terça-feira, 3 de novembro de 2009

Defenda os animais domésticos dizendo NÃO ao projeto de lei!

Segundo a Lei de Crimes Ambientais, é crime praticar ato de violência contra qualquer animal. Porém, tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL 4.548/98) que visa acabar com essa proteção para os animais domésticos.

A intenção do Projeto de Lei é alterar o art. 32 da Lei de Crimes Ambientais, retirando a expressão “domésticos e domesticados” e, assim, descriminalizar atos de abuso e maus-tratos contra esses animais.

Essa alteração significaria um enorme retrocesso na história da proteção animal no Brasil, ao tornar ainda mais branda a legislação animal vigente, favorecendo a impunidade.

Os inúmeros casos de maus-tratos que se repetem diariamente no país deixariam de ser crime. O combate às condenáveis rinhas de cães e galos, por exemplo, seria dificultado ao extremo.


Você faria algo bem simples para ajudar os animais domésticos no Brasil?

O momento é delicado, sendo de fundamental importância que todos aqueles que se importam com os animais se manifestem. Lembre-se que a opinião popular é essencial para a aprovação ou rejeição de leis.

A WSPA Brasil elaborou uma carta online a ser enviada aos deputados federais, pedindo que NÃO APROVEM o Projeto de Lei 4.548/98, que modifica o art.32.

Quem você pensa que é?


A frase é clássica. Você ouve em filmes e novelas e, às vezes, até na vida real. “Quem você pensa que é?”. Daí fiquei pensando, quem eu penso que sou?!

Penso que sou a Carolina Cascão. Tenho 30 anos, por pouco tempo. Em exatos dois meses completo 31. Desses, me arrependo alguns anos, mas não posso voltar atrás. Me formei em jornalismo, mas queria mesmo era ter cursado veterinária. Não sou morena nem clara, sou um arco-íris. Tenho todas as cores. E, alto lá, arco-íris é uma coisa séria. Não dá para pedir para alguém segurar uma ponta enquanto vai verificar a outra. O arco-íris pode se desmanchar, como diz Angela Carmeiro, escritora!

Lembro-me muito bem da minha infância, da primeira bicicleta, da barraca de praia quando íamos a Cabo Frio, de odiar pisar na areia e ficar molhada. Lembro-me que adorava aquelas lojas de fliperamas (era assim que chamávamos) e queria chupar todos os picolés na praia para ver se, ao final, o meu palito estava premiado. Amava – e amo até hoje – a coxinha de galinha (apimentada) do clube pica pau lá em Minas.

Nunca me casei, portanto não sou ex-mulher de ninguém. Um vantagem nos dias de hoje, na minha opinião. Portanto, estou no zero quilômetro em termo de relacionamento eterno. Não tenho filhos também. Aliás, tenho um cão, animado cão. Apesar de achar o mundo muito cruel para se colocar uma criança no mundo, acredito que a espécie deva ser perpetuada. Adoraria ver um bebê bocudo e olhudo, exatamente como eu era.

Nunca sofri nenhum acidente. Nem tive sérios desvios de doença. Sou saudável por dentro e por fora. Digo, a cuca é legal. Apenas com alterações no período de TPM, mas por pouquíssimo tempo.

Pinto. Às vezes, o sete. Não bordo. Mas sei fazer tricô.

Toco piano também. Adoro desenhar. E enfeitar pratos deliciosos de comida. O meu arroz é horrível. É bonito, mas é
sem graça!!! Feijão não sei fazer. Fico apavorada só de pegar numa panela de pressão. Morro de medo! Ainda bem que não sei fazer tudo. Já pensou que sem graça? Ah aquela ali é perfeita. Faz tudo. Acho que ninguém ia querê-la!

Sobrevivi a alguns relacionamentos. Me enganei. Já enganei e fui enganada. Já recebi dois buquês no Dia do Namorados. Já me fizeram serenata na Bahia. E tenho uma caixa de papel recheada de cartas apaixonadas. A adolescência é mesmo uma fase deliciosa.

Comecei a trabalhar relativamente cedo. Não que precisasse. Quando completei 19 anos, consegui um emprego, pela primeira vez, num jornal. Achei o máximo. Mas foi aí que comecei a ver a verdade da profissão e me desapaixonei por ela.

Amo Paris. Mas não sei se amo mais. Descobri que, de verdade, amo é o meu Brasil. Bom, penso que sou brasileira, e nem adianta falar que tenho a “cara” das francesas...já não é mais elogio!



imagem:http://media.photobucket.com/image/

domingo, 1 de novembro de 2009

Você se sente seguro?

Ao parar o carro num estacionamento público, ao andar a pé à noite sozinho ou ao viajar de avião? Você se sente seguro? Sem mentir vai, se sente seguro?! Caso sim, passe a receita, por favor, pois acho que o fim do mundo não será por um surto da natureza e, sim por causa de um enlouquecimento humano.

Na tarde da última sexta-feira, em Brasília (DF), véspera do feriado de Finados, o comandante do vôo 1846 da companhia aérea Gol, teve que arremeter o avião, ao chegar na capital, com 128 pessoas à bordo. Um herói! Nada me convencerá o contrário. Se não fosse tal ato, a aeronave teria se chocado com outra da companhia aérea TAM.

Então, supondo que o avião da TAM estivesse com 150 pessoas, soma-se este número a 128 passageiros da Gol, teríamos 278 novos finados para coroar o feriado de Finados. Já quase não temos mortos para chorar...qual diferença faz? Muita!!! Cadê a responsabilidade e a valorização da vida humana? Podia ser o seu pai ou mãe, ou filho (a), ou noivo (a).

O comandante foi um herói sim. E andam falando mal dele. Um jogando a culpa para o outro. E a culpa, já assumida, e negada pela Aeronáutica (faça-me o favor) foi do controlador de vôo. Isso segundo um jornal local. O próprio presidente da Associação dos Controladores de Voo do DF, revelou que os novos contratados recebem um péssimo treinamento. “Antes, eram 240 horas de aulas para ser controlador, agora são apenas 90 horas. Por isso, ocorrem erros como o de ontem, que foi culpa total do controlador”.

Ultimamente, tenho tido mais medo de controlador de voo que de ladrão. A coisa se inverteu. Mundo esquisito. Como é que se autoriza a aterrisagem de dois aviões ao mesmo tempo na mesma pista?! Faça-me o favor. Será que não têm consciência que não estão carregando batatas? E sim pais e família, filhos de família, crianças, enfim, vidas!

Éramos felizes e não sabíamos. Voar era prazeroso. As pessoas se vestiam elegantemente antes de embarcar. Fazíamos boas refeições e comíamos com talheres de verdade. E o melhor de tudo: sentíamos seguros. Não existiam homens-bombas prestes a explodir em aeronaves. Não éramos revistados. Não existiam barreiras eletrônicas. Havia lugares para sentar nas salas de embarque. E estas eram tão silenciosas quanto uma capela.

Acabou o voar com prazer! Agora a única coisa que nos resta é fazer o sinal da cruz...e seja o que Deus quiser!

E, ainda temos que ler títulos irônicos nos jornais: “Susto na aterrisagem”. Susto? Pânico! Ver a vida em contagem regressiva rumo a morte é aterrorizante. Algo tem que ser feito.



Saudade de um tempo que não vivi



imagem: http://fotocache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Quem vai pegar o meu buquê?

Nunca fui preocupada com casamento não (digo, não muito. é óbvio que toda mulher pensa no assunto). Semprei coloquei outras prioridades antes de assumir o enlace eterno. Mas hoje me deu um click. Não sei o que foi. É difícil explicar. Mas como praticamente todas as amigas já casaram e primas também, pensei: QUEM VAI PEGAR O MEU BUQUÊ quando chegar a minha vez?!

Jogar buquê sem platéia não tem graça. Será que terei que alugar meninas-que-querem-casar? Pensei até num anúncio de jornal. Esplêndido. Criativo. Seria o máximo e quem sabe até motivo de crônica da vida ou novamente, quem sabe um Retrato Falado, no Fantástico, que nem existe mais - o que é uma pena!

"Meninas-que-querem-casar,

Noiva procura moças de todo o Brasil que estejam disponíveis para pegar o buquê. Seja a próxima noiva. Apenas faça escolhas certas: um homem bom. Aquele - meio com ar de Vinícius de Moraes - mas que não faça de você a sétima esposa. Aquele que crê e ache você a "coisa mais linda" do mundo."

Só queria ver, ah como queria. Acho que até daria um roteiro de filme.


Mas voltando ao assunto...quem vai pegar o meu buquê???


imagens: http://hypedesire.blogtv.uol.com.br/img/Image/MulheresPossveis/
http://www.arcodavelha.eu/wp-content/uploads/corrida-noivas.jpg

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vá tomar banho!

Era exatamente esta a receita do médico grego Sorano de Éfeso: Vá tomar banho. E beba água!

Li isso esses dias. Adorei! Vou explicar. O paciente que se consultava com o médico visionário e sofria de depressão ou estava muito agitado, recebia apenas a receita médica de ir tomar banho e beber água numa fonte, localizada próxima a Roma. Isso 2 a.C, imagina!

Sabe por quê? Sabe-se, hoje, que tal fonte é rica em lítio, principal medicamento usado no tratamento do distúrbio bipolar.

Sensacional!


imagem: http://www.lindoia.com.br/wallpaper/

Ensaboa, ensaboa...


Tem uma música da Daniela Mercury em que ela canta: “Na roupa lavada, ficou a mágoa, ficou a mágoa”. Uma melodia muito legal, gostosa mesmo de ouvir. Tem até um pianinho no fundo. E aí, ela repete mais uma vez: “Na roupa lavada, ficou a mágoa, ficou a mágoa”.

Daí pensei, hoje, enquanto dirigia rumo ao trabalho (lê-se aqui tronco, prisão, martírio): por que as pessoas gostam tanto de lavar a roupa suja, discutir a relação, colocar os pingos nos “i”(s)?! Será que não percebem que muitos corações, muitas mentes, não só a do casal, ficarão magoados?

E, olha, não estou viajando na maionese não!!! Outro dia, uma amiga minha resolveu “juntar os panos de bunda” com o namorado. Eles terminaram umas 17 vezes. Se amam, mas morrem de ciúmes um do outro. Várias vezes ela me jurou de pé junto que nunca voltaria para ele. E ele mais outras 17 vezes disse que ela era louca e não tinha mais jeito. Pois bem, voltaram. Espero que sejam felizes para sempre.

Mas nesse período mega-punk-foguete-rápido de juntar os panos numa trouxa e organizar no local escolhido pelos dois, ambos resolveram lavar a roupa suja. É isso mesmo. Abriram a vida um do outro. A individualidade não existiria mais. Não mais. Um trato para que a vida a dois começasse do zero. Será?

Será que mostrar e-mails antigos, deletar contatos no orkut (rede de relacionamentos) ou messenger (bate-papo) é mesmo começar do zero? Acredito que não. Dessa forma, eles começarão a partir do 000 ou do 0017 ou do disque 0800. Nenhuma amizade ou qualquer tipo de relacionamento começa – ou recomeça – depois de tanta mágoa, aborrecimento. Ainda assim espero que sejam felizes. E é o que desejo para todas as pessoas que estimo.

Quero apenas repetir: lavar roupa suja é igual à canja de galinha (como cantava Tim Maia, e como canta Jorge Bem, meu chapa). Não faz mal a ninguém. Mas o caldo pode causar um desconforto sem igual...

“Na roupa lavada, ficou a mágoa, ficou a mágoa. Na roupa lavada, ficou a mágoa, ficou a mágoa” (...)
(Vestido de Chita – Daniela Mercury)




imagem: http://1.bp.blogspot.com