terça-feira, 31 de março de 2009

Em busca da esperança


Fiquei comovida hoje ao saber do naufrágio de um barco que carregava quase 300 pessoas. Eram árabes e africanos que saíram da costa da Líbia rumo à Europa e tiveram as suas vidas interrompidas no mar mediterrâneo.

O que me deixa estarrecida, de verdade, é o fato de como a imprensa noticia. E olha que sou jornalista! Acredito que esteja faltando opinião. Ainda mais agora, quando os ventos trazem dias abastados. Um comentário do âncora do telejornal já seria uma atitude bacana. Isso costumava acontecer na hora do almoço para “abrandar” alguns fatos.

Gente, eram pessoas!!! E mesmo que fossem animais. Eram homens, mulheres e crianças que deixaram as suas casas em busca de uma vida melhor. Oras, não fazemos isso também? Conheço muitos brasileiros que rumam ao desconhecido e tentam um futuro em outro país. Isso se chama esperança! E esperança dá vontade de viver!

Cheguei a ler num site de notícias renomado que o barco afundou. Afundou com imigrantes ilegais. Não é mentira, a notícia está correta, mas acredito que usar a palavra “naufragar” seria mais adequado. Não que eu tenha uma visão utópica dos fatos, mas só faltou colocar nas entrelinhas que o barco afundou, mas como eram imigrantes ilegais, não vai fazer falta mesmo.

Quando era repórter, me surpreendi muitas vezes com a minha frieza. Hoje tudo mudou. As águas de março que insistem em fechar este verão com inundações por todo o nosso Brasil me incomodam. Pessoas que perdem o seu teto e amarram os carros em postes para que a chuva não os carreguem realmente me fazem exercer a empatia não da forma que queria.

Amanhã é abril. Quem sabe tudo não melhora?! Bem que a previsão é de que um super vírus invada os nossos computadores no primeiro dia do mês. Vai saber...só nos resta ter esperança e fazer back ups.

Memória de uma noite de verão


Quem disse que amor de verão não sobe a serra está enganado!

O nosso segundo verão foi em Porto Seguro, na Bahia. Tinha apenas 17 anos.

Já era noite. Não tínhamos telefone celular. E acabava de chegar no destino. A única informação que ele tinha? A data e o hotel que estaria com toda a família. E só!

''Que horas são?" - perguntava para a minha mãe.

"São cinco minutos mais tarde do que a última vez que perguntou. Calma", respondeu.

E novamente: "Que horas são?" - perguntei. Ela respondeu: "A mesma"!

Eu contava as horas e os minutos. Sentia um tumulto esquisito. Mas então, em poucos instantes, você chegou e reestabeleceu a ordem. Você sorriu! Estava mais nervoso que eu. Eu me levantei e deixei o garçom falando sozinho. Então, como foi? Eu pisei no seu pé, não foi
? Começamos a rir.

Entramos no bugue alugado sem buzina. Você era a buzina! E abrimos mais um verão!

...........................................................................

MEMÓRIA

Porto Seguro, 12 de janeiro de 1996

Costumo cumprir promessas. Lembro-me que, há mais ou menos 1 ano, prometi vê-la ainda muitas e muitas vezes. Não estava brincando! Estes rápidos porém maravilhosos dias são a maior prova disso. Você está sempre na minha lembrança, no meu pensamento, no meu coração. Sempre que a saudade apertar, leia este quadrinho, reveja as fotos e sonhe comigo.

Por enquanto apenas sonhe. Nunca conhecemos o dia de amanhã...

Lembranças de uma semana inesquecível,

Do seu,
N!



imagem: http://www.cirilovelosomoraes.com.br/

segunda-feira, 30 de março de 2009

Paris bateu à minha porta


“Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você”
(Minha Namorada – Vinícius de Moraes)


Recebi uma ligação hoje muito especial. E um e-mail também. Veio de Paris! Fiquei bocó igualzinho ao moço da música de autoria do Vinícius de Moraes. A amizade é o maior presente que se pode ter. Enquanto conversávamos, escutava ao fundo da ligação, o acordeão dos músicos do metrô. Não indentifiquei qual era a canção. Nem quis. Apenas me transportei e quis curtir ao máximo a minha cara-metade. O outro pedaço da minha laranja.

O amor da nossa vida não precisa ser, necessariamente o seu amante. Não precisam estar juntos efetivamente, ou casados. É. Simplesmente é. Pronto e acabou!

Éramos da época das cartas, dos envelopes coloridos que preencheram a minha juventude de uma forma linda! A espera das cartas, às vezes, era sofrida. Por que demoravam tanto? Sabia a hora exata que o carteiro passava no meu prédio. E todo dia, esperava. Tinha verdadeiro pavor quando os correios entravam em greve.

E como era bom! Chegava da escola e lá estava aquele envelope encantando, um tesouro brotando. Era beleza demais para uma Carolina só. Que presente! E foram anos assim. As sentimentalidades compartilhadas num papel entre Brasília e Rio de Janeiro.

A distância só aumenta. Rio de Janeiro não mais. Agora, Paris – Brasília. É um bocado longe! Mas a ideia não é encurtar a quilometragem, e sim aumentar a amizade sempre. Saca o “Casamento do meu melhor amigo”? Pule apenas as cenas da festa, das travessuras da Julia Roberts e do amigo gay! Fora isso, o filme hollydiano aconteceu de verdade.

Há 15 anos a história começou e tomara que nunca termine porque uma vida sem
amigos é uma vida vazia. Adoro você, N!


http://www.caiofabio.com/Arquivo/Image/

domingo, 29 de março de 2009

Jogue suas mãos para o céu


Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê”

(Na rua, na chuva, na fazenda)




Eu pegava a neve! Brincava com aqueles flocos brancos. E girava, girava, girava. Jogava as mãos para cima e agradecia cada pedacinho que caia em cima de mim. Ali, enxerguei paciência, esperança, certeza, sabedoria, saúde, felicidade, muita felicidade.

Foi apenas um sonho. E não acabou! Aquilo me perturbou de uma forma gostosa e curiosa. Primeiro, porque acordei feliz da vida. E, depois, porque senti esperança, bem do tipo da música da Elis Regina: “EU QUERO A ESPERANÇA DE ÓCULOS”.

Quero sim. Quero a ESPERANÇA DE ÓCULOS, de lente de aumento! Quero vê-la bem perto de mim, quero tomar banho com ela, dormir com ela, acordar com ela, dirigir com ela. Esperança para poder sonhar quando se está acordado. Esperança para me mostrar que tenho os remos necessários para impulsionar o barco de todas as minhas vontades. Eu posso, eu tenho o poder, sou feliz!

E lá fui eu quebrar uma das minhas regras: vasculhar um dicionário dos sonhos. Mas, pô, não acredito em nada mesmo! Pensei, agora é a chance. Senti como se o Vinícius de Moraes chegasse em mim com uma das suas mãos – é que a outra estava ocupada segurando um copo de uísque – me desse um tapinha nas costas e dissesse: Vai, vai, vai....

Gostei. Fez sentido! Se a informação do dicionário estiver certa, em breve vivenciarei aventuras românticas com grandes extremos de emoções. Li também que a brancura da neve simboliza pureza de coração, virtude e misticismo. E que se cair de forma abundante – como foi no meu sonho – a neve deve ser interpretada de modo favorável.

Neve também faz referência ao frio, aquele inverno da alma, seguido de estado de introversão, dor e silêncio.

Mas agora jogo minhas mãos para o céu e agradeço. Obrigada, a fase do inverno está bem no fim. Pare de reclamar da vida! E meio que num tom global: invente, tente, faça da sua vida bem diferente.

imagem: http://static.blogstorage.hi-pi.com/spaceblog.com.br/

sábado, 28 de março de 2009

Mundo às escuras na Hora do Planeta 2009


Hoje à noite, entre 20h30 e 21h30, acontece a Hora do Planeta. É o momento em que o mundo ficará às escuras num ato de protesto contra os efeitos das mudanças climáticas na Terra. Os principais monumentos do mundo (inclusive, a Esplanada dos Ministérios, aqui em Brasília), casas e cidades, vão apagar as luzes nesses 60 minutos voluntários.

O ato é uma iniciativa da ONG ambientalista WWF. Este ano, é a primeira vez que o Brasil participa. Acredito em atos de amor como esses. Pensar nos animais, nas crianças, no nosso futuro é um ato de caridade. Portanto, meus amigos, quem acredita, tente pelo menos apagar as luzes do quarto, na Hora do Planeta!



imagem: http://www.semlactose.com/wp-content/

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tenho um castelo!


Minha amiga de infância Vivi me escreveu! Ficou preocupada com o texto "E viveu feliz para sempre...". Disse que não era o meu perfil e que eu precisava jogar essa raiva em algum lugar, nem que fosse no lago paranoá. Mas eu juro: não estou nutrindo mais esse sentimento.

O coração remendado apenas foi atirado contra a parede mais uma vez. Mas isso
passa, já passou! E cá para nós, como é ruim quando alguém acende a luz sendo que você ainda estava dormindo. Não dá para ficar tapando a cara com travesseiro muito tempo. O jeito é se levantar, se arrumar e perceber o tanto que é querida pelos amigos e família.

Obrigada meus amigos! Que presente ter tantas pessoas queridas ao meu redor. Vivi, Belinha, Dani, Claudinha, Thomaz, Cris, Lud, vocês são parte da minha vida. E Cibele, mesmo estando em Madri, é como se estivesse aqui. Como essa menina faz falta!

Mesmo o texto não ter sido escrito por mim, a Vivi elogiou uma parte e disse que estou desmistificando a princesa que existe em mim.

Obrigada mais uma vez, amiga!


"Quando a sua princesa souber que não precisa de um princípe para reinar sua vida, aí é que você será eternamente rainha e coroada. Pois podem vir súditos, escravos, duques, guerreiros, reis e o que for...eles somente farão parte e compartilharão contigo.

Princesa Carol, você nasceu para ser feliz, mas o princípe foi só uma história que inventaram para você achar que precisa dele. Quando na verdade, você só, se basta e só irá compartilhar com um companheiro aquilo que julgar necessário e importante para sua vida.

Por favor Princesa Carol, sorria e goze a vida, pois você tem mais que outros! O seu reinado já está pronto e o seu palácio também. Receba e abra as portas dele, convite seus amigos para os bailes, consulte os sacerdotes para sua vida e trabalhe pela segurança e manutenção do seu reinado e seja sempre este tesouro de pessoa que você é, pois esta é sua maior riqueza".

imagem:
http://img163.imageshack.us/img163

A garota mais bonita da classe

Não preciso dizer o nome. Nem gritar para os quatro cantos do mundo. Ou mostrar para todos os meus amigos. Mas o fato é que recebi um e-mail lindo ontem de uma pessoa especial. E isso me fez enxergar o quanto posso fazer diferença na vida de alguém, não só na dos meus pais. Por meio de metáforas, ele escreveu com exatidão que, ao falar comigo, sentia um frio na barriga: como se fosse um garotinho querendo se aproximar da garota mais bonita da classe.

Acabei voltando no tempo e lembrando os meus dias de escola. Não era considerada a mais bonita da classe. Mas ser uma das mais populares, já bastava! Fazia parte do time do basquete, era uma das melhores em história e as festas sempre eram na minha casa. Mas como é legal ser considerada a “the one”.

O fato é que o e-mail do meu amigo mudou tudo. Cheguei em casa, tomei banho, fiquei limpa por fora , mas pensativa por dentro. Ele gosta de mim. Não dá para ser amiga de alguém que gosta, de nós, de verdade! Isso seria brincar com os sentimentos do outro.

Daí me pego cheia de incoerências. Começo a pensar nesse tal de gostar. Por que damos chances para as pessoas erradas?! Quando chega a hora mesmo da pessoa que merece receber toda essa atenção, o sentimento já gastou, acabou, aquela vontade de “dar certo” mais uma vez se foi junto com os pássaros, e só restou a solidão. Uma solidão consciente, certa de que não se quer ninguém.

Tudo passa...

Ao invés de se ocupar com mil atividades, e sair bastante, é necessário um período de sacrifício voluntário, não para sofrer e sim para se recuperar. É a época de inverno, aquele frio siberiano, que me fez guardar no armário as regatas e mini saias! Aquele calor, aquele choque térmico que se sente quando está com alguém cedeu lugar para a blusa, luvas e meias de lã.

Eu!!!!!!

Aí, um belo dia, pinta um cara bacana que acende um sentimento especial que não sei de onde vem, de qualquer lugar que não seja o conhecimento ou a razão. E lá vamos nós começar a suar novamente. Au revoir, gola rolê! Quando vejo, já estou namorando novamente. E como o sentimento vinha desse lugar obscuro e superficial, acaba tudo sem marcas, sem cicatrizes, mas com dificuldades. Quando se acaba um namoro se acaba também um tipo de rotina. E começa a falação: é papo com as amigas, com a manicure, com o cabeleireiro... Depois passa, passou!

Lembro um fato engraçado que aconteceu com um dos meus primeiros namorados. Ele era tão feio que achei que o que eu sentia era amor de verdade! Não era. E para terminar? Jesus me chicoteia. Fiz uma pesquisa para aprender a terminar uma relação. Que sufoco!!!

Depois jurei a mim mesmo que nunca mais namoraria ninguém. Bastou aparecer um belo par de olhos verdes na minha frente, com olhares certeiros, para eu ficar perdidamente apaixonada. Minha nossa senhora da pata choca, só ouvia músicas tristes. Até que um dia, encontrei o ciclano na rua e o papo foi tão chato que vi que não tinha nada em comum. Sapequei-lhe um fora! Adorei sair por cima, na época! Bobo, né?!

Mas isso, hoje, não faria mais sentido. Acho muito mais bonito ser gentil, suave, assim meio que santificada, ser boa sem ser boazinha (detesto essa palavra).

E, agora, mais uma vez, estou aqui sem saber o que fazer. Não quero brincar com os sentimentos de ninguém. Estou sendo boa de verdade ultimamente, mas confesso que estou detestando
ser.

Achei uma miniatura minha

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sempre desconfiei de capôs baixos

“Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na estrada de Santos
E você vai me conhecer”
(A Curva da Estrada de Santos – Roberto Carlos)


Homens são ligados em carros! Roberto Carlos é, pelo menos é o que dizem as letras das músicas. O Ronaldinho é. E mais outros milhões de cromossomos y são. Talvez seja uma forma de compensação, ou de resgate da auto-estima, ou ainda, uma forma de atração de mulheres. E que tipo de mulheres! Perfume? Que mané perfume??? Perfume é de carro
novo. Perfume de carro novo é que conquista “as tchutchucas”!!!

Como diz a minha escritora predileta, desde que o par de pés masculinos foi substituído por dois pares de pneus, a idéia é amplamente popular: quanto mais possante o carro, melhor o homem. É um cartão de visitas.

Não sei quem deveria se sentir mais ofendido: as mulheres, por serem tratadas como interesseiras que jamais sairiam com jogadores de futebol se eles andassem de ônibus, ou se os homens, que jamais conquistariam uma Susana Werner se não tivessem air-bag, bancos de couro, conversível. Ai, e aquelas rodas metálicas cafonésimas? Caráter e inteligência são apenas opções.

Nunca achei que carros fossem pré-requisitos. E sempre desconfiei de capôs muito baixos. Para mim, quem anda de conversível em plena cidade - onde não se tem o costume - quer mais é se mostrar. Ainda mais quando os atributos físicos não são lá "aquelas" coisas...

Sei lá. Estou para ver algo mais cafona do que uma ferrari vermelha, esteja quem estiver no volante. Fora isso, acho que sou uma garota “normal”. Garota, entendeu?!



Comprovação

A Martha Medeiros comentou uma vez que numa reportagem da Globo testaram o poder de sedução de um rapaz bem feiosinho e desconhecido. Colocou o coitado num porsche e uma câmera escondida no interior da caranga. E lá se foram. A paquera rolou solta. Garotas lindas faziam fila. Em outro dia, o rapaz chegou no mesmo local numa Variant 76. Precisa mesmo dizer o que aconteceu? O pobrezinho não conheceu ninguém. Não “pegou” nem vento! Oras, seleção natural da espécie. Charles Darwin explica. E acho que Freud também.

Essas mulheres não sabem de nada mesmo. Não é um carro que mostra se o cara tem ou não caráter ou dinheiro. Na maioria dos casos, pode ser um endividado que nem tem onde morar. Será que elas não se lembram que o elegantésimo, “dos mais” chiques do mundo, rico e lindo, Jonh Kennedy, só andava de bicicleta?! Era marcar registrada! Ô lá em casa...


quarta-feira, 25 de março de 2009

Bom dia, "post-it" amarelo!


Um belo dia, imagine, você chega no seu trabalho, correndo para variar, e encontra um “post-it” amarelo gritante grudado no computador com duas frases estampadas: “Desculpe-me. Não posso mais continuar”. O remetente? Adivinha ??? O seu namorado. Isso não aconteceu na vida real. Foi apenas um episódio do seriado americano Sex and City, quando Carrie, famosa jornalista, recebe um “soco” desses do Mr.Big, o seu querido namorado problemático.

Pois bem, lembrei dessa cena, hoje cedo quando resolvi começar o dia diferente. Resolvi tomar um café da manhã daqueles. Sentei à mesa e sem pressa cumpri uma parte da rotina – que mal consigo realizar por conta de sempre estar atrasada. Enquanto preparava o pão nosso de cada dia com manteiga, liguei a televisão e fiz o inédito: assisti um pouquinho do Programa da Ana Maria Braga. E sabe qual era o assunto? Os “foras” por meio da internet. Páreo duro com os “post-it” amarelos.

Levar um “toco” já não é bacana. Imagina a palavra FIM – acompanhada de reticências -, vindo pela internet ou como no seriado, por meio de um “post-it” amarelo?! Quanta sacanagem! Mas, hoje em dia, a garotada não anda lá muito preocupada com cortesia e prefere terminar os relacionamentos pela web mesmo. O pior de tudo é que isso não acontece só com essa turma não. Já vi muitos relacionamentos – considerados “maduros” -, terminarem via Embratel.

A reportagem deixou claro. O vocabulário de queixas e desculpas era o mesmo de namoros que se desfazem presencialmente. “Ah, ele terminou do nada. Foi de repente!”, dizem elas. E eles com aquele mesmo papinho que já não cola mais: “Olha o problema não é com você e sim comigo”. Papo para boi dormir.

Elas, umas princesas, cinderelas aos seus modos. Lindas, jovens, saudáveis! Eles, ah eles, um bando de peões. Mais uma comprovação: beleza não põe mesa. E tem muita gente aí feliz com os seus ogrinhos, Shreks e princesas Fionas.

Por que será que elas sempre reclamam da mesma coisa e eles sempre usam as mesmas desculpas? Outro dia, uma amiga minha do squash me contou que morou 11 meses com um cara e “do nada”, como que num passe de mágica, ele chegou e disse que não queria mais. Argumentou problemas de família, de demissão inesperada, enfim, tudo em vão. Pois na nossa mente, os obstáculos existem para unir ainda mais o casal. Resultado: desde 2006 ela vem tentando se recuperar.

Voltando ao programa matinal, Ana Maria conversou com um professor especializado em Comunicação (não me recordo o nome), e ele colocou a culpa na pressa, na rotatividade e facilidade de informações. Não se tem mais aquela espera por uma carta, aquele mistério que se quer desvendar, diz ele. Está tudo muito aberto. E essas tecnologias refletem a cultura dos jovens, faz parte da realidade deles.

Um dos adolescentes entrevistados afirmou que é mais fácil escapar pela internet, pelos sites de bate-papo, do que, ao vivo e a cores. Dessa forma, o papo pode estender demais e vai ficando mais difícil.

E viva o “post-it” amarelo. Se essa moda pega, monto um banquinho e vou vender dúzias e dúzias de bilhetinhos amarelos, já com frases prontas. Dá menos trabalho – e é mais saudável - que discutir a relação num teclado de computador. Cuidado, isso pode acarretar LER!!! Nããããão, lesão por esforço repetitivo, nããããããão.

Imagem: http://belogue.files.wordpress.com

terça-feira, 24 de março de 2009

E viveu feliz para sempre...

"PRINCESAS NÃO MORREM. AO CONTRÁRIO: SÃO FELIZES PARA SEMPRE"

Não costumo abrir e-mails. Para que isso aconteça é preciso que algo seja mais atraente, como um título, por exemplo. Hoje, a minha amiga Cris - que aliás é muito querida e eu não podia deixar de dizer isso aqui -, enviou-me um texto engraçadinho e que cai como uma luva neste blog. Fiz pequenas alterações no "conto de fadas". Leia abaixo:



O MENOR CONTO DE FADAS DO MUNDO (O OUTRO LADO DA HISTÓRIA)

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:

- Você quer casar comigo?

Ele respondeu: - NÃO!!!!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, vivia fazendo compras, conheceu muuuuitos outros rapazes, "se enroscou" com quantos quis, visitou muitos lugares, foi morar na praia, trocou de carro, redecorou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, pois não tinha sogra, não tinha que lavar, passar, nunca lhe faltava nada, bebia champanhe com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o "piiiiiii" caiu, o "pandeiro" murchou, ficou sozinho e pobre, pois nenhum homem constrói algo sem uma MULHER.

FIM!

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_xtSGlaLQvSw/SYNCuaMnKoI/AAAAAAAAAWY/PAeGSEU0kfw/S1600-R/amelias.jpg

segunda-feira, 23 de março de 2009

Você nem me reconheceria

Depois de tanta chateação sem precisar. Depois de tanta lágrima sem precisar. Depois de tanta mágoa contida, eis que um novo dia surge! Não da forma que esperava. E de um jeito bruto, o palco da vida abre as cortinas para um novo caso fora de hora.

Ver a pessoa que se relacionou - e há pouco tempo se separou - com outra, dói! Bater a cabeça dói, prender o dedo numa porta dói, levar um tombo no ski dói. Mas nada se compara a dor de ver o lugar que você ocupava sendo preenchido por outra pessoa. Daí vem os pensamentos: poxa, mas sou mais bonita, e mais elegante. Por que não eu?! Isso não importa mais. Acabou! Passou. Siga adiante.

Parece mesmo que os seres humanos precisam de sinais. Aliás, sinais não. Precisam sofrer e ver o fato concreto ali, bem na sua frente, da pior maneira possível. E mais uma vez se é magoado! O dono da situação se encontra numa posição superior, e o destino, mais uma vez, preparou-lhe uma surpresa. E que surpresa! Se pudesse escolher, é claro que não assistiria a cena! Até porque já vivi isso outras vezes e não foi tão emocionante como muitos pensam!

Daí, começo a pensar, como eu - de verdade - poderia me importar com pessoas que me magoaram. Tenho uma nova vida. Estou feliz novamente. Não radiante como antes. Mas com um potencial novo. Me sinto tão feliz que dificilmente me reconheceriam. Por que me incomodei tanto se ele não era o único para mim?!

Abri os olhos e agradeço por ter recebido essa luz. Como uma pessoa infeliz poderia me proporcionar a alegria merecida?! Não seria suficiente...

Estou feliz agora vivendo sem você!!!



Imagem: http://pedrinha.files.wordpress.com/2008/06/feliz.jpg

domingo, 22 de março de 2009

Não foi dessa vez

Minha amiga Belinha escreveu-me um texto lindo no blog dela. Obrigada, amiga! Realmente, não foi dessa vez. O aborrecimento, a mágoa é uma praga que se espalha por todo o corpo. Mas tenho certeza que vai passar "Apesar de você", como na música do Chico: "Apesar de você amanhã há de ser outro dia".

"Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de desinventar.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar" (Apesar de Você)


Texto da Belinha para Carol

Minha amiga Carol quer encontrar um grande amor. E quem não quer?

A questão é: quantos estão dispostos a abrir o coração e mergulhar de cabeça.

São poucos os corações corajosos que se permitem viver grandes ou pequenas paixões.

Não foi dessa vez. Paciência. O amor é assim. A entrega nunca é segura.

Segue teu caminho, coração. Rumo ao desconhecido novamente.

Percorre a estrada acidentada da vida. Não se esquece de, vez em quando, relaxar.

Amor é um sentimento bom. Sofrer faz parte da entrega. Deve ser ponto de parada.

E quem ama, minha amiga, quase nunca fica parada.

Uma boa dose de tequila, um batom vermelho na boca, uma micro saia para mostrar as pernas e a vida segue. E você segue com ela.

Learn to live without you


Não se vire - Don´t turn around - Ace of Base

Se você vai partir
eu não vou implorar para que fique
Se você tem que ir, querido
então talvez seja melhor assim

Eu serei forte
Eu estarei bem
Não se preocupe com meu coração
Apenas saia

veja se me importo
Apenas siga em frente e vá
(REFRÃO)

Mas não se vire
Senão vai ver meu coração se partindo
Não se vire
Eu não quero que me veja chorar
Apenas vá
Está me cortando ao meio ver que vai embora
Deixo você partir
Mas não quero que saiba

Eu não sentirei falta dos seus braços em volta de mim
Me abraçando forte (Me abraçando forte)
E se alguma vez pensar em mim
apenas saiba que ficarei bem (que ficarei bem)

Eu serei forte
Eu estarei bem
Não se preocupe com meu coração
Eu sei que vou sobreviver
Farei por onde
E até aprenderei a viver sem você
(REFRÃO)

Eu queria poder gritar
que eu te amo
Eu queria poder te dizer "não vá"

Enquanto ele vai embora, ele sente a dor aumentar
As pessoas na sua vida não sabem e
So que está acontecendo
Muito orgulhoso para voltar, ele se foi

D
on´t turn around - Ace Of Base:
VEJA A MÚSICA:
http://www.youtube.com/watch?v=8RYo0JpT410

If you're gonna leave
I won't beg you to stay
And if you gotta go darling
Then maybe it's better that way

I'm gonna be strong
I'm gonna do fine
Don't worry about this heart of mine
Just walk out that door
See if I care
Just go on and go(CHORUS)

But don't turn around
Cause you're gonna see my heart breakin'
Don't turn around
I don't want you seein' me cry
Just walk away
It's tearin' me apart that you're leavin
'I'm lettin' you go
But I won't let you know

I won't miss your arms around me
Holdin' me tight (holdin' me tight)
And if you ever think about me
Just know that I'll be alright
I'm gonna be strong
I'm gonna do fine

Don't worry about this heart of mine
I know I'll survive
I'll make it through
And I'll even learn to live without you

I wish I could scream out loud
That I love you
I wish I could say to you "don't go"

As he walks away he feels the pain getting strong
People in your life they don't know what's going on
Too proud to turn around, he's gone

imagem:
http://www.interarteonline.com/Lucemar_de_Souza/Altas/Despedida.jpg

sexta-feira, 20 de março de 2009

As separações tinham que vir com Aviso Prévio


Como afirma a escritora Martha Medeiros, não existe separação sincronizada. Quem é dispensado carrega a mágoa de não ter sido consultado, de não ter tido a delicadeza de um aviso prévio, e pior, de ver-se frente a frente com um destino que lhe foi imposto. Você não escolheu aquele caminho. O acaso decidiu. Mesmo não havendo mais amor ou qualquer tipo de sentimento, o orgulho sempre fica machucado.

É uma dor dividida: os dois lados sofrem com as saudades e frustrações. Mas o dono das rédeas - o que teve coragem de deter a carruagem no meio do caminho -, tem sua dor diluída pois à ele foi conferida o poder da decisão. A combinação é cada um ir para o seu lado, mas apenas um consegue partir. O outro fica ali, parado, procurando entender a distância que as palavras podem provocar.

E aí? Qual a solução? Segundo a escritora, o faro fino e a rapidez seriam a melhor forma. O cara diz: preciso falar com você, e você responde: sem problema, pode ficar com as crianças duas vezes por semana. Ele diz: tenho o maior carinho por você, mas...e você emenda: eu entendo, eu também me apaixonei por outra pessoa. Isso é que é diálogo de primeiro mundo, não aquele duelo de gaguejos, acusações e histerismo.

Já sabe: se hoje à noite ele vier com um papo do tipo: olha, eu queria...nem deixe o safado continuar. Encerre você o assunto: pode ficar com os discos do Foo Fighters, mas o videogame (play station) é meu.

Prevenção nunca é demais. Talvez ele queira apenas convidá-la para jantar, mas vá saber!


VÍDEO: Foo Fighters - Everlong: http://www.youtube.com/watch?v=4H0BMfqFP9c

imagem: http://almondegapensante.blogs.sapo.pt/arquivo/separacao.jpg

quinta-feira, 19 de março de 2009

Receita Simples!


Não subestime os outros.
Nem os idolatre demais.

Seja educada. Mas não certinha.

Comprometa-se a fazer três boas ações por dia. Pelo menos!

Seja gentil!
Seja piegas, ajude alguém na rua...

Faça coisas que nunca imaginou antes.
Não minta. Nem conte toda a verdade.

Saiba desconfiar. Não em excesso! E sim como forma de se proteger.

Saiba que pessoas apaixonadas demais hoje podem desapaixonar facilmente amanhã.

Chore quando precisar. Mas não ao ponto de tirar o brilho dos olhos...

Dance sozinha quando ninguém estiver olhando. Ou dance, simplesmente dance como se ninguém estivesse olhando.

Divirta-se enquanto o "seu" lobo não vem. Mas cuidado com o bicho-papão.

Carolina Cascão


imagem: http://imagecache2.allposters.com/images/adc/10100633A.jpg

terça-feira, 17 de março de 2009

Se você apenas soubesse

If you only knew (Maroon 5)

I wake up
Thoughts of you
Tattooed to my mind
As I wonder
What to wear
What to eat
Who to be
Will I see you again


And as my car breaks down
I shake my head and say
What a day

If you only knew
What I went through just to get to you
I'm hanging from you
And I'll hold on if you want me to

Every bus, every train,
Ever cab, every lane is JAMMED
So I looked to the sky
And I reached for the planes with my hands

If all my days go wrong
I'll think about last night
It went right

If you only knew
What I went through just to get to you
I'm hanging from you
And I'll hold on if you want me to

If you only knew
What I went through just to get to you
I'm swinging from you
And there's nothing
I would rather do

foto: curriculum


segunda-feira, 16 de março de 2009

Preconceitos em ordem alfabética


- Você acredita que ele me chamou de preconceituosa?

- Caracas, que babaca!

- Encheu! Não quero mais ser cobaia de ninguém. E de preconceitos - todo mundo tem - já bastam os meus que não são lá essas coisas. Aposto que ele coloca etiquetas nos preconceitos e os organiza em ordem alfabética. Na hora que precisar, saca um! Idiota!

- Ô amiga, todo o mundo tira um precoceito do bolso de vez em quando!

- Puxa, é verdade. Obrigada, que bom ter você como amiga. Abriu-me os olhos. Vou dar outra chance!

- Negativo! Os fatos verdadeiros não saem pulando assim de uma hora para outra não. Deixa rolar.

- Mas já se passou mais de uma semana!

- Espera mais um pouco vai. Vamos ver aquela cena engraçadíssima...aquela em que os sapos cantam Stand by Me?

Para rir um pouquinho, "Stand by me", numa versão engraçadinha, cantada também por sapos. Não me lembro de qual filme que é a cena:


Sim, sim, sim!

Li uma vez um texto de Martha Medeiros na qual ela comentava sobre o sermão do padre nas cerimônias de casamento. E que se ela tivesse casado na igreja, mudaria todo o discurso. Achei bem bacana compartilhar e colei algumas partes do texto dela:

"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até os fins dos seus dias?" Nossa, não é tempo demais? Bonito, mas dramático. Os noivos saem da igreja com uma argola de ouro no dedo e uma bola de chumbo nos pés. Seria mais alegre e romântico um discurso assim:

Ela: "Prometo nunca sair da cama sem antes dar bom-dia, deixar você ver os jogos de futebol na tevê sem reclamar, ter paciência para ouvir você falar dos problemas do escritório, ter arroz e feijão todo dia no cardápio, acompanhar você nas caminhadas matinais de sábado, deixá-lo em silêncio quando estiver de mau humor, dançar só pra você, fazer massagens quando você estiver cansado, rir das suas piadas, apoiá-lo nas suas decisões e tirar o batom antes ser beijada".

Ele: "Prometo deixar você sentar na janelinha do avião, emprestar aquele blusão que você adora, não reclamar quando você ficar quarenta minutos no telefone com uma amiga, provar a comida tailandesa que você preparou, abrir um champanhe no final de tarde de domingo, assistir junto o capítulo final da novela, ouvir seus argumentos, respeitar sua sensibilidade, não ter vergonha de chorar na sua frente, dividir vitórias e derrotas e passar todos os Natais do seu lado".

Sim, sim, sim!!!

(Martha Medeiros)

imagem: cena do filme Cinderela em Paris

domingo, 15 de março de 2009

Paris tem um astral legal

Li numa revista que em Paris há duas ondas de energias magnéticas que se encontram. Uma vai de Borgonha à Floresta de Fontainebleau e a outra liga Reims (em Champagne) a Chartres (em Eure-et-Loir). Segundo a especialista francesa em radiestesia e feng shui que fez a constatação, os três lugares em Paris que mais concentram toda essa energia e não podem deixar de ser visitados são a Place dês Vosges, a Igreja de Saint-Julien-le-Pauvre e a Catedral de Notre Dame.

Isso me fez lembrar os momentos que estive em Paris. E agora, muito do que senti fez sentido. A Place dês Vosges, por exemplo, é a praça mais agradável em minha opinião. É a mais antiga praça de Paris, sendo projetada em 1605. A especialista francesa mencionou que ela é rica em energias terapêuticas – o que revitaliza qualquer pessoa, melhorando o bem-estar. A dica dela: “Sente e esqueça da vida”.

E o melhor de tudo: foi o que fiz. Sentei, sem esperar nada, e esqueci da vida. Imaginei o grande escritor Victor Hugo sentado bem ali, num daqueles bancos, ladeado de árvores e da bela construção arqueada, em cor laranjada e janelas de sótão – que sempre me fazem lembrar a casa onde as crianças do filme Peter Pan moravam.

Aos domingos, músicos dão um tom especial a Place dês Vosges: interpretam Beethoven, Bach, Mozart. Quem não sabe o significado da palavra beleza pode aprender em segundos lá. Pode apostar!

Os outros dois lugares citados estão localizados um do lado do outro. Da Igreja de Saint-Julien-le-Pauvre se vê a Catedral de Notre Dame. Neste dia, em especial, resolvi passear sozinha por Paris. Foi o dia do roteiro das igrejas. Conheci várias, e claro, não deixei de fazer os três pedidos de praxe ao entrar pela primeira vez numa igreja em que nunca pisei. Como não consegui entrar na lotadíssima Notre Dame (meu desejo de subir as escadas até a torre ficará para outra vez), sentei-me num banco na praça Square Viviane onde está construída a Saint-Julien-le-Pauvre. Tive que me contentar e observar a construção gótica de fora mesmo! Embora aqueles belos vitrais tenham assistido grandes acontecimentos, ficar numa fila imensa e perder tempo não faziam parte dos meus planos.

O que me restou mesmo foi ficar imaginando a torre onde morava Quasímodo, o personagem da ficção de Victor Hugo, O Corcunda de Notre Dame. Segundo a especialista francesa, o ponto onde está a Igreja – na Île de la Cité – é considerada o coração magnético de Paris por ser o local de cruzamento das duas linhas energéticas. Paris nasceu em Cité. Na frente da Catedral de Notre Dame, no chão, está uma placa de bronze que marca o ponto zero da cidade.

Outro ponto interessante citado é a Igreja mais antiga de Paris, construída em 1220, a Saint-Julien-le-Pauvre. Li que lá há concertos lindos à noite. E, que neste local, a forte linha espiritual é imensa.

Paris é conhecida por ter o grandioso monumento Torre Eiffel, pelo melhor sistema de metrô do mundo, por ser a “Cidade Luz”, pelos passeios nos famosos Bateaux Mouches (barcos) no Rio Sena, por ser uma das cidades mais românticas do mundo. Mas o que muitos esquecem mesmo é de parar e ouvir Paris, sentir Paris, e apreciar Paris de outra forma. Vestem a roupa de turista frenético, empurram no metrô, tiram fotos mesmo sem saber.

É preciso respeitar Paris (aliás é preciso respeitar o mundo). Ainda mais agora que descobriram – que além do bem-estar -, a “Cidade Luz” tem um astral diferente.

Carolina Cascão


Eu e o meu primo na Place dês Vosges

Músicos na Place dês Vosges

Catedral de Notre Dame

Notre Dame

Igreja de Saint-Julien-le-Pauvre

Na frente da Igreja de Saint-Julien-le-Pauvre

Praça Square Viviane

"Paris não é apenas uma cidade para quem quer ou para quem pode. É para quem merece. Uma pessoa pode querer ir e pode até ir. Mas se não merece, nada adianta. Há várias pessoas que já foram a Paris, pensam conhecer a cidade, mas na verdade não a conhecem. Não no sentido bíblico da palavra. Não penetram em seu corpo, não partilham seus prazeres, não sentiram o êxtase que frutifica em emoções e íntimas revelações (...)" - Lucia Helena Machado



video

Domingo na praça mais antiga de Paris!


sexta-feira, 13 de março de 2009

Diálogo: o cabeça!


- Amiga, não gostei da cabeça dele não.

- Como assim cabeça? Você nem o conhece.

- Não, cabeção. Tô falando do formato da cabeça dele. É muito esquisita. Hahahahahahahahahahahahaha.

- Hahahahahahahahahahaha. Como assim?

- Não sei explicar...parece um amendoim.

- Amendoim??? Hahahaha. Pior que é mesmo. Ah, dane-se a cabeça dele. Vou dar uma chance mesmo assim. Vai que...ah, se não seguirmos as nossas fantasias elas acabam por nos abandonar para sempre! Além do mais, acho a cabeça dele linda, cabeção!

- Tudo bem, minha amiga. Esquece a cabeça. Mas cuidado. Fantasia é muito bom mas não vá deixar que isso a confunda. Eu conheço você, cabeção. Daqui a pouco você já está entrando numa com esse cabeça, ...ops (hahaha), com esse cara. Aí, o "rapaz" que você nem conhece direito vira o seu príncipe encantado.

- Ai sem essa de príncipe. Eles não existem não...apenas vou dar uma chance para alguém novo, poxa!

- Ainda acho que você deveria dar uma colher de chá para o Alexandre. Olha lá a carinha dele. Coitado, não tira o olho de você. Ah lá, acenou! Acena de volta, pô!!!

- Puxa vida que chatice, hein, amiga.

- Olha, amiga, se um gato como o Alexandre me desse mole, eu ficava. Tenho certeza que você se dará conta da besteira que está fazendo. Só não dou em cima dele porque você é a minha amigona do peito.

- Você é lélé da cuca mesmo.

- Posso até ser. Mas que a cabeça do ciclano é esquisita...ah isso é sim.

- Pode ser cabeça esquisita, cabeça de ET, orelha seca. Mas ele é muito sensível.

- Xii. É bicha, cabeça. Isso é coisa de bicha.

- E se for? Caraca, como você é preconceituosa.

- Não é preconceito e sim objetividade. Acho super esquisito homens sensíveis. Sou mais o gato do Alexandre.

- Embrulha e leva de presente.

- Até parece que ele vai me querer. Tá na sua onda há tempos...Minha amiga, adoro você. Cai na real. Deixa essas fantasias de lado. Se continuar sonhando vai sofrer adoidado. A minha intuição não é boa quanto ao cabeça esquisita!

- Hahahahaha. Você não tem jeito mesmo. Bom, se eu cair de um prédio de seis andares você junta os cacos?

- Junto. Amiga é para essas coisas também. Ô, amiga vamos jogar I Ching???

(Dedicado à minha amiga Dani)

crédito da foto: http://www.zonamix.com.br/behype/wp-content/uploads/2009/01/fofoca3.jpg

Feliz, feliz, feliz...como em Paris!

"A vida não pode se apenas um hábito" (Katherine Mansfield)

Hábito lembra uniforme. Uniforme lembra escola e trabalho (para os que assim trajam). Escola se frequenta todos os dias, exceto aos finais de semana. Escola lembra rotina e dia-a-dia. Rotina estraga qualquer forma criativa e feliz de viver. Infelizmente, é assim. A sociedade impôs que temos que trabalhar e estudar de segunda à sexta-feira e que horário útil é entre 9 e 12 horas, com um intervalo, e depois entre 14 e 18 horas. Isso é simplesmente um pé no saco.


E se eu preferisse acordar um pouco mais tarde num dia - em que não houvesse compromisso com terceiros - e começar a trabalhar poucas horas depois? Não veria problema nenhum de ultrapassar o horário público das 18 horas. Que maravilha! Nem mesmo pegaria aquele trânsito infernal de todas as pessoas saindo ao mesmo tempo do trabalho, numa correria absurda e frenética para buscar os filhos na escola, ou naquela pressa impaciente para se chegar em casa. Ufa! Quanto ruído...


Hábito também é o uniforme das freiras. Nada contra. Mas imagina que beleza vestir todos os dias a mesma roupa. Poxa, será que não daria para colocar nem um brochinho ali num canto qualquer de toda aquela vestimenta? Só para dar uma variada?! Mas a questão não é a vestimenta e sim como levar o dia-a-dia com menos enfado e mais emoção. Menos realidade e mais sonho. É tão bom quando saímos da rotina. O amor faz isso! E como é maravilhoso.


Ainda bem que história em quadrinhos são histórias em quadrinhos. Nunca vi a Mônica, a Magali, o Cascão ou o Cebolinha trajarem outras roupas. É sempre o vestidinho vermelho, amarelo e por aí vai. Nem mesmo os comportamentos mudam ou evoluem. Uma sempre será a comilona e a fruta predileta sempre será a mesma. Outro nunca aprenderá a falar de forma correta. Ainda bem mesmo que o dia-a-dia desses personagens ficam só nas revisitinhas. E o pior de tudo é que gostamos, nos acostumamos, e adoramos os personagem. Não nos incomoda se existe ou não evolução. É apenas uma historinha infantil que nos agrada bastante.


Agora, na vida real, no aqui e agora. Não podemos - e acredito que não queremos - sermos fadados a um personagem. Aquele ali - aquele mesmo - que sempre está do mesmo jeito. A vida para ele é apenas um hábito. Sem emoçao. Um picolé de chuchu. Sem graça nenhuma!


E é por essas e outras questões que é preciso cultivar sonhos. Não precisam ser imensos e de difícil alcance. Às vezes, programar apenas uma viagem já basta. É isso que estou fazendo neste momento. Junho está próximo. Na mala levarei de tudo um pouquinho: alegria para ser compartilhada e tristeza para ser deixada, lembrança ruins para serem esquecidas - inclusive pessoas, e muita, mas muita vontade mesmo de abrir novamente as portas do coração!


Foi assim quando estive em Paris. Voltei renovada, corajosa, forte, totalmente diferente. A foto da cena do filme "Cinderela em Paris" revela bem o meu espírito quando estive lá.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Encontro Marcado

http://www.youtube.com/watch?v=Segjq6VAHDM&feature=related

Não basta amar. É preciso relevar!

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e que justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí?

Depois que acaba essa paixão retumbante, sobra o quê? O amor. Mas não o amor mitificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos: o sentimento que temos por mãe, pai, irmãos, filhos e amigos. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares ou ao conjugue. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo para lá, te amo para cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto tem que haver mais que amor, e às vezes nem necessita um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber relevar. Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, independência, um tempo para cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem: às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, solamente, não basta.

Entre homens e mulheres que acham que amor é só poesia tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor ate pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

(Martha Medeiros)

terça-feira, 10 de março de 2009

Contos de Inverno


Recebi hoje o convite para o lançamento da coleção de inverno de uma das minhas lojas prediletas: Maria Filó. As roupas são lindas. Delicadas e ao mesmo tempo modernas. Numas das últimas compras, adquiri um chinelo super bacana, estampado com tecido cor-de-rosa e desenhos de sapos. Vários sapos!!! Ai, complexo de cinderela é pouco.

Mas o motivo de postar o convite no blog é o texto. Basta clicar na foto para ler. Mas gostei tanto que resolvi escrever abaixo também:

Contos de Inverno

Uma coleção para princesas que se recusam a esperar que príncipes batam as suas portas.
Que descobriram que há sapatos bem mais interessantes que o de cristal.
Para bruxas lindas e adoradas, seguidas por legiões de fãs. E feiticeiras do bem que usam todo o poder que têm para serem felizes.

Seja bem-vinda a este universo infinito de possibilidades, onde você poderá escrever uma história só sua e ser a personagem que quiser.

Lavar as luvas para não comprometer as mãos


DESAMADOR
Fabrício Carpinejar

Não sou capaz de amar por piedade. Amar é estar no mesmo nível, com a mesma altura dos ombros, o tremor de balbuciar e logo beijar para não esquecer o que o corpo pede. Não é rebaixar ou cumprir um favor. Amar não é uma compensação.

Amar não dá poder, é o despoder. Ensina a generosidade, a vontade de se diminuir para que o amor aumente. Amar é ceder o gosto, a vida, o futuro. É oferecer a metade da gaveta, da cama, da luz, do banho, da mesa, da folha. É oferecer o que ainda nem se chegou a conhecer.

Tenho sim piedade daqueles que empregam o amor como forma de tirania. Que falam em vão do amor como se fosse fácil encontrá-lo. Que não exercitam a delicadeza, a retribuição e o cuidado atento e gritam com quem quer apenas sussurrar.

Armam-se do autoritarismo, da vassalagem, da discórdia. Não aceitam o contraponto, a discordância. Para assegurar o domínio, rebaixam seu par para que ele fique dependente, menor, indefeso (não forte, confiante e otimista como deveria ocorrer e que acarretaria independência). Que envenenam com ofensas indiretas ou ironias quando sua vítima está desprotegida. Que não entendem que toda palavra é um pedaço da boca e que a boca sangra com facilidade. Que acreditam que o parceiro ou parceira não tem escolha e que ficará se sujeitando aos seus terrores e dissabores.

Da figura do desamado, o que sofre solitário, surge o desamador, o que desagrega a solidão e faz sofrer. Porque ele recebe o amor e troça de sua força. Seduz por diversão e hábito, pouco se importando com o envolvimento que se segue. O desamador dirá depois de usar o amor: "Não prometi nada". Lavará as luvas para não comprometer as mãos. Omitirá compulsivamente, que é mais repulsivo do que mentir.

O desamador não tem nada a perder, pois não ama. O desamador chamará qualquer cobrança de neurose, de doença, de loucura. Fará a pessoa se sentir torta, infeliz, incriminada de rancor. Depois ainda vai contar por seus amigos e amigas que está sendo perseguido e apagará o que não combina com sua versão.

O desamador não fica doente, adoece o mundo. O desamador não é facultado ao ódio, quem dera. O ódio ainda facilita o amor. O desamador recorre à intolerância. Chora somente no sufoco, pede desculpas no momento de ser desmascarado, mas não muda, continuará maltratando com a indiferença. Ele não é bom muito menos ruim, é apático. Seu autoritarismo é negação da fraqueza. Tudo o que acontece de errado em sua vida vai transferir para quem está ao seu lado.

O desamador emprega a crueldade da reticência, do subentendido, não assume suas escolhas. Induz sua companhia a entender sem dizer nada. O desamador gera culpa, dúvidas, incertezas. Não declara sim ou não. Delicia-se com a confusão. Quanto mais culpa, mais ele exercerá sua autoridade. Parte da ilusão de que ele ou ela não voltará atrás. Condiciona seu afeto a uma esmola.

Custo a crer que o desamador nasceu do ventre de uma mulher.


crédito da foto:
http://leweb.dailytwitter.com/wp-content/uploads/2008/12/20070902193905-au-revoir.jpg

segunda-feira, 9 de março de 2009

Como se tivesse 10 anos...



Obrigada pelo texto lindo!!!


A Carolina é uma menina engraçada.

Eu acho que ela pensa, na verdade, eu acho que ela tem certeza, que eu sou louco. Na verdade ela já falou isso... assim desse jeito mesmo, você que é louco! Mas acho que ela não liga muito pra isso não. No começo talvez. Acho que ela pensou, que eu queria roubar um Rim ou algo parecido. Mas deixa pra lá.

Mas muito engraçada essa menina, ela foi amamentada só 18 dias.
Ela fala que não come carne vermelha, mas já comeu 2 Big tastes, 4 temakis, e minhas batatinhas, tudo isso na mesma noite.

Ela diz que não bebe também, mas já fiquei sabendo de pelo menos dois pilequinhos na mesma semana. Palavrão, não, ela não fala... um pouquinho, mas é só um Fuck de leve e quando tá de pilequinho.

Ela joga tênis e squash, isso todo mundo sabe. Mas talvez nem todos saibam que ela monta CD´s fantásticos... é porque ela toca piano e sabe o momento exato de encaixar a próxima música.

Ela diz que coloca os dois pés na cabeça, mas isso eu nunca vi! Acho que ela fala só para eu me desfazer do meu alongamento matinal...

Ela gosta de falar, falar, falar e falar. Faladeira essa menina, muito simpática ela! Acho que ela gosta de desenho também e de desenhar.

Ela tem uma franjinha milimetricamente pensada, e as unhas redondinhas impecáveis... e fica muito brava quando está no salão de beleza e as pessoas mandam SMS. Porque ela fica curiosa, lê a mensagem e acaba estragando o trabalho da manicure.

Daí ela fica brava. Liga para vc e briga, e você fica rindo internamente. Talvez ela fique nervosa e brava de verdade... é acho que ela fica, mas muito amável ela. E você acaba se divertindo, porque você se sente com 10 anos sempre que fala com ela.

Porque ela é muito madura, talvez nem seja, mas é melhor pensar que sim e evitar maiores atitudes de 10 anos, como essa.

Aí você tem frio na barriga, pede ela em casamento, faz corações na mão e fica com a mão toda rabiscada com coraçõezinhos que não vão sair nos próximos meses. Você não tem como explicar pras pessoas o que são os corações... aí você se complicou de vez e ela nem fica sabendo.

Aí você tem raiva e manda uma mensagem pra ela. Que raiva de você! Mas rapidinho você fica feliz de novo e pensa ainda existe elegância no mundo! E como é elegante essa menina.

Ela falou que hoje é o dia da poesia, e eu tentei fazer um poema, mas eu não sei escrever, então fiz uma foto. Escrevi isso aí, porque quando eu tinha dez anos era mais fácil. Você fazia um coração e puxava o cabelo dela. Ela batia em você, e você ia dormir cedo, pra chegar logo amanhã.

Ela falou que eu sou dramático eu disse que sou ariano. Ela foi embora e não quis me ver bonitão de calça xadrez e óculos verdes. Quantos anos eu tenho mesmo?!

Carolinaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah

Que o faz-de-conta terminasse assim...


"Você sabe o que é o encanto: é ouvir um sim como resposta sem ter perguntado nada" - Albert Camus


Postei na apresentação do blog a frase: Diário de uma "encantada" no mundo real.

Adoro a palavra encanto...encantado, encantada! Embora seja grande, o seu efeito é pequeno no mundo atual - que é tão ocupado. É como se fosse uma mágica: rápido e sem reticências. Acabou o encanto e pronto! Não sei o porquê, mas não existe mais. É duro para quem ouve, sente...

Dificil é manter o encantamento. Hoje em dia tudo é muito cíclico e veloz. A cada momento surgem novidades. Quanta injustiça: como competir a tanta variedade??? Quando mal se foi já está voltando.

O assunto me fez lembrar uma música, e pelo visto, a palavra Encantada não é só tema do blog como será de muitos textos também durante um bom tempo.

A música é do Chico Buarque: João e Maria.

João e Maria

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cadê o meu sapatinho?

Por que certos poemas fazem a alma bater palmas? Músicas, sons, dizem mais sentimentos que conferências?! Gestos, olhares, luzes, sons...alguns são tão mais perfeitos um que o outro. O que os torna tão especiais!

Hoje, recebi um poema lindo de um amigo muito querido. Aqui agradeço as palavras tão belas escritas por ele. Me senti muito bem, por isso, digo em voz alta e "bem grande":

Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada...

...já te disse obrigada! Obrigada!

Poema que recebi:

perdido eu estava
andando distraido

andei
andei
andei

achei um sapatinho
mas continuei perdido
com aquele sapatinho

pensei até demais
ouvindo meus sentidos

amei
amei
amei

a dona desse sapatinho

- acabei de fazer esse poema pra vc cinderela

autoria: o grande amigo querido!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Não quero trabalhar, não quero almoçar...só quero esquecer!

Ontem acordei 16h30. Não é luxo nem bonito comentar fazer isso.

Não trabalhei, não almoçei...tomei apenas um vitamina que nem sei qual o sabor.

A única coisa que fiz ao acordar foi mudar de cama. Caminhei poucos passos para o quarto dos meus pais e lá fiquei!

Acredito ter sensibilidade exagerada. Embora a solidão não seja nenhuma dificuldade para mim, descobri que relacionar-se é essencial. E quis! Me permiti.

Não gosto que invadam meu território, mas dessa vez, não me importaria se isso acontece. Minha solidão é preciosa...

Constante!!! Amo essa palavra. Como desejei que tudo fosse constante. Paixão não é igual a pão-de-queijo que assa a qualquer hora, poxa! Mas tem gente que acha que é. Esfriou! Ah não quero mais não. Quem sabe não encontro outro melhor na loja do lado. E assim mais um caso se acaba. Mais uma vez se magoa, sem achar que está magoando. Que ofício é esse!

Já errei, ja botei culpa nos carnavais, já botei a culpa nos amores contrariados. Já tentei aprisionar os meus sentimentos, já me condenei à prisão perpétua. E também já sei que não vale a pena radicalizar. Não sou e nunca serei perfeita. Mas, poxa, como tento!

Isso me fez lembrar uma das minhas músicas prediletas: Sympathique (Simpática), de Pink Martini.



Sympathique (Simpática)

Ma chambre a la forme d'une cage (Meu quarto na forma de uma gaiola)
Le soleil passe son bras par la fenêtre (O sol passa seu braço pela janela)
Les chasseurs à ma porte (Os caçadores à minha porta)
Comme les p'tits soldats (Como soldadinhos)
Qui veulent me prendre (Que querem me pegar)

Je ne veux pas travailler (Não quero trabalhar)
Je ne veux pas déjeuner (Não quero almoçar)
Je veux seulement l'oublier (Quero somente esquecer)
Et puis je fume (E depois eu fumo)

Déjà j'ai connu le parfum de l'amour (Já conheci o perfume do amor)
Un million de roses n'embaumerait pas autant (Um milhão de rosas não exalariam o mesmo cheiro)
Maintenant une seule fleur dans mes entourages (Manter uma flor apenas no meio de tudo)
Me rend malade (Me deixa mal)

Je ne veux pas travailler (Não quero trabalhar)
Je ne veux pas déjeuner (Não quero almoçar)
Je veux seulement l'oublier (Quero somente esquecer)
Et puis je fume (E depois eu fumo)

Je ne suis pas fière de ça (Não tenho orgulho dessa...)
Vie qui veut me tuer (...vida que quer me matar)
C'est magnifique être sympathique (É magnífico ser simpática)
Mais je ne le connais jamais (Mas eu jamais soube fazer isso)

Je ne veux pas travailler (Não quero trabalhar)
Non
Je ne veux pas déjeuner (Não quero almoçar)
Je veux seulement l'oublier (Quero somente esquecer)
Et puis je fume (E depois eu fumo)

Je ne suis pas fière de ça (Não tenho orgulho dessa...)
Vie qui veut me tuer (...vida que quer me matar)
C'est magnifique être sympathique (É magnífico ser simpática)
Mais je ne le connais jamais (Mas eu jamais soube fazer isso)

Je ne veux pas travailler (Não quero trabalhar)
Non
Je ne veux pas déjeuner (Não quero almoçar)
Je veux seulement l'oublier (Quero somente esquecer)
Et puis je fume (E depois eu fumo)

segunda-feira, 2 de março de 2009

A Primeira Vez

Cena do filme Diário de uma paixão

A primeira vez se fez em susto
pois o que se inaugura tranborda em taças.

A primeira vez é sempre única
é o primeiro dia do ano
a primeira vez que se sai juntos para jantar
a primeira briga

É a primeira vez que o mineiro vê o mar. Que delícia!

Quem não sabe da primeira vez
não sabe o que é amar
ignora a palavra emoção
esqueceu o que é brincar

Quem não se lembra nem da primeira vez
pouco provável que se dará a segunda vez.

Ah, a primeira vez é correr atrás do trem,
tomar banho de chuva,
contar os dias, as horas, os minutos para se fazer surpresa no saguão do desembarque (seja qual ele for)
é se lambuzar de sorvete
é desenhar corações no carro sujo do namorado
e, sem saber do quê, achar graça.


A primeira vez é ter sete anos e aprender a andar de patins
é ter um segredo, uma chave que abre todas as portas e a ilha certa.
É ser grande, pequeno, boboca, e sábio
tudo ao mesmo tempo.

É ter a emoção nas mãos, o coração aos pulos e as pernas bambas.
Amar pela primeira vez é ser super-herói, justiceiro e parceiro.
É não saber, mas querer aprender.

Amar pela primeira vez é se alfabetizar novamente
nas letras do corpo, nas formas do outro e...
...ver-se abrir não um livro, mas uma enciclopédia que se quer dominar.

Pela primeira vez se fazer amar
é ser anão e gigante, se sentir forte e diferente,
é soltar os cabelos ao vento e dirigir rumo a qualquer lugar...
e acima de tudo...
reconhecer-se na segunda vez!

Diz que fui por aí













Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando o violão embaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, o meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela



crédito da imagem: http://www.musicoterapia.psc.br/violao.JPG