terça-feira, 26 de maio de 2009

Liberdade, hoje, é não se importar com o outro!

Um quadro que pintei!

Liberdade é ter responsabilidade. Como diz Fabrício Carpinejar, o escritor, ele nunca se sentiu tão livre quando tinha que cuidar dos irmãos menores enquanto a mãe estava no trabalho.

Liberdade, hoje, parece que é não se importar com o outro. É fácil esquecer amores, amizades, empregos. Não percebo resistência, luta por uma paixão, superação das dificuldades, persistência por um ideal, leitura de lábios, dedicação exagerada e até irritante.

Não se faz mais um samba por uma dor-de-cotovelo ou em nome de qualquer parte do corpo. Não se toma um porre para chorar em público por uma mulher. As relações se esgotam em um torpedo.

No primeiro empecilho, troca-se de par, troca-se de casa, troca-se de rosto, troca-se de roupa, troca-se de ideologia. Se ela não está a fim de mim, digo azar e não procuro a sorte. Onde estão os obsessivos? Onde estão os fiéis? Onde estão os que acreditam tanto na dúvida que a transformam em confiança?”

Eita, mas esse Fabrício Carpinejar é o bicho mesmo. Sinto exatamente como ele disse acima. E já comentei isso aqui no blog. As pessoas se esquecem muito rápido, e no primeiro obstáculo, troca-se de par. Não há tolerância, muito menos resistência. O que está acontecendo? Alguém consegue me explicar ?????

Hoje em dia, não se pode reprovar coisa alguma, não se escolhe, não se renuncia. Qualquer pedido vira cobrança. E COBRANÇA, ó COBRANÇA, é um pecado mortal, atualmente. É um defeito. Não se pode perguntar para a outra pessoa qual o porquê de não ter sido convidada (o) para se sentar à mesa do bar.

Somos condenados à felicidade, como se ela fosse um direito constitucional. É obrigatório ser feliz, é obrigatório emagrecer. Quanta pressão! Dessa forma, fica difícil manter a espontaneidade sendo cobrado. Isso sim é cobrança. O que devia ser uma conquista tornou-se uma culpa.

“Sexo com amor, política com amor, ética com amor, amizade com amor é bem melhor. E natural. Ainda que demore, durará mais do que uma mentira”.

Um comentário:

Thomaz disse...

Concordo plenamente em alguns aspectos.
Atualmente o ter parece mais importante do que o ser. Ter bens, ter milhões de amigos nesses sites de relacionamento e não conversar ou não conhecer nem 5% deles, ter coisas e pessoas fúteis ao seu redor e se achar o ultimo bis da caixa entre outras coisas. De fato pessoas que se importam em ser e se aperfeiçoar tendo como base valores morais, confiança, amor verdadeiro, companheirismo entre outras coisas e valores já perdidos no tempo são pessoas raras de se achar.