terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Oh Minas Gerais


Minha infância foi colorida como uma loja de doces! O final de ano em Minas Gerais era mágico. Talvez o caráter das festas continue o mesmo. E quem mudou foi eu. Algumas pessoas já se foram, outras se juntaram a nós – e agora fazem parte da família, e os mesmos continuam os mesmos, com algumas sutis diferenças. Novas crianças, novos velhos, novos adultos...ainda bem que tudo no mundo é cíclico.

As minhas lembranças estão mais vivas do que nunca. Graças ao meu bom Deus, a memória não é só uma velha louca que guarda coisas velhas, é um diário mágico.

Ao voltar para Brasília, ainda na estrada, lembrava da minha infância no meio de um monte de tranqueiras nas lojas de antiguidades das tias-avós. Era o máximo. Corríamos entre aqueles cucos roucos, telefones que só se vê em filmes de 1930 e móveis que assistiram toda uma geração. A coleção de imagens de santos, anjos e nossas Senhoras era de dar inveja. Resultado: uma das tias nunca vendeu. Aliás, fechou a loja. Não conseguia vender nada.

Mas o melhor de tudo era a imaginação. As casas antigas nos matavam de medo. Mas descobrir um baú cheio de roupas antigas e perucas (acredite se quiser: perucas!) tornavam as nossas brincadeiras verdadeiras cenas de novela da Globo. Saudade de tempos que não voltam!

A liberdade que tínhamos na cidade pequena era outro diferencial. Ser a criança mais livre do planeta não tem preço. Batia perna por todos os cantos, experimentava todos os sorvetes que pudesse e, como nenhuma criança é santa, apertava a campainha da casa dos outros e saía correndo. Vamos combinar, era o máximo!

Saudade. Saudade mesmo do fim de ano em Minas Gerais!

imagem: 2bp.blogspot

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O seu mundo não é só seu!

Criamos nossos próprios mundinhos! Achamos que assim seremos donos dele: os imperadores e controladores da nossa vida. Sempre fui mestra nisso. Erro grande. Sabemos muito bem que não controlamos a nossa vida? Apenas compartilhamos.

Compartilhamos com o trabalho, com a família e com os animais de estimação. E, quando menos esperamos, compartilhamos a nossa vida com a pessoa especial que aparece no maior gás. No início, tentamos nos esquivar, controlar mesmo! Mas depois - como é o curso natural das coisas - cedemos, nos rendemos ao inimigo. O inimigo íntimo que pode se tornar o maior aliado.

Essa vida é mesmo muito estranha. Batemos o pé para afirmar a nossa individualidade e, de repente, torna-se muito mais gostoso manter apenas uma parte dela - ou metade - e compartilhar o resto.

Doce Vida!!! Sweet Way...











quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Onde está o clima de Natal?


Cadê? Quem escondeu o clima de Natal? Não era para ser assim. Bingo!!!

Dezembro é o mês em que é permitido escrever uma lista com os nossos desejos realizáveis. Depois é só aguardar a visita do bom velhinho.

Seja lá quem for que sumiu com o meu espírito de Natal, peço que devolva assim que possível para o endereço você-sabe-onde-fica!
Grata!

Ass: Correspondente aflita de Natal


imagem: http://3.bp.blogspot.com

Que mané perfeição!

Os homens querem sim a mulher perfeita. Pelo menos é isso que o filme brasileiro “Mulher Invisível” deixa claro. O mais engraçado é que só percebi o impressionante detalhe na segunda vez que assisti.

Agora, na vida real, a história é outra. Já fui “dispensada” algumas vezes justamente por detalhes que faziam de mim a mulher perfeita, como no filme. “Ah você é perfeita, mas agora não quero isso não”. Sem mágoas! Nem me lembro quem disse isso, aliás nem sei se isso foi comigo mesmo, já que compartilho as dores das amigas também. Mas, puxa vida, faça-me o favor. Quem não quer ser cuidado por alguém, ainda mais por um mulherão?!

Na vida real, tudo é diferente, meu caro. Por isso digo, e boto fé, que profissão que se preze é a de atriz. Adoraria ser dona-de-casa de novela, daquelas que moram no Rio de Janeiro, em frente à praia, tomam café-da-manhã todos os dias numa mesa linda – posta pela empregada -, depois pratica exercícios na Academia, faz umas comprinhas...isso quando o café-da-manhã não é servido no próprio quarto pelo marido-mais-que-perfeito.


Pelo menos assim poderia viver um sonho! E o engraçado é que sonhos assim não são tão difíceis em realizar. Alguma coisa está errada... talvez seja a profissão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

As mulheres são antenadas

Não é por nada não, mas acho que a mulher nasce com antenas invisíveis e com olhos nas costas. Pelo menos, a maioria delas. Eu já sou um zero à esquerda em questão de percepção, ao contrário das amigas. Não é à toa que a minha família me chama de Mr.Magoo. Quer confiar um segredo? Deixa comigo! O namorado esqueceu a carteira ou o celular na minha bolsa? Pois assim ficará, não chego nem perto.

Mas como estava dizendo, a mulher é muito sensitiva. É um radar projetado durante as 24 horas do dia. Tenho uma amiga que descobre tudo dos namorados dela quando ela está com eles, claro! É incrível a competência para detetive que ela tem. Tanto que disse que o filme "A agenda secreta do meu ex-namorado" é a cara dela.

Tirando a parte do radar, acho que todas as pessoas - homens e mulheres - deviam ter sensibilidade. A mulher percebe rapidamente quando outra pessoa está triste. Já o homem só desconfia de algo depois de acessos de fúrias, lágrimas e tapas na cara.

De acordo com um livro que li, a habilidade sensorial na fêmea é muito aguçada. Ou seja, a intuição feminina é, na verdade, a capacidade que temos em notar detalhes. E isso sempre deixou os homens muitos confusos pois, sempre, são flagrados, pegos com "a boca na botija".

"Minha mulher consegue enxergar um fio de cabelo louro no meu casaco a 50 metros de distância, mas sempre esbarra na porta da garagem quando guarda o carro" (Allan e Barbara Pease)

Às vezes acho que a minha mente é mais masculina que feminina. Sou excelente motorista, estaciono com maestria em qualquer vaga, não percebo as coisas na maioria das vezes e já fui enganada milhões de vezes. Só descobria quando a coisa estava realmente muito escancarada.

Segundo o professor Ruben Gur, neuropsicólogo da Universidade da Pensilvânia, quando o cerébro de um homem está em repouso, a atividade elétrica é interrompida em pelo menos 70%. O estudo dos cerébros femininos mostrou 90% de atividade durante o mesmo estado. Isso prova que as mulheres estão constantemente recebendo e analisando informações do ambiente que a cercam.

Então é por isso que a mulher conhece os amigos, os sonhos, os romances e segredos dos filhos. Sabem em que pensam, como se sentem e as travessuras que estão planejando. O homem não...nem eu!




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Infeliz realidade



Meu Deus do Céu, onde está o senhor?

São Pedro, por que tanta água?

Natureza...por que chora tanto???

Ô governantes, onde estão as políticas públicas habitacionais?

Se Deus ou os santos, a natureza ou os políticos querem fazer uma limpa em todo o fim de ano, acertou com a faxina competente, nesses dias atuais. Muitas pessoas morrem todos os dias soterradas, vítimas da chuva, nas grandes metrópoles.

E a notícia não é novidade não.Todo dezembro e janeiro é a mesma coisa, até os anúncios comerciais são os mesmos. Alertam - pelo papai noel - que os preços estão inacreditáveis e que você só começa a pagar no carnaval. Supimpa! A chuva já levou a televisão, a geladeira ...o barraco. O que sobra? Parcelas para pagar. Ó-B-V-I-O!

Ao assistir o jornal não sei se tenho mais raiva dos políticos - que poderiam ao menos alertar a população e colocá-las em locais mais seguros. Ou mais raiva da população. Poxa vida! Abandona o barraco, pô. Barraco não é barco não. Quer morrer soterrado? Siiiiiiiiim.

A galera não se liga que o governo apóia as manifestações populares. Se fosse esses moradores, antes mesmo de começar a primeira chuvinha devastadora, lá ia eu com a minha tv, o fogão, a geladeira, dentre outras coisas, e armaria meu acampamento na sede do governo. Não tem problema se a polícia chegar ou se o governador reclamar, quem sabe lá na delegacia, não estaria mais segura? Além disso, como está na moda, iria até pedir um panettone para tampar os buracos...naõ está sobrando?

Preste atenção: o mundo é um moinho!


Tornar-se adulto é muito mais doloroso que nascer. Sair do verão aconchegante de Ibiza e cair direito nos Alpes Suíços é choque térmico na certa. Por isso, choramos tanto ao vir ao mundo pela primeira vez. Por isso, se pudesse optar, prefiriria o pranto ao ter que conviver com a realidade.

Crescer é não mais sentir aquele frio na barriga. Quando se é adolescente sente tudo. Parecem que há milhões de borboletas voando dentro de nós. Era o máximo!

Quando se é adolescente, as noites de sono são verdadeiras pausas para o descanso. Não se deita a cabeça cheia de preocupações no travesseiro. E, neste época de Natal, as férias permitem que o espírito natalino seja resgatado do jeito que merece.

Crescer é não se emocionar mais com tal música que costumava tirá-lo do chão e fazê-lo voar, voar e voar!

Crescer é ver que o mundo é mesmo um moinho, como cantava Cartola. E triturará os teus sonhos tão mesquinhos... "vai reduzir as ilusões a pó".

Ainda bem que ainda me emociono com algumas canções. Obrigada, Cartola!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quando chega o fim


As mulheres inteligentes sabem que está na hora de acabar um relacionamento quando:


- Ele faz você se sentir mal com mais frequencia do que a faz se sentir bem


- O seu medo de perdê-lo faz você ignorar todas as suas verdadeiras necessidades


- O comportamento dele está abalando a sua auto-estima


- Você diz para ele o quanto está triste ou aborrecida, mas ele não faz qualquer esforço para mudar de comportamento


- Ele pára de tentar agradá-la


- Suas lembranças do passado são mais agradáveis do que a sua situação atual


- O comportamento dele justifica os ciúmes que ele provoca em você


- Ele começa a lhe dizer que precisa de "mais espaço"


- Ele a ameaça (em ir embora, por exemplo)


(Steven Carter e Julia Sokol)



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Nada é como antes

Freddie Mercury, na década de 80, reclamava que o amor era uma palavra fora de moda. Se ele estivesse vivo, morreria de desgosto, pois pior que ‘demodê’ é transformar o amor em descartável.

Nos dias atuais nem existem mais músicas que gritam a verdade. Artistas como ele e o Cazuza não estão mais aqui para sacudir a sociedade e dizer que o tempo não pára. Para mim, a humildade é o caminho do amor. Pois só perdoa quem é humilde e, o perdão é o caminho mais curto de se chegar ao amor.

Hoje, a liberdade impera – o que é bom. Mas o ruim é que, ao mesmo tempo, não se pode reprovar nada (como sempre digo). Ninguém aceita, toma isso como invasão de privacidade. Não existe mais luta por um amor. Não deu certo? Não deu certo! Daqui a pouco arrumo outro ou outra. E assim os problemas sempre se repetirão pois não houve a chance no relacionamento anterior de encarar de frente aquela pulga que incomoda.

Talvez agora tais canções – compostas no passado – estejam mais atuais que naquela época. E talvez, seja agora, o momento que o amor nos desafiará a mudar o nosso modo de preocupar com nós mesmo!

Por isso, repito: músicas dizem muito mais que palestras e conferências. Fazem a nossa alma bater palma!

Então, vamos lá de Under Pressure, de novo, mais especificamente a partir de 2'38''! Enjoy!



"Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care
For the people on the edge of the night
And love dares you to change our ways
Of caring about ourselves"

(Pois o amor é uma palavra tão antiga, fora de moda
E o amor desafia você a se importar com as pessoas que estão no limite
E o amor desafia você a mudar o jeito de se preocupar consigo mesmo)

Dias difíceis


“Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída”. (Toquinho e Vinícius de Moraes)

Às vezes penso que é ingrato ser competente. Acordar – ou dormir - com a voz do presidente da empresa não é prova de inteligência. E sim um atestado de burrice.

Responsabilidade é burrice. Ainda mais quando não há nem sequer sinal de aumento salarial.

Capacidade para resolver problemas, habilidade em lidar com as pessoas e agilidade também podem se esgotar. Enche o saco. O copo quando está cheio transborda. Derrama e deixa uma tatuagem na toalha de mesa. Pode demorar a secar...

“Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão”. (Toquinho e Vinícius de Moraes)

Há dias que acho que vou morrer, de verdade. Não conseguir vestir uma roupa em paz, muito menos dirigir sem o telefone celular tocar é tortura.

Chegar no trabalho vivo, depois de dirigir igual a um piloto de formula 1 ou é um presente ou um dia a mais que o Todo-Poderoso resolveu conceder. Ou ainda um sofrimento a menos para a família do novo defunto.

Cansei! Tortura, meu irmão, tortura.

Mas como Toquinho e Vinícius escreveram... a vida tem sempre razão. Será
?

obs: E para a música não ficar repetida, que tal terminar com um rock? Under Pressure (Sob pressão)





"Insanity laughs under pressure we're cracking
A insanidade sorri, sob pressão estamos pirando"

(Under Pressure - Freddie Mercury)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Outro tipo de mulher nua – Martha Medeiros


Nunca vi tanta mulher nua. Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas. O que não falta é candidata para tirar a roupa. Serviu cafezinho numa cena de novela? Posa pelada. É prima de um jogador de basquete? Posa pelada. Caiu do terceiro andar? Posa pelada.

Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, bastando pra isso uns retoquezinhos aqui e ali. Dá uma grana boa. E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê?

Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade – emocionalmente.

Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso. É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos – aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.

Pouco tempos atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que esperava-se com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo – pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo. Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também.

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.


imagem: http://www.onlinephotographers.org/pics/3285_bb.jpg

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Exigências da vida moderna (quem aguenta tudo isso???)


Texto : Luis Fernando Veríssimo.

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... o funcionamento dos rins, faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.........

Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.

E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA !!!

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. CAGANDO NÉ !!!

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que
você não pegue trânsito. TÁ DIFICILLLLL

As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo!!!! Todos os dias, um dia sim, o outro também, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Dizer EU TE AMO, toda hora, ''ainda pego quem inventou essa neura...que saco!!!'' isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, trabalhar e lavar, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. se tiver tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia, para ele não ficar deprimido....

Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!

Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.

Chame os amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados... Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher ou marido. Não esqueça do EU TE AMO, (Vou achar logo quem inventou isso, me aguarde).

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.

Agora voce tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena, ai lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para voce...meu já era. criança ocupa um tempo danado.

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.

E já que vou, levo um jornal...

Tchau....

Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.


imagem: http://pimentadoce.blig.ig.com.br/imagens/correndo.jpg

Catálogo da vida

Como é que a gente sabe que uma coisa está viva?
Verifica a respiração.


A garota sabia que o irmão já não estava mais ali. O coveiro deixou cair o livro. Era um manual. Um guia de como enterrar as pessoas. Ela pegou aquela obra para ela. Não que fosse sair por aí enterrando as pessoas. Pois o assunto...ah o assunto não era importante, mas aquele livro significava muito para ela.

Escrevi o breve resumo, em pouquíssimas palavras, após ler um dos capítulos de "A menina que roubava livros", pois chamou-me atenção a importância dos meros detalhes da vida.


É por isso que música marca um fato, nos faz voltar ao passado ou lembrar de uma pessoa querida - ou que já se foi ou que nos é especial. Fotos são lembranças vivas que nos fazem transportar para aquele dia, aquela ocasião. Um guardanapo, um bilhete de entradas de cinema ou de um passeio de barco, enfim, são detalhes pequenos que guardam grandes acontecimentos.

Seja num baú ou numa pequena caixa, todas as pessoas deveriam depositar sonhos vividos ou que remetam às boas lembranças. Depois, num dia comum, daqueles bem sem graça, vasculhar todas aquelas memórias...e chegar exatamente na ilha do tesouro do pirata. Descobrir os próprios segredos que já tinha esquecido. Relembrar como se sentia em tal época...

Os meus diário - que escrevia quando era criança e adolescente - estão guardados. Assim como as cartas apaixonadas da fase teen, os cartões postais que recebia de amigos quando estavam em viagem, guardanapos que peguei na Disneylandia quando fui pela primeira vez, e outras milhares de miudezas que provam que vivi muito bem toda as fases da minha vida. E que assim continue...

God bless you!


imagem: http://1.bp.blogspot.com

Momento de histeria


Recebi uma frase fantástica hoje por e-mail.


Cuidado com o stress porque:

" Mais vale chegar atrasado neste mundo... do que adiantado no outro !!! "



Abaixo à repressão!

Meus pais não têm conta conjunta no banco. E estão casados há 31 anos. Problema? Nenhum!!! Muitos casais colocam isso como uma prova de amor, como se fosse a aliança de casamento. Várias amigas da minha mãe têm conta conjunta com o marido e acham o máximo: um verdadeiro atestado de confiança. Quanta bobagem!

Devem estar pensando que sou uma xiita no assunto. Mas para mim, tal atitude é prova de insegurança. E outra: as pessoas devem preservar algumas individualidades mesmo ao casar. Abaixo à repressão! Cadê a LIBERDADE ESPIRITUAL???

Digo que as mulheres são burras. E pelo jeito a maioria é. Em pouco tempo já está “fisgada”. E o pior: nem esconde que foi “fisgada” e ainda por cima, além de casar, ainda assume uma conta conjunta. Barbaridade!

Como escrevi aqui esses dias sobre as brincadeiras de Barbie quando éramos crianças, as mulheres, na maioria das vezes, fantasiam o casamento e os filhos. E quando encontram alguém já imaginam o enlace. Abaixo à repressão! Vamos viver!

Vamos viver! E sentir. Nós mulheres temos que nos dar a oportunidade de apagar esse pensamento antigo e, simplesmente, se sentir atraída pelo cara que escolheu e não ficar pensando só em casamento. Eles não são o caminho mais curto para a última meta: o casório.

Os “escolhidos” por nós tem que acreditar e, claro, sentir, que somos atraídas por eles e que prestamos atenção neles. Qual o problema de fazerem eles o nosso centro do universo?! E não o centro para o casório?

Então vamos lá. Luz, câmera, AÇÃO!


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Fala sério! CLICK!


“Bem-vindo à sua vida
Não há volta
Mesmo enquanto dormimos
Nós encontraremos você”

“Welcome to your life
There's no turning back
Even while we sleep
We will find you”
(Everybody Wants To Rule The World / Tears for fears)


Momento de histeria geral. Fala sério! O que aconteceria se tivéssemos o poder de coordenar os rumos de nossas vidas a partir de um controle remoto? Se você fosse workaholic e tivesse a oportunidade de comprar um, o que faria? Não pensaria duas vezes, certo? Pois foi o que Adam Sandler, no filme Click, fez: comprou o objeto que controlava tudo. Abafava o som do latido do cão, adiantava – como se fosse num DVD – uma discussão de relacionamento ou uma situação ruim.

Daí você pensa: pronto! Menos um problema. O que mais queremos mesmo é evitar momentos difíceis. Engana-se. Enfrentar situações não muito felizes é necessário para o nosso crescimento. O negócio é dobrar as mangas, ir à luta e enfrentar com sabedoria. Sempre!

O filme é uma comédia que nos faz rir. Mas muito mais que isso é uma lição de vida. Nos coloca no lugar do personagem quando situações do cotidiano acontecem nas cenas do Click. Essas questões referem-se à forma como nos relacionamos o tempo e as pessoas, especialmente aquelas que realmente nos são especiais e que, tantas vezes, parecemos não perceber...

O personagem de Sandler persegue o sucesso profissional. Não se trata de chegar ao topo. O que ele busca realmente é valorização profissional e, claro, proporcionar qualidade de vida material aos filhos e à esposa. Mas qualidade de vida mesmo, não se dá por meio de dinheiro. Sandler se sacrifica. Mata-se de trabalhar e fica ausente da vida familiar mesmo quando está em casa.

Nem sempre “o trabalho enobrece o homem”. O filme traz à tona a relação do tempo das pessoas com aqueles que amam, com a família. Numa época em que tudo é descartado, inclusive as pessoas. Está na hora de rever os princípios de vida antes que seja tarde demais...






Reflexão: as pessoas não são descartáveis

Família é a mais importante instituição humana. É em nossas casas que encontramos a segurança, o carinho, o apoio, a paz e o amor que precisamos (ou pelo menos deveria ser). Apesar disso, dedicamos menos tempo à família e, mesmo quando estamos em nossos lares, muitas vezes estamos distantes e alheios aos filhos e cônjuges, aos irmãos e aos pais. “Click” coloca tal situação em destaque.
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Para curtir um pouco da trilha sonora do filme, separei algumas músicas que têm significado.


* Come Out And Play (The Offspring)

“Is gonna tie your own rope, tie your own rope, tie your own”

(“Vai amarrar sua própria corda, amarrar sua própria corda, amarrar sua própria”)




* Hold The Line (Toto)

“It's not in the way that you stayed till the end
It's not in the way you look or the things that you”

(“Não está na sua maneira de ter ficado até o fim
Não está na sua maneira de olhar ou nas coisas que você diz que fará”)




* Momento comédia e brega: Making Love Out of Nothing At All (Air Supply)






quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Brincadeira de criança

Brincar de Barbie quando criança é saber um pouco como será a vida de gente grande. Assim aconteceu comigo – e com as minhas amigas! Semelhante aos nossos dias de “barbeiras”, quando éramos meninas, alguns fatos se repetiram.

A minha Barbie, por exemplo, morava no escritório. Na verdade ela vivia no “Lar & Escritório” que era um brinquedo dois em um: a mesa cedia lugar para a cama.

A minha boneca só trabalhava e, de vez em quando, praticava aulas de tênis. O mais engraçado é que ela só namorava homens famosos, como o Conrado ou algum integrante da Banda Dominó. Hilário!

Já a Barbie de uma amiga vivia se casando. Toda brincadeira ela estava vestida de noiva. Resultado: foi a primeira a se casar. Outra amiga sempre era a Luciana Vendramini. Engraçadíssimo! Mas essa aí não virou atriz não.

Os padrões mesmo de brincadeirinha se repetiram. A minha rotina é trabalhar além da conta. Resolver problema o tempo todo. Antigamente ainda conseguia praticar um esporte. Agora, pifei. A pilha está fraca e mal consigo pegar numa raquete. Paciência!

Acho que vou voltar no tempo e brincar de Barbie de novo. Mas, dessa vez, a minha boneca terá um destino diferente...Aruba, Jamaica....Bahia.





terça-feira, 24 de novembro de 2009

Prefiro o lobo mau

Queria saber por que todas as pessoas acham que procuro um príncipe encantado? Faça-me o favor!

Ou por que todos querem me apresentar um príncipe encantado? Que coisa mais chata.

Será que posso querer não casar pelo menos de vez em quando?!

Dizem que o mundo evoluiu. E que as pessoas estão mais modernas. Pois eu continuo careta, mas quero ter a opção de casar quando eu quiser, com quem eu quiser. Sempre coloquei na minha cabeça que o enlace eterno aconteceria lá pelos 33, 34...35 anos.

Mas não, até os meus namorados 'acham' que quero casar. Estou realmente ficando enjoada desse papo. Uma coisa é ser feita para casar, encaixar direitinho nos padrões, exatamente como sou. Outra coisa é querer 'juntar os panos de bunda'. Quem sabe um dia...mas sem pressão!!!

Príncipe Encantado é muito chato. Até a princesa, no filme "Encantada", da Disney, se cansou e casou com um humano de verdade.

Príncipe Encantado não trabalha, não tem febre, não tem bafo - e nem precisa escovar os dentes. Um saco!

Príncipe Encantando não vai pegar a nossa mão quando estivermos no hospital esperando para ser atendida.

Príncipe Encantando não viaja de avião conosco pois vai a cavalo, enfrentando os temíveis perigos da floresta.

Que mané príncipe! Prefiro mesmo é um lobo mau, mesmo com os conselhos da vovó em manter distância de tal ser. Ou quem sabe o lobo bobo, da música de Carlos Lyra e Ronaldo Boscoli!

Para quem queria casar com o David Bowie, um ser totalmente andrógeno, até que evolui bastante. Tá vendo? Nunca quis um príncipe encantado, nem quando criança. Dizem as boas línguas (minha mãe e meu pai) que o meu brinquedo predileto eram dois sapos imensos de pelúcia...

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Não se pede amor


É chato! Incomoda e não é dor de cabeça. Dói mas não é hematoma.

É triste pois é algo que falta. E não dá para ir ao mercado, procurar nas prateleiras e comprar. Não se substitui assim como se fosse atravessar a rua. Não se esquece. Nem se implora!

O amor é assim. Não se pede. Não se implora. Amar é perdoar.

Amor se declara. E sabe de uma coisa? Nem precisa, às vezes, de palavras nem atos...

...basta percepção!


Abaixo um texto de Artur da Távola:

Amor não se implora, não se pede não se espera... Amor se vive ou não. Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz. As
pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros. Perdoar e esquecer nos torna mais jovens. Água é um santo remédio.

Deus inventou o choro para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso. Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam. O carinho é a melhor arma contra o ódio. As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos. A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros. De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.

Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor.

O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito
amado. E vive a vida mais alegremente...

Liberdade x Amor Chiclete

“Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor”. (Vinícius de Moraes)


Dizem que o amor verdadeiro é livre. Acredito fielmente nisso. Amar é ter asas e voar. Namorar é uma delícia. Não precisa ficar o tempo todo junto. Mas abrir as cortinas do final de semana e fechar num belo domingo é renovador. É trocar as baterias para enfrentar uma semana de muito trabalho.

Escrevi aqui, uma vez, que estar com alguém é uma atividade altamente libertadora. E é! Tenho verdadeiro pavor quando vejo aqueles casais grudados, que fazem tudo junto. Casal super bonder. Xaropice total.

O amor livre é eterno. E, ao casar, isso deve continuar. Não falo de traição. Isso nunca. Mas falo de individualidade – o que também já escrevi aqui!

Grudado mesmo só quando for dormir de conchinha...ah, isso é legal!

Vai um chicletinho aí? Não, não masco. Obrigada!


Imagem: http://www.zonad.com.br

Para Viver Um Grande Amor


Vinícius de Moraes

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor.
Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor.
E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.



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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A esperança não morre


As novelas sempre servem para alguma coisa, principalmente para dar lições. Não é à toa que o Brasil exporta essas obras e faz tanto sucesso entre os gringos.

No último final de semana, o médico da novela “Viver a Vida” disse – ao contrário do dito popular – que a Esperança não é a última que morre e pausadamente afirmou: A ESPERANÇA NÃO MORRE!

Já metaforizaram a ESPERANÇA de tudo quanto é jeito. Ela é verde. É o nome da sogra – já que é a última que morre! Ela é a garota de olhos verdes, incólume na calçada de uma rua cheia num nervoso centro urbano. Mais que isso...a esperança é o ar que respiramos!

Não é verde nem cor-de-rosa. A ESPERANÇA não tem uma cor só. Ela tem todas as cores. É por ela que acordamos todas as manhãs. É o alimentos dos nossos sonhos – se é que ainda podemos ter tranqüilidade para sonhar!
Amanhã é outro dia. Mas por que esperar amanhã? A Esperança é de todo dia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tudo para ontem! Rápido!!!


Ah, se eu pudesse viver sem pressa! Ah, se eu pudesse! Assistiria o pôr-do-sol dia sim dia não. Cozinharia biscoitos semanalmente. Inventaria uma receita de bolo quando desse na telha. Dirigiria sem parecer um piloto de fórmula 1 e cobraria menos das pessoas incompetentes no trânsito. Reclamaria menos da falta de estacionamentos e da demora da entrega das farmácias.


Se eu tivesse tempo, visitaria todos os médicos regularmente. Comeria de três em três horas! E frequentaria academias de ginástica todos os dias. Ah, se eu pudesse! Compraria a ração do cachorro pessoalmente e nunca mais pediria os serviços de um motoboy.


Se eu pudesse, faria as unhas sempre sem estragar. Esperaria um tempinho no salão ao invés de sair correndo para ter que passear com o cachorro, comprar presentes de aniversários, escolher flores, comprar pão, abastecer o carro, ou quem sabe, até saborear um sanduíche, sem pressa!


Percebi que corro, inclusive, nas minhas férias. Corro para tentar visitar um museu. Corro para pegar o metrô na hora combinada. Corro para dormir e para acordar! Estou correndo para quê? "Perguntei para mim. Já que estou de féria". Nada adiantou.


Corro porque tenho medo de perder os acontecimentos. Tudo errado! Transformar os compromissos pessoais numa agenda de trabalho não é normal. Correr para encontrar uma amiga como se fosse perder uma consulta no médico é se comportar de maneira pouco inteligente com o bem-estar.


Mesmo o tempo sendo um artigo de luxo, é preciso fazer as pazes com ele e mudar toda a relação. Desacelerar como se fosse um exercício. Pisar no freio. Viver melhor. Sim, sei que a correria é um vício, um costume, mas é melhor, pelo menos, tentar caminhar ao invés de correr. Senão, meu amigo, ao invés de encurtar o tempo, encurtará é o caminho.


Já pensou a frase do seu santinho de falecimento? Carolina ciclana de tal, x anos, morreu correndo atrás do pôr-do-sol!!!


Furada, meu irmão, furada...Vinícius de Moraes diria a mesma coisa.


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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De volta a época do rádio




Recomendo The Puppini Sisters. Elas interpretam altas músicas legais e as encaixam na época das cantoras de rádio! Canções como "I Will Survive" e a melancólica, porém, clássica "Whutering Height" são uma das interpretadas pela três novas cantoras de rádio do pedaço.


Whutering Height na versão original com Kate Bush

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Apenas assista o vídeo

Apenas assistam ao vídeo da Pedigree.
Sempre que alguém assiste ao vídeo, a Pedigree doa um saco de ração aos cães sem lar. Me ajudem a divulgar, por favor, esta causa.

O muro caiuuuuuuuuuu!!!


Foi assim que escrevi no meu diário há 20 anos! "Gente, o muro caiuuuuuuuuu!!!" Engraçado pois só tinha 10 anos de idade e uma vaga ideia do acontecimento histórico. E lá estava registrado, num livro cor de rosa com chave, os meus emocionantes dias e o fato de que o muro de Berlim não existia mais.

A Alemanha não estava mais dividida em Ocidental (capitalista) e Oriental (comunista), depois de 28 anos. Nesse período, os alemães de Berlim Oriental conviveram com a falta de liberdade, a fome, e um atraso econômico exorbitante. Para se comprar um carro, por exemplo, era preciso colocar o nome numa lista e esperar 15 anos. E não era nenhuma ferrari não. Era um fusquinha bem barulhento. Diga-se de passagem!

O muro caiu! A cortina de ferro, enfim, enferrujou! Foi empurrado, machadado pela população, pisoteado e repartido em trilhões de pedaços (leia-se aqui SOUVENIRS). Há 20 anos, os alemães dançaram, beberam cerveja e comeram salsichas. Esta parte é ficção (leia-se aqui: imaginação minha). Enfim, comemoram o fim de uma Alemanha dividida. Será?

O muro caiu, mas as barreiras não. O Comunismo é uma praga, uma erva daninha, uma sombra má que contagiou décadas e décadas uma população. Um cheiro impregnante da qual a Berlim Oriental não conseguiu se livrar até os dias atuais. Não tenho simpatia por alemães, mas tenho sensibilidade a ponto de imaginar o sofrimento dessas pessoas que tinham que brigar por café e cachos de banana. Até o funcionamento intestinal tinha que ser na hora que foi imposto. As crianças iam ao banheiro todas no mesmo horário, por exemplo.



As barreiras continuam vivas. Mas vivas do que nunca. A Berlim Oriental é hoje conhecida como pequena Istambul. É um gueto cinzento como se fosse o subúrbio. O muro caiu. Aparentemente o apartheid ariano não existe mais. Apenas resquícios em espécie: pedaços do muro continuam a ser vendidos como souvenir. Souvenir de péssimo gosto! E tem trouxa que compra.
Imagino que mesmo sem o muro naquele lugar, enxergamos sem fazer muita força uma linha invisível. Ou uma linha que separa cores. Se fosse colocado num desenho, a Berlim Oriental seria acizentada e a Ocidental, azul como o oceano.


O comunismo é mesmo asqueroso. Até hoje, os alemães da Berlim Oriental comunista recebem os piores salários. E sabe por quê? Porque não se desenvolveram, enquanto na parte ocidental, todos sabiam lidar com as novidades tecnológicas.

E por que mesmo Berlim sendo uma cidade só, mencionamos Berlim Oriental e Ocidental? Bom, isso não importa. O que importa é que o ser humano não surpreende, apenas choca, sempre choca! O poder parece ter sido confeccionado exatamente para imbecis como esses que mesmo após uma grande guerra quer um pedaço do pudim! Irritantemente infantil!

História

O Muro de Berlim foi um dos resultados da Guerra fria. Após a II Guerra Mundial, a Alemanha Nazista derrotada foi então dividida em quatro zonas ocupadas por quatro potências: os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a União Soviética. Tal barreira física foi construída pela República Democrática Alemã (Berlim Oriental / comunista) e a separava da Berlim Ocidental.

Este muro, além de dividir a cidade ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Ou seja, liberdade versus prisão, nutrição versus fome, tecnologia versus carroça.

Começou a ser construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Não se contabiliza o número de pessoa que morreram tentando atravessar o cabo das tormentas. Fala-se em 100, 200, mas eu mesma, dúvido muito. Em 20 anos, muita gente viu o fim!


Stalin: o cabeça de bagre

Após a Segunda Guerra Mundial, o líder soviético Joseph Stalin construiu o Bloco do Leste: um cinturão protetor da União Soviética em nações controladas na fronteira ocidental. O bloco era composto pela Polônia, Hungria e Tchecoslováquia. Stalin pretendia manter esses países a par de um enfraquecido controle soviético na Alemanha.

Em 1945, Stálin revelou aos líderes alemãos comunistas que esperava enfraquecer lentamente a posição Britânica em sua zona de ocupação, que os Estados Unidos iriam retirar sua ocupação dentro de um ano ou dois e que, em seguida, nada ficaria no caminho de uma Alemanha unificada sob controle comunista dentro da órbita soviética.

Em 1948, após desentendimentos sobre a reconstrução e uma nova moeda alemã, Stálin instituiu o Bloqueio de Berlim, impedindo que alimentos, materiais e suprimentos pudessem chegar a Berlim Ocidental. Os Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e vários outros países começaram uma enorme "ponte aérea de Berlim", fornecendo alimentos e outros suprimentos à Berlim Ocidental.

A República Democrática Alemã (Oriental) foi declarada em 7 de outubro de 1949, onde o Ministério de Negócios Estrangeiros Soviético concedeu autoridade administrativa a Alemanha Oriental, mas não sua autonomia, onde os soviéticos possuíam ilimitada penetração no regime de ocupação e nas estruturas de administração e de polícia militar e secreta.

A Alemanha Oriental era diferente da Ocidental (República Federal da Alemanha), que se desenvolveu como um país capitalista, uma economia social de mercado e um governo de democracia parlamentar. O crescimento econômico contínuo a partir de 1950 da Alemanha Ocidental alimentou um "milagre económico" de 20 anos. Enquanto a economia da Alemanha Ocidental cresceu e o padrão de vida melhorava a cada dia. Tudo o que queriam os alemães orientais era ir para a Alemanha Ocidental.
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http://europa.eu/abc/12lessons/images/content_berlin_wall.jpg
http://www.csupomona.edu/~sfenglehart/%20Hst%20Images%20/Berlin%20Wall.JPEG
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Ele não gasta nenhum centavo por dia!

O homem da foto é o economista Mark Boyle. Neste mês, completará um ano que vive sem usar dinheiro. Acredite se quiser: é possível! Queria saber apenas como ele usa a energia solar para carregar os equipamentos eletrônicos sem danificá-los!

Em um artigo no Guardian (o link está abaixo), Mark contou que escova os dentes com uma pasta feita de conchas e sementes de erva doce, trocou o papel higiênico por jornal velho, planta a própria comida e usa energia solar para carregar o notebook e o celular (que só atende ligações), trazidos da época em que ainda ia às compras.

O economista estacionou o trailer em uma fazenda inglesa de orgânicos (em troca de dias de trabalho) e resolveu ficar sem gastar nem um centavo por um ano para chamar atenção para questões ambientais. Ele diz que o dinheiro é uma ferramenta que distancia o consumidor dos produtos, ocultando o impacto de cada compra. Mas, a julgar pelos comentários abaixo, deixados no site do Guardian, ele chamou a atenção também de pretendentes:

“Mark prova de uma vez por todas que você não precisa de dinheiro para ser sexy.”

“Podemos ver um vídeo dele cortando lenha ou algo assim?”

“Você quer casar comigo?”


Ao responder os comentários dos leitores (muitos deles o criticando), Mark deixou o seguinte recado: “E a todas as ofertas de casamento e sexo casual… Vocês poderiam ter ao menos deixado seus contatos. Apesar de eu não ter certeza de que suas mães me aprovariam. Não sou exatamente um bom partido.” Aparentemente a frugalidade radical, somada à foto de Mark sem camisa, atrai fãs sem medo da falta de papel higiênico macio ou da impossibilidade de comemorar datas especiais em restaurantes.


Leia mais:


imagem: do próprio Mark Boyle

Mau humor é positivo. Acredite!

Mau humor pode ser bom para você, diz um estudo australiano que indica que a tristeza torna as pessoas menos crédulas, melhora a capacidade de avaliar os outros e fortalece a memória.

O estudo, de autoria do professor de psicologia Joseph Forgas, da Universidade de New South Wales, mostra que
pessoas com um humor negativo são mais críticas e mais atentas ao ambiente ao redor que pessoas felizes, que correm mais risco de acreditar em qualquer coisa que ouçam.

"Enquanto um humor positivo parece promover a criatividade, flexibilidade, cooperação e a confiança em atalhos mentais, o humor negativo ativa um tipo de pensamento mais cuidadoso e atento ao mundo exterior", escreveu Forgas.

"Nossa pesquisa sugere que a tristeza... promove estratégias de processamento de informações mais adequadas para lidar com situações exigentes".

Para o estudo, Forgas e sua equipe realizaram diversos experimentos que começaram com a indução de bom ou mau humor em voluntários, por meio da apresentação de filmes tristes ou alegres e pela recordação de eventos felizes ou infelizes.

Em uma parte dos experimentos, participantes felizes ou infelizes tiveram de julgar a verdade de lendas urbanas e boatos. Pessoas de mau humor tinham menos chance de acreditar em declarações falsas.

Pessoas mal-humoradas também se mostraram menos propensas a tomar decisões precipitadas com base em preconceito racial ou religioso, e tiveram uma chance menor de errar ao se lembrar de eventos.

O estudo também mostrou que pessoas tristes são mais capazes de defender um argumento por escrito, o que, segundo Forgas, indica que "um humor levemente negativo pode promover um estilo de comunicação mais concreto e bem-sucedido".

O trabalho está publicado na edição do bimestre novembro/dezembro da revista científica Australian Science. (Fonte: Estadão Online)

imagem: http://futeboldebotao.files.wordpress.com/2009/07/

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Direito a TPM masculina: endoidecimento controlado!



TPM Masculina ou morte! É o que o escritor Fernando Bonassi defende! Achei bacana o texto dele e resolvi compartilhar aqui no blog algumas partes.

"Se suas mulheres, como a minha, são do tipo que chora com comercial de maionese (...)". Seguem as dicas abaixo:

* Evite divergências. Lave as suas cuecass e pendure-as no varal. Não esqueça o jornal no banheiro. Não respingue xixi fora da privada. E abaixe a tampa ao concluir os serviços. Ah! Não se esqueça de dar a descarga.

* Não importa se ela está há mais de meia hora dirigindo em primeira marcha, na pista da esquerda de uma avenida. Os automóveis são mais resistentes hoje em dia, e você tem seguro.

* Nunca fale bem de nenhuma outra mulher.

* Nunca fale mal de nenhum outro homem , especialmente do pai e irmão dela.

* Deixe o controle remoto da tv na mão dela.

* Se possível, não fale, não se mova e use a mínima quantidade de ar ao respirar no mesmo ambiente que elas.

Antecipe-se. A melhor defesa é o ataque. Sirva chá.

De qualquer forma, o autor defende que o homem deveria ter direito a quatro dias de maluquice em 28 de normalidade, além do tíquete-hotel-TPM, para sairem de casa no período crítico.

"Se elas podem, três ou quatro dias antes dos seus períodos, agirem como verdadeiras malucas, por que também não podemos?!"


Não me contive


Li uma piada numa dessas revistas da companhia áerea TAM e não me contive. Tive que postá-la aqui no blog!

Rodando no Salão

Começou a música e o bebum se animou. Levantou trocando as pernas, dirigiu-se até uma senhora de negro e arriscou:

- A madame me dá o prazer desta dança?

- Não, por três motivos. Primeiro: o senhor está bêbado. Segundo: não se dança o hino nacional. E terceiro: não sou madame coisa nenhuma! Sou o vigário desta paróquia.

imagem: http://www.bicodocorvo.com.br/wp-content/uploads/2009/03/foto-valsa-danca-de-salao-2.jpg

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Desabafo: indústria de produtos e remédios veterinários é gananciosa

Recebi um e-mail com a foto de uma cachorrinha que precisa de um lar em Brasília. Como sou simplesmente fascinada por animais, fiquei arrasada ao ver que a cadela precisa de cuidados. Diante disso, enviei um e-mail ao meu pai e pedi para que eu fosse a mais nova dona daquele animal. Veja o que ele respondeu abaixo. E, sabe o pior? Ele tem toda a razão. A indústria de produtos veterinários quer lucrar e muito em cima de nós. Então para os que lutam pelo bem-estar dos animais - como eu - peço carinhosamente para me ajudar a divulgar tal atitude de ganância. Sei que a palavra é forte, mas é tudo que sinto. Se não fosse isso, poderia adotar vários animais domésticos.

"Carolina,

É notável sua sensibilidade e amor pelos animais, porém, infelizmente não podemos atender o seu pedido.

Atualmente, já está muito difícil cuidar dos que já temos, sobretudo, pelo alto custo da alimentação, remédios entre outros.


Aliás, vocês internautas, poderiam divulgar um apelo para que as indústrias e as pet shops, não sejam tão gananciosas e aproveitadoras da bondade das pessoas, sobretudo daquelas que querem ter um animal doméstico de estimação.

Para justificar o acima exposto, venho fazer as seguintes comparações:

Caso 1: Tratamento de infestação de parasitas internos (vermes gastrointestinais e pulmonares) e externos (carrapatos e moscas): 1 frasco de IVOMEC ou Dectomax (produtos de primeira linha ) de 500 ml, custa R$ 150,00 e trata até 50 animais de 500 kg de peso corpóreo, com atuação por 3 a 4 meses;

Caso 2: Uma dose de frontline para tratar parasitas externos de um cão de 35 kg, custa R$ 51,00, e conforme a bula, recomenda o tratamento mensal.

Ainda não falamos no alto custo dos;
- antibióticos;
- produtos para pelagem ( Pelo e Derme 1500) : R$ 54,00
- Shampo especial (R$ 60,00);
-rações de boa qualidade, apresentam custo por quilograma superior a R$ 12,00, muito alto se comparado ao preço do arroz, da cesta básica.

Antes que esqueça, uma consulta em várias Pets, chega custar R$ 80,00..

Quanto às vacinas, aproveito para fazer uma comparação entre animais domésticos (cães e gatos) e bovinos:

a) Domésticos:
- três vacinas anuais ( raiva - polivalente - pneumonia) ao custo unitário de R$ 35,00 representando R$ 105,00;

b) Bovinos ( duas campanhas anuais para atender rigorosamente ao estabelecido pelas autoridades responsáveis pelo controle sanitário): R$ 9,70;
- Febre aftosa: R$ 1,20;
- raiva; R$ 0,35;
- Polivalente: R$ 0,30 a 1,00;
- Vermifugação: R$ 3,00
- Brucelose ( somente em fêmeas).

Gostaria de deixar claro, que existem alternativas para baixar os custos dos remédios e rações e bons e conscientes profissionais.

Seu pai"


imagem: http://orbita.starmedia.com/gb27513/guaipecao/fotos/caes-1.jpg

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Defenda os animais domésticos dizendo NÃO ao projeto de lei!

Segundo a Lei de Crimes Ambientais, é crime praticar ato de violência contra qualquer animal. Porém, tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL 4.548/98) que visa acabar com essa proteção para os animais domésticos.

A intenção do Projeto de Lei é alterar o art. 32 da Lei de Crimes Ambientais, retirando a expressão “domésticos e domesticados” e, assim, descriminalizar atos de abuso e maus-tratos contra esses animais.

Essa alteração significaria um enorme retrocesso na história da proteção animal no Brasil, ao tornar ainda mais branda a legislação animal vigente, favorecendo a impunidade.

Os inúmeros casos de maus-tratos que se repetem diariamente no país deixariam de ser crime. O combate às condenáveis rinhas de cães e galos, por exemplo, seria dificultado ao extremo.


Você faria algo bem simples para ajudar os animais domésticos no Brasil?

O momento é delicado, sendo de fundamental importância que todos aqueles que se importam com os animais se manifestem. Lembre-se que a opinião popular é essencial para a aprovação ou rejeição de leis.

A WSPA Brasil elaborou uma carta online a ser enviada aos deputados federais, pedindo que NÃO APROVEM o Projeto de Lei 4.548/98, que modifica o art.32.

Quem você pensa que é?


A frase é clássica. Você ouve em filmes e novelas e, às vezes, até na vida real. “Quem você pensa que é?”. Daí fiquei pensando, quem eu penso que sou?!

Penso que sou a Carolina Cascão. Tenho 30 anos, por pouco tempo. Em exatos dois meses completo 31. Desses, me arrependo alguns anos, mas não posso voltar atrás. Me formei em jornalismo, mas queria mesmo era ter cursado veterinária. Não sou morena nem clara, sou um arco-íris. Tenho todas as cores. E, alto lá, arco-íris é uma coisa séria. Não dá para pedir para alguém segurar uma ponta enquanto vai verificar a outra. O arco-íris pode se desmanchar, como diz Angela Carmeiro, escritora!

Lembro-me muito bem da minha infância, da primeira bicicleta, da barraca de praia quando íamos a Cabo Frio, de odiar pisar na areia e ficar molhada. Lembro-me que adorava aquelas lojas de fliperamas (era assim que chamávamos) e queria chupar todos os picolés na praia para ver se, ao final, o meu palito estava premiado. Amava – e amo até hoje – a coxinha de galinha (apimentada) do clube pica pau lá em Minas.

Nunca me casei, portanto não sou ex-mulher de ninguém. Um vantagem nos dias de hoje, na minha opinião. Portanto, estou no zero quilômetro em termo de relacionamento eterno. Não tenho filhos também. Aliás, tenho um cão, animado cão. Apesar de achar o mundo muito cruel para se colocar uma criança no mundo, acredito que a espécie deva ser perpetuada. Adoraria ver um bebê bocudo e olhudo, exatamente como eu era.

Nunca sofri nenhum acidente. Nem tive sérios desvios de doença. Sou saudável por dentro e por fora. Digo, a cuca é legal. Apenas com alterações no período de TPM, mas por pouquíssimo tempo.

Pinto. Às vezes, o sete. Não bordo. Mas sei fazer tricô.

Toco piano também. Adoro desenhar. E enfeitar pratos deliciosos de comida. O meu arroz é horrível. É bonito, mas é
sem graça!!! Feijão não sei fazer. Fico apavorada só de pegar numa panela de pressão. Morro de medo! Ainda bem que não sei fazer tudo. Já pensou que sem graça? Ah aquela ali é perfeita. Faz tudo. Acho que ninguém ia querê-la!

Sobrevivi a alguns relacionamentos. Me enganei. Já enganei e fui enganada. Já recebi dois buquês no Dia do Namorados. Já me fizeram serenata na Bahia. E tenho uma caixa de papel recheada de cartas apaixonadas. A adolescência é mesmo uma fase deliciosa.

Comecei a trabalhar relativamente cedo. Não que precisasse. Quando completei 19 anos, consegui um emprego, pela primeira vez, num jornal. Achei o máximo. Mas foi aí que comecei a ver a verdade da profissão e me desapaixonei por ela.

Amo Paris. Mas não sei se amo mais. Descobri que, de verdade, amo é o meu Brasil. Bom, penso que sou brasileira, e nem adianta falar que tenho a “cara” das francesas...já não é mais elogio!



imagem:http://media.photobucket.com/image/