terça-feira, 31 de março de 2009

Em busca da esperança


Fiquei comovida hoje ao saber do naufrágio de um barco que carregava quase 300 pessoas. Eram árabes e africanos que saíram da costa da Líbia rumo à Europa e tiveram as suas vidas interrompidas no mar mediterrâneo.

O que me deixa estarrecida, de verdade, é o fato de como a imprensa noticia. E olha que sou jornalista! Acredito que esteja faltando opinião. Ainda mais agora, quando os ventos trazem dias abastados. Um comentário do âncora do telejornal já seria uma atitude bacana. Isso costumava acontecer na hora do almoço para “abrandar” alguns fatos.

Gente, eram pessoas!!! E mesmo que fossem animais. Eram homens, mulheres e crianças que deixaram as suas casas em busca de uma vida melhor. Oras, não fazemos isso também? Conheço muitos brasileiros que rumam ao desconhecido e tentam um futuro em outro país. Isso se chama esperança! E esperança dá vontade de viver!

Cheguei a ler num site de notícias renomado que o barco afundou. Afundou com imigrantes ilegais. Não é mentira, a notícia está correta, mas acredito que usar a palavra “naufragar” seria mais adequado. Não que eu tenha uma visão utópica dos fatos, mas só faltou colocar nas entrelinhas que o barco afundou, mas como eram imigrantes ilegais, não vai fazer falta mesmo.

Quando era repórter, me surpreendi muitas vezes com a minha frieza. Hoje tudo mudou. As águas de março que insistem em fechar este verão com inundações por todo o nosso Brasil me incomodam. Pessoas que perdem o seu teto e amarram os carros em postes para que a chuva não os carreguem realmente me fazem exercer a empatia não da forma que queria.

Amanhã é abril. Quem sabe tudo não melhora?! Bem que a previsão é de que um super vírus invada os nossos computadores no primeiro dia do mês. Vai saber...só nos resta ter esperança e fazer back ups.

Memória de uma noite de verão


Quem disse que amor de verão não sobe a serra está enganado!

O nosso segundo verão foi em Porto Seguro, na Bahia. Tinha apenas 17 anos.

Já era noite. Não tínhamos telefone celular. E acabava de chegar no destino. A única informação que ele tinha? A data e o hotel que estaria com toda a família. E só!

''Que horas são?" - perguntava para a minha mãe.

"São cinco minutos mais tarde do que a última vez que perguntou. Calma", respondeu.

E novamente: "Que horas são?" - perguntei. Ela respondeu: "A mesma"!

Eu contava as horas e os minutos. Sentia um tumulto esquisito. Mas então, em poucos instantes, você chegou e reestabeleceu a ordem. Você sorriu! Estava mais nervoso que eu. Eu me levantei e deixei o garçom falando sozinho. Então, como foi? Eu pisei no seu pé, não foi
? Começamos a rir.

Entramos no bugue alugado sem buzina. Você era a buzina! E abrimos mais um verão!

...........................................................................

MEMÓRIA

Porto Seguro, 12 de janeiro de 1996

Costumo cumprir promessas. Lembro-me que, há mais ou menos 1 ano, prometi vê-la ainda muitas e muitas vezes. Não estava brincando! Estes rápidos porém maravilhosos dias são a maior prova disso. Você está sempre na minha lembrança, no meu pensamento, no meu coração. Sempre que a saudade apertar, leia este quadrinho, reveja as fotos e sonhe comigo.

Por enquanto apenas sonhe. Nunca conhecemos o dia de amanhã...

Lembranças de uma semana inesquecível,

Do seu,
N!



imagem: http://www.cirilovelosomoraes.com.br/

segunda-feira, 30 de março de 2009

Paris bateu à minha porta


“Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você”
(Minha Namorada – Vinícius de Moraes)


Recebi uma ligação hoje muito especial. E um e-mail também. Veio de Paris! Fiquei bocó igualzinho ao moço da música de autoria do Vinícius de Moraes. A amizade é o maior presente que se pode ter. Enquanto conversávamos, escutava ao fundo da ligação, o acordeão dos músicos do metrô. Não indentifiquei qual era a canção. Nem quis. Apenas me transportei e quis curtir ao máximo a minha cara-metade. O outro pedaço da minha laranja.

O amor da nossa vida não precisa ser, necessariamente o seu amante. Não precisam estar juntos efetivamente, ou casados. É. Simplesmente é. Pronto e acabou!

Éramos da época das cartas, dos envelopes coloridos que preencheram a minha juventude de uma forma linda! A espera das cartas, às vezes, era sofrida. Por que demoravam tanto? Sabia a hora exata que o carteiro passava no meu prédio. E todo dia, esperava. Tinha verdadeiro pavor quando os correios entravam em greve.

E como era bom! Chegava da escola e lá estava aquele envelope encantando, um tesouro brotando. Era beleza demais para uma Carolina só. Que presente! E foram anos assim. As sentimentalidades compartilhadas num papel entre Brasília e Rio de Janeiro.

A distância só aumenta. Rio de Janeiro não mais. Agora, Paris – Brasília. É um bocado longe! Mas a ideia não é encurtar a quilometragem, e sim aumentar a amizade sempre. Saca o “Casamento do meu melhor amigo”? Pule apenas as cenas da festa, das travessuras da Julia Roberts e do amigo gay! Fora isso, o filme hollydiano aconteceu de verdade.

Há 15 anos a história começou e tomara que nunca termine porque uma vida sem
amigos é uma vida vazia. Adoro você, N!


http://www.caiofabio.com/Arquivo/Image/

domingo, 29 de março de 2009

Jogue suas mãos para o céu


“Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê”

(Na rua, na chuva, na fazenda)




Eu pegava a neve! Brincava com aqueles flocos brancos. E girava, girava, girava. Jogava as mãos para cima e agradecia cada pedacinho que caia em cima de mim. Ali, enxerguei paciência, esperança, certeza, sabedoria, saúde, felicidade, muita felicidade.

Foi apenas um sonho. E não acabou! Aquilo me perturbou de uma forma gostosa e curiosa. Primeiro, porque acordei feliz da vida. E, depois, porque senti esperança, bem do tipo da música da Elis Regina: “EU QUERO A ESPERANÇA DE ÓCULOS”.

Quero sim. Quero a ESPERANÇA DE ÓCULOS, de lente de aumento! Quero vê-la bem perto de mim, quero tomar banho com ela, dormir com ela, acordar com ela, dirigir com ela. Esperança para poder sonhar quando se está acordado. Esperança para me mostrar que tenho os remos necessários para impulsionar o barco de todas as minhas vontades. Eu posso, eu tenho o poder, sou feliz!

E lá fui eu quebrar uma das minhas regras: vasculhar um dicionário dos sonhos. Mas, pô, não acredito em nada mesmo! Pensei, agora é a chance. Senti como se o Vinícius de Moraes chegasse em mim com uma das suas mãos – é que a outra estava ocupada segurando um copo de uísque – me desse um tapinha nas costas e dissesse: Vai, vai, vai....

Gostei. Fez sentido! Se a informação do dicionário estiver certa, em breve vivenciarei aventuras românticas com grandes extremos de emoções. Li também que a brancura da neve simboliza pureza de coração, virtude e misticismo. E que se cair de forma abundante – como foi no meu sonho – a neve deve ser interpretada de modo favorável.

Neve também faz referência ao frio, aquele inverno da alma, seguido de estado de introversão, dor e silêncio.

Mas agora jogo minhas mãos para o céu e agradeço. Obrigada, a fase do inverno está bem no fim. Pare de reclamar da vida! E meio que num tom global: invente, tente, faça da sua vida bem diferente.

imagem: http://static.blogstorage.hi-pi.com/spaceblog.com.br/

sábado, 28 de março de 2009

Mundo às escuras na Hora do Planeta 2009


Hoje à noite, entre 20h30 e 21h30, acontece a Hora do Planeta. É o momento em que o mundo ficará às escuras num ato de protesto contra os efeitos das mudanças climáticas na Terra. Os principais monumentos do mundo (inclusive, a Esplanada dos Ministérios, aqui em Brasília), casas e cidades, vão apagar as luzes nesses 60 minutos voluntários.

O ato é uma iniciativa da ONG ambientalista WWF. Este ano, é a primeira vez que o Brasil participa. Acredito em atos de amor como esses. Pensar nos animais, nas crianças, no nosso futuro é um ato de caridade. Portanto, meus amigos, quem acredita, tente pelo menos apagar as luzes do quarto, na Hora do Planeta!



imagem: http://www.semlactose.com/wp-content/

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tenho um castelo!


Minha amiga de infância Vivi me escreveu! Ficou preocupada com o texto "E viveu feliz para sempre...". Disse que não era o meu perfil e que eu precisava jogar essa raiva em algum lugar, nem que fosse no lago paranoá. Mas eu juro: não estou nutrindo mais esse sentimento.

O coração remendado apenas foi atirado contra a parede mais uma vez. Mas isso
passa, já passou! E cá para nós, como é ruim quando alguém acende a luz sendo que você ainda estava dormindo. Não dá para ficar tapando a cara com travesseiro muito tempo. O jeito é se levantar, se arrumar e perceber o tanto que é querida pelos amigos e família.

Obrigada meus amigos! Que presente ter tantas pessoas queridas ao meu redor. Vivi, Belinha, Dani, Claudinha, Thomaz, Cris, Lud, vocês são parte da minha vida. E Cibele, mesmo estando em Madri, é como se estivesse aqui. Como essa menina faz falta!

Mesmo o texto não ter sido escrito por mim, a Vivi elogiou uma parte e disse que estou desmistificando a princesa que existe em mim.

Obrigada mais uma vez, amiga!


"Quando a sua princesa souber que não precisa de um princípe para reinar sua vida, aí é que você será eternamente rainha e coroada. Pois podem vir súditos, escravos, duques, guerreiros, reis e o que for...eles somente farão parte e compartilharão contigo.

Princesa Carol, você nasceu para ser feliz, mas o princípe foi só uma história que inventaram para você achar que precisa dele. Quando na verdade, você só, se basta e só irá compartilhar com um companheiro aquilo que julgar necessário e importante para sua vida.

Por favor Princesa Carol, sorria e goze a vida, pois você tem mais que outros! O seu reinado já está pronto e o seu palácio também. Receba e abra as portas dele, convite seus amigos para os bailes, consulte os sacerdotes para sua vida e trabalhe pela segurança e manutenção do seu reinado e seja sempre este tesouro de pessoa que você é, pois esta é sua maior riqueza".

imagem:
http://img163.imageshack.us/img163

A garota mais bonita da classe

Não preciso dizer o nome. Nem gritar para os quatro cantos do mundo. Ou mostrar para todos os meus amigos. Mas o fato é que recebi um e-mail lindo ontem de uma pessoa especial. E isso me fez enxergar o quanto posso fazer diferença na vida de alguém, não só na dos meus pais. Por meio de metáforas, ele escreveu com exatidão que, ao falar comigo, sentia um frio na barriga: como se fosse um garotinho querendo se aproximar da garota mais bonita da classe.

Acabei voltando no tempo e lembrando os meus dias de escola. Não era considerada a mais bonita da classe. Mas ser uma das mais populares, já bastava! Fazia parte do time do basquete, era uma das melhores em história e as festas sempre eram na minha casa. Mas como é legal ser considerada a “the one”.

O fato é que o e-mail do meu amigo mudou tudo. Cheguei em casa, tomei banho, fiquei limpa por fora , mas pensativa por dentro. Ele gosta de mim. Não dá para ser amiga de alguém que gosta, de nós, de verdade! Isso seria brincar com os sentimentos do outro.

Daí me pego cheia de incoerências. Começo a pensar nesse tal de gostar. Por que damos chances para as pessoas erradas?! Quando chega a hora mesmo da pessoa que merece receber toda essa atenção, o sentimento já gastou, acabou, aquela vontade de “dar certo” mais uma vez se foi junto com os pássaros, e só restou a solidão. Uma solidão consciente, certa de que não se quer ninguém.

Tudo passa...

Ao invés de se ocupar com mil atividades, e sair bastante, é necessário um período de sacrifício voluntário, não para sofrer e sim para se recuperar. É a época de inverno, aquele frio siberiano, que me fez guardar no armário as regatas e mini saias! Aquele calor, aquele choque térmico que se sente quando está com alguém cedeu lugar para a blusa, luvas e meias de lã.

Eu!!!!!!

Aí, um belo dia, pinta um cara bacana que acende um sentimento especial que não sei de onde vem, de qualquer lugar que não seja o conhecimento ou a razão. E lá vamos nós começar a suar novamente. Au revoir, gola rolê! Quando vejo, já estou namorando novamente. E como o sentimento vinha desse lugar obscuro e superficial, acaba tudo sem marcas, sem cicatrizes, mas com dificuldades. Quando se acaba um namoro se acaba também um tipo de rotina. E começa a falação: é papo com as amigas, com a manicure, com o cabeleireiro... Depois passa, passou!

Lembro um fato engraçado que aconteceu com um dos meus primeiros namorados. Ele era tão feio que achei que o que eu sentia era amor de verdade! Não era. E para terminar? Jesus me chicoteia. Fiz uma pesquisa para aprender a terminar uma relação. Que sufoco!!!

Depois jurei a mim mesmo que nunca mais namoraria ninguém. Bastou aparecer um belo par de olhos verdes na minha frente, com olhares certeiros, para eu ficar perdidamente apaixonada. Minha nossa senhora da pata choca, só ouvia músicas tristes. Até que um dia, encontrei o ciclano na rua e o papo foi tão chato que vi que não tinha nada em comum. Sapequei-lhe um fora! Adorei sair por cima, na época! Bobo, né?!

Mas isso, hoje, não faria mais sentido. Acho muito mais bonito ser gentil, suave, assim meio que santificada, ser boa sem ser boazinha (detesto essa palavra).

E, agora, mais uma vez, estou aqui sem saber o que fazer. Não quero brincar com os sentimentos de ninguém. Estou sendo boa de verdade ultimamente, mas confesso que estou detestando
ser.

Achei uma miniatura minha

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/