segunda-feira, 31 de agosto de 2009

As verdadeiras mulheres felizes



Socorro, não me sobra mais tempo nem na hora do almoço. Pelo menos, sei que esta fase da minha vida tem data e hora para acabar: final de setembro. Como detesto a ideia de não atualizar o blog, coloquei abaixo um texto bacanésimo da incrível escritora Martha Medeiros.

AS VERDADEIRAS MULHERES FELIZES (por Martha Medeiros)

Acabo de ler um livro de Eliette Abecassis, uma francesa que eu não conhecia. O nome da obra, no original, é Un Heureux Événement, que pode ser traduzido para Um Feliz Acontecimento, mas é um título irônico, pois o livro trata sobre o fator que, segundo a autora, destrói as relações amorosas: o nascimento de um filho. Num tom exageradamente desesperado, a personagem narra o fim do seu casamento depois que dá à luz. Concordo que a chegada de uma criança muda muita coisa entre o casal, mas a escritora carrega nas tintas e cria um quadro de terror para as mães de primeira viagem. Se o nascimento de um filho é sempre desconcertante, é preciso lembrar que é, ao mesmo tempo, uma emoção sem tamanho. De minha parte, só tenho bons momentos a recordar, nada foi dramático. Mas mesmo que, por experiência própria, eu não compartilhe com a desolação da autora, ainda assim ela diz no livro uma frase muito interessante. Ao enumerar as diversas mazelas por que passam as criaturas do sexo feminino, ela me veio com esta: "os homens são as verdadeiras mulheres felizes".


Atente para a sutileza da frase. O que ela quis dizer? Que os homens saem pela porta de manhã e vão trabalhar sem pensar se os filhos estão bem agasalhados ou se fizeram o dever da escola. Os homens não menstruam, não têm celulite, não passam por alterações hormonais que detonam o humor. Os homens não se preocupam tanto com o cabelo e não morrem de culpa quando não telefonam para suas mães. Os homens comem qualquer coisa na rua e o cardápio do jantar não é da sua conta, a não ser quando decidem cozinhar eles próprios, e isso é sempre um momento de lazer, nunca um dever. Os homens não encasquetam tanto, são mais práticos. Eu, que estou longe de ser uma feminista e mais longe ainda de ser ranzinza, tenho que reconhecer o brilhantismo da frase: os homens são mulheres felizes. Eles fazem tudo o que a gente gostaria de fazer: não se preocupam em demasia com nada.


Porque nosso mal é este: pensar demais. Nós, as reconhecidas como sensíveis e afetivas, somos, na verdade, máquinas cerebrais. Alucinadamente cerebrais. Capazes de surtar com qualquer coisa, desde as mínimas até as muito mínimas. Somos mulheres que nunca estão à toa na vida, vendo a banda passar, e sim atoladas em indagações, tentando solucionar questões intrincadas, de olho sempre na hora seguinte, no dia seguinte, planejando, estruturando, tentando se desfazer dos problemas, sempre na ativa, sempre atentas, sempre alertas, escoteiras 24 horas.

Os homens, mesmo quando muito ocupados, são mais relax. Focam no que têm que fazer e deixam o resto pra depois, quando chegar a hora, se chegar. Não tentam salvar o mundo de uma tacada só. E a chegada de um filho, ainda que assuste a eles, como assusta a todos, é algo para se lidar com calma, é um aprendizado, uma curtição, nada de muito caótico. Eles não precisam dar de mamar de duas em duas horas, não ficam fora de forma, não enlouquecem. Isso é uma dádiva: os homens raramente enlouquecem.

Nós, nem preciso dizer. Nascemos doidas. Por isso somos tão interessantes, é verdade, mas felicíssimas, só de vez em quando, nas horas em que não nos exigimos desumanamente. Homens, portanto, são realmente as verdadeiras mulheres felizes. Que isso sirva de homenagem aos queridos, e sirva pra rir um pouco de nós mesmas, as que se agarram com unhas e dentes ao papel de vítimas porque ainda não aprenderam a ser desencanadas como eles.



imagem: http://curyosidades.files.wordpress.com/2009/07/mulheres1.jpg

sábado, 29 de agosto de 2009

So hard

Tem uma música do Pet Shop Boys chamada "So Hard". A batida é vibrante e a letra muito simples. Ou complicada!? O refrão explica tudo: por que não tentamos não partir nossos corações e não tornar as coisas mais difíceis para nós mesmos!

Lá lá lá....Why don´t we try...not break our hearts and make it so hard for ourselves?

É isso aí. Vale a pena escutar a música ou assistir o clipe. Tirando a baranga do vídeo, as imagens são bem legais.

Desculpem aí. É que a semana foi dura. E ao contrário do que muito gente pensa, hoje não estou falando de amor não. Aliás, estou sim, o amor que menciono agora é o amor próprio. Acho que não tenho pensado em mim, ultimamente. O trabalho não permite! Que diabo de amor é esse que tenho cultivado para mim mesma???

É. O meu tanque esvaziou. Onde consigo um posto de abastecimento mais próximo?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Solte o verbo. Faça alguém alegre!

“Não nos libertamos de um hábito, atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau” (Mark Twain)

“Um bom elogio pode me manter vivo por dois meses”. A frase é do escritor e romancista norte-americano, Mark Twain (falecido em 1910). Então, logo se entende que seis elogios por ano podem manter abastecido o tanque de amor de muita gente. Escutei isso outro dia: tanque de amor. Legal, né?! E é verdade, se pararmos para pensar, cada um de nós possui um tanque de amor que periodicamente precisa ser abastecido no posto “de gasolina”.

A boa palavra alegra! O elogio motiva. Seja qual for o departamento da nossa vida: amor, trabalho ou família. Já dizia o escritor Eduardo Galeano que viver em voz alta é um ofício difícil. Pois as palavras podem ser como um punhal. Temos que ter cuidado ao falar. Uma simples frase pode fazer o dia de alguém muito feliz ou o contrário.

Salomão, um dos escritores da bíblia, tinha o mesmo pensamento. Ele escreveu que “a morte e a vida estão no poder da língua. E o que bem a utilizar comerá do seu fruto”. A frase dispensa interpretações. Sempre disse para mim mesma que falar e expressar-se é importante, mas ouvir é sapiência: importante ferramenta da sabedoria.

Acredito que uma forma de manter a chama do amor viva entre casais é usar palavras que edificam. Palavras são comunicadores poderosos na linguagem no amor. Frases simples como “você está linda nesse vestido” ou “obrigada pelo final de semana” ou “adorei viajar com você” são pequenos gestos de afirmação que podem manter um casal feliz, por exemplo.

Então, por que não soltar o verbo com palavras bacanas?! Mas há uma regra para isso: SINCERIDADE. Não adianta nada falar se não for verdade o que está expressando. Copiou?

Imagem: http://1.bp.blogspot.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Bela Adormecida

Sinto vergonha de sentir tanto sono. Já não sei mais quem culpar. Já botei culpa nas noites mal dormidas, nos carnavais, no excesso de trabalho, no meu mapa astral...até no Jô Soares. Coitado! Nem sabe que eu existo. O nosso único "algo em comum" é o signo capricorniano. Bom, pensando por esse lado, podemos até ser alma gêmeas. Ó, não havia cogitado a ideia.

Bom, me sinto mal pois sinto sono, muito sono, durante todo o dia. E o pior é que não posso ficar tirando soneca não, nem acordada. Daí, aproveito a hora do almoço para dormir gostoso na cama da minha avó. Ela sempre me critica por estar sempre cansada e isso me deixa pior.

Mas, hoje, li uma notícia realmente empolgadora. Pelo menos, me senti menos mal:


Meu caros, não existe receita para a quantidade ideal de sono!!!!




Iupi!!! Não sou uma bunda mole! Isso quer dizer que a genética é que determina a quantidade do sono necessária para um indivíduo. Então está explicado porque as minhas primas e as minhas tias, inclusive as tias-avós dormem tanto. Eta genética masculina do Araguari! Fabricaram um montão de belas adormecidas.

Ao contrário da consolidada teoria de quem um adulto precisa de oito horas de sono por noite, a Universidade de Washington sugere que é mesmo a genéticaa dona da situação. Isso explica porque aquela pessoa alegre, sempre sorridente, parece nutrir-se com pouquíssimas horas de sono ou quase nada. Que felicidade. Queria ser assim...pena que herdei genes de sono ineficientes.


imagem: http://images.google.com.br

Cãopanhia Vira Lata

Cãopanhia Vira Lata

'Mais amor e mais respeito pelos animais'

NÃO COMPRE, ADOTAR É UM ATO DE
AMOR

(12)9164-0140
e-mail: fabmagnini@hotmail.com
www.pazdosbichos.com.br
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=mp&uid=40007793367298431



terça-feira, 18 de agosto de 2009

Enquanto isso na sala de justiça...aliás na fase 3!



O amor é como a lua: cheio de fases. No caso da lua sabemos quando ela vai mudar o humor. Podemos até programar um luau. No amor não. Tudo vem atropelado. Não sabemos a ordem dos acontecimentos. Tudo muda o tempo todo. A fase que até então era considerada boa, de repente se transforma numa montanha russa no escuro. Aí, meu amigo, só nos resta mesmo gritar e segurar firme no apoio do carrinho. Haja gógó. Não sabemos o que nos espera.

No mês passado escrevi sobre as fases do amor em
Viva o amor! Hoje quero falar especialmente sobre a fase 3, quando "eles" se tornam um casal. Isso significa que ela diz que ele é seu namorado e vice-versa. É o estágio, segundo a escritora e jornalista britânica, Deborah Mckinlay, em que o relacionamento é um trem desgovernado.

A mulher está na cabine do maquinista no maior gás, alimentando as caldeiras o mais rápido que pode. O homem não muito alarmado, imagina que esteja sendo arrastado pelo topo dos vagões como James Bond e que é apenas uma questão de tempo até assumir o controle. Por enquanto, ele simplesmente desfruta da aventura e da sensação do vento nos cabelos...assim meio que cena de Titanic. Ela também...nem vem com essa não.

Nessa fase. ambos conhecem os amigos e a família um do outro. Vão em aniversários, almoços, festas de família e até em supermercados. É tudo uma delícia. O casal quer ficar mais tempo sozinho. Assistir televisão e comer pizza é um programão. Neste estágio, o homem começa a se sentir muito seguro pois acha que a sua mera presença é suficiente para deixar a mulher feliz. Mas não. Ela começa a ficar entendiada e precisa de algo mais para que sinta parte desse casal.

Certo dia, ela sugere uma viagem de fim de semana. Ele não se incomoda com a ideia. E então, José? Ele pula para outro vagão do trem. E como será? Cenas para os próximos capítulos!


imagem: http://www.portaldavaca.com.br