quarta-feira, 13 de maio de 2009

Lista de desejo dos homens

Meigo. Li ontem um texto do Fernando Bonassi, publicado na Coluna Macho da Folha de S.Paulo, de 2 de janeiro de 2000. Que data linda, a data do meu aniversário. Achei bacana e agora, animei em fazer uma lista de desejos das mulheres também. Alguma sugestão?

Queridas leitoras, homens simples como nós são fáceis de satisfazer! Eis algumas coisas que sempre desejamos, independentemente de efemérides milenares: strip-teases, massagens, viagens, senso de humor, pele macia, tolerância, passeios, mais strip-teases, beijos, abraços, apertos de mão, apertos em toda parte, agarros, amassos,
banhos de banheira, banhos de chuveiro, banhos de língua, mordias, arranhões, café na cama, compreensão, desfiles de meia-calça (só de meia-calça, é evidente; favor não esquecer: o modelo arrastão pode até ser vulgar, mas é uma delícia), desfiles de lingerie (favor não esquecer a calcinha branca de algodão: além de trazer bom agouro para o próximo milênio, é um clássico), camisinhas engraçadas, camisinhas, strip-teases de novo, mais amassos, elogios, clareza, breves crises de ciúme, chocolates, posições esquisitas, posições convencionais, posições com chocolate (ué, por que não?), sem vergonhice em geral, mais massagem, refeições preferidas em pratos decorados com matinhos, creminhos, frutinhas etc., drinques multicoloridos, champanhe e/ou sidra (o importante é a cócega no nariz...e no ela nos faz pensar), interesse honesto, paz de espírito, espírito, abertura para mostrarmos nossas fragilidades, pedidos para conectar sutiãs, pedidos para desconectar sutiãs, bilhetinhos no travesseiro, cartas de amor em tamanho cartolina, marcas de batom no colarinho, marcas de batom no umbigo, zíperes abertos, pijamas folgados, baby-dolls inexistentes, decotes profundos, coxas à mostra, sorrisos, gargalhadas, massagens outra vez, unhas pintadas com cores fortes, suspiros doces apaixonados e todo tipo de sacanagem sussurrada ao pé do ouvido. Uma dica singela: parem de pensar na utilidade das coisas. As melhores artes primam por sua aparente inutilidade! Boas férias e um milênio bem gozado para vocês!

(por Fernando Bonassi, 02/01/2000)

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Carolina sapatos de Rubi



Uma vez conheci um jornalista estrangeiro que me chamava de Carolina sapatos de rubi por causa do meu belo par de sapatos vermelhos. Achei o máximo! Fizemos uma turma bacana de jornalistas no setembro de 2007 em Belo Horizonte (MG). E eu fiquei conhecida como Carolina sapatos de rubi por causa do simpático Jeb, que era mais brasileiro que muito brasileiro por esse País a fora. Me senti poderosa, a própria Dorothy do filme “O Mágico de Oz”.

Sapatos vermelhos são poderosos. E mágicos. Os de Dorothy tinham lantejoulas. Os meus são de verniz. Alguns xadrez. E um, em especial, possui um laço de cetim e um coração na sola. Um charme, mas não são mágicos. Os de Dorothy eram enfeitiçados e a protegiam da bruxa má. Ainda bem, a garota viveria muitas aventuras. Precisava estar munida, mas os sapatos, só eles, bastava!



Dorothy quer voltar para a fazenda onde mora com os tios. Não sabe como. Por isso, vai atrás do Mágico de Oz. Segundo informações, ele sabe o caminho. Nessa jornada, ela faz três grandes amigos: um leão covarde, um homem de lata e um espantalho. Uau, formou-se um exército. O exército da amizade. Tem algo mais forte?! A união é capaz de derrotar qualquer soldadinho de chumbo.



Depois de muita aventura, decepções, encontros, tristezas e alegrias, Dorothy percebe que o caminho de volta para casa sempre esteve na sapatilha de rubi.

Acredito que todos nós temos um sapato de rubi, amarelo, azul, preto, lilás. Sentimos-nos deslocados de vez em quando. Achamos que a vida perdeu sentido. E não prestamos atenção que existe um sapato rubi ali piscando para você. Basta prestar um pouco mais de atenção e calçar tudo o que precisamos resgatar, seja proteção, seja liberdade ou coragem. Não abandone os seus sapatos de rubi ao longo da aventura desvairada da vida.


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domingo, 10 de maio de 2009

Queria ser a Coco Chanel

Primeira Chanel que entrei em Paris

"Não há tempo para a monotonia do previsível. Há tempo para o trabalho. E tempo para o amor. Isso nos toma todo o tempo." (Coco Chanel)

"Já que tudo está na nossa cabeça, é melhor a gente não perdê-la." (
Coco Chanel)

Bem pertinho da Chanel

Se eu pudesse escolher ser alguém, seria Coco Chanel. Mademoiselle Chanel. Não só pela sua elegância e estilo - o que é muito mais forte que moda. E sim pela sua personalidade e garra. As frases que Chanel nos deixou de herança são uma prova do que digo. Tenho uma coleção de pensamentos dela. Um deles é: Onde uma mulher deve passar o perfume? Ela respondeu: Onde quiser ser beijada. Fantástica!!!

Na semana passada, o filme "Coco antes de Chanel" estreiou na Europa. Do mesmo diretor de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" e com a mesma atriz, Audrey Tautou, o filme faz uma biografia da estilista francesa desde a época que foi colocada num orfanato. No Brasil, o longa metragem só será lançado em 30 de outubro. Ninguém merece. Vou tentar assistir o filme lá em Paris já que irei para lá mesmo. Ai como sou chique!

Amo Chanel. Lembro-me que quando estive em Paris, separei um dia inteiro só para entrar em quantas lojas Chanel pudesse. Separei o meu melhor vestido para completar a maratona. Andei tanto que precisava mesmo é de ter calçado o meu melhor tênis. Ao entrar nas lojas, fiz a maior cara de trilhardária. Me senti a mulher mais segura do mundo. Se não faz a tal "cara de paisagem", não a tratam direito. É incrível, mas é assim mesmo. Saí de lá, feliz da vida. Sem nenhum par de sapato, mas feliz da vida. Para finalizar o passeio, sentei num banco na Champs Elyssés e devorei um cachorro quente. Bárbaro! E nem um pouco chique.


Um garoto fazendo pipi apareceu na foto

Amo Chanel. Amo as roupas que deixaram as mulheres elegantes e ao mesmo tempo, confortáveis, além de clássicas. Fora isso, a clássica bolsa 255 de matelassê com uma corrente de ouro, que nos deixa bela em qualquer ocasião. Tenho uma! Adorada bolsa. O nome é por causa da data de criação: fevereiro de 1955. Foi a primeira bolso a tiracolo, uma exigência da Chanel já que vivia com as mãos ocupadas.

Quer saber mais? Outro clássico é o sapato fechado com calcanhares à mostra que leva o nome Chanel. Eita mulherzinha danada. Além disso, ela foi a criadora do visual marinheiro e do tailleur, inspirado na praticidade masculina, sem perder o ar feminino.

Chanel, segundo a própria, não era moda Chanel, e sim estilo, antes de tudo. "A moda sai de moda, o estilo, jamais" (Coco Chanel). Adoro a palavra "estilo". Isso sim é a marca registrada de mulheres elegantes.

Chanel era o máximo mesmo. Ela democratizou o vestuário e misturou jóias falsas com o preto. Uma forma de mesclar o contraste da riqueza e do luxo das colegas com a pobreza dela, da sua irmã e de outras orfãs que viviam no mesmo lugar. Para quem não sabe, o internato em que Gabrielle Chanel morou, aceitava crianças pobres, mas também funcionava como escola paga para as ricas filhas da elite da França.

Os "namorados" de Chanel também tiveram influência sobre as suas criações. Li numa revista que os bordados russos vieram da época em que ela se relacionou com o duque Dimitri, 16 anos mais novo que a estilista. Os trajes marinheiros surgiram durante o romance com o duque Westminster, milionário inglês. E por aí vai. Bacanésimo!


Chanel by Carolina

"Eu não entendo como uma mulher pode sair de casa sem se arrumar um pouco - mesmo que por delicadeza. Depois, nunca se sabe, talvez seja o dia em que ela tem um encontro com o destino. E é melhor estar tão bonita quanto for possível para o destino." [ Coco Chanel ]

A baladeira de balonê

Hoje em dia, sair para se divertir é ir para a balada. Baladeiros e baladeiras de plantão estão em todas, não importa o dia, se é domingo ou segunda-feira. Não acho bonito ser baladeira ou baladeiro. Mas se eu tivesse vivido na época do Beatles seria baladeira. A maior delas. Me descabelaria. Seria carregada pela polícia. Faria plantão no aeroporto e acho que desmaiaria no primeiro aceno de um dos garotos de Liverpool. E dos quatro integrantes, faria um pôster do Paul McCartney.

Exagerei! Não faria nada disso não. Mas que seria a maior baladeira da década de 60, ah isso sim! O meu modelito rodado em estampas diversas seria o maior sucesso das matinês e dos encontros nos drive-ins. Dependendo do tema do filme, um ar um pouco mais selvagem, do tipo Olívia Newton John, pós-patricinha, no final de Grease – Nos tempos da brilhantina, incrementaria o meu “look” do dia. Exagerei de novo!


É sábado à noite. Estou aqui no meu incrível computador feliz da vida e sem a menor disposição para me juntar aos baladeiros da cidade. Já me diverti por hoje. Encontrei as amigas, joguei conversa fora e comi até encher as tampas. O dia fechou as suas cortinas. A noite deu o ar da graça e a minha cama me convida para uma grande balada: a balada dos sonhos. Esse aí, meus caros amigos, não tem preço. Quem sabe lá não consigo assistir a um show dos Beatles?! Ou quem sabe voar com a Lucy e seus diamantes na música “Lucy in the sky with diamonds”?!

Mas acho que prefiro caminhar pelos campos de morango de “Strawberry Fields Forever”! Topa? Nem sempre tudo é real mesmo, por que esperar?!

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Carta de amor


ALINE,

Sua carta me tirou o sono ou talvez tenha acentuado a vontade de não dizer nada. Não quero dizer tudo de uma vez. Os casais vivem querendo dizer tudo e não reservam intimidade para estranhar depois. São capazes de virar a noite só para tirar a limpo uma palavra rude ou uma evidência de infidelidade. Somos todos patéticos. Apenas concentramos as forças para nos destruir. Na hora de se ajudar, nos dispersamos. Se aquela noite em que queimamos o estoque de palavrões para um xingar o outro fosse utilizada para uma longa distração de mãos dadas, não acordaríamos tão cansados. Mania de grandeza. Mania de pureza. Desejo te preservar de mim que às vezes exagero no distanciamento. Já te contei que eu me acho ridículo quando levo tua lista ao supermercado? Levanto o papel discretamente do bolso para conferir se peguei as coisas certinho. Não entendo tua letra e sou obrigado a aproximar a folha como um óculos. Um dia, vi as caixas rindo do meu jeito. Como não rir? Meu talento sempre foi o de confundir e complicar. Não sei separar o que vivi do que imaginei ao teu lado. Um dia que não te conto não existiu. Eu não tenho passado. Meu passado também foi pressentimento de ti.

Com amor,

Fernando
(por Fabrício Carpinejar)

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Ontem, brigamos! Perdemos energia um tempão numa guerra de egos. Ele ficou nervoso e brigou na rua. Fui a culpada.

Será que sempre tenho competência de entregar uma lista de supermercados com letra ilegível aos homens que estão ao meu lado? Sinto-me culpada. Eles se sentem ridículos como o Fernando da carta acima. Acham que as caixas estão rindo do jeito deles.

Não foi a primeira vez que alguém me resumiu como prepotente no sentido de diminuir as pessoas. Juro que se fiz isso, de verdade, não foi por querer. Não percebi!

Ás vezes, como diz Carpinejar, desejo preservar os outros de mim pois, às vezes, exagero no distanciamento.

Me sinto culpada!

Acho que sou má de verdade!


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Amôôôôr!!!


Os homens estão exaustos e assustados. Não sabem se mandam flores ou se a chamam para jantar. Não sabem se telefonam ou não. Está na hora de sermos legais com eles. Precisamos mostrar à eles que precisamos deles, mesmo que seja de vez em quando. Não custa nada.

Mais uma vez digo que essa tal de independência feminina assusta. Outro dia o marido de uma amiga me disse que os homens querem sim que mostremos que precisamos deles um pouco. Mostrar uma certa dependência é legal. Nada em excesso, é claro.

Aliás, devo calçar o sapato esquerdo no pé direito e o direito no esquerdo? Ou o contrário? Me ajuda, amôôôôr!

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Não dá para competir!

Estou indignada. Nem a beleza é mais o que é. Tudo é artificial. Ninguém é feio. E duvido alguém que seja bonito de verdade. O dinheiro paga a beleza. Poxa, qual mal que tem em ser feio? Ser feio é doença?!

Bom, lá estava eu, hoje, acessando os meus e-mails quando dou de cara com a notícia de como as famosas mantém a beleza e o quanto gastam em “espécie”. Perdoem-me! Mas meus olhos piscaram e precisei ler aquele "grande" informativo.

Fiquei indignada mais uma vez. Como as famosas mantém a beleza? Que mané manter. Estão construindo uma nova mulher. Aquelas lá não são elas.

Confesso que quase morri de inveja. Adoraria gastar rios de dinheiro para tirar os meus pneus. Ao contrário, quase morro de jogar squash e não consigo sequer enxergar uma medida a menos no meu corpo.

Estou apavorada. Acho que mesmo se eu fosse muito bem renumerada, não teria tempo de submeter-me a massagens, consultas de nutricionista, sessões no esteticista. Ai de mim que sou vaidosa! E como tenho competência para ser dondoca, perua, sei lá. Juro que consigo ser uma escrava da beleza. Aliás, isso já sou.

Outro dia assisti um filme com a Angeline Jolie, bem no início da carreira dela, e não vi nada demais. Aliás, vi sim uns seios bem caídos, enormes e caídos! A mulher simplesmente gasta US$ 400 por dia com uma máscara de caviar para o rosto. Caracas, não dá para competir!

É isso aí! E o mundo está cada vez mais “bonito”. Digo “bonito” por fora. E ser feio hoje é pecado. Ser bonito é ter status.

Celebridades que não sentem dó em colocar a mão no bolso quando o assunto é beleza:

Madonna: pagou milhões de dólares para poder montar uma academia de ginástica em sua casa, localizada em Londres. A loira ainda gasta US$ 120 mil ao ano com a "Kabbalah Water", uma água que promete deixar o corpo mais "puro por dentro".

Angelina Jolie: Aos 33 anos, a atriz está preocupada com a ação do tempo. De acordo com o site "In Touch", a estrela já experimentou todos os cremes com ação antirrugas que possam existir. Ela gasta US$ 400 por dia com uma máscara facial de caviar. Recentemente, ela entrou em uma dieta radical a base de pimenta e limão com o intuito de desintoxicar o corpo e conseguiu perder 9 kg em 20 dias.
Me lembrou o Steve Buceman

Katie Holmes (essa aqui tem cara de cachorrinho de madame):
Durante a divulgação do filme "Operação Valquíria" de Tom Cruise no Japão, Katie Holmes gastou uma fortuna. Para arrumar os cabelos, ela desembolsou quase três mil dólares. Para clarear os dentes foram mais 29 mil, dez mil para os demais tratamentos estéticos e uma maquiagem de mil e 500 dólares para finalizar. No final das contas, a passadinha pelo salão de beleza custou cerca de 40 mil dólares.

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