segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tem gente que machuca os outros


Em umas das canções, Renato Russo canta que tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá. Tem gente que machuca os outros. Tem gente que não sabe amar. Tem gente enganando a gente.

Renato era muito profundo e verdadeiro. Não é a toa que teve uma legião de seguidores. O nome não poderia ser melhor: Legião Urbana.

E, para mim, uma das frases mais simples e verdadeira é, sem dúvida, que se você quer alguém para confiar, confie antes em si mesmo.

Até porque o sol voltará amanhã mesmo..."Espera que o sol já vem".

E sabe de uma? O sol...o sol...o sol é a ESPERANÇA!


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Sentir-se bem

Acho que só sabemos o que é sentir-se bem porque, na maioria das vezes, vivemos situações que insistem em nos dizer o contrário. Somos testados o tempo todo. A paciência tem que ser renovada todos dias. E, poxa, vamos combinar que isso é muito chato. É pior que chato. Haja criatividade...

O engraçado é que a sensação "sentir-se bem" é igual a um foguete. Logo vem logo vai. Nem mesmo dá tempo de curtir a sensação. Hoje, por exemplo, adorei estar na farmácia. Pode ser engraçado, mas me senti bem. Isso deveria acontecer em outro lugar, mas a vida tem dessas coisas.

Outro dia me senti muito bem ao entrar numa loja cheirosa. A vontade era de sentar numa das poltronas e ficar lá, assim, à toa. Sem livro, sem tv, sem água ou chá ou até sem ninguém. Aliás, um dos meus hábitos que era o de estar sempre sem ninguém mudou. Hoje adoro ter alguém ao meu lado. E isso é uma evolução.

O bom mesmo seria se o "sentir-se bem" fosse vendido em vidros de xarope na farmácia. Mas acho que aí, tal sensação não seria valorizada. Vai entender...vai entender...

Só sei que só quero me sentir bem!



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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Par perfeito não existe

O par ideal só existe dentro de nós. Tentar achá-lo é frustração certa.


A busca pelo par perfeito não leva a lugar algum. Quando conhecemos alguém, não sabemos como ele é. Podemos nos apaixonar à primeira vista. E isso não dura para sempre.

Como Narciso, nos apaixonamos por nós mesmos. Como isso não existe, trocamos repetidamente de parceiro ou ficamos sós.

Não percebemos que buscamos algo que não existe e culpamos o outro por não corresponder à nossa idealização.

A mulher encantadora do início do relacionamento torna-se ameaçadora, pois começa a cobrar compromisso - já que também se apaixona. O homem que parecia carinhoso e protetor começa a fugir ou agredi-lá. Nesse círculo vicioso, os dois vão se afastando.

Como resolver o dilema? Conscientizando-se de que nunca vamos encontrar o par perfeito. O príncipe encantado ou princesa não resistem à convivência.

Para convivermos com alguém temos que ser tolerantes e amar as pessoas até pelos defeitos, desde que haja lealdade, carinho e reciprocidade. Se esperamos encontrar nosso ideal, iremos sempre nos frustrar.

imagem: http://cantinhodumaalma.blogs.sapo.pt/arquivo/amor.jpg

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ame a garota que está ao seu lado



Como estão carecas de saber leio de tudo mesmo, até os livros que são dedicados à leitura masculina. Um dos que li nesses dias foi o guia prático para um namorado perfeito. Por incrível que pareça, mesmo sendo direcionado aos homens, adorei a leitura.

Em um determinado momento do livro o assunto é sobre as “medidas” femininas. Uma história sobre um ciclano que namora a ciclana que está um “pouquinho” acima do peso. Ciclano pede ciclana em casamento e espera que ela fique magra depois que se casarem. Foi o que disse à um primo na festa do noivado. Ciclano é um panaca. Fala sério. Se o cara continua pensando ou falando que se as “respectivas” perdessem peso ficariam melhores é de lascar.

O livro diz que os homens devem amar o corpo da “escolhida” da maneira como ele é ou encontre um corpo que possa amar! Simples assim... simples como amar. Mas as pessoas complicam tanto...

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O verdadeiro relacionamento não existe

Destaco hoje mais um dos ensinamentos que li no livro A Cabana. É sobre liderança e poder – características essas tal comuns do homem. Há sempre o chefe. É o chefe de família, o chefe da repartição, o chefe da comunicação, o chefe financeiro da empresa, o diretor disso e daquilo e por aí vai. Não podemos condenar isso nem criticar. É totalmente comum a vida na sociedade com tais características. Acho que sem elas as coisas poderiam até ficar desorganizadas... C’est La vie (é a vida)! E Deus não concorda com isso não. Veja abaixo!

“Os humanos estão tão perdidos e estragados que para vocês é quase incompreensível que as pessoas possam trabalhar ou viver juntas sem que alguém esteja no comando.

Esse é um dos motivos pelos quais é tão difícil para vocês experimentar o verdadeiro relacionamento – acrescentou Jesus. Assim que montam uma hierarquia, vocês precisam de regras para protegê-las e administrá-la, e então precisam de leis e da aplicação delas, e acabam criando algum tipo de cadeia de comando que destrói o relacionamento, em vez de promovê-lo. Raramente vocês vivem o relacionamento fora do poder. A hierarquia impõe leis e regras e vocês acabam perdendo a maravilha do relacionamento que nos pretendemos para vocês.

Quando vocês escolhem a independência nos relacionamentos tornam-se perigosos uns para os outros. As pessoas se tornam objetos a serem manipulados ou administrados para a felicidade de alguém. A autoridade, com vocês geralmente pensam nela, é meramente a desculpa que o forte usa para fazer com que os outros se sujeitem ao que ele quer...

Vocês, humanos, estão tão perdidos e estragados que não conseguem compreender um relacionamento sem hierarquia. Por isso acham que Deus se relaciona dentro de uma hierarquia, tal como vocês. Mas não somos assim”.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Solidão não humilha mais", diz psicóloga


Li um artigo hoje, na uol, bem interessante. O assunto é sobre as mulheres que estão cada vez mais sozinhas por serem exigentes demais. Segundo a psicóloga entrevistada, "a mulher está mais criteriosa no amor devido ao aumento do conhecimento de sua autossuficiência. A solidão não humilha mais".

Leia abaixo a íntegra:

É cada vez mais comum ver uma amiga que namora dizer para a solteira: “Você está sem ninguém porque é muito exigente”. Será que esse é mesmo o único inimigo do cupido e, se for, quais os motivos para tanto rigor no setor da paixão? Segundo a psicóloga Neiva Bohnenberger, o que torna as mulheres cada vez mais criteriosas no amor é o aumento do conhecimento de sua autossuficiência. “Elas aprenderam a buscar a gratificação em coisas que não dependem dos homens e, principalmente, aprenderam a tirar prazer do seu trabalho. A solidão não humilha mais”, diz Neiva.

Quem endossa essa opinião é a guia de turismo Soraia Timm, 45 anos. Ela está separada há 15 anos e não pensa em se casar de novo tão cedo: “Eu cheguei a um estágio de ‘iluminação’ tão grande que o mesmo prazer ao sair com um namorado sinto ao jantar com minhas amigas ou ao assistir a um bom filme em casa com minha gatinha. Antes, os homens eram o centro do meu universo, e eu só me dei mal com isso; agora eles são um dos planetas, em mesmo grau de importância de minhas amigas, meu trabalho, minha vida cultural. Portanto, se existe uma exigência, é no sentido de encontrar um homem que evolua junto comigo. Um que atrapalhe essa evolução eu não quero, não, obrigada”.

Eles se defendem

"Nós estamos tentando acompanhar a evolução feminina e ficamos um pouco perdidos, sim, porque as mulheres exigem tudo do homem ao mesmo tempo. Elas querem um companheiro que adore ir ao shopping, mas, para isso, podem chamar um amigo. Quando elas pedem um protetor, confundem a imagem do companheiro com a do pai. Elas querem o homem mais que perfeito, e isso não existe", diz Marcelo Vitorino, autor do blog “Pergunte ao Urso” (www.pergunteaourso.com.br) e do livro homônimo lançado pela Matrix Editora.

A escritora Stella Florence, 46 anos, que acaba de lançar o livro “32 – anos, homens, tatuagens” (Editora Rocco), com experiências baseadas num site de relacionamento, concorda com Marcelo Vitorino no sentido de concluir que os homens estão bem mais simples do que as mulheres. “Acho que eles se contentam com bem menos do que nós. Para eles, se a mulher for atenciosa, gostar de transar e não ficar cobrando coisas o tempo inteiro, já está ótimo. Já as mulheres estão sempre procurando mais, são mais complexas, querem se melhorar e melhorar tudo, inclusive seus desejos. Aí começa o desencontro”, afirma.

Infelizmente, nem todo mundo está numa boa assim, como é o caso de C.A, 42 anos, divorciada e sem namorado há meses. "Estou até cansando um pouco de procurar um companheiro e me sinto frustrada. Não acho que eu seja exigente demais; pelo contrário, por carência já levei alguns relacionamentos, mas acho que os homens não querem compromisso de jeito nenhum, e eu não consigo me adaptar a essa historinha de fazer sexo sem amor. Então, fica complicado", conta.

Relacionamentos descartáveis

Para o mestre em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), André Camargo Costa, o maior problema do desencontro nas relações não é a exigência, e sim a era dos amores líquidos. Seu pensamento vai ao encontro ao do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, expert neste assunto e autor do livro “Amores Líquidos” (Editora Jorge Zahar), que acredita que os relacionamentos se tornaram cada vez mais descartáveis. Segundo sua teoria, a disponibilidade, de modo geral, para negociar os impulsos, investir em projetos de longo prazo e tolerar os pré-requisitos que garantiriam um relacionamento duradouro estão cada vez mais em extinção, e as pessoas acabam se machucando mais, preferindo não arriscar novas empreitadas no amor.

Vendo o desabafo do empresário H.Y., 33 anos, de São Paulo, sozinho há um ano, fica mesmo mais fácil de concordar. "Eu confesso que estou procurando uma garota para um relacionamento sério, mas me vi em uma saia justa. Gostava de uma moça com quem saía e queria algo mais quando ouvi dela que não queria se prender a ninguém porque se machucou muito no último relacionamento. Vai entender as mulheres... Uma amiga me disse que eu encanei porque ela não queria nada sério mesmo, mas não acho que seja isso", diz.


Cinco dicas para "baixar a guarda" no amor


imagem: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/04/29/mulheres-estariam-cada-vez-mais-sozinhas-porque-sao-exigentes-demais.jhtm

terça-feira, 27 de abril de 2010

Essas mulheres...


Mulheres que amam demais é um título que não deve ser dado apenas às mulheres que amam demais, e sim à todas as mulheres. Por que somos intensas mesmo e tudo nosso é "demais". Cuidamos demais, amamos demais, trabalhamos demais, nos doamos demais. O livro "Mulheres que amam demais", de Robin Norwood, deu origem, no Brasil, ao MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) - um grupo de apoio a mulheres que sofrem com isso. As mulheres devem permanecer no anônimato mesmo, se não, pode não dar certo a terapia grupal. Minha mãe - que é psicóloga e trabalhou 11 anos na delegacia da mulher - disse que tais trabalhos são mesmo maravilhosos e devem ser anônimos sim.

Segundo o livro, quando amar siginifica sofrer, a pessoa está amando errado. Quando a mulher fica se desculpando do mau humor dele ou desprezo devido a uma infância infeliz, ela está amando demais.

"Dos pacientes que entrevistei, algumas cresceram em famílias problemáticas, outras não. Mas seus parceiros quase sempre provieram de famílias com problemas sérios, nas quais experimentaram tensão e dor mais intensas que o normal", disse a autora do livro.

Gostaria de registrar aqui alguns depoimentos, de forma anônima, claro. Essas mulheres têm algo para contar a todas nós. Para isso terei que participar de algum grupo, felizmente, mas não serei anônima, infelizmente, pois o meu papel será diferente, não só de jornalista como de humanista. Relatar histórias e exemplos para as mulheres. E claro, de forma anônima, com toda a certeza.

Dizem que tal sentimento pode se manifestar em homens também, mas é sobretudo um fenômeno feminino. Homens costuma se viciar em esportes e trabalhos, e mulheres em relacionamentos. Eu, particularmente, prefiro o vício do trabalho (na qual relaciono a minha auto estima), mas ninguém está livre de amar demais. Posso ser uma próxima vítima ou não. Por isso ler todos os gêneros de livros é importante e enriquecedor.

Amar o homem que não corresponde ao seu amor pode ser ruim. Então sugiro a leitura pois Robin aborda a face negativa e destrutiva do amor e explica a distinção entre amor saudável e insensato e fala das razões que levam a mulher que ama demais a tornar-se excessivamente tolerante. E, na minha opinião, a maior parte das mulheres é excessivamente tolerante. Ou estou enganada?




imagem: http://www.perfume_de_mulher.blogger.com.br/71759702.jpg