domingo, 31 de maio de 2009

Be nice

Seja gentil. O mundo está precisando

Seja gentil mesmo quando não o são com você

Seja gentil pois ser gentil é ser elegante

E ser elegante é ser grande

Seja gentil mesmo não querendo

Ser gentil é ser cortez

É dar a entrada para outro motorista no trânsito

Ou ceder uma vaga de estacionamento à mulher se é homem

Ser gentil é ser humilde

É tentar esquecer que o outro não deve empatia e não retribuiu os seus atos gentis

Ser gentil é ser simples

É ganhar as entradas para o show e convidar uma pessoa mesmo quando ela não faz o mesmo com você

Ser gentil é ser grande e pequeno ao mesmo tempo

Pois gentileza, infelizmente, ainda é confundida!



GENTILEZA EXISTE! É UMA PESSOA

"Maluco para te amar, louco para te salvar, sou o maluco beleza da natureza e das coisas divinas"


A frase acima é de José Datrino, popularmente conhecido como Profeta Gentileza. Ele abriu mão dos bens materiais para pregar palavras de bondade, amor e paz pelas ruas do Rio de Janeiro. Só no Viaduto do Caju ele pintou 56 pilastras com mensagens neste estilo. Em abril, Gentileza comemoraria 90 anos de idade. As suas frases continuam lá. E pasmem: são cuidadosamente limpas, sem danificar nenhum texto, pelos garis. Basta água e sabão e, claro, iniciativa de alguém. Ninguém iria lá fazer uma faxina sem ser mandado.


Gentileza era pai de 5 filhos e em 1961, largou tudo para pregar palavras de paz, sensibilizado por um incêndio que matou 400 pessoas em um circo em Niterói. Ele era tido como louco. Mas mesmo sofrendo dificuldades, persistiu muito em afirmar o que pensava. Foi tema de tese e de livros. Uma prova de que as mensagens dele humanizava as pessoas. Há muito tempo, ele já falava de aquecimento global, ecologia, amor aos animais e à natureza. Assuntos esses que só agora estão em voga.


Espero que as pessoas possam acrescentar um pouquinho das mensagens de Gentileza no nosso dia-a-dia. Seria uma bela parceria.


imagens: http://tzatziki.files.wordpress.com
http://farm1.static.flickr.com

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mulher+Paixão= sorvete de creme


Li uma vez que a mulher quando está apaixonada vira um sorvete de creme. Alguém a come quando e como quer e talvez jogue fora a casquinha com a alma dela dentro. Credo!!!

Está vendo? Não é culpa minha me proteger tanto. Leio demais, até em excesso, acho eu. E outra: não quero virar sorvete de creme não.

Das duas uma: ou eu paro de ler tanto ou tento não guardar tanta informação na cachola. O autor que escreveu o lance do sorvete diz que, ainda assim, apaixonar-se é maravilhoso. É como andar e ver as cataratas do Niágara. Uma vez na vida todos devemos ir lá para conhecer. Ou quem sabe, duas ou três vezes. Mas depois da trigésima vez, deveríamos considerar a ideia de fazer uma terapia.

"Assim divirta-se apaixonando-se, enquanto for menina (o que na Itália significa até 34 anos, de acordo com o ISTAT). Vivam todas as histórias de amor de novela, se quiserem. Até satisfazer a vontade. Depois basta".

Tenho medo de paixão. E olha que sou bem corajosa e brava. Para mim, paixão é como a digestão: dura pouco. E, às vezes, é muito pesada. A paixão nos dá momentos de grande felicidade, mas também de fraqueza. Basta uma desatenção qualquer que caímos em profunda depressão. E atire a minha pedra quem acha que estou enganada!!!


imagem: http://flordomar.no.sapo.pt

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Presidiários de escritório

Tudo o que você sempre quis quando crescesse era ser livre e independente. “Ganhar” o mundo. Você tem sede da vida. E daria tudo para apreciá-la num copo de martini, uísque, margarita...sei lá. A escolha é sua. Daí, você estuda muito, é orgulho da família, se forma e arruma um emprego. “Você não sabe o quanto caminhei para chegar até aqui”. Depois do quinto emprego, você desiste: “percorri milhões de milhas” e sou um adulto que está confinado num escritório.

Escolhi o jornalismo pois assim não viveria nenhuma rotina. A cada dia seria uma história diferente. Acabei abandonando os empregos que realmente me fazem me sentir jornalista: televisão, rádio, jornal, nem pensar! Não tenho competência para ser pobre, me perdoem o comentário. Acabei me tornando assessora de imprensa, logo uma adulta confinada num escritório. (Acho que se eu consegui voltar para a televisão, não penso duas vezes)

Aí, de vez em quando, não devo ser a única, você sente raiva pois o dia está radiante lá fora e, com certeza, há pessoas desfrutando disso. Daí, você cai na real: ah, não, que sentimento feio, aquelas pessoas podem estar desempregadas. É muito pior.

Eureka! De repente, você tem a ideia brilhante: abrir uma franquia de bichos de pelúcia no shopping, ou quem sabe, construir um pousada mineira em Búzios. O maior barato. O café-da-manhã seria regado a pão-de-queijo e broa de fubá. A sobremesa do almoço teria uma mesa farta de doces de Minas Gerais, o de leite, goiaba com queijo (Romeu e Julieta). Carioca nenhum botaria defeito. Minas agora teria mar. Mar e pão-de-queijo. Adorei a ideia. Mas gosto também da butique de bichos de pelúcia. Aquelas araras cheias de roupinhas com cheiro de chiclete são um charme.

Só não topo vender côco na praia. Uma vez um amigo meu fez a proposta: já que estamos cansados dessa vida, vamos vender côco na praia? Respondi: jamais. Deus que me perdoe!

Já tive uma ideia muita esquisita. A coisa foi séria, juro. Eu e outro amigo, queríamos comprar um barco de pescador lá na Bahia. Ele disse que eu nem precisava ir para a pescaria...Quase topei! Imagine...pense...

Bom, sou uma adulta que trabalha (você também é). E tudo isso porque estudei e trabalhei para chegar até aqui. Esse é o prêmio que você ganha por ser inteligente e responsável. A vida não é justa...




"Estava procurando um emprego
E então eu encontrei um emprego
E o céu sabe que eu estou arrasado agora
Na minha vida
Por que eu desperdiço um tempo precioso
Com pessoas que não se importam
Se eu estou vivo ou morto?"

(trecho traduzido da música dos The Smiths: "Heaven Knows I´m miserable now)

imagem: http://www.teclasap.com.br/






terça-feira, 26 de maio de 2009

Liberdade, hoje, é não se importar com o outro!

Um quadro que pintei!

Liberdade é ter responsabilidade. Como diz Fabrício Carpinejar, o escritor, ele nunca se sentiu tão livre quando tinha que cuidar dos irmãos menores enquanto a mãe estava no trabalho.

Liberdade, hoje, parece que é não se importar com o outro. É fácil esquecer amores, amizades, empregos. Não percebo resistência, luta por uma paixão, superação das dificuldades, persistência por um ideal, leitura de lábios, dedicação exagerada e até irritante.

Não se faz mais um samba por uma dor-de-cotovelo ou em nome de qualquer parte do corpo. Não se toma um porre para chorar em público por uma mulher. As relações se esgotam em um torpedo.

No primeiro empecilho, troca-se de par, troca-se de casa, troca-se de rosto, troca-se de roupa, troca-se de ideologia. Se ela não está a fim de mim, digo azar e não procuro a sorte. Onde estão os obsessivos? Onde estão os fiéis? Onde estão os que acreditam tanto na dúvida que a transformam em confiança?”

Eita, mas esse Fabrício Carpinejar é o bicho mesmo. Sinto exatamente como ele disse acima. E já comentei isso aqui no blog. As pessoas se esquecem muito rápido, e no primeiro obstáculo, troca-se de par. Não há tolerância, muito menos resistência. O que está acontecendo? Alguém consegue me explicar ?????

Hoje em dia, não se pode reprovar coisa alguma, não se escolhe, não se renuncia. Qualquer pedido vira cobrança. E COBRANÇA, ó COBRANÇA, é um pecado mortal, atualmente. É um defeito. Não se pode perguntar para a outra pessoa qual o porquê de não ter sido convidada (o) para se sentar à mesa do bar.

Somos condenados à felicidade, como se ela fosse um direito constitucional. É obrigatório ser feliz, é obrigatório emagrecer. Quanta pressão! Dessa forma, fica difícil manter a espontaneidade sendo cobrado. Isso sim é cobrança. O que devia ser uma conquista tornou-se uma culpa.

“Sexo com amor, política com amor, ética com amor, amizade com amor é bem melhor. E natural. Ainda que demore, durará mais do que uma mentira”.

Vai entender?! É claro que é possível.


Somos diferentes sim. Homens e mulheres têm divergência e a questão é hormonal. Segundo um especialista que ouvi outro dia no rádio, o resultado, no final das contas, é sempre o mesmo. Apenas os caminhos é que são diferentes. Ele citou o exemplo de uma caneta. Ao levantar tal objeto num auditório lotado de cromosssomos x e y, todos sabem que é uma caneta. Mas a forma de análise é totalmente diferente. Isso comprova que o resultado é o mesmo, apenas os caminhos são diferentes até chegar a conclusões.

Tenho certeza que é possível sim nos entendermos. Novamente digo, temos que aceitar as diferenças para nos unirmos. Mas o que acontece é o contrário. A tendência é cada um ir para o seu lado. Ninguém persiste. Ficamos brigando
por horas e de repente um pergunta para o outro:

Mas por que é que você não me entende?

Os relacionamentos não dão certo porque os homens não entendem por que as mulheres não agem como eles e porque as mulheres esperam que os homens se comportem como elas.

Não entendemos porque eles piram o cabeção de repente, mesmo gostando e estando apaixonando por você. Nem eles conseguem explicar!

Mas o que deixa as mulheres sem paciência mesmo é que o homem só desconfia de que há algo errado acontecendo depois de ver lágrimas, acessos de fúria ou levar um tapa na cara. Ninguém merece!


DIÁLOGO - um saco!


- Você nunca concorda com o que eu digo - diz ela.

- Pare de exagerar - diz ele.

Ela continua discutindo, usando as emoções como arma contra ele; e ele fica definindo as palavras dela. A discussão continua até o ponto em que ela se recusa a falar ou ele vira as costas e vai embora.

No entanto, para que as discussões não sejam inúteis,
o homem precisa entender que não pode levar as palavras de uma mulher ao pé da letra, que não pode considerar literalmente o que ela diz nem definir suas palavras.

Imagine, por exemplo, que uma mulher dissesse: “Eu morreria se sentasse ao lado de uma mulher com a mesma roupa que eu! Não existe nada pior que isso.” Ela não quer dizer realmente que não há nada pior ou que morreria, mas o raciocínio literal do homem pode levá-lo a responder: “Não, você não morreria, há coisas muito piores que isso”.

Por sua vez, a mulher precisa aprender que tem de usar argumentos lógicos com um homem se pretende vencer a discussão – e um argumento de uma vez. As mulheres nunca devem falar de várias coisas ao mesmo tempo numa discussão, pois estarão desperdiçando munição. (Allan e Barbara Pease)


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http://danielbecher.com/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

DA PONTUAÇÃO AMOROSA...por Xico Sá

Comentário da foto: Ela só estava de TPM (tendência para matar)

Sim, homem é frouxo, só usa vírgula, no máximo um ponto e vírgula; jamais um ponto final.

Sim, o amor acaba, como sentenciou a mais bela das crônicas de Paulo Mendes Campos: “Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar...”

Acaba, mas só as mulheres têm a coragem de pingar o ponto da caneta-tinteiro do amor. E pronto. Às vezes com três exclamações, como nas manchetes sangrentas de antigamente, SANGUE, SANGUE, SANGUE!!!

Sem reticências...

Mesmo, em algumas ocasiões, contra a vontade. Sábias, sabem que não faz sentido a prorrogação, os pênaltis, deixar o destino decidir na morte súbita.

O homem até cria motivos a mais para que a mulher diga basta, chega, é o fim!!!

O macho pode até sair para comprar cigarro na esquina e nunca mais voltar. E sair por aí dando baforadas aflitas no king-size do abandono, no cigarro sem filtro da covardia e do desamor.

Mulher se acaba, mas diz na lata, sem mané-metáfora.

Melhor mesmo para os dois lados, é que haja o maior barraco. Um quebra-quebra miserável, celular contra a parede, controle remoto no teto, óculos na maré, acusações mútuas, o diabo-a-quatro.

O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada.

Nem aqui nem na Suécia.

Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o “the end” sem pelo menos uma discussão calorosa.

Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava.


O mais frio, o mais “cool” dos ingleses estrebucha e fura o disco dos Smiths, I Am Human, sim, demasiadamente humano esse barraco sem fim.

O que não pode é sair por aí assobiando, camisa aberta, relax, chutando as tampinhas da indiferença para dentro dos bueiros das calçadas e do tempo.

O fim do amor exige uma viuvez, um luto, não pode simplesmente pular o muro do reino da Carençolândia para exilar-se, com mala e cuia, com a primeira criatura ou com o primeiro traste que aparece pela frente.

E vamos ficando por aqui, pois já derrapei na curva da auto-ajuda como uma Kombi velha na Serra do Mar... e já já descambarei, eu me conheço, para o mundo picareta de Paulo Coelho. Vade retro.


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Espero...


Espero que você dance

Espero que você nunca perca seu senso de arrependimento

Que você coma o suficiente mas sempre mantenha essa fome

Que você nunca apenas respire, que você sinta

Que Deus proíba que qualquer amor o deixe vazio

Espero que você ainda se sinta pequeno quando estiver ao lado do oceano

Espero que quando uma porta se fechar, outra se abra


Me prometa que você dará ao destino uma chance de lutar

E quando você tiver que escolher entre sentar ou dançar

Espero que você dance.... eu espero que você dance.

Espero que você nunca tema aquelas montanhas ao longe

Nunca amenize para a estrada ao mínimo de resistência


Viver significa arriscar-se, e vale a pena se arriscar pela vida

Amar pode ser um erro, mas vale fazê-lo

Não deixe nenhum coração infernal maluco deixar você amargo

Quando você estiver perto de trair, pense melhor

Dê aos céus lá em cima mais do que apenas uma rápida olhada

E quando você tiver que escolher entre sentar ou dançar

Espero que você dance.... eu espero que você dance.

O tempo é uma roda em movimento constante sempre nos levando...


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domingo, 24 de maio de 2009

Torre Eiffel fez 120 anos

Comprei esta foto dos "bouquinistes", às margens do rio Sena

Um dos monumentos mais elegantes do mundo completou 120 anos. A Torre Eiffel, projetada por Gustave Eiffel, foi construída para comemorar o centenário da Revolução Francesa, em 1889. A ideia era demolilá-la vinte anos depois. Nasceu, criando polêmicas. Vários intelectuais se manifestaram contra a sua construção.

Depois o mundo se apaixonou por ela, principalmente os franceses. Com seus 3oo metros era o edifício mais alto do mundo. Novamente, os intelectuais se manifestaram, desta vez, para defendê-la. Ufa!


Além do mais, prestou grandes serviços como centro de informações radiofônicas e telegráficas. Foi salva da demolição (que ideia mais sem cabimento!) e, em 1964, considerada monumento nacional.

Hoje, acrescida de uma torre de televisão, o suntuoso monumento cresceu: está com 320,75 metros. Abriga um serviço de telecomunicações, um de hora internacional e um laboratório metereológico. Também há o restaurante Jules Verne (caríssimo), um salão de chá, o restaurante Le Parisien e um fast food, Le Buffet.

Tô chegando bela Paris

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Você quer mesmo me machucar?



Você quer mesmo me machucar?

Se é isso que quer, estou preparada para deixá-lo!

Sabe aquela música – clássica dos anos 80 – do Boy George em que ele canta “Do you really want to hurt me”?! Pois é.

Ele joga a toalha. E pergunta que se querem mesmo magoá-lo, se querem mesmo fazê-lo chorar, de verdade. Daí, ele emenda, se é amor que querem dele, pode levar embora. Ele não quer mais. Terminou outra vez, e as coisas, não são aquilo que você vê.

“If it's love you want from me
then take it away
everything's not what you see
it's over again”

(Do you really want to hurt me)

Não leve tudo a sério!


Ontem fiz um dos meus programas prediletos: jogar squash, ficar horas numa livraria, e depois tomar um café com as amigas. Pura diversão! Comprei mais alguns livros. Acho que o meu apelido deveria ser traça. Já perdi as contas de quantos li só neste ano. Bom, isso não vem ao caso.

O mais incrível é que um dos livros que comprei cita na introdução que aquela obra é um guia para a realização do sonho eterno das mulheres: ser uma Cinderela. Daí ele faz o alerta:

"Só que tem um problema: o Príncipe Encantado não existe".

Exatamente como o meu blog se apresenta. Fiquei feliz. Isso quer dizer que não estou equivocada nem viajando na maionese. A minha postura é inteligente e firme. Não preciso me desculpar.

O importante é ter coragem. E NÃO LEVAR TUDO MUITO A SÉRIO!!!

"Como disse aquele vampiro antes de morder o pescoço da donzela:


O importante agora, cara senhorita, é que não fique qualquer inimizade entre nós! (Drácula)"


imagem: http://images.google.com.br/imgres

quinta-feira, 21 de maio de 2009

E agora?

Muitas vezes, nos preocupamos em saber quem está certo ou errado e esquecemos o que é certo e errado. Ficamos naquela briga de egos e deixamos a vida passar. Uma coisa pequena que nos incomoda é o suficiente para que desistamos de algo. Não digo eu. Mas, na maioria dos meus relacionamento, isso aconteceu. No primeiro sinal de alerta, no meu primeiro sinal vermelho, ninguém aguenta. Sai fora! Não consigo encontrar nenhum cerébro que aguente suficientemente tpms, contratempos...simplesmente acaba. Fico pensando se isso tivesse acontecido com os meus pais. Se eles tivessem se separado na primeira briga ou na primeira dificuldade financeira. E pronto! É preciso coragem e peito - peito de remador como citou Vinícius de Moraes em "Para viver um grande amor". Segundo ele, não basta ser bom sujeito!

Uma vez li também que as palavras são como um punhal. Podem machucar. Uma simples frase mal colocada pode destruir todo um castelo. Como uma outra simples palavra pode fazer o dia de alguém mais feliz. É preciso que as pessoas sejam mais carinhosas do que o necessário pois todos que conhece estão de alguma forma enfrentando uma batalha. Se não há coragem para começar é porque já acabou.

Nossa mente é como uma páraquedas: só funciona aberto. É preciso mais humildade. Não somos melhor que ninguém. Cada um tem uma peculariedade e isso torna o mundo muito mais interessante. Não podemos descartar uma pessoa como se fosse um objeto. Corações se quebram, adoecem, e às vezes, não há remédio que cure.

Muitas vezes, já pensei em fazer isso com muitos homens. Ah, não gosto de tatuagens. Puxa, ele tem. E agora? Não serve para mim! Ou...ixa, como somos diferentes. Ah não dá. Mas não faço isso não. Sabe por quê? Ali, por trás daquela pessoa de tatuagem, ou muito diferente de mim, existe um coração, existe alguém que pode ser uma pessoa em potencial, independentemente da sua tatuagem ou não. Portanto, viva os relacionamentos! Viva os beijos, os abraços, dormir de conchinha, jantar fora, dançar funk ou Frank, o que importar é viver!

Cada um no seu closet

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Homens x Mulheres. Somos muito diferentes mesmo. Ninguém é melhor que ninguém. Mas somos divergentes demais. Não vejo graça em cerveja, muito menos em futebol. E um parece não existir sem o outro. Que jogo mais capenga seria sem o malte, não é verdade, machos?

Acredito que essa propaganda da cerveja seja uma das mais inteligentes que já assisti. Homens e mulheres, como casal, viveriam felizes para sempre se cada um tivesse o seu closet. O closet é a caverna. Brigou?! Cada um entra no seu ou não. Mas só de vez em quando. Acho muito mais inteligente sair para se divertir na rua. Ficar linda e maravilhosa e ocupar a agenda. Uma agenda elegante, nada de baixarias!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A inimitável classe da Carolina...


Estava me sentido mal. Lágrimas escorriam pelo meu rosto. Resolvi não segurar mais nenhuma vontade minha. Se tenho vontade de chorar, choro mesmo!

Ando no meu limite no quesito paciência. Não estou cansada e sim esgotada. Mas ninguém entende.

Eis que o meu grande amigo Sérgio, lá de São Paulo, sem nem mesmo ter ideia do meu momento enviou um e-mail querido que pode ser conferido abaixo. Isso prova como pequenos atos conseguem fazer realmente toda a diferença na nossa vida. Fiquei feliz e sorri instantaneamente.

Sérgio, obrigada! Só podia ter vindo de você! Parece que o e-mail veio até com trilha sonora. Ah, detalhe: hoje estou realmente usando um laço-lenço no pescoço.

A inimitável classe da Carolina... ...fazendo umas comprinhas num supermercado em Brasília.

Procura-se um moço bom


Procura-se um homem bom

Procura-se um homem companheiro e bom moço por inteiro

Procura-se um homem para que eu faça
muito feliz

Procura-se um homem que não tenha medo de sentimentos

Procura-se um homem corajoso

Procura-se um homem que não tenha medo da minha independência

Procura-se um homem que dance comigo na casa ou na rua

Procura-se um homem que dance funk ou Frank (Sinatra)

Procura-se um homem que me ache linda todos os dias

Procura-se um homem que me leve a toalha assim que terminar o banho

Procura-se um homem que me leve a Paris e Araguari (mesmo que eu saiba o caminho)

Procura-se um homem que me ligue sem esperar nada em troca

Procura-se um homem que faça massagem (nos pés também)

Procura-se um homem que fale abertamente dos meus defeitos (e me ajude com isso)

Procura-se um homem que entende quando estou muito ocupada e não consigo telefonar

Procura-se um homem que me dê uma casa simples mas um closet suntuoso

Procura-se um homem que me queira de verdade

Procura-se um homem que não tenha reações inesperadas

Alguém se habilita?

imagem: 2.bp.blogspot

terça-feira, 19 de maio de 2009

Homens são desajeitados

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Os homens são muito desajeitados mesmo. A propaganda acima é uma prova disso. Eles têm a faca e o queijo na mão, mas no final das contas, a faca escorrega e o queijo é doado para a lata de lixo mais próxima. Acredito que a culpa não é deles e sim do cromossomo y. A música “If you don´t know me by now” caiu como uma luva na propaganda. Se for prestar bem atenção, vai ver que eles se eximem de culpa alguma. Apenas cantam – bem felizes – que se ela não o conhece até agora, nunca vai conhecer. Além disso, eles pedem que as mulheres o entendam como eles nos entendem. Entendeu?

Bom, pequenos atos fazem diferenças na vida das mulheres. E como! Digo pequenos atos, tanto positivos quanto negativos. Tanto os bons e ruins ficarão marcados feito tatuagem nas nossas mentes. A dica é prestar atenção. São nessas pequenas pistas que muita mulher interessante já foi fisgada. Garanto!

Uma vez, comentei o nome de um vinho argentino que gostava muito. O rapaz, esperto, chamou-me para jantar e pediu adivinha qual bebida?! Pois é, não queria nada com ele. De repente, aquele primeiro jantar fez-me querer. Os detalhes fazem a diferença.

Outro momento que lembro muito bem foi o cuidado que outro rapaz teve comigo na saída de uma festa. Me levou de pocotó nas costas, me carregou mesmo, só para eu não sujar os pés. Isso, por incrível que pareça, é pequeno e grande ao mesmo tempo.

Nem sempre é preciso ganhar algum presente, uma jóia, ou ser convidada para uma viagem romântica. Ás vezes, o que basta mesmo é a presença de espírito e interesse por quem quer se apaixonar. Depois, quem sabe, uma viagem para Aruba não seria nada mal, hein?!



If you don´t know me by now (Simply Red)

“Todos temos nossos próprios temperamentos esquisitos
Eu tenho o meu
Mulher, você também tem o seu
Apenas confie em mim como confio em você
Já estamos juntos há tanto tempo
Deveria ser tão fácil fazer isso
Apenas controle seus sentimentos
Ou podemos acabar dizendo adeus
E que vale um caso de amor
Quando não se pode olhar nos olhos?
Se até agora você não me conhece(se você não me conhece)
Você nunca, nunca, nunca conhecerá(não, você nunca me conhecerá)”

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Trabalhe dormindo

Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo

Achei que eu seria a precursora da idéia. Mas não. Existe de tudo mesmo nesse mundo. Ontem, numa conversa de bar, decidi escrever um texto sobre “Trabalhe dormindo”. Ou quem sabe até criar uma comunidade com milhões de pessoas adeptas.

Imaginei: isso é inédito. Totalmente diferente de “trabalhe em casa e ganhe dinheiro”, ou “perca peso dormindo em apenas 3 dias”, ou “trazemos a pessoa amada em 24 horas” e por aí vai. Como as pessoas são charlatonas, minha nossa senhora dos desajeitados. E sabe o pior? Pessoas inteligentes e bem instruídas caem nessa. Eu já até pensei nisso.

Ganhe dinheiro em casa até mesmo quando estiver dormindo! Foi o que achei hoje na internet. Já pensou que delícia? O jeito que amo dormir. Acho que as 10 horas diárias adormecidas não seriam o suficiente. Fiquei imaginado como seria ganhar dinheiro dormindo ou trabalhar dormindo. Imaginei como se fosse um desenho animado exibido no Cartoon Network (que aliás adoro).

Você se recolhe, veste o pijama, escova os dentes, daí TCHAM TCHAM TCHAM, a melhor parte: você retira a sua cabeça completa, inclusive com cérebro, cérebro é importante e coloca na frente do computador e vai dormir. Na verdade, teríamos duas cabeças, uma funcionaria enquanto a outra dorme. Sensacional!

Quanta bobagem. Acho que estou no limite do meu cansaço mesmo.

Mas, se for parar para pensar, não é tanta bobagem assim. O trabalho é o maior ladrão de sono que
conheço. Além, claro, do trânsito caótico que nos faz levantar mais cedo para conseguir chegar pontualmente no trabalho. O nosso sono está prejudicado e a tecnologia não faz nada para aumentar o nosso tempo livre.

Tempo é luxo.

(Dedicado ao meu primo Thomaz, o autor da ideia)


imagem: http://primeirafila.files.wordpress.com/

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O cara que odeia Cold Case


Homem sente cheiro de homem. Não tem outra explicação. Quantas vezes, você começa a sair com outro alguém, depois de levar um pé naquele lugar, aliás, pé não, uma botinada, e de repente, o dono dos sapatos começa a ligar de novo?! É incrível, homem sente cheiro de homem.

Minha amiga Dani sofreu igual a uma condenada por um cara que ela namorou anos e anos. Agora, depois de mais outros anos sofrendo por ele, ela resolveu sair com outro. Adivinha quem voltou a ligar? O imbecil que desperdiçou anos e anos da minha amiga. Novamente, homem sente cheiro de homem.

Desculpem a expressão. Mas é a mais pura verdade. Eis outro exemplo de como funciona.Você vem saindo com um cara há bastante tempo. Tudo é maravilhoso, o beijo, o abraço, os amassos, enfim, tudo e principalmente, o resto. Ah, o resto! Uma noite vocês estão ao telefone e ele parece irritado. Começam a discutir os seriados de tv e ele critica o Cold Case que você tanto adora e ainda faz coleção. “Bom, eu acho Cold Case uma droga”, ele diz. Antes que você argumente, ele emenda: “Só um instante. Outra ligação me chama”.

É isso aí. E nunca mais liga. Você espera e nada. Ele não liga nem no dia seguinte, nem na semana seguinte. Você liga, e ouve a secretária eletrônica. Deixa um recado. Passam semanas e nada. E você vai e resolve dar outra chance, e liga: “Olha, acho que tem razão. Cold Case não é tão legal assim”. Mais semanas se passam e nada. Meses até. E ele não liga.

Daí, você segue com a vida. Compra uma poltrona nova, troca a cortina, muda os móveis de lugar. O passarinho morre. Você recebe um aumento de salário e é transferida para Belo Horizonte. Está superando o cara que fala mal do Cold Case. Nem pensa mais nele, praticamente. Então, num belo dia de inverno, conhece um homem maravilhoso, o Júlio. É mineiro, independente, dono de uma mineradora e a adora. Uma noite fria lá fora. Ele acende a lareira enquanto você escolhe a música. E, nesse momento tão romântico, quem liga? O cara que odeia o Cold Case. É voltou! Sente saudades. Mas por que só ligou agora, após tantos meses?

Sabe por que? Homens sentem cheiro de homens.

E outra! Amo Cold Case. Faço coleção mesmo.

imagem: http://lucianademelo.zip.net

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Audrey Hepburn faria 80 anos em maio



Se pudesse escolher mais alguém para ser, além da Coco Chanel, Audrey Hepburn seria a eleita. Bela e elegante! Exatamente desse jeitinho. Na minha formatura de jornalismo, vesti-me de Audrey em Cinderela em Paris. A festa foi temática. Alugamos um limousine e recriamos Hollywood. O maior barato!

Audrey Hepburn, se estivesse viva, completaria 80 anos, no dia 4 de maio. A eterna bonequinha de luxo nasceu em Bruxelas, na Bélgica, em 1929. Até hoje é considerada um dos maiores ícones da elegância e estilo. Foi considerada a mais bela de todos os tempos por várias personalidades. Concordo plenamente!


Mesmo vivendo na época em que prevalecia o biotipo das “Pin-ups” norteamericanas – loiras, baixinhas, com curvas generosas, pés pequenos e olhos claros – Audrey soube usar os “defeitos” a seu favor, e acabou trazendo ao mundo um novo padrão de beleza. Uma mulher magra, alta, com pés grandes, olhos escuros e um rosto delicado - exatamente o oposto das então divas, Grace Kelly e Marilyn Monroe.

O visual de Holly Golightly, personagem do filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961), talvez tenha ajudado a dar forma ao ícone “Audrey Hepburn”. Sonhadora e delicada, a prostituta de luxo vivida pela atriz ficou marcada por seu estilo sofisticado e sóbrio. Definitivamente um clássico para o cinema e para a moda. Algumas peças-chave, como o vestido preto, as perolas, os óculos escuros e a charmosa piteira fazem parte do look da diva.

Audrey morreu em janeiro de 1993, na Suiça, vítima de câncer. Na época, ela se dedicava às causas sociais como embaixadora da Unicef.


imagens: http://msn.onne.com.br

Lista de desejo dos homens

Meigo. Li ontem um texto do Fernando Bonassi, publicado na Coluna Macho da Folha de S.Paulo, de 2 de janeiro de 2000. Que data linda, a data do meu aniversário. Achei bacana e agora, animei em fazer uma lista de desejos das mulheres também. Alguma sugestão?

Queridas leitoras, homens simples como nós são fáceis de satisfazer! Eis algumas coisas que sempre desejamos, independentemente de efemérides milenares: strip-teases, massagens, viagens, senso de humor, pele macia, tolerância, passeios, mais strip-teases, beijos, abraços, apertos de mão, apertos em toda parte, agarros, amassos,
banhos de banheira, banhos de chuveiro, banhos de língua, mordias, arranhões, café na cama, compreensão, desfiles de meia-calça (só de meia-calça, é evidente; favor não esquecer: o modelo arrastão pode até ser vulgar, mas é uma delícia), desfiles de lingerie (favor não esquecer a calcinha branca de algodão: além de trazer bom agouro para o próximo milênio, é um clássico), camisinhas engraçadas, camisinhas, strip-teases de novo, mais amassos, elogios, clareza, breves crises de ciúme, chocolates, posições esquisitas, posições convencionais, posições com chocolate (ué, por que não?), sem vergonhice em geral, mais massagem, refeições preferidas em pratos decorados com matinhos, creminhos, frutinhas etc., drinques multicoloridos, champanhe e/ou sidra (o importante é a cócega no nariz...e no ela nos faz pensar), interesse honesto, paz de espírito, espírito, abertura para mostrarmos nossas fragilidades, pedidos para conectar sutiãs, pedidos para desconectar sutiãs, bilhetinhos no travesseiro, cartas de amor em tamanho cartolina, marcas de batom no colarinho, marcas de batom no umbigo, zíperes abertos, pijamas folgados, baby-dolls inexistentes, decotes profundos, coxas à mostra, sorrisos, gargalhadas, massagens outra vez, unhas pintadas com cores fortes, suspiros doces apaixonados e todo tipo de sacanagem sussurrada ao pé do ouvido. Uma dica singela: parem de pensar na utilidade das coisas. As melhores artes primam por sua aparente inutilidade! Boas férias e um milênio bem gozado para vocês!

(por Fernando Bonassi, 02/01/2000)

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Carolina sapatos de Rubi



Uma vez conheci um jornalista estrangeiro que me chamava de Carolina sapatos de rubi por causa do meu belo par de sapatos vermelhos. Achei o máximo! Fizemos uma turma bacana de jornalistas no setembro de 2007 em Belo Horizonte (MG). E eu fiquei conhecida como Carolina sapatos de rubi por causa do simpático Jeb, que era mais brasileiro que muito brasileiro por esse País a fora. Me senti poderosa, a própria Dorothy do filme “O Mágico de Oz”.

Sapatos vermelhos são poderosos. E mágicos. Os de Dorothy tinham lantejoulas. Os meus são de verniz. Alguns xadrez. E um, em especial, possui um laço de cetim e um coração na sola. Um charme, mas não são mágicos. Os de Dorothy eram enfeitiçados e a protegiam da bruxa má. Ainda bem, a garota viveria muitas aventuras. Precisava estar munida, mas os sapatos, só eles, bastava!



Dorothy quer voltar para a fazenda onde mora com os tios. Não sabe como. Por isso, vai atrás do Mágico de Oz. Segundo informações, ele sabe o caminho. Nessa jornada, ela faz três grandes amigos: um leão covarde, um homem de lata e um espantalho. Uau, formou-se um exército. O exército da amizade. Tem algo mais forte?! A união é capaz de derrotar qualquer soldadinho de chumbo.



Depois de muita aventura, decepções, encontros, tristezas e alegrias, Dorothy percebe que o caminho de volta para casa sempre esteve na sapatilha de rubi.

Acredito que todos nós temos um sapato de rubi, amarelo, azul, preto, lilás. Sentimos-nos deslocados de vez em quando. Achamos que a vida perdeu sentido. E não prestamos atenção que existe um sapato rubi ali piscando para você. Basta prestar um pouco mais de atenção e calçar tudo o que precisamos resgatar, seja proteção, seja liberdade ou coragem. Não abandone os seus sapatos de rubi ao longo da aventura desvairada da vida.


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domingo, 10 de maio de 2009

Queria ser a Coco Chanel

Primeira Chanel que entrei em Paris

"Não há tempo para a monotonia do previsível. Há tempo para o trabalho. E tempo para o amor. Isso nos toma todo o tempo." (Coco Chanel)

"Já que tudo está na nossa cabeça, é melhor a gente não perdê-la." (
Coco Chanel)

Bem pertinho da Chanel

Se eu pudesse escolher ser alguém, seria Coco Chanel. Mademoiselle Chanel. Não só pela sua elegância e estilo - o que é muito mais forte que moda. E sim pela sua personalidade e garra. As frases que Chanel nos deixou de herança são uma prova do que digo. Tenho uma coleção de pensamentos dela. Um deles é: Onde uma mulher deve passar o perfume? Ela respondeu: Onde quiser ser beijada. Fantástica!!!

Na semana passada, o filme "Coco antes de Chanel" estreiou na Europa. Do mesmo diretor de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" e com a mesma atriz, Audrey Tautou, o filme faz uma biografia da estilista francesa desde a época que foi colocada num orfanato. No Brasil, o longa metragem só será lançado em 30 de outubro. Ninguém merece. Vou tentar assistir o filme lá em Paris já que irei para lá mesmo. Ai como sou chique!

Amo Chanel. Lembro-me que quando estive em Paris, separei um dia inteiro só para entrar em quantas lojas Chanel pudesse. Separei o meu melhor vestido para completar a maratona. Andei tanto que precisava mesmo é de ter calçado o meu melhor tênis. Ao entrar nas lojas, fiz a maior cara de trilhardária. Me senti a mulher mais segura do mundo. Se não faz a tal "cara de paisagem", não a tratam direito. É incrível, mas é assim mesmo. Saí de lá, feliz da vida. Sem nenhum par de sapato, mas feliz da vida. Para finalizar o passeio, sentei num banco na Champs Elyssés e devorei um cachorro quente. Bárbaro! E nem um pouco chique.


Um garoto fazendo pipi apareceu na foto

Amo Chanel. Amo as roupas que deixaram as mulheres elegantes e ao mesmo tempo, confortáveis, além de clássicas. Fora isso, a clássica bolsa 255 de matelassê com uma corrente de ouro, que nos deixa bela em qualquer ocasião. Tenho uma! Adorada bolsa. O nome é por causa da data de criação: fevereiro de 1955. Foi a primeira bolso a tiracolo, uma exigência da Chanel já que vivia com as mãos ocupadas.

Quer saber mais? Outro clássico é o sapato fechado com calcanhares à mostra que leva o nome Chanel. Eita mulherzinha danada. Além disso, ela foi a criadora do visual marinheiro e do tailleur, inspirado na praticidade masculina, sem perder o ar feminino.

Chanel, segundo a própria, não era moda Chanel, e sim estilo, antes de tudo. "A moda sai de moda, o estilo, jamais" (Coco Chanel). Adoro a palavra "estilo". Isso sim é a marca registrada de mulheres elegantes.

Chanel era o máximo mesmo. Ela democratizou o vestuário e misturou jóias falsas com o preto. Uma forma de mesclar o contraste da riqueza e do luxo das colegas com a pobreza dela, da sua irmã e de outras orfãs que viviam no mesmo lugar. Para quem não sabe, o internato em que Gabrielle Chanel morou, aceitava crianças pobres, mas também funcionava como escola paga para as ricas filhas da elite da França.

Os "namorados" de Chanel também tiveram influência sobre as suas criações. Li numa revista que os bordados russos vieram da época em que ela se relacionou com o duque Dimitri, 16 anos mais novo que a estilista. Os trajes marinheiros surgiram durante o romance com o duque Westminster, milionário inglês. E por aí vai. Bacanésimo!


Chanel by Carolina

"Eu não entendo como uma mulher pode sair de casa sem se arrumar um pouco - mesmo que por delicadeza. Depois, nunca se sabe, talvez seja o dia em que ela tem um encontro com o destino. E é melhor estar tão bonita quanto for possível para o destino." [ Coco Chanel ]

A baladeira de balonê

Hoje em dia, sair para se divertir é ir para a balada. Baladeiros e baladeiras de plantão estão em todas, não importa o dia, se é domingo ou segunda-feira. Não acho bonito ser baladeira ou baladeiro. Mas se eu tivesse vivido na época do Beatles seria baladeira. A maior delas. Me descabelaria. Seria carregada pela polícia. Faria plantão no aeroporto e acho que desmaiaria no primeiro aceno de um dos garotos de Liverpool. E dos quatro integrantes, faria um pôster do Paul McCartney.

Exagerei! Não faria nada disso não. Mas que seria a maior baladeira da década de 60, ah isso sim! O meu modelito rodado em estampas diversas seria o maior sucesso das matinês e dos encontros nos drive-ins. Dependendo do tema do filme, um ar um pouco mais selvagem, do tipo Olívia Newton John, pós-patricinha, no final de Grease – Nos tempos da brilhantina, incrementaria o meu “look” do dia. Exagerei de novo!


É sábado à noite. Estou aqui no meu incrível computador feliz da vida e sem a menor disposição para me juntar aos baladeiros da cidade. Já me diverti por hoje. Encontrei as amigas, joguei conversa fora e comi até encher as tampas. O dia fechou as suas cortinas. A noite deu o ar da graça e a minha cama me convida para uma grande balada: a balada dos sonhos. Esse aí, meus caros amigos, não tem preço. Quem sabe lá não consigo assistir a um show dos Beatles?! Ou quem sabe voar com a Lucy e seus diamantes na música “Lucy in the sky with diamonds”?!

Mas acho que prefiro caminhar pelos campos de morango de “Strawberry Fields Forever”! Topa? Nem sempre tudo é real mesmo, por que esperar?!

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Carta de amor


ALINE,

Sua carta me tirou o sono ou talvez tenha acentuado a vontade de não dizer nada. Não quero dizer tudo de uma vez. Os casais vivem querendo dizer tudo e não reservam intimidade para estranhar depois. São capazes de virar a noite só para tirar a limpo uma palavra rude ou uma evidência de infidelidade. Somos todos patéticos. Apenas concentramos as forças para nos destruir. Na hora de se ajudar, nos dispersamos. Se aquela noite em que queimamos o estoque de palavrões para um xingar o outro fosse utilizada para uma longa distração de mãos dadas, não acordaríamos tão cansados. Mania de grandeza. Mania de pureza. Desejo te preservar de mim que às vezes exagero no distanciamento. Já te contei que eu me acho ridículo quando levo tua lista ao supermercado? Levanto o papel discretamente do bolso para conferir se peguei as coisas certinho. Não entendo tua letra e sou obrigado a aproximar a folha como um óculos. Um dia, vi as caixas rindo do meu jeito. Como não rir? Meu talento sempre foi o de confundir e complicar. Não sei separar o que vivi do que imaginei ao teu lado. Um dia que não te conto não existiu. Eu não tenho passado. Meu passado também foi pressentimento de ti.

Com amor,

Fernando
(por Fabrício Carpinejar)

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Ontem, brigamos! Perdemos energia um tempão numa guerra de egos. Ele ficou nervoso e brigou na rua. Fui a culpada.

Será que sempre tenho competência de entregar uma lista de supermercados com letra ilegível aos homens que estão ao meu lado? Sinto-me culpada. Eles se sentem ridículos como o Fernando da carta acima. Acham que as caixas estão rindo do jeito deles.

Não foi a primeira vez que alguém me resumiu como prepotente no sentido de diminuir as pessoas. Juro que se fiz isso, de verdade, não foi por querer. Não percebi!

Ás vezes, como diz Carpinejar, desejo preservar os outros de mim pois, às vezes, exagero no distanciamento.

Me sinto culpada!

Acho que sou má de verdade!


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Amôôôôr!!!


Os homens estão exaustos e assustados. Não sabem se mandam flores ou se a chamam para jantar. Não sabem se telefonam ou não. Está na hora de sermos legais com eles. Precisamos mostrar à eles que precisamos deles, mesmo que seja de vez em quando. Não custa nada.

Mais uma vez digo que essa tal de independência feminina assusta. Outro dia o marido de uma amiga me disse que os homens querem sim que mostremos que precisamos deles um pouco. Mostrar uma certa dependência é legal. Nada em excesso, é claro.

Aliás, devo calçar o sapato esquerdo no pé direito e o direito no esquerdo? Ou o contrário? Me ajuda, amôôôôr!

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Não dá para competir!

Estou indignada. Nem a beleza é mais o que é. Tudo é artificial. Ninguém é feio. E duvido alguém que seja bonito de verdade. O dinheiro paga a beleza. Poxa, qual mal que tem em ser feio? Ser feio é doença?!

Bom, lá estava eu, hoje, acessando os meus e-mails quando dou de cara com a notícia de como as famosas mantém a beleza e o quanto gastam em “espécie”. Perdoem-me! Mas meus olhos piscaram e precisei ler aquele "grande" informativo.

Fiquei indignada mais uma vez. Como as famosas mantém a beleza? Que mané manter. Estão construindo uma nova mulher. Aquelas lá não são elas.

Confesso que quase morri de inveja. Adoraria gastar rios de dinheiro para tirar os meus pneus. Ao contrário, quase morro de jogar squash e não consigo sequer enxergar uma medida a menos no meu corpo.

Estou apavorada. Acho que mesmo se eu fosse muito bem renumerada, não teria tempo de submeter-me a massagens, consultas de nutricionista, sessões no esteticista. Ai de mim que sou vaidosa! E como tenho competência para ser dondoca, perua, sei lá. Juro que consigo ser uma escrava da beleza. Aliás, isso já sou.

Outro dia assisti um filme com a Angeline Jolie, bem no início da carreira dela, e não vi nada demais. Aliás, vi sim uns seios bem caídos, enormes e caídos! A mulher simplesmente gasta US$ 400 por dia com uma máscara de caviar para o rosto. Caracas, não dá para competir!

É isso aí! E o mundo está cada vez mais “bonito”. Digo “bonito” por fora. E ser feio hoje é pecado. Ser bonito é ter status.

Celebridades que não sentem dó em colocar a mão no bolso quando o assunto é beleza:

Madonna: pagou milhões de dólares para poder montar uma academia de ginástica em sua casa, localizada em Londres. A loira ainda gasta US$ 120 mil ao ano com a "Kabbalah Water", uma água que promete deixar o corpo mais "puro por dentro".

Angelina Jolie: Aos 33 anos, a atriz está preocupada com a ação do tempo. De acordo com o site "In Touch", a estrela já experimentou todos os cremes com ação antirrugas que possam existir. Ela gasta US$ 400 por dia com uma máscara facial de caviar. Recentemente, ela entrou em uma dieta radical a base de pimenta e limão com o intuito de desintoxicar o corpo e conseguiu perder 9 kg em 20 dias.
Me lembrou o Steve Buceman

Katie Holmes (essa aqui tem cara de cachorrinho de madame):
Durante a divulgação do filme "Operação Valquíria" de Tom Cruise no Japão, Katie Holmes gastou uma fortuna. Para arrumar os cabelos, ela desembolsou quase três mil dólares. Para clarear os dentes foram mais 29 mil, dez mil para os demais tratamentos estéticos e uma maquiagem de mil e 500 dólares para finalizar. No final das contas, a passadinha pelo salão de beleza custou cerca de 40 mil dólares.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

UM TRUQUE DAS MULHERES

Não há como esquecer uma mulher. Desista, é trabalho em vão. Nem a pior cachaça do mundo servirá como borracha. Ficará de ressaca, enxaqueca e ainda lembrando dela.

Não há como esquecer uma mulher já que ela sempre esquecerá algo em sua casa. É um segredo feminino confiado de geração a geração. Um sintoma da ubiqüidade. Uma lição que deve ter sido transmitida numa aula de educação moral e cívica que os homens faltaram para jogar futebol.

Conheceu alguma beldade que não deixou um brinco ou uma pulseira em sua cômoda? Na primeira vez, dirá coitada e tentará correr para devolver. Mas aprenderá que não é justo sofrer e acelerar a garganta. Ela voltará para resgatar a peça. Mesmo que atrasada meia hora ao serviço, voltará com o ar cortado e lhe dará um último beijo e entenderá que o último beijo antes havia sido o penúltimo e inicia o vício de não se despedir mais.

É um lapso consciente para despertar novamente a vontade e largar pistas da exagerada existência pelos seus hábitos. Não é nenhum ato falho, acidente, está no sangue dela plantar provas e cultivar lembranças.

Quando apaixonada, será uma gincana. Mulher foi um motoboy na encarnação anterior. Trocam um longo abraço, confessam adoração pela noite passada, ela desaparece no corredor. Você regressa ao sono. Dez minutos depois, toca a campainha. - Desculpa, esqueci o celular! Desconfia que ela somente reapareceu para ver o que estava fazendo. Mas não conseguiu fazer nada.

Suspira um "avoada" com ternura. Retoma a tranqüilidade dos travesseiros e logo estala a campainha. - Ai, desculpa, esqueci os óculos. Sem eles, não dá para agüentar o sol. Mantém uma sonolência generosa. Ajuda a procurar, sofre com a confusão do quarto e acena em definitivo com os lábios. Suspira um "desajeitada" com ternura. Recolhe-se nas cobertas até que ela decide bater na porta para não enjoar a campainha. - Não sei o que está acontecendo comigo...Esqueci a presilha, meus cabelos ficam loucos de manhã.

O porteiro não assimila o vaivém de mudança. Procura um caminhão de frete oculto na esquina. Não pode dormir mais. Senta, recapitula o relacionamento e espera o próximo descuido. Se houver uma quarta vez, é o momento de entregar o apartamento. Ou de se entregar.

(Fabrício Carpinejar)


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Fomos transformadas em estrelas pornôs


Somos mulheres reais. Não tão assustadoras, predatórias ou exigentes. Somos mulheres reais, fortes, orgulhosas, brilhantes, independentes e poderosas. E temos sim fraquezas. Todos têm. Não somos perfeitas.

O duro é que mulheres reais assustam os homens. Isso não é desculpa não, ele pode sim estar afim de você, mas morrendo de medo. Daí, achamos que temos que competir com as mulheres perfeitas dos filmes ou do vizinho e as estrelas pornôs. Eles amam isso, ficam horas na internet, e adoram filmes proibidos para menores. Essas mulheres são fantasias. Não vão exigir nada nem vão reclamar se ele resolveu fazer algo que a desagrada.

Lamentavelmente, não aceitamos isso muito bem e acabamos tentando ser uma estrela pornô, a “mulher perfeita”. Fazemos de tudo para nos mantermos atualizadas. Usamos calcinhas descoladas, clareamos os dentes, vamos ao esteticista, usamos sutiã com enchimento, e o banho se torna um ritual longo, seguido de óleos anticelulíticos, e que combatem os radicais livres.

Algumas de nós até fazem cirurgias plásticas e se vestem como se fossem carne nobre, de primeira. É uma vitrine. Ah, a minha alcatra é fantástica. E o meu lombo, nem te conto! Fomos transformadas em estrelas pornôs.

E isso é um grande problema. Isso, na real, afugentou os homens, digo os homens legais. Os que querem uma estrela pornô estão sempre por aí – tarde da noite, inclusive aos domingos e segundas, à espreita – apenas para desaparecerem à luz da manhã.

De verdade, de verdade, os homens não querem acordar em plena luz do dia com sucrilhos e leite, jornal e bate-papo com a estrela pornô. Não quer perguntar o porquê dela ter adormecido bem no meio do programa da Discovery Channel sobre a manutenção de pontes americanas, na noite anterior. O cara não quer olhar a estrela pornô à luz do dia, entre os lençóis brancos de algodão egípcio e as fotografias dos labradores, e da família, durante o último natal em Araguari.

As estrelas pornôs devem desaparecer como se fossem uma nuvem de fumaça ao amanhecer. Pense nos germes!!! Não há isso no escuro. Nem sucrilhos e leite, labradores felizes ou família, quando o cara está com uma estrela pornô. Ela não é real. É fantasia. E os homens gostam assim. Gostam de sair da realidade de vez em quando. E acabamos por estragar a fantasia quando agimos como estrela pornô. Estamos tornando-a real.

E agora?

imagem: http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com

terça-feira, 5 de maio de 2009

O que um chanel nº 5 pode proporcionar!




Já ouviu falar que red bull (o energizante) lhe dá asas? Pois é. Infeliz comparação. Mas foi o que senti ao assistir a propaganda - vídeo do perfume chanel nº 5.

Glamour, elegância, pecado, luxúria, prazer, conforto, beleza. Ufa! Quanta beleza. O vídeo permitiu que eu sentisse o agradável olor e deu forma às asas da minha imaginação.

Ninguém mais ninguém menos que Jean-Pierre Jeunet dirigiu as filmagens da elegante propaganda. Para quem não se lembra, ele é o diretor do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. Parfait!!!


Aliás, a própria Amélie, na realidade, Audrey Tatou é a estrela do comercial. As filmagens foram gravadas no glamouroso Expresso do Oriente, inaugurado em 1883 e funciona até hoje. No seu ápice, ligava Paris à Constantinopla (hoje, Istambul). Foi considerado um dos trens mais luxuosos do mundo, com passageiros que incluíam desde burgueses milionários até membros da aristocracia européia.

Atualmente, o trajeto do Expresso do Oriente se restringe apenas a Paris – Viena. E de dois anos para cá, Estraburgo – Viena. Nada mal. Mais uma ideia para a minha viagem de outubro para a Europa. Sei que é caro. Mas, como na propaganda da Mastecard, há momentos que não há preço. Aí sim, me sentirei como na música Sentimental Journey, de Doris Day, citada no texto
Todos à Bordo.

Para completar tanta beleza, a música da propaganda é coroada por Billie Holiday, em “I´m a fool to want you”.

I'm a Fool To Want You (Billie Holiday)

I'm a fool to want you
I'm a fool to want you
To want a love that can't be true
A love that's there for others too

I'm a fool to hold you
Such a fool to hold you
To seek a kiss not mine alone
To share a kiss that Devil has known

Time and time again
I said I'd leave you
Time and time again
I went away
But then would come the time when
I would need you
And once again these words
I had to say

Take me back, I love you ...
I need you
I know it's wrong, it must be wrong
But right or wrong I can't get along
Without you

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Expresso_do_Oriente


AMO CHANEL. MAIS CHANEL:

Note que as músicas são muito bem escolhidas.











segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mulheres inteligentes sabem que é difícil ser inteligente


Mulheres inteligentes sabem que muitos relacionamentos sequer tinham que ter começado. Descobri, de uns tempos para cá, que inteligência emocional é mil vezes melhor que “paixonite” emocional, ou melhor, “burrice” emocional.

Infelizmente, ou felizmente, como escrevi outro dia, as mulheres são loucas mesmos. E acho que uma parcela mínima é inteligente. Bom para eles. Podre para elas. Que vão passar noites chorando e esperando telefonemas que nunca vão receber. Vamos combinar né, chorar é algo que se faz em casamentos e funerais e não nas noites de sexta e sábado.

Se dói, provavelmente não é bom para você. Por que insistir? Sempre acaba e nada é para sempre. E sabe o que é muito legal? É começar tudo de novo. Flerte, sair para jantar, ir ao cinema, enfim, tudo pela primeira vez novamente. Adoro isso. Ridículo é ficar com mágoas, traumas, valorizando o outro, culpando o outro. Gente, a fila anda. Anda não, patina, voa, escorrega.

Não tenho traumas. Mas, ultimamente, tenho tido “abuso” dos que passaram pela minha vida. É abuso mesmo. Aprendi essa palavra com a Cibele, uma cearense arretada que vive em Madri (minha irmã de coração). Abuso é meio que nojo misturado com falta de paciência. Sabe quando você não aguenta nem escutar a voz de uma pessoa?! Isso é abuso. Preferia ter raiva. Raiva passa, vai embora. Fazer o que né?! Agora tenho sido mais inteligente do que o usual.

E mulheres inteligentes sabem que é difícil ser inteligente. Mas não custa nada tentar. Não acham?

Imagem: http://images.google.com.br/

sábado, 2 de maio de 2009

Ontem


Ontem ele lavou meus pés com água mineral na saída da festa

Ontem ele me pegou no colo para que não sujasse os pés novamente

Ontem ele mostrou ciúmes de mim

Ontem ele mostrou zelo

Ontem ele se divertiu comigo

Ontem ele dançou comigo

Ontem ele falou que eu estava linda

Ontem ele disse que o meu rabo-de-cavalo me deixou linda

Ontem ele disse que a minha franja é linda

Como é que será amanhã? Continuarei linda também?!

imagem: leloveimage

It´s a good day


"Cause it's a good day for payin' your bills
And it's a good day for curin' your ills
So take a deep breath and throw away your pills
Cause it's a good day from morning till night"





Amo Peggy Lee. Ouví-la é se transportar. É voltar 40, 50 anos e sentir saudades de um tempo que nem sequer viveu.

O som do piano de cauda na penumbra, a fumaça do cigarro na sombra, e todos aqueles chapéus dignos de homens elegantes. E claro, a Peggy, elegantemente trajada no seu vestido longo, arrematando o "look" com uma flor de pano nos cabelos. Puro charme!

As músicas eram muito charmosas. A alegria do piano era contagiante. As letras refletiam mesmo o que queríamos expressar, seja no momento de acordar ou dormir. Não só Peggy Lee, como Billie Holiday, Nina Simone, Ella Fitzgerald, Bessie Smith cantavam os seus males, colocavam todo aquele sofrimento para fora. Saravá!!!

Mas hoje quero comentar It´s a good day! Como a Peggy Lee mesmo dizia: hoje é um bom dia de curar as mágoas, pagar as contas, cantar uma canção. E o que pode dar errado num dia como esse? Nada.

Bom dia, sol!

Hoje estou radiante!