quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Que horas o trem parte?

"Que horas o trem parte?". E foi assim que um mineiro começou a amizade com outra mineira "paraguaia" brasiliense. Em pleno Rio de Janeiro, Araguari e Uberlândia se encontraram. No alto do Pão de Açúcar, enquanto esperavam o trem, o faladeiro e simpático professor de história conheceu uma jornalista contadora de histórias, eu! O divertido mineiro é tão doce que um pouco mais cedo, na Urca, conheceu a boa moça paulistana dentista. Boa moça hoje em dia é artigo em extinção. Ainda mais sozinha no Rioo, morou?! Pronto, o time estava formado e o clima de amizade invadiu as nossas almas.
 
Partimos todos no mesmo trem. Acenamos o nosso gesto de despedida para o Cristo Redentor e descemos a serra. Fomos enfiar o "pé na jaca" literalmente no histórico Parque Laje, bem embaixo do nosso protetor que continuou a nos abençoar em meio a tantas jacas. Era jaca pra "daná", uai! Delícia de programa e companhia. Chá chinês com bolo duro e sopa de meia suja, como turista sofre, mas nem isso foi capaz de tirar a nossa harmonia e bom humor.
 
O Rio ao nossos pés, mas o GPS não nos permitiu nos perder. Pena, o Rio já faz parte do meu mapa. Ainda assim, o dia seguinte prometeu que "chutaríamos o pau da barraca" na feira de São Cristóvão. Decepção para o mineiro que levou horas se perdendo por lá, mas não encontrou barraca pra chutar. Muito menos a sandália de couro que tanto queria! Sem problemas, a paulistana boa moça nos esperava em Copa num lugar mágico. E lá fui eu, de Ipanema para o Forte de Copacabana, para outro grande encontro. Papo bom, felicidade com lente de aumento e planos para um chop mais tarde. Pedalada no calçadão no dia seguinte e um churrasco com os alemães.
 
E no que isso deu?! Amizade com açúcar no feijão! É, alemão entende de salsicha, mas de feijão, passa longe. Açúcar só se for para adoçar a vida e não o feijão. Vamos botar água no feijão, como diz Chico Buarque, assim pode chegar mais gente, mais amigos, mais Rio, mais mundo. Vamos celebrar!
 
Um abraço forte aos meus novos amigos Luís e Clarissa. Até a próxima viagem! Que Deus nos abençoe e Sarava!!!! Muito samba, chop gelado, gente feliz e alegria no ar. Assim, em breve, será a nossa próxima viagem.
 
 
Nós! Luiz, Clarissa, eu Carol e minha mãe.
 
 
O "TREM " do Luiz que morre de medo!
 
 
Almoço debaixo do Cristo!
 
 
 
Ricardo, o gatinho do redentor. Foi adotado por um garçom do restaurante.
Fomos atendidos pelo simpático Antônio Brito, 40 anos de casa.

 
Enfiando o pé na jaca!


 
Adoro espreguiçadeiras, essa aí fica mais especial por conta do visual, rs!
Da Urca é o que se vê.
 
 
Cantinho francês no Forte de Copacabana.
Já ouviu falar em geleia de alecrim? Lá tem!
 
 
Limonada com água de rosas no bistrô orgânico Zaza, em Ipanema!

 
Bicicleta e água de côco à caminho da academia de ginástica.
 

 
La Bicyclette, boulangeria francesa no Jardim Botânico.
Très Bien! Super. Este pain du chocolate estava parfait.
 
 


 

 
 

Um comentário:

Clarissa Matsushita disse...

Que relato gracioso ("coração arrebatado" rs)!!! Além dos bons momentos, foi muito legal a sensação de que a vida pode nos trazer inesperadas e ótimas surpresas. Eu só tenho que agradecer a todos vocês!
Beijos,
Clarissa.