terça-feira, 13 de julho de 2010

Sem cansar a beleza


Acho que todas as mulheres deveriam ter amigos homens. Digo isso pois eles são práticos e falam a verdade na cara, mesmo que isso possa causar um mal estar. Igual ao fime "Ele simplesmente não está a fim de você". Assim, na cara dura! Nós, mulheres -, como já escrevi aqui - inventam desculpas para os caras que não ligam ou não as chamam para sair. Imaginamos mil coisas que poderiam impedir uma ligação, colocamos culpa na infância ruim deles, no casamento desfeito ou no excesso de trabalho. Tudo ladainha. Quando eles nos querem, ligarão sim e nos chamarão para passear, pronto e acabou.


Temos as desculpas, e no fim das contas, um amigo homem de forma simples e rápida nos diz claramente que..."olha só, está parecendo que ele simplesmente não está a fim de você". Pronto, para que ficar analisando o imbecil que não se deu conta da mulher maravilhosa que ele conheceu. Isso me deixa brava pois vejo verdadeiras mulheres com M maiúsculo, perdendo tempo com esses caras.


Se um cara MENTALMENTE SAUDÁVEL gosta de você, nada poderá impedí-lo. E, se não for MENTALMENTE SAUDÁVEL, para que alguém vai querê-lo.


O Greg do filme e do livro lembra que todas nós somos mulheres lindas, inteligentes e engraçadas e que não devemos perder o nosso tempo tentando descobrir por que um cara não telefona para nós. Segundo ele, não devemos cansar a nossa beleza. E outra, nós somos a regra e não a excessão.


imagem: http://meuslivros.weblog.com.pt/arquivo/mulheres-1.jpg

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mães resolvem tomar juízo


Dizem que as crianças de hoje são o futuro da nação. E isso me preocupa pois as crianças que vejo, ultimamente, são chatas, mal educadas, mimadas, irritadas e, na minha opinião, tinham que cuidadas pelo Ibama ou levadas ao zoológico. Valha me Deus...não tenho paciência. Imaginem quando esses protótipos crescerem. Saravá! As crianças de hoje serão os adultos proativos, a massa trabalhadora e quem sabe um grande cientista, educador ou até presidente da república. É, presidente da república sim. Ou será que teremos que aturar um gagá de quase 100 anos no poder. Não, não, o mundo muda o tempo todo, as pessoas envelhecem e outras, naturalmente, nascem. Então, é obrigatório educar o filho que colocou no mundo pois ninguém merece aturar chatice de nenhuma criança.


Por incrível que pareça, todo esse meu discurso é porque estou feliz, pois agora vi uma luz no fim do túnel ao ler uma matéria na revista Veja sobre o crescimento do número de mulheres que deixaram a carreira para cuidar dos filhos. Será que agora veremos criancas educadas e verdadeiros potenciais para o futuro da nação É uma esperança! E olha que eu já tinha perdido a minha.


Acredito que a vida seja feita de escolhas. Se a pessoa escolheu ser mãe, faça me o favor, ela tem que cuidar e educar os filhos. Mas, o mais comum, ultimamente, é ver mães histéricas e cansadíssimas porque trabalham demais e não têm tempo para os filhos. Resultado: "pagam" pela paz. Compram computadores, brinquedos, pagam babás, viagens para os filhos e seja o que Deus quiser. É assim a educação do futuro da nação.


A vida é feita de pausas também. A minha mãe, por exemplo, deixou de trabalhar para cuidar dos filhos. Depois que ela nos educou, ela voltou a trabalhar. Pronto, tudo certo. Ninguém morreu por causa disso e, eu e meu irmão, somos adultos felizes.


Então, hoje, é preciso comemorar e coroar essas mulheres que tiveram o ato de coragem de encostar o currículo lotado de belas experiências para se dedicar aos filhos, numa sociedade tão moderna. Essas mães estão na contramão das anteriores que lutaram tanto para serem a "mulher perfeita" (que não existe): a super maravilha que cuida dos filhos e do marido, trabalha fora, frequenta academia e salão de beleza e ainda dorme à noite. Uau, igual a um comercial de manteiga. Perfeito! Mas, não é assim.


Uma prova do que digo é a pesquisa do IBGE que revelou que o número de mulheres que, às voltas da maternidade, decidiram abandonar o emprego aumentou 26%, na última década. Agora, vamos aguardar e ver se as mães em tempo integral estarão mais presente na sociedade e não espécies em extinção.


E sabe o principal: a criança merece ser amada e educada. E, principalmente, censurada. Só assim será um adulto feliz e tolerante. E não solitário...na busca incansável da independência para se auto afirmar como um adulto de verdade. Todo as pessoas precisam uma das outras. Auto suficiência é sinônimo de solidão e egoísmo. Odiaria ver um mundo assim...e, o pior, é que me deparo com tal situação sempre. Isso deve mudar...

imagem: http://normandus303.files.wordpress.com/2009/05/mae-i.jpg

Desisto dos sonhos que nunca foram meus

"Desisto de ser astro do rock
Desisto do sonho de ser jogador de futebol
Quer saber?
Desisto de todos os sonhos que nunca foram meus"

A campanha faz parte da propaganda do novo peugeot Hoggar. Adorei! Me fez pensar. Muitas vezes, ao ler uma revista, passamos direito as páginas das propagandas, ignoramos mesmo. Já fiz isso milhares de vezes. Mas, acredito que vale a pena, dar uma parada e ler as entrelinhas. Acredite, pode haver algo que você precisa ler, exatamente naquele momento e nem é livro de auto ajuda. Por isso, sempre digo que a vida envia sinais a todo tempo. Basta termos sensibilidade para prestar atenção. No caso da propaganda, o novo carro é um sonho possível. No meu caso, ainda não sei. Mas, com certeza, os próximos dias serão em mares não navegados: pela procura de novos sonhos pois os meus, talvez, realmente nunca tenham sido meus, de fato, por isso não foram realizados. Avante marinheiro!


imagem: http://byfiles.storage.live.com/y1pkLN9UOSEq_f1y-Vdd3InPKUZ89fjOgsHW6TFT6Mca734GMyJ0NxfuJg-Vxqa42KkaymaTpsxUFY

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A história do "Bala Perdida"


A LENDA DE BALA PERDIDA

Bala Perdida era de quem o pegasse.

Homem de domínio público, não cobrava royalties, mas não vendia a prazo. Tudo com ele era à vista. Não ligava no dia seguinte, embora sempre pedisse o telefone das senhoritas que beijava. Acreditava que pedir o telefone era uma espécie de elogio obrigatório.

Bala Perdida tinha um quê de Clint Eastwood nos faroestes de antigamente, “The Man with No Name”. Chegava com a autoridade de quem anda armado, olhava o povoado como quem se candidata a xerife e fazia a justiça conforme lhe parecesse melhor. Depois saía, num trote solitário, disparados os tiros necessários. Espírito sem raízes, pedra que rola sem criar limo, teve a sorte de até hoje todos os DNAs terem dado negativo. Não era de olhar para trás.

Seu nome era conhecido na cidade. Falava-se que, um dia, todas as mulheres por quem passou fariam um bloco de carnaval de proporções retumbantes. Ele, no entanto, negava essa fama, não queria homenagens. Olhava-se no espelho e sabia que tinha uma missão.

Tinha péssima memória para nomes de homens. Lembrava da Lição de François Truffaut, que não tolerava companhia masculina depois das sete da noite. Se fazia alguma exceção, era nos dias em que jogava bola.

Por uma questão de elegância e outra de superstição, usava sempre a mesma marca de preservativo, por apreciar o corte. Sonhava com o dia em que seria descoberta a cura da camisinha.

Bala Perdida não tinha lá muitos critérios de beleza, nem fazia questão disso. ”Não julgue para não ser julgado” era outro dos mandamentos de seu credo particular. Rezava a cartilha do Dogma de São Jorge: “Dragão se mata na Lua, e não na frente dos amigos.” Foi assim que descobriu que há mulheres para os fins de semana no cinema e mulheres para as noites mortas de segunda e terça, às quais só ao porteiro da noite era dado conhecer.

Assim era Bala Perdida, homem de cristalinas intenções e temperamento rude. Um cavalheiro que não usava fio dental, um cotovelo que nunca viu hidratante. Sua arma era o olhar pontiagudo, seu disparo a frase de sempre, sem volteios:

“E aí, gata… BORA curtir nossas sexualidades?”

Homem que simplificava, espalhou felicidade no mundo sem levar nada em troca. Viu a beleza que cabia a cada mulher com precisão. Como só pegava de raspão, Bala Perdida nunca matou ninguém. Nunca precisou deixar saudades.

Era apenas a sua missão

(Texto retirado do blog da Maria Filó)

imagem: http://imagens.kboing.com.br/papeldeparede/1328cowboy.jpg

Nunca vai ter nada não



Uma das minhas lojas prediletas, a Maria Filó, fez um vídeo especial para o dia dos namorados bem bacana. No final, a modelo -, que veste uma saia igual a minha - escreve um poema, no muro, muito legal do nosso eterno Vinícius de Moraes. A trilha sonora escolhida para o vídeo é perfeita: Madeleine Peyroux com a música You’ re Gonna Make Me Lonesome When You Go, uma composição de Bob Dylan. Para assistir, basta clicar em http://www.mariafilo.com.br/blog/?p=1797


"Ai de quem não rasga o coração...


quem nunca viveu uma paixão...


nunca vai ter nada não..."


(Vinícius de Moraes)


imagem: http://malucoporjesus.files.wordpress.com/2009/12/coracao-luz.jpg

Odeio vuvuzelas

Vamos combinar que não há barulho mais irritante que o som das vuvuzelas! São incrivelmente poderosas armas estridentes que acabam com a membrana do tímpano (aprendi isso na escola nas aulas de ciências e nunca mais esqueci) de qualquer um. Haja ouvido, saco e paciência. O pior é que essas barulhentas caíram na moda e, pelo menos, onde moro, a bichinha é requisitada não só nos jogos do Brasil, como em todo santo dia.

Eureka. Eis que encontro uma notícia fabulosa na internet: existe uma forma de ajustar o equalizador da tv e calar a boca da infeliz vuvuzela. Veja como:
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/06/aprenda-calar-vuvuzelas-em-transmissoes-de-jogos-da-copa.html

Mas, para quem curte um vuvuzela, sugiro escutar o Bolero de Ravel à la vuvuzela, no vídeo abaixo, a partir de 2 minutos. Antes disso, só é falação.


Astros do futebol que estrelaram em comercial da Nike já estão fora da Copa

A Globo.com publicou que os jogadores famosos de futebol, como Cristiano Ronaldo, da seleção de Portugal, que estrelaram o comercial pé frio da Nike "Write the future"(Escreva o futuro), já foram todos eliminados da Copa.

"Entre as imagens que ficaram famosas, vistas por mais de 17 milhões de pessoas na internet, estava a de um Rooney barbudo, vivendo sozinho num trailer. No final, consegue virar o jogo e acaba condecorado cavaleiro do império britânico. Aparecem também Drogba, o francês Ribéry, o italiano Cannavaro e o português Cristiano Ronaldo que, no comercial, vira estátua e tem a vida transformada em filme".

O comercial foi mesmo pé frio pois 56 jogos depois, todos os jogadores já foram eliminados da Copa. Nenhum chegou às quartas de finais. Nenhum deles brilhou no palco mais importante do futebol. Para sorte da seleção brasileira, o convocado para o anúncio foi Ronaldinho Gaúcho, que não foi convocado por Dunga, técnico da seleção.