quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Solidão não humilha mais", diz psicóloga


Li um artigo hoje, na uol, bem interessante. O assunto é sobre as mulheres que estão cada vez mais sozinhas por serem exigentes demais. Segundo a psicóloga entrevistada, "a mulher está mais criteriosa no amor devido ao aumento do conhecimento de sua autossuficiência. A solidão não humilha mais".

Leia abaixo a íntegra:

É cada vez mais comum ver uma amiga que namora dizer para a solteira: “Você está sem ninguém porque é muito exigente”. Será que esse é mesmo o único inimigo do cupido e, se for, quais os motivos para tanto rigor no setor da paixão? Segundo a psicóloga Neiva Bohnenberger, o que torna as mulheres cada vez mais criteriosas no amor é o aumento do conhecimento de sua autossuficiência. “Elas aprenderam a buscar a gratificação em coisas que não dependem dos homens e, principalmente, aprenderam a tirar prazer do seu trabalho. A solidão não humilha mais”, diz Neiva.

Quem endossa essa opinião é a guia de turismo Soraia Timm, 45 anos. Ela está separada há 15 anos e não pensa em se casar de novo tão cedo: “Eu cheguei a um estágio de ‘iluminação’ tão grande que o mesmo prazer ao sair com um namorado sinto ao jantar com minhas amigas ou ao assistir a um bom filme em casa com minha gatinha. Antes, os homens eram o centro do meu universo, e eu só me dei mal com isso; agora eles são um dos planetas, em mesmo grau de importância de minhas amigas, meu trabalho, minha vida cultural. Portanto, se existe uma exigência, é no sentido de encontrar um homem que evolua junto comigo. Um que atrapalhe essa evolução eu não quero, não, obrigada”.

Eles se defendem

"Nós estamos tentando acompanhar a evolução feminina e ficamos um pouco perdidos, sim, porque as mulheres exigem tudo do homem ao mesmo tempo. Elas querem um companheiro que adore ir ao shopping, mas, para isso, podem chamar um amigo. Quando elas pedem um protetor, confundem a imagem do companheiro com a do pai. Elas querem o homem mais que perfeito, e isso não existe", diz Marcelo Vitorino, autor do blog “Pergunte ao Urso” (www.pergunteaourso.com.br) e do livro homônimo lançado pela Matrix Editora.

A escritora Stella Florence, 46 anos, que acaba de lançar o livro “32 – anos, homens, tatuagens” (Editora Rocco), com experiências baseadas num site de relacionamento, concorda com Marcelo Vitorino no sentido de concluir que os homens estão bem mais simples do que as mulheres. “Acho que eles se contentam com bem menos do que nós. Para eles, se a mulher for atenciosa, gostar de transar e não ficar cobrando coisas o tempo inteiro, já está ótimo. Já as mulheres estão sempre procurando mais, são mais complexas, querem se melhorar e melhorar tudo, inclusive seus desejos. Aí começa o desencontro”, afirma.

Infelizmente, nem todo mundo está numa boa assim, como é o caso de C.A, 42 anos, divorciada e sem namorado há meses. "Estou até cansando um pouco de procurar um companheiro e me sinto frustrada. Não acho que eu seja exigente demais; pelo contrário, por carência já levei alguns relacionamentos, mas acho que os homens não querem compromisso de jeito nenhum, e eu não consigo me adaptar a essa historinha de fazer sexo sem amor. Então, fica complicado", conta.

Relacionamentos descartáveis

Para o mestre em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), André Camargo Costa, o maior problema do desencontro nas relações não é a exigência, e sim a era dos amores líquidos. Seu pensamento vai ao encontro ao do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, expert neste assunto e autor do livro “Amores Líquidos” (Editora Jorge Zahar), que acredita que os relacionamentos se tornaram cada vez mais descartáveis. Segundo sua teoria, a disponibilidade, de modo geral, para negociar os impulsos, investir em projetos de longo prazo e tolerar os pré-requisitos que garantiriam um relacionamento duradouro estão cada vez mais em extinção, e as pessoas acabam se machucando mais, preferindo não arriscar novas empreitadas no amor.

Vendo o desabafo do empresário H.Y., 33 anos, de São Paulo, sozinho há um ano, fica mesmo mais fácil de concordar. "Eu confesso que estou procurando uma garota para um relacionamento sério, mas me vi em uma saia justa. Gostava de uma moça com quem saía e queria algo mais quando ouvi dela que não queria se prender a ninguém porque se machucou muito no último relacionamento. Vai entender as mulheres... Uma amiga me disse que eu encanei porque ela não queria nada sério mesmo, mas não acho que seja isso", diz.


Cinco dicas para "baixar a guarda" no amor


imagem: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/04/29/mulheres-estariam-cada-vez-mais-sozinhas-porque-sao-exigentes-demais.jhtm

terça-feira, 27 de abril de 2010

Essas mulheres...


Mulheres que amam demais é um título que não deve ser dado apenas às mulheres que amam demais, e sim à todas as mulheres. Por que somos intensas mesmo e tudo nosso é "demais". Cuidamos demais, amamos demais, trabalhamos demais, nos doamos demais. O livro "Mulheres que amam demais", de Robin Norwood, deu origem, no Brasil, ao MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) - um grupo de apoio a mulheres que sofrem com isso. As mulheres devem permanecer no anônimato mesmo, se não, pode não dar certo a terapia grupal. Minha mãe - que é psicóloga e trabalhou 11 anos na delegacia da mulher - disse que tais trabalhos são mesmo maravilhosos e devem ser anônimos sim.

Segundo o livro, quando amar siginifica sofrer, a pessoa está amando errado. Quando a mulher fica se desculpando do mau humor dele ou desprezo devido a uma infância infeliz, ela está amando demais.

"Dos pacientes que entrevistei, algumas cresceram em famílias problemáticas, outras não. Mas seus parceiros quase sempre provieram de famílias com problemas sérios, nas quais experimentaram tensão e dor mais intensas que o normal", disse a autora do livro.

Gostaria de registrar aqui alguns depoimentos, de forma anônima, claro. Essas mulheres têm algo para contar a todas nós. Para isso terei que participar de algum grupo, felizmente, mas não serei anônima, infelizmente, pois o meu papel será diferente, não só de jornalista como de humanista. Relatar histórias e exemplos para as mulheres. E claro, de forma anônima, com toda a certeza.

Dizem que tal sentimento pode se manifestar em homens também, mas é sobretudo um fenômeno feminino. Homens costuma se viciar em esportes e trabalhos, e mulheres em relacionamentos. Eu, particularmente, prefiro o vício do trabalho (na qual relaciono a minha auto estima), mas ninguém está livre de amar demais. Posso ser uma próxima vítima ou não. Por isso ler todos os gêneros de livros é importante e enriquecedor.

Amar o homem que não corresponde ao seu amor pode ser ruim. Então sugiro a leitura pois Robin aborda a face negativa e destrutiva do amor e explica a distinção entre amor saudável e insensato e fala das razões que levam a mulher que ama demais a tornar-se excessivamente tolerante. E, na minha opinião, a maior parte das mulheres é excessivamente tolerante. Ou estou enganada?




imagem: http://www.perfume_de_mulher.blogger.com.br/71759702.jpg

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sentimento




Uma relação é feita de diferenças. O que importa, no final das contas, é o sentimento e a reciprocidade.

A vida afetiva queira sim ou não é comprometimento. Se pensamos apenas em nós mesmos, tudo fica muito mais difícil.


imagem: desconhecido

Por que não chorar?


"Do not apologize for crying. Without this emotion, we are just only robots" (livro Eat, pray and love)


"Não se desculpe por chorar. Sem esta emoção seríamos apenas robôs"


Chorar faz parte. Não somos robôs. Li isso no livro "Eat, pray and love" (Comer, rezar e amar) - um best seller do New York Times que é um barato. A obra também tem versão em português. Vale a pena ler. Ou vai ficar aí abrindo o bocão? Buááááááá.



sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fazendo arte...


Resolvi me exibir hoje. Estou orgulhosa de alguns trabalhos manuais que fiz e, por isso, resolvi, colocá-los aqui no blog. Nas fotos, a única coisa que não produzi foram os chocolates - que diga-se de passagem são deliciosos, mas foram encomendas. Bom, já que estou temporariamente em férias forçadas tenho tempo para pintar, inventar, enfim, fazer arte. Caso queiram presentear alguém basta falar comigo ou enviar um comentário no final da página.


beijoooooooooooooos,

Carol





quarta-feira, 14 de abril de 2010

Um pouco de nostalgia

Adorava a propaganda da Laka quando criança!


A verdade tarda mas não falha


A Revista Veja desta semana (edição 2160) está excelente. Em primeiro lugar, o assunto escolhido para a manchete foi relacionado às chuvas no Rio de Janeiro, ocorridas na última semana. Segundo a publicação, culpar as chuvas é demagogia. "Os mortos do Rio de Janeiro que o Brasil chora foram vítimas da política criminosa de dar barracos em troca de votos". Sensacional!

Para completar, o editorial, intitulado na Revista como Carta ao Leitor, resumiu uma verdade com um 'tapa de luva de pelica': "no Brasil, País livre de tsunamis, vendavais, vulcões e terremotos, a natureza não mata em massa. O que mata é o populismo. As centenas de mortos que o Rio de Janeiro chora não foram vítimas das tempestades recordes que se abateram sobre a cidade. Foram vítimas da irresponsabilidade oficial, da demagogia de gerações de políticos e governantes que abriram caminhos nas encostas instáveis da temerária topografia do Rio de Janeiro e de Niterói para ali instalar seus currais eleitorais". Precisa dizer mais algo?

A Veja publicou também uma excelente entrevista nas páginas Amarelas com James Cameron, o cineasta canadense, criador dos maiores sucessos do cinema, como o Exterminador do Futuro, Aliens, Titanic e, recentemente, Avatar. Cameron disse que uma das imagens recorrentes em Avatar é a dos personagens abrindo os olhos. "Há sempre alguém acordando no filme. A mensagem subliminar é que a sociedade precisa acordar para os problemas ambientais".

Fora de série está a seção Leitor, onde se publica os comentários das pessoas que leram a e Revista na semana passada. Os comentários foram relacionados à manchete sobre o caos nos aeroportos do Brasil e à entrevista - também ótima, diga-se de passagem -, do Aécio Neves, candidato ao Senado Federal e governador de Minas Gerais. Destaco abaixo alguns comentários sensacionais de leitores:

"Parece que meus filhos terão um Brasil melhor... Na semana passada, o promotor Francisco Cembranelli nos fez voltar a acreditar na Justiça Brasileira. Agora, a entrevista com Aécio Neves (Amarelas, 7 de abril) nos deixa convictos de que ainda existem políticos capazes de mudar a mentalidade mesquinha e interesseira dos administradores públicos do nosso País". (Henrique Gondim, Natal , RN).

"Brilhante a entrevista com Aécio Neves. Em três páginas, ele disse muito o que precisávamos ouvir e ler. A memória dos brasileiros precisa ser ativada. Valeu, governador! Seu avó se foi, mas deixou um excelente exemplo de decência, compostura e ética". (Dora Sylvia de Rangel Moreira de Souza Leão, Recife, PE)

A Revista sempre encerra com um artigo de J.R.Guzzo. Mas dessa vez, sob o título "Em modo extremo", o fechamento da última edição foi com chave de ouro.

"Lula não corrige nenhum dos erros que comete, pois acabou convencido de que não erra nunca; além disso, é estimulado o tempo todo a continuar errando". (trecho do artigo)


imagem: http://veja.abril.com.br/140410/sumario.shtml