham que ela deve ser privada." Bill Maher

Para as mulheres francesas, o silêncio é sexy. Se ela quer se livrar de um homem, ela revela tudo ou pede para que ele diga detalhes sobre ele.

"Quando você tem desejo, as palavras são excesso de bagagem. Falar, na verdade, elimina o desejo". (Camille Lauren)

A privacidade é extremamente bem vista pelos franceses. Por exemplo, o que incomodou essa população não foram as aventuras do ex presidente Sarkozy quando ele se divorciou e se casou rapidamente com Carla Bruni, e sim a ansiedade que ele teve de exibir publicamente o que é considerado uma questão privada. Para os franceses isso é excessivamente um ato de mau gosto. Propalar aos quatro ventos a vida privada não é apreciado por eles. 

As francesas (e os franceses) desejam a aceitação intelectual e emocional, em seu senso de beleza e estética. A atriz francesa Isabelle Hubert disse que a reputação fria da mulher francesa é pouquinho de caricatura. 

"As mulheres francesas também têm a capacidade de acessar algo que é elegante, embora muito simples, sem o artifício e aparentemente sem esforço". (Isabelle Hubert)

As mulheres francesas sabem que uma vida interior é uma coisa sexy. Ela precisa ser nutrida, desenvolvida, mimada, bem cuidada. De ir ao salão...mas isso é para mim algo que todas precisamos e não podemos deixar de fazer. 

"(...) elas podem se deleitar nos mares do amor sem serem atingidas e lançadas de volta à praia com um coração perdido e um cabelo desalinhado. Elas em geral se recusam a deixar o amor e o sexo serem sequestrados por regras destinadas a manter os riscos da vida fora do alcance, porque se há uma coisa que as mulheres francesas sabem é a seguinte: as regras com frequência foram feitas para serem quebradas" (Pascal Baudry)

Rindo bastante aqui...pois já dizia Edith Piaf, "tudo o que eu fiz na minha vida foi desobedecer".

Fechemos com uma música dela.



imagem: Instagram
fonte: O que as mulheres francesas sabem, Debra Ollivier.

Baladinha de leve de Glasgow




A letra não é das melhores, mas a baladinha...é muito boa. É uma musiquinha de 1983 bem bonitinha.

H20 é uma banda britânica que surgiu no final da década de 70. Não sei se é muito conhecida. Mas acho que todos já ouviram a mais famosinha, a Just Outside of Heaven.

Atitude bem Chanel

Li num livro uma frase muito legal. O contexto não era bom...mas gostei da analogia. "Geladeiras vestidas de Chanel". Tirando a comparação ao eletrodoméstico, amaria um vestido Chanel no armário.

Então, como um assunto puxa o outro, por que não encher os olhos com uma amostrinha do estilo Chanel.








imagens: 
http://nostalgiarama.blogspot.com.br/

Plateau de Valensole







Vontade hoje de estar entre as lavandas...

Plateau de Valensole é um lugar lindo, localizado na aromática região de Provence, no sul da França, fazendo parte da rota da lavanda. Um bom momento de ver essa maravilha é no verão. Quente demais...mas é o jeito.





imagens:
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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Doctor Love!

"Se um Deus criou este mundo, dizia ele, não gostaria de ser esse Deus, pois sua miséria e seu infortúnio me partiram o coração". 



Ele não se casou. Era pessimista. E foi talvez o único a falar sobre o amor como um mal necessário. Arthur Schopenhauer (1788-1860), um sábio de um passado tão, mas tão longínquo,  deixou ensinamentos sábios que podem ajudar muito nos relacionamentos atuais. Adoro seu realismo! Ele defendia fielmente para desistir do sonho do amor para toda a vida. Se deu errado, voilá...parta para a outra, sem culpa. Em algum momento, segundo ele, o relacionamento vai dar errado. 

Assisti, por acaso, um programa sobre Schopenhauer. E achei bem legal, pois amor não é um tema sobre o qual a filosofia costuma falar. Ela até podia levar o assunto mais a sério...e talvez até "obrigar" que os terapeutas modernos tivessem mais laços com essas preciosidades do passado. Segundo o doutor do amor que nunca se casou, as pessoas buscam a felicidade travestida de amor, mas o amor machuca. O erro é ver o amor como sinônimo da felicidade.

Schopenhauer tem uma ideia que pode ajudar quando somos rejeitados: muitas vezes não entendemos porque o parceiro quis romper e nos sentimos rejeitados, daí ele responde que na verdade, o que está terminando o relacionamento não está rejeitando o parceiro, ele só que libertar o outro de expectativas, como casamento e etc e tal. Por isso ele dizia para aprender a deixar ir...

"Seria impossível evitarmos que nos apaixonássemos, já que somos escravos desse impulso, que nos cria uma vontade involuntária de perpetuarmos a espécie, mesmo que essa não seja a real intenção de nosso consciente". 

Sobre o casamento ele tinha uma visão muito verdadeira: basta casar para assassinar o amor. “Casar significa fazer todo o possível para se tornar objeto de repulsa para o outro”, dizia.


Nada melhor que o amor para frustrar. Não são palavras minhas. "Atualmente notamos que a maioria dos relacionamentos amorosos são frágeis, sem a entrega necessária para a solidificação de algo. É comum entrarmos em uma relação pensando se realmente vale a pena, se não vou me machucar ou se irá acabar bem. Jogamos o jogo do falso desinteresse. O que parecer mais desinteressado na relação é o que é visto como superior, não devemos demonstrar interesse, e assim ficamos presos nesse jogo inútil, perdendo momentos a dois com a pessoa que temos apreço tudo para parecer desinteressado. – Toda essa cautela é tomada à medida que nos machucamos. Mas então, por que não desistimos de amar e viramos pessoas frias, não seria mais racional? "

Voto por esse caminho!


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Karnal, minha alma gêmea!

Se eu acreditasse em alma gêmea, escolheria Leandro Karnal e Fabrício Carpinejar para viverem comigo! kkkkkkkkk

"Talvez seja a última defesa de todo ser humano: ser invejado. Alguém que não tem sequer algo a ser invejado, realmente está no fim da pirâmide alimentar humana. Mais de uma vez, ao ouvir alguém se anunciar alvo de muita inveja, tenho o impulso interno de perguntar: "Mas do quê?" Não faço a pergunta, não seria elegante. Balanço a cabeça e tenho uma clássica reação bovina: hummm...Se o destino e a natureza já retiraram tudo de alguém, por que eu deveria retirar a última crença de valor dela?". (Leandro Karnal)

Nota: Crença. Até que ponto? Rindo alto. Karnal é tudo nesta vida.

Outra preciosidade


Who will love you?




Até agora não conformo que esta música não esteja no no Spotify...

"Who will need me?
Do you break my heart? do I have to go? does it mean we've loved somebody?
Now I'm losing
Do we have to cheat? do we have to lie? does it mean I've loved somebody?
Who will hold me?
Do we learn to cry? do we have to hate? does it mean we've loved somebody?
Now I'm fighting amore si
Does it mean I'm real? does it make me sane?"

Nota: Tanita Tikaram é uma cantora alemã. Uma música muito conhecida dela é Cathedral Song, regravada aqui no Brasil por Renato Russo e Zélia Duncan. Tanita é pouco conhecida. Talvez seja este o motivo de não encontrá-la no Spotify.

Cautela!

Uma receita de Chef:

Cubra a panela.

Abaixe o fogo.

E deixe ferver  lentamente.

Se quiser deixar marinando de um dia para o outro...legal tb.


Obs: O que mais tenho visto é o contrário. Consideram o amor, uma peça de carne de segunda, jogam tudo na panela de pressão para amolecer rápido. Queimam etapas. Chamam de amor, rs. Acham que chegou a hora finalmente. Acreditam nisso! Jogam lenha na fogueira. Vem a chuva em hora inoportuna. Acaba com o fogo, molha o violão, molha o coração. E numa pressa absurda, a pessoa se seca. E pula outra etapa. Vai ao mercado, compra outra carne, coloca na panela de pressão...e a salve rainha recomeça. 


Papapapapara





Adoro o papapapapara......música gostosa de ouvir, rapaz! Rapaz de sorte, a mocinha da música quer lhe dar amor e fazer uma mágica: abrir o coração do rapaz. E papapapapara.

Segundo a música, tristezas e mágoas não levam a nada. 

Bom, elas já me levaram a Paris. 

De qualquer forma, amei a letra; e se a ambulância chegar a tempo, o fato de terem me atropelado sem ligar a seta do carro, sem avisar nada, ainda restará uma pontinha de esperança. Quem sabe eu todo felizinha, lalalalalala, só quero seu amor, lalalalala. Quem sabe...

Achei algo em comum entre a música de Bárbara Eugênia com a Sound and Vision do David Bowie. Adoro a batidinha!

Aliás, grande cantora, a Bárbara! 




Você foi embora no meio da frase

Você foi embora no meio da frase. Eu me calei!

Me calei uma semana, depois um mês, outro mês.

Calei. Mas não consenti.

A regra de quem cala é que ela consente. Ou seja, aceita.

Não consenti. Só calei.

Um brinde aos que se foram...

E àqueles que os continuam amando...calados




Nota da Carol: 

Quem cala, consente! 

Senhorita frase, seus dias se foram há tempos. Nem todos que se calam, consentem. Alguns que se calam guardam dores, outros ganham presentes como câncer na época do Natal, ou outros deixam seu lado legal e real na gaveta trancada.

sábado, 18 de novembro de 2017

A música, um meio poderos de comunicação!


A música sempre encontrando uma maneira de ser útil, seja ao enviar uma mensagem, um alívio, algo de dentro para fora, para conquistar, para chorar, dançar, rir, enfim... Hoje, num café, escutei uma banda francesa muito legal, a HK & Les Saltimbanks. Percebi diversas manifestações de ritmos, mas o que mais me chamou a atenção foi o reggae, algo bem algeriano. Pois bem, fui pesquisar e não é que eles são de origem algeriana mesmo?! Percebi pelas letras um tom bem social, como em "Citoyan du Monde" (cidadão do mundo). Uma maneira deles descreverem a exclusão social, as desigualdades e o consumo exagerado das pessoas. 



Não nos libertamos


Iremos ao baile esta noite


Sem ódio, sem armas e sem violência





You never said goodbye



Gente, isso é bom demais, poesia pura. Primeiro, você ri da nostalgia, depois, da breguice. Mas não é breguice...poxa, era tendência. O cabelo...digo. A jaqueta de couro continua na moda, com uma ressalva: desde que seja na versão ecológica. E pelo visto, mudando totalmente de assunto, os abandonos também continuam na moda. Sempre existiram. A moça foi embora...fugiu, desapareceu, escafedeu-se, como na canção dos Blitz (também)!

Não é tendência nem moda. É coisa de gente perversa e covarde. O moço vai embora, a moça vai embora. Daí vem outro moço, vem outra moça. E aí? O que você faz? Vai embora também. Por que? Porque aprendeu. E porque, afinal de contas, quem chega vai partir uma hora mesmo, o que me remete a outra música, uma de Rita Lee, chamada Cartão Postal. 

Então pra que sofrer com despedida?













sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Um álbum bacana


Descobri músicas legais demais num álbum, recém lançado, chamado Las Venus Resort Palace Hotel, de Cibelle Cavalli, paulistana residente em Londres. 

"Las Vênus Resort Palace Hotel é um improvável cabaret onde todos os sons do mundo se transformam em música, o exoticismo e antropofagia de Oswald de Andrade se encontram no mesmo palco onde a Rainha dos Andes, Yma Sumac, se exibe junto com uma Carmen Miranda pós-moderna, plantando uma semente da qual nascerá uma árvore de frutas indefinível, assim como as onze músicas originais, mais três covers deste lindo álbum." (Mauro Lussi, Radio UFSCar)

"Covers que merecem ser citadas por ser escolhas incomuns para não dizer esquisitas, começando por “Mango Tree”, cantada na versão original por Ursula Andress no filme “Dr. No” da interminável série dedicada a James Bond; seguida por “Lightworks” escrita pelo excêntrico compositor Raymond Scott, um dos primeiros a se envolver com a música eletrônica já nos anos 50, e fechando com “It’s Not Easy Being Green” cantada originalmente por, nada mais nada menos, sapo Kermit dos Muppet’s Show." (Mauro Lussi, Radio UFSCar)

Abaixo algumas músicas que mais gostei!


GENIAL!!!



Esse clipe aqui achei bem parecido com os que faziam os Squirrel Nut Zippers.

Antão do deserto e o seu último suspiro!



Você conhece o Antão? O Antão do deserto...aquele que nasceu em 251, no Egito. Ele era santo. Dizem que morreu santo aos 105 anos. Mas lendo Leandro Karnal, em Pecar e Perdoar, parece que ele não morreu santo. Ele viveu santo. Difícil entender dessa maneira, né?! Então vamos
lá...

A questão de Santo Antão é a resistência ao "aquele que não pode ser nomeado", é esse mesmo, o "d" (tenho medo de escrever e até dizer este nome). Antão sofria até com as tentações da castidade, dormia no chão, renunciava a tudo. Ele fazia tudo certinho. 

"Não conseguindo fazer o santo pecar contra a castidade ou contra seus jejuns, o demônio enceta nova tática: distração". Bastava começar a rezar e lá estava o "d" tentando. Nada, mas nada absolutamente o tirou da sua prática.

"Sua concentração superava todo o mar de ritalina que hoje banha as praias da falta de atenção de crianças e jovens". Acho fantástica essa passagem de Karnal. 

Bom, há dois finais para essa história, segundo Karnal. Um herói de fé que foi até o fim. E a outra que parece ser mais interessante: depois que o "d" já tinha tentado de tudo e Antão no fim de sua vida, se ajoelha, humilde e agradece: "Obrigado, Senhor, finalmente me tornei um santo". O "d" ouve a oração e volta, sorridente. Antão fora vencido pelo pecado do ORGULHO dele mesmo.

"O orgulho é, de longe, o primeiro e mais universal pecado. (...) foi tão longe na estrada da virtude e tropeçou nesta pedra quase invisível. Nós que somos tão menos..."

Pobre Antão. Chutou a pedra no último suspiro. Não gostei deste final...

O livro é bacanésimo. Por este fato, vale a pena trazer um ou outro destaque.


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Baladinha






Dispensa qualquer texto. É só curtir a música...

Le Parfum de Baudelaire





Quando estudei literatura em Paris fiquei ainda mais próxima dos meus escritores prediletos (que são vários). Mas hoje destaco Charles Baudelaire, um poeta boêmio, tradutor e crítico de artes. Ele nasceu em 9 de abril de 1821.E morreu com apenas 46 anos. Abaixo um lindo poema que adoro. 

Tentei fazer uma boa tradução:



Le parfum                    

Lecteur, as-tu quelquefois respire                       
Avec ivresse et lente gourmandise                      
Ce grain d'encens qui remplit une église,            
Ou d'un sachet le musc invétéré ?                      

Charme profond, magique, dont nous grise      
Dans le présent le passé restauré !                    
Ainsi l'amant sur un corps adore                      
Du souvenir cueille la fleur exquise.                

De ses cheveux élastiques et lourds,                    
Vivant sachet, encensoir de l'alcôve,                
Une senteur montait, sauvage et fauve,            

Et des habits, mousseline ou velours,              
Tout imprégnés de sa jeunesse pure,                
Se dégageait un parfum de fourrure.      

             

O perfume

Leitor, você já alguma vez respira
Com embriaguez e ganância lenta
Esse grão de incenso que toma conta de uma igreja.
Ou um sachê de ervas degeneradas?

Charme profundo, mágico, que nos deixa intoxicados
No presente, o passado restaurou!
Assim gosta um amante sobre um corpo
Da lembrança colhe a flor deliciosa.

De seus cabelos macios e pesados,
Vida sachê incensário do nicho (ou da alcova),
Um cheiro que subia, selvagem como um animal,

E as roupas, mousseline ou veludo,
Todas impregnadas pela sua juventude pura
Ficavam livres de um perfume de pele (odor                                                                                             agrável)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O calhambeque bip bip ...les gens se bousculent





Il est genial!!! Le montage de ces images dans le vidéo sont amusantes. De plus, ils me rendent très contente. Ça me plaît complètement. On y va s´amuser, bip bip.

Bien sûr que Roberto Carlos, notre chanteur immortel du Brésil aime cette française version animée de Joe Dassin.

Moi, je n´ai pas besoin de dire ça, car que je suis une grande fan de cette-époque lá, c´est- à-dire, "A Jovem Guarda" (la jeunesse garde, peut être?! Lol, je sais pas trop)