sábado, 2 de maio de 2009

It´s a good day


"Cause it's a good day for payin' your bills
And it's a good day for curin' your ills
So take a deep breath and throw away your pills
Cause it's a good day from morning till night"





Amo Peggy Lee. Ouví-la é se transportar. É voltar 40, 50 anos e sentir saudades de um tempo que nem sequer viveu.

O som do piano de cauda na penumbra, a fumaça do cigarro na sombra, e todos aqueles chapéus dignos de homens elegantes. E claro, a Peggy, elegantemente trajada no seu vestido longo, arrematando o "look" com uma flor de pano nos cabelos. Puro charme!

As músicas eram muito charmosas. A alegria do piano era contagiante. As letras refletiam mesmo o que queríamos expressar, seja no momento de acordar ou dormir. Não só Peggy Lee, como Billie Holiday, Nina Simone, Ella Fitzgerald, Bessie Smith cantavam os seus males, colocavam todo aquele sofrimento para fora. Saravá!!!

Mas hoje quero comentar It´s a good day! Como a Peggy Lee mesmo dizia: hoje é um bom dia de curar as mágoas, pagar as contas, cantar uma canção. E o que pode dar errado num dia como esse? Nada.

Bom dia, sol!

Hoje estou radiante!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Propaganda Fantástica

A tampa da panela


I´M FAR FROM PERFECT. BUT I WILL BE PERFECT FOR THAT IMPERFECT SOMEONE WHO IS PERFECT OF ME.


Achei a frase meiga. E só!

Isso não quer dizer que estou à procura.


imagem: http://www.blogbrasil.com.br

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Deixe o meu tricô em paz!


Elas se cansaram do tricô. Eu não, eu não!

A música "Alegria, Alegria", do Caetano Veloso, provocou nostalgia. Não aquela ruim, aquela boa mesmo, envolvendo saudades.

Lembrei da primeira vez que a minissérie Anos Rebeldes foi exibida na tv. Era criança. Me amarrei em tudo: na trilha sonora, nas imagens em preto e branco, nas imagens coloridas, nas imagens reais resgatadas, no João Alfredo e na Maria Lúcia, nas rodinhas de violão, no Edgar, nas festas da Heloísa, em tudo!

Sonhava com tudo aquilo. Me transportava sem nem mesmo fechar os olhos.

O amor de João e Maria Lúcia era lindo. Mas separados pela ditadura, e cansada de ideologias, ela se casou com o Edgar. Excelente escolha. Tá vendo que nem tudo é lindo?

A Heloísa, ah a Heloísa, era eu. A personagem era popular, vivia rodeada de amigos, e as festas sempre eram na casa dela. Acho que o primeiro porre de todo o pessoal da escola aconteceu na minha casa. Na época tudo era motivo para nos reunirmos. Estava frio? Fondue. Dias das bruxas? Festa à fantasia. Intercâmbio de ciclano? Bota fora na casa da Carol.

Heloísa, mesmo sendo filhinha de papai, não deixou que isso afetasse a sua inteligência. Lutou, lutou tanto na ditadura, que morreu. Ah, isso eu não faria não.



Não sou nem um pouco revolucionária. A mulher só se dá mal. Por que foi revolucionar e queimar sutiã em praça pública? Independência, né, independência. Fala sério. Que MANÉ INDEPENDÊNCIA? Ficou muito pior.

Trabalhamos igual aos homens, ou até mais. E o salário dificilmente é superior ao deles. Com a diferença que eles nem precisam fazer as unhas, hidratar os cabelos ou levar absorvente na bolsa. Independência é o cacete!

E se cairmos na bobagem de casar, aí é que lascou tudo mesmo. Rotina tripla. Será que sobra tempo para fazer as unhas, hidratar os cabelos, ou jogar squash (se não ele vai reclamar do seu pandeiro flácido)?

Acho que não, meu caro, acho que não. Se for independência...que seja INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL já!

Abaixo ao feminismo! Prefiro ser feminina. Sei até fazer tricô!





imagens:
http://api.ning.com/
RISO%20MUNDIAL%20N28_0001_capa_t0

Eu vou! Por que não?



Agora não tem jeito mais! Eu vou. Já paguei.

Lá vou eu para mais uma viagem. “Quero seguir vivendo”, como diz Caetano Veloso.

Eu vou...

Com lenço, com documento
E se tudo der certo (e vai dar), com dinheiro no bolso, nas mãos, na mala (afinal tenho até outubro para isso)

Eu vou...

Com muita curiosidade, com muita alegria

Eu vou...

Com muita fome, com muita sede de viver novos momentos

Eu vou...

Por que não?

imagem: http://spe.fotolog.com/photo/

terça-feira, 28 de abril de 2009

Onde problemas derretem como pastilhas de limão


“E os sonhos que você se atreve a sonhar
Realmente se realizam

Um dia eu farei um pedido a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estejam longe

Detrás de mim
Onde os problemas derretam como pastilhas de limão

Longe do topo das chaminés
E lá você me encontrará”

Somewhere over the rainbow (Em Algum Lugar Sobre O Arco-íris)




Quero que os meus problemas derretam como pastilhas de limão

Quero encontrar o sentido da vida novamente

Quero trabalhar menos e ganhar melhor

Quero uma loja de chocolates

Quero ir ao salão de beleza sem pressa e não na hora do almoço

Quero encontrar sempre vagas para estacionar o meu carro onde precisar

Quero dirigir pelas ruas da cidade sem empacar no trânsito

Quero acordar só quando o sono acabar

Quero caber em todas as minhas roupas sempre

Quero um closet

Quero que o meu cabeleireiro sempre esteja disponível

Quero que o lava-jato esteja livre quando precisar lavar o meu carro

Quero viajar de forma tranqüila

Quero tirar férias


Quero morar sozinha, sem marido, sem pai nem mãe

Quero uma casa, e que seja no campo, onde eu possa criar os meus cães, fazer uma horta, e tocar piano a hora que eu quiser...

Quero apenas qualidade de vida. Qualidade de vida que preciso ter.

Será que é tão impossível assim? Não quero sonhar, nem gosto. Só sei que quero! E tem de ser logo.

imagem: http://4.bp.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ainda bem que sou travessa

“I thought love was only true in fairy tales” (I´m a believer)



Outro dia li que todas as mulheres são loucas. Se ser louca for o contrário de ser boba, então tá! Somos loucas sim. E prefiro assim. Mulheres que tem vontade de viver até a última gota.

As que não são loucas são as boazinhas, dóceis, amáveis, descansadas. Vadre reto satanás! Prefiro a primeira opção.

Não sou louca nem boazinha. Talvez travessa? Arredia? E mal comportada? Vai saber! Só quero quebrar regras. Isso não quer dizer que eu vá trabalhar de pantufas algum dia.

Acho que sou má (não foi eu que disse, não foi eu). Mas não tão má. Juro!

É...somos loucas mesmo.

Queremos ser resgatadas da torre do castelo, que abram pontes com a sua espada mágica.

Queremos que façam loucuras por nós, que nos carreguem no colo quando estivermos com sono.

Queremos que tenham fome de nós, que dêem duro, que sejam criativos.

Adoramos quando nos prometem a lua. Mesmo sem acreditar. Há ainda gente que acredite! Mas não vamos quebrar o clima.

Adoramos quando admiram nossos olhos, cabelos, boca... e o vestido que colocamos para ir à festa.

Concordo plenamente com o fato de as mulheres serem loucas. Elas acreditam no amor. E assistiram o Shrek...que encontrou o amor, mesmo achando que isso só existisse em contos de fada. Lembram da música "I´m a believer", no filme?!






I'm A Believer (The monkees)

I thought love was only true in fairy tales
Meant for someone else but not for me.
Oh, love was out to get me
That's the way it seems
Disappointment haunted all my dreams.

Then I saw her face
Now I'm a believer.
Not a trace
Of doubt in my mind.
I'm in love
(oooooo)
I'm a believer, I couldn't leave her
if I tried

I thought love was more or less a given thing
The more I gave the less I got, Oh Yeah
What's the use of trying
All you get is pain
When I wanted sunshine I got rain

Then I saw her face,
Now i'm a believer.
Not a trace
Of doubt in my mind.
I'm in love
I'm a believer, I couldn't leave her
if I tried

What's the use in tyring
All you get is pain
When I wanted Sunshine I got rain!

Yes I saw her face,
Now I'm a believer.
No not a trace
Of doubt in my mind.
Said I'm a believer, yeah yeah....