quinta-feira, 30 de abril de 2009

Propaganda Fantástica

video

A tampa da panela


I´M FAR FROM PERFECT. BUT I WILL BE PERFECT FOR THAT IMPERFECT SOMEONE WHO IS PERFECT OF ME.


Achei a frase meiga. E só!

Isso não quer dizer que estou à procura.


imagem: http://www.blogbrasil.com.br

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Deixe o meu tricô em paz!


Elas se cansaram do tricô. Eu não, eu não!

A música "Alegria, Alegria", do Caetano Veloso, provocou nostalgia. Não aquela ruim, aquela boa mesmo, envolvendo saudades.

Lembrei da primeira vez que a minissérie Anos Rebeldes foi exibida na tv. Era criança. Me amarrei em tudo: na trilha sonora, nas imagens em preto e branco, nas imagens coloridas, nas imagens reais resgatadas, no João Alfredo e na Maria Lúcia, nas rodinhas de violão, no Edgar, nas festas da Heloísa, em tudo!

Sonhava com tudo aquilo. Me transportava sem nem mesmo fechar os olhos.

O amor de João e Maria Lúcia era lindo. Mas separados pela ditadura, e cansada de ideologias, ela se casou com o Edgar. Excelente escolha. Tá vendo que nem tudo é lindo?

A Heloísa, ah a Heloísa, era eu. A personagem era popular, vivia rodeada de amigos, e as festas sempre eram na casa dela. Acho que o primeiro porre de todo o pessoal da escola aconteceu na minha casa. Na época tudo era motivo para nos reunirmos. Estava frio? Fondue. Dias das bruxas? Festa à fantasia. Intercâmbio de ciclano? Bota fora na casa da Carol.

Heloísa, mesmo sendo filhinha de papai, não deixou que isso afetasse a sua inteligência. Lutou, lutou tanto na ditadura, que morreu. Ah, isso eu não faria não.



Não sou nem um pouco revolucionária. A mulher só se dá mal. Por que foi revolucionar e queimar sutiã em praça pública? Independência, né, independência. Fala sério. Que MANÉ INDEPENDÊNCIA? Ficou muito pior.

Trabalhamos igual aos homens, ou até mais. E o salário dificilmente é superior ao deles. Com a diferença que eles nem precisam fazer as unhas, hidratar os cabelos ou levar absorvente na bolsa. Independência é o cacete!

E se cairmos na bobagem de casar, aí é que lascou tudo mesmo. Rotina tripla. Será que sobra tempo para fazer as unhas, hidratar os cabelos, ou jogar squash (se não ele vai reclamar do seu pandeiro flácido)?

Acho que não, meu caro, acho que não. Se for independência...que seja INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL já!

Abaixo ao feminismo! Prefiro ser feminina. Sei até fazer tricô!





imagens:
http://api.ning.com/
RISO%20MUNDIAL%20N28_0001_capa_t0

Eu vou! Por que não?



Agora não tem jeito mais! Eu vou. Já paguei.

Lá vou eu para mais uma viagem. “Quero seguir vivendo”, como diz Caetano Veloso.

Eu vou...

Com lenço, com documento
E se tudo der certo (e vai dar), com dinheiro no bolso, nas mãos, na mala (afinal tenho até outubro para isso)

Eu vou...

Com muita curiosidade, com muita alegria

Eu vou...

Com muita fome, com muita sede de viver novos momentos

Eu vou...

Por que não?

imagem: http://spe.fotolog.com/photo/

terça-feira, 28 de abril de 2009

Onde problemas derretem como pastilhas de limão


“E os sonhos que você se atreve a sonhar
Realmente se realizam

Um dia eu farei um pedido a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estejam longe

Detrás de mim
Onde os problemas derretam como pastilhas de limão

Longe do topo das chaminés
E lá você me encontrará”

Somewhere over the rainbow (Em Algum Lugar Sobre O Arco-íris)




Quero que os meus problemas derretam como pastilhas de limão

Quero encontrar o sentido da vida novamente

Quero trabalhar menos e ganhar melhor

Quero uma loja de chocolates

Quero ir ao salão de beleza sem pressa e não na hora do almoço

Quero encontrar sempre vagas para estacionar o meu carro onde precisar

Quero dirigir pelas ruas da cidade sem empacar no trânsito

Quero acordar só quando o sono acabar

Quero caber em todas as minhas roupas sempre

Quero um closet

Quero que o meu cabeleireiro sempre esteja disponível

Quero que o lava-jato esteja livre quando precisar lavar o meu carro

Quero viajar de forma tranqüila

Quero tirar férias


Quero morar sozinha, sem marido, sem pai nem mãe

Quero uma casa, e que seja no campo, onde eu possa criar os meus cães, fazer uma horta, e tocar piano a hora que eu quiser...

Quero apenas qualidade de vida. Qualidade de vida que preciso ter.

Será que é tão impossível assim? Não quero sonhar, nem gosto. Só sei que quero! E tem de ser logo.

imagem: http://4.bp.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ainda bem que sou travessa

“I thought love was only true in fairy tales” (I´m a believer)



Outro dia li que todas as mulheres são loucas. Se ser louca for o contrário de ser boba, então tá! Somos loucas sim. E prefiro assim. Mulheres que tem vontade de viver até a última gota.

As que não são loucas são as boazinhas, dóceis, amáveis, descansadas. Vadre reto satanás! Prefiro a primeira opção.

Não sou louca nem boazinha. Talvez travessa? Arredia? E mal comportada? Vai saber! Só quero quebrar regras. Isso não quer dizer que eu vá trabalhar de pantufas algum dia.

Acho que sou má (não foi eu que disse, não foi eu). Mas não tão má. Juro!

É...somos loucas mesmo.

Queremos ser resgatadas da torre do castelo, que abram pontes com a sua espada mágica.

Queremos que façam loucuras por nós, que nos carreguem no colo quando estivermos com sono.

Queremos que tenham fome de nós, que dêem duro, que sejam criativos.

Adoramos quando nos prometem a lua. Mesmo sem acreditar. Há ainda gente que acredite! Mas não vamos quebrar o clima.

Adoramos quando admiram nossos olhos, cabelos, boca... e o vestido que colocamos para ir à festa.

Concordo plenamente com o fato de as mulheres serem loucas. Elas acreditam no amor. E assistiram o Shrek...que encontrou o amor, mesmo achando que isso só existisse em contos de fada. Lembram da música "I´m a believer", no filme?!






I'm A Believer (The monkees)

I thought love was only true in fairy tales
Meant for someone else but not for me.
Oh, love was out to get me
That's the way it seems
Disappointment haunted all my dreams.

Then I saw her face
Now I'm a believer.
Not a trace
Of doubt in my mind.
I'm in love
(oooooo)
I'm a believer, I couldn't leave her
if I tried

I thought love was more or less a given thing
The more I gave the less I got, Oh Yeah
What's the use of trying
All you get is pain
When I wanted sunshine I got rain

Then I saw her face,
Now i'm a believer.
Not a trace
Of doubt in my mind.
I'm in love
I'm a believer, I couldn't leave her
if I tried

What's the use in tyring
All you get is pain
When I wanted Sunshine I got rain!

Yes I saw her face,
Now I'm a believer.
No not a trace
Of doubt in my mind.
Said I'm a believer, yeah yeah....

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Quero é mais saúde!


É isso mesmo! Quero é mais saúde. Cansei de lero lero e de escutar opiniões de como ter um mundo melhor, como diz a Rita Lee. E de uns tempos para cá, passei a cuidar mais de mim.

Dá licença? Vou sair do sério. Ninguém sai de cima e fica esse “chove-não-molha”.

“As águas vão rolar”. Sempre rolam. Provocam tempestades. Saúde para enfrentar tudo!

“Mas não vou chorar, se por acaso morrer o coração”. Saúde para aguentar o imprevisto!

“Isso é sinal que amei demais”. Isso quer dizer que precisa de mais saúde, vitamina C para o coração, termômetro e remédio para desentupir a paciência... SAÚDE!

“Mas enquanto estou viva, cheia de graça, talvez ainda faça um “monte” de gente feliz!” (Saúde, Rita Lee)


quinta-feira, 23 de abril de 2009

E QUEM DISSE QUE ROSQUINHAS PRECISAM DE CREAM CHEESE?

Gostou? Leia o texto abaixo.


imagem: leloveimage

Ninguém é feito um para o outro


Uma vez deixei no carro de um ex-namorado, na época namorado, um CD com apenas uma música gravada: “Nós somos feitos um para o outro”, do Lulu Santos. Para não perder todo o sentido da declaração de amor, escrevi no cd “Preste atenção”. É claro que ele adorou! Escutou a música 500 vezes sozinho. E mais outras 500 vezes comigo.

O mais engraçado é que tinha a certeza de que realmente éramos feitos um para o outro. Não imaginei brigas. Não imaginei distância. E, na minha mente, estaríamos juntos na alegria e na tristeza, para sempre!

Sabe que na real, um ser a tampa e outro a panela, é apenas poesia. É lindo, mas pura poesia.

É como se o pingüim não pudesse existir sem a geladeira. Ou vice-versa. E o bidê sem o vaso sanitário. Ou o contrário. Quanta besteira!

Ainda existe bidê por aí?




É um fato conhecido!

Você não se apaixona por alguém.

Você não se apaixona pela pessoa real.

Você se apaixona pela pessoa de sua imaginação.

E enquanto vocês não vivem juntos, e você vê o outro da sua sacada...

Ou você o encontra na praia por alguns minutos, ou você segura suas mãos no cinema, você começa a sentir:

“Somos feitos um para o outro”.

Mas ninguém é feito um para o outro.

Você vai projetando mais e mais imaginação sobre o outro, inconscientemente.

Você cria uma certa aura em torno dele e ele cria uma certa aura em torno de você.

Tudo parece ser lindo, porque você faz tudo parecer lindo, sonhando, evitando a realidade.

E ambos ficam sonhando, tentando de todas as formas possíveis não perturbar a imaginação do outro.

Assim, a mulher se comporta do jeito que o homem quer que ela se comporte.

O homem se comporta do jeito que a mulher quer que ele se comporte.

Mas isso só pode durar alguns minutos ou algumas horas no máximo.

Uma vez que vocês se casem e tenham que viver juntos vinte e quatro horas por dia, torna-se uma carga pesada continuar fingindo alguma coisa que você não é.

Preencher a imaginação do homem ou da mulher, por quanto tempo você pode continuar representando?

Mas cedo ou mais tarde torna-se um peso e você começa a se vingar.

Você começa a destruir toda a imaginação que o homem criou em torno de você, porque você não quer ficar aprisionada nela; você quer se livrar daquilo e ser você mesma.

E a mesma é a situação com o homem: ele quer se livrar e ser ele mesmo. E esse é o conflito entre todos os amantes, em todas as relações.

A realidade é: somos sozinhos e estranhos. E será muito melhor se aceitarmos a verdade básica de que somos estranhos.

Podemos saber o nome um do outro, podemos ter visto o rosto um do outro muitas vezes – isso não importa.

Nossos seres estão tão escondidos e tão lá no fundo, que não há como poder tocar o ser de alguém, ou possa ver o ser de alguém – e é aí que reside toda a estranheza. Mas não acho que isso seja uma catástrofe. Pelo contrário sinto isso como uma benção.

Se não fôssemos estranhos seríamos robôs. Nossa estranheza nos dá individualidade, singularidade.



O texto acima é do grande mestre indiano Osho, autor de mais de mil pensamentos. Aprenda com ele, sempre que puder. Fiz apenas algumas alterações e mudei o título.

imagens: leloveimage

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Janelas são vitrines




Quando era criança, a professora pediu que o tema "Janela" fosse o motivo da redação! Pensei: que loucura! O que vou fazer? Achei a tarefa árdua no início. Mas com a ajuda da minha mãe, o pensamento criou asas.

Acabei escrevendo a história de uma janela mineira que
assistiu a vários acontecimentos. Aniversários, casamentos, nascimentos, funerais, travessuras, brigas...ai se aquela janela falasse.

A janela ainda existe. Mora num Sobrado lá em Araguari. Acompanhou várias gerações da minha família. E o destino ainda não a aposentou. A casa ainda é nossa e guarda a memória de toda uma ascendência.



Janelas são poderosas. Não importa a idade ou local.

Janelas enxergam os dois lados: dentro e fora. Sabe quem está chegando, mas não avisa.

Janelas são vitrines. E vitrines, como diz Gilberto Gil, são sonhos guardados perdidos em claros cofres.



Imagens:
http://apoiofraterno.files.wordpress.com
http://3.bp.blogspot.com
http://www.apena.rcts.pt

terça-feira, 21 de abril de 2009

Todos à bordo

Toscana, na Itália

Doris Day canta uma música chamada Sentimental Journey. É perfeita. O título significa Jornada Sentimental. Ela simplesmente resolve viajar. E conta os dias, as horas, os minutos para o tal esperado dia do embarque. Ela quer renovar as lembranças, as velhas memórias. Viagem é ótimo para isso!

Também resolvi viajar. Vai demorar um pouco. Terei que esperar meses. E não só contar dias, horas, minutos.

O roteiro está pronto. A mala à espera. Ainda não tenho a passagem. Nem reservei hotel. Nem quero. Viajar é uma arte. E arte é libertação. Adoro viajar.

A cada viagem, um novo diário, uma nova reportagem, um novo álbum de fotografias e um sorriso no rosto que nenhum macho ousaria botar defeito.

Viajante de verdade, estuda! Sabe tudo do país escolhido. E com maestria deixa o pensamento viajar também.

Viajar é necessário. É uma pausa na rotina em nossas vidas. Não precisa ser um luxo. Só de ir até Araguari (em MG) já me sinto melhor. Renovo as energias.

Há várias formas de viajar. Tem gente que viaja, mas viaja só de corpo. A cabeça ficou lá na cidade natal. Outros só tiram foto. Nem sabe o que significa. E nem tenta saber. E tem gente que não viaja. Só sei que cada maneira de viajar revela muito da personalidade da pessoa.

Me considero profissional no assunto. Saber viajar como disse é uma habilidade. É como saber costurar, pintar, cozinhar. Só não consigo fazer malas pequenas. E dizem que todo bom viajante carrega malas bem reduzidas. Não dá. Para mim não dá.

Bom, a Itália me espera. Os guias de viagens que me aguardem. O google e o youtube também. Agora tenho mais um motivo para sonhar...e esperar!





Vou embarcar numa jornada sentimental
Vou deixar meu coração em tranqüilidade
Vou embarcar numa jornada sentimental
Para renovar velhas memórias

Eu tenho minha mala, tenho a minha reserva
Gastei cada centavo que podia pagar
Como uma criança numa expectativa selvagem
Eu quero muito ouvir aquele; "Todos à bordo!"

Sete, essa é a hora que nós sairemos – às sete
Eu vou esperar pelo paraíso
Contando cada milha da ferrovia – isso me traz para trás
Eu nunca pensei que meu coração pudesse ser tão ansioso
Por que eu decidi viajar


Vou embarcar numa jornada sentimental
Uma jornada sentimental para casa




Cortona, na Itália

imagens: www.almondo.com
Jornal O Globo

sexta-feira, 17 de abril de 2009

One more kiss dear!



Adoro fotos de despedidas. São felizes, espontâneas! Tem-se a certeza de que haverá o reencontro. Bem que...adoro fotos de reencontros também. Tem aquela do casal em frente ao Hôtel de Ville, em Paris, que é bacana.

A imagem acima, mais especificamente, parece vir com fundo musical. Eu colocaria "One more kiss dear", do filme Blade Runner.

Aliás, acredito que todo casal que se preze tem que ter a sua música, como se fosse trilha sonora. E mais uma vez, usarei a palavra espontaneidade. As canções, as cartas, os e-mails, mensagens surgem de forma natural quando o sentimento é real. É sintonia!

Sintonia é importante. Não adianta juntar um cantor punk com uma pianista clássica. Pode até dar um som maneiro...meio esquisito, mas maneiro. Mas o que é maneiro, é moda, e passa. Vai embora que nem um foguete.

Música é lembrança. Tenho uma para cada amiga, para cada viagem, para cada momento. E sabe o que é isso? É percepção, é prestar a atenção.

Ficar plantada, esperando pelo metrô em Paris, pode ser uma experiência interessante. Espere, pare, pense um pouquinho, escute a música no fundo, leia os cartazes distribuídos pela paredes. Uma foto antiga, uma frase interessante, e uma música que guardará aquele momento para sempre. Momento aquele que nunca voltará.




One More Kiss Dear
Composição: Vangelis

One more kiss, dear
One more sigh
Only this, dear
It's goodbye
For our love is such pain
And such pleasure
And I'll treasure till I die
So for now, dear
Au revoir, madame

But I'm how-d'ye, not farewell
For in time we may have a love's glory
Our love story to tell

Just as every autumn
Leaves fall from the tree
Tumble to the ground and die
So in the springtime
Like sweet memories
They will return as will I

Like the sun, dear
Upon high
We'll return, dear
To the sky
And we'll banish the pain and the sorrow
Until tomorrow goodbye
one more kiss, dear
One more sigh
Only this, dear
Is goodbye
For our love is such passion
And such pleasure
And I'll treasure till I die

Like the sun, dear
Upon high
We'll return, dear
To the sky
And we'll banish the pain and the sorrow
Until tomorrow goodbye

imagem: leloveimage.blogspot

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O cafajeste é propaganda enganosa



Um cafajeste é um cafajeste. Assim é que devia ser...ou nunca ter sido. Ao ler uma revista feminina, recentemente, fiquei extasiada: a publicação enumerou os tipos de cafajestes. É isso mesmo! Classificaram os “filhos” da “piiiii”. E o pior de tudo: é possível sim catalogar esses, esses, esses aí!!!

Uma coisa é certa. Só se dá amor se recebeu amor, principalmente na infância. É uma questão cultural. Uma criança mal amada é um potencial cafajeste ao se tornar adulto.

Fabrício Carpinejar, o meu escritor predileto, diz que “o cafajeste é propaganda enganosa”. Ei, peraí, essa frase é minha! Aprendi com uma pessoa ao qual perdi só dois anos do meu precioso tempo.

É preciso ser inteligente. Encontros servem mesmo para fazer uma pesquisa de campo. Pergunte mesmo. Descubra como foi o relacionamento do “candidato” com a mãe, o pai, e por aí vai. É muito mais importante do que tentar saber de ex. Garanto! Vá direto na raiz. Dependendo da resposta, dê no pé, simplifique. Seja inteligente!

Amigas, diante disso, acredito que deveria compartilhar, de forma resumida, os tipos de cafajestes publicados na revista. Então vamos lá! Talvez ainda dê tempo de enxergar o sinal amarelo a tempo de frear na próxima vez que um cafajeste cruzar o seu caminho.

Ou então...aprender como se tornar uma “cafajesta”! Quem
disse que só queremos envolvimento?! Nem sempre, meu caro, nem sempre!


O Insensível

É como um marinheiro. Uma em cada porto. Não quer envolvimento. Só quer curtir ao lado de uma mulher. Ou várias! Tem o dom de desaparecer antes mesmo do romance ter começado. E você sofre porque já está envolvida. O que ele pode fazer? Nunca lhe prometeu nada mesmo.

Por que ele é assim?

Não foi amado o suficiente quando criança. Não sabe o que é o amor. A relação é vista como perigo, pois ameaça o seu egocentrismo e freia as suas aventuras.

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O Predador

Consumista, enxerga as mulheres em vitrines e coloca data de vencimento, raramente ultrapassando um fim de semana. Acha-se irresistível. Gosta de ostentar (xi, conheço isso). Está sempre disposto a fazer promessas eternas.

Por que ele é assim?

Tem auto-estima baixíssima. Amar não é a sua prioridade. Já ocupam todo o seu tempo com ambições profissionais e sociais.

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O Dominador

Sufoca, esmaga e destrói. Os três quilos perdidos são comemorados com a desagradável frase: “você não tem mais peitos”. Impõe seu ponto de vista como se fosse um especialista, seja qual for o assunto.

Por que ele é assim?

A sobrevivência psíquica dele está ligada a depreciação dos outros. Ao oprimir, ele se sente poderoso.

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O Narcisista

Charmoso e cativante até você cometer o “erro” de ter problemas. Diante de depressão, doença, dificuldades no trabalho, desemprego, enfim, ele sai pela tangente. Sonha em formar um casal tão perfeito que faria o Ken e a Barbie morrerem de inveja.

Por que ele é assim?

Não tem auto-estima devido a decepções precoces. Mal amado, não amado, rejeitado, o que resta senão amar a si mesmo?

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O Medroso

Quando percebe que você está pronta para transformar o “eu” em “nós”, ele entrará em pânico e sumirá do mapa. Recusará (até por e-mails) programas que ele mesmo planejou com você.

Por que ele é assim?

Tem medo de ser traído ou abandonado. Sua infância não permitiu elaborar bases sólidas para que seu narcisismo aceite que amar é também correr risco e sofrer. Como relações afetivas não oferecem garantias, alguns preferem fugir.

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O Mentiroso


Nunca sabe o hotel em que esteve, inventa reuniões de trabalho em pleno domingo e por aí vai.

Por que ele é assim?

Ele construiu uma imagem negativas das mulheres, que vê como poderosas, logo, perigosas.

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O Desapegado

Não se arrisca. Você sempre o leva para a casa e ele parte às 3 horas, sem dar explicações, sem tomar o café-da-manhã a dois. Não aparece em público com você. Jamais tiram férias juntos. Apaixonada você nem percebe. Até ele desaparecer.

Por que ele é assim?

O amor é para ele uma complicação a mais. Idealiza demais e como encontrar a perfeição é impossível, seus relacionamentos são sempre mornos.

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O Adolescente

Mesmo comprometido, continua a se ver como um garoto solteiro. Os amigos são a prioridade, e tranquilamente, a abandonará num final de semana por qualquer diversão com eles. Colocará os pés na mesa e nunca os pratos na pia. Ele a vê como a mamãe-empregada-gueixa.

Por que ele é assim?

Foi criado com a idéia de que as mulheres devem servir aos homens.

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O Perverso

Atencioso no começo, faz você se sentir a “eleita”. Finge reciprocidade e a deixa viciada nele. Mas quando você mostra que foi fisgada, o comportamento dele muda. Apenas na intimidade. Em público, ele se mostra o príncipe encantado para todos os seus amigos.

Por que ele é assim?

Diante da recusa dele, a mulher se vê obrigada a fazer exigências e dar respostas que a levam cometer erros. E ele sempre enfatiza esses “erros” para lembrar sua nulidade. Normalmente, esse homem foi machucado na infância e tenta sobreviver da forma como aprendeu. Para muitos, é impossível não associar o amor ao ódio.

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TEXTO: Cafajestes, como identificá-los.

OUTRO TEXTO: Como reconhecer um cafajeste

imagens:
1.bp.blogspot.com
4.bp.blogspot.com
3.bp.blogspot.com

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vida louca vida


“Já que eu não posso te levar. Quero que você me leve” (Cazuza)

Um dia desses escutei a música do Cazuza. Prestei atenção na letra. Senti o cansaço dele pela vida. É curioso como pessoas que tinham tanta fome de viver, de repente, se cansam de viver. Viver é uma arte. Cazuza lutou. Mas a doença não deixou que ele seguisse o curso do rio.

Fiquei pensando nessa tal de morte. Pensei na beleza também. E na vida. Acho que deveríamos nos preparar nos três casos. Acredito que morrer é como interromper um sonho bem no meio da noite. É deixar a xícara suja do café-da-manhã na cozinha, a toalha úmida em cima da cama. É simplesmente não poder despedir. Puxa, não deu tempo, aliás, nunca dá tempo para nada nessa “vida louca vida”.

Morrer é não dar tempo. Não dá tempo de apagar os segredos que escondeu em gavetas a vida inteira. Não dá tempo de pagar a viagem do esqui parcelada em 500 vezes. Não dá tempo para terminar de ler o livro que está pela metade. Não dá tempo de retornar as ligações. Não dá tempo de desmarcar a consulta no ginecologista.

Morrer é falar “até logo” ou “volto já”. Do tipo: “mãe, vou ali à casa de ciclana, volto já”. E não volta. Não sabemos quando e como isso vai acontecer conosco. Mas uma coisa é certa: a morte é a única certeza da vida!

imagem: camerinoneto.blog.uol

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Olho por olho. Dente por dente!


Somos perversos sim! E adoramos a justiça feita (para não usar a palavra vingança). Adoramos vídeos cacetadas do Programa do Faustão. Damos gargalhadas quando alguém se esborracha no chão. E quando o papo não está lá muito bom, e alguém começa a contar uma fofoca, o clima da conversa fica muito mais interessante. Será por que somos assim?

Sonhei a mais ou menos duas semanas que um ex-namorado meio caia dentro de um lago. Sabe como terminou o sonho? Eu gritava, berrava aos quatro cantos da Terra: deixa afogar, deixa afogar!!! Nossa quanta maldade.

O mais incrível é que na mesma semana, a Revista de domingo do Correio Braziliense publicou notícia de capa “Acredite: você também é mau!”

Confesso que me senti muito melhor. Não sou tão cruela assim. A maldade está enraizada no ser humano, em qualquer um. Mas atos cruéis jogam luz sobre o bem. Há esperança, ufa!

O jornal citou a Medusa, personagem mitológica, como símbolo da maldade. E ainda afirmou que por trás de um rosto angelical podem existir traços de maldade. Uau, a Medusa realmente parece um anjo com aqueles cabelos verdes em formato de serpentes.

Enfim...Fui mais além. Olho por olho. Dente por dente. Lembrei do Código de Hamurabi que instituiu a vingança como preceito jurídico no Império Babilônico, na Lei de Talião, antes de Cristo.

Mas acho que a minha maldade não chega a tanto. É melhor acreditar “que aqui faz aqui paga”.

Já pensou se fosse olho por olho, dente por dente?! Seria sapatada para cá, chinelada para lá, igual aos episódios recentes e reais em que jornalistas atiraram os próprios sapatos em autoridades. Uma das vítimas foi George W.Bush e o outro bem recente, o ministro indiano P. Chidambaram. Nenhum conseguiu acertar o alvo! Aaaaaaaaah, que pena!!!


Imagem:
http://gabrielmachado.files.wordpress.com

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Flerte: o ouvido é a boca


Caros,

Como estou numa entresafra literária involuntária e não quero deixar de atualizar o blog, resolvi colar aqui uma carta que li no blog do talentosíssimo escritor Fabrício Carpinejar.

As horas passam voando e o meu tempo se torna insuficiente para escrever o que quero e atualizar o blog. As palavras surgem com muita razão e pouca emoção. Droga!!!

Em resposta à carta, Carpinejar dá uma receita de como conquistar uma mulher. Achei engraçado, principalmente a parte do horóscopo. Ah, se tivesse uma receita...não tem. Ninguém é uma forma de bolo.

Do Consultório Poético (para complicar o que já estava complicado)
Fabrício Carpinejar


"Doutor Poeta, tenho uma dificuldade imensa para começar relacionamentos, para chegar na menina, para conversar. Todos os meus namoros iniciaram apenas com a convivência, em ambiente de trabalho, com colegas. Na noite, na balada, não sei me aproximar, dar cantadas.

O que posso fazer para vencer o bloqueio e ser natural? O que as mulheres esperam?"



O que as mulheres esperam é alguém que seja sensível mas não derramado, que seja educado mas não morto, que saiba sugerir e não se posicione de modo explícito, que seja sacana mas não tarado, que a faça sentir atraente mas não escandalosamente assistida como um serviço de telemensagem. Uma receita infalível é conhecer horóscopo. Não estou brincando, é sério. Compre uma revista feminina, guarde três características de cada signo que o ajudará a definir o temperamento da menina. Com uma base, basta observar com atenção seus gestos para explorar as qualidades e convicções.

Não há mulher no mundo, com exceção da minha mãe, que não fique horas falando sobre o tema. Ela se verá envolvida, seduzida, abrirá lembranças e gostos. Baixará a guarda. Deixará espaço para dizeres: - sou igual, sou igual. A empatia surgirá dos pontos em comuns, da identificação. Comente sobre a música que está tocando ou de algum detalhe da roupa. Da confiança poderá encontrar a naturalidade, superando o início travado e engasgado da conversa.

Você precisa diminuir rapidamente a estranheza, intrigar, inspirar curiosidade. Ela tem que raciocinar: "Como eu não o conheci antes". Quando ela olha para cima ou para baixo, está gostando. Miradas às laterais ou em direção às amigas, deseja na verdade sair correndo de perto de você. Controle a postura dela. Caso estiver no bar e observar fixamente para o copo, é um indício de que ela curtiu o tom e a atmosfera. Avance devagar, de lado, nunca de frente.
O ouvido é a boca na primeira abordagem.

Evite lugares-comuns, tal "Está ferida? Você é um anjo que caiu do céu". De maneira nenhuma, empregar a interrogação "a conheço de algum lugar?", que pode suscitar respostas desagradáveis: "Do hospício". Não seja genérico (quem entende de genérico é farmácia), a exemplo de "você vem sempre aqui?". O tempo do contato é curto, como troca de pneus em fórmula um e exige a máxima intensidade e concentração. Ofereça bebida, ainda que uma diet. Personifique o trato, com espirituosidade. Se ela resistir, não desista, está o testando. Nessa situação, abuse do humor, banque a vítima. Faça uma autocrítica, uma piada sobre sua própria incapacidade de seduzir. Os defeitos tornam mais realista o contato, mais humano, mais vívido.

Chaveco que todo mundo recorre é atestado de burrice. Cantada deveria ser como preservativo, para se utilizar uma única vez.

imagem: http://xicoriasexicoracoes.files.wordpress.com/2007/05/beijo.jpg

terça-feira, 7 de abril de 2009

Meu pai é um herói


“Vai tua vida,
Teu caminho é de paz e amor”
(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)



Sabe aquela música “Se todos fossem iguais a você”? Pois é. “Que maravilha viver”. Se todos fossem iguais ao meu pai, existiria a verdade. Essa verdade que ninguém vê. É impressionante como músicas e textos expressam mais que conferências.

Meu pai é um exemplo de vida. Hoje ele completa 55 anos de uma vida repleta de realizações, alguns tropeços, e viradas com maestria, e muita história para contar.

Meu pai é um herói. Nem sempre soube me compreender mais isso é coisa mesmo de pai.

Meu pai soube mostrar o amor pela vida, o respeito aos animais, a gentileza para com as pessoas de qualquer idade ou classe social, e o mais importante: ensinou-me a importância do perdão. Mas como é difícil um ato tão grande ser resumido numa palavra tão pequena. Bom, mas não é essa a questão.

Pai não espera recompensas nem presentes. Sofre junto, pede que a dor dos filhos vá embora sem deixar cicatrizes. E espera apenas que voltemos para casa, vivos e intactos.

Meu pai não se importa com as minhas fraquezas. Sabe que isso é necessário para o meu aprendizado. Fico forte, uma força de leão, que me faz levantar e enfrentar qualquer tempestade.

Meu pai me protege. E sabe calar quando sabe que não quero falar. É um exemplo. Mais que um amigo.

Pai, Você é muito importante para mim, pode crer!

Um SUPER FELIZ Aniversário para você!!!

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Não gosto desse mundo

“Que você consiga
Ser tolerante...” (Frejat)




O mundo que vivo não é o que eu quero! E agora?

Como é possível ser feliz se nem todos são? Que felicidade mais capenga!

Às vezes, me encho de felicidade, mas vou até à padaria e vejo uma criança cheirando cola. Saio pela outra porta do estabelecimento para não me deparar novamente com a cena deprimente e lá está uma mãe super jovem com três filhos e outro na barriga.

Resolvo jogar squash em pleno domingo para abrandar um pouco a realidade e vejo uma carroça com pessoas dentro. Puxa, não se tem piedade dos animais, caramba? Cadê o São Francisco, o padroeiro dos animais? Cadê Deus???

Se eu pudesse traçar o meu País, ah se eu pudesse! Ninguém sentiria fome ou frio. A esperança seria uma constante na vida das pessoas.

Meu País não teria dívidas. Talvez dúvidas. Todos teriam teto para voltar e amor para recomeçar, como na música do Frejat.

No meu País, o sorriso estaria estampado em dentes bem tratados. Todos teriam acesso à saúde.

As manchetes de jornais teriam na primeira página um BOM DIA imenso e fotografias lindas.

Todos tomariam café com leite e pão com manteiga pelas manhãs. Bolo de chocolate também!

Enquanto esse mundo não vem, o que posso fazer?


VÍDEO: AMOR PRA RECOMEÇAR!

Imagem: http://www.pernambuco.com/diario/especiais/meio_ambiente/imagens/mundo1.jpg

Síndrome de Walt Disney

Um bebê nasce.

O médico anuncia: é uma menina!

A mãe da criança, então, se põe a sonhar com o dia em que a sua princesinha terá um namorado de olhos
verdes e casará com ele, vivendo feliz para sempre.

A garotinha ainda nem mamou e já está condenada a dilacerar corações.

Laçarotes, babados, contos de fadas: toda mulher carrega a síndrome de Walt Disney.

Até as mais modernas e cosmopolitas têm o sonho secreto de encontrar um príncipe encantado.

Como não existe um Antonio Banderas para todas, nos conformamos com analistas de sistemas, gerentes de marketing, engenheiros mecânicos. Ou mecânicos de oficina mesmo, a situação não anda fácil.

Serão eles desprezíveis? Que nada. São gentis, nos ajudam com as crianças, dão um duro danado no trabalho e têm o maior prazer em nos levar para jantar.

São príncipes à sua maneira, e nós, cinderelas improvisadas, dizemos sim! sim! sim! diante do altar; mas, lá no fundo, a carência existencial herdada no berço jamais será preenchida.

Queremos ser resgatadas da torre do castelo. Queremos que o nosso pretendente enfrente dragões, bruxas, lobos selvagens.

Queremos que ele sofra, que vare a noite atrás de nós, que faça tudo o que o José Mayer, o Marcelo Novaes e o Rodrigo Santoro fazem nas novelas.

Queremos ouvir "eu te amo" só no último capítulo, de preferência num saguão de aeroporto, quando ele chegará a tempo de nos impedir de embarcar.

O amor na vida real, no entanto, é bem menos arrebatador.

"Eu te amo" virou uma frase tão romântica quanto "me passa o açúcar". Entre casais, é mais fácil ouvir eu "te amo" ao encerrar uma ligação telefônica do que ao vivo e à cores. E fazem isso depois de terem se xingado por meia-hora. "Você vai chegar tarde de novo? Tenha a santa paciência, o que é que você tanto faz nesse escritório? Ontem foi amesma coisa, que inferno! Eu é que não vou preparar o jantar para você às dez da noite, te vira. Tchau, também te amo." E batem o telefone possessos.




Sim, sabemos que a vida real não combina com cenas hollywoodianas. Sabemos que há apenas meia dúzia de castelos no mundo, quase todos abertos à visitação de turistas.

Sabemos que os príncipes, hoje, andam meio carecas, usam óculos e cultivam uma barriguinha de chope. Não são heróicos nem usam capa e espada, mas ao menos são de carne e osso, e a maioria tentaria nos resgatar de um prédio em chamas, caso a escada magirus alcançasse o nosso andar. Não é nada, não é nada, mas já é alguma coisa.

Dificilmente um homem consegue corresponder à expectativa de uma mulher, mas vê-los tentar é comovente. Alguns mandam flores, reservam quarto em hotéizinhos secretos, surpreendem com presentes, passagens aéreas, convites inusitados. São inteligentes, charmosos, ousados, corajosos, batalhadores. Disputam nosso amor como se estivessem numa guerra, e pra quê?

Tudo o que recebem em troca é uma mulher que não pára de olhar pela janela,suspirando por algo que nem ela sabe direito o que é. Perdoem esse nosso desvio cultural, rapazes. Nenhuma mulher se sente amada o suficiente...

(Martha Medeiros)


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sábado, 4 de abril de 2009

Aqui Vou Eu De Novo

Here I Go Again (tradução)
Whitesnake

Não, eu não sei aonde eu estou indo
Mas com certeza eu sei onde estive
Esperando as promessas nas canções de ontem
E eu mudei de idéia
Eu não vou mais perder tempo


Embora eu continue procurando por uma resposta
Eu pareço nunca encontrar o que procuro
Oh Senhor eu rezei pra me dar forças pra continuar
Pois eu sei o que é
Andar sozinho na solitária rua dos sonhos

E aqui vou eu sozinho de novo
Descendo a única rua que eu conheci
Como um nômade eu nasci pra andar sozinho
E eu mudei de idéia
Não vou perder mais tempo

Apenas mais um coração que precisa de resgate
Esperando pela doce caridade do amor

E eu vou segurar a onda, pelo resto dos meus dias
Pois eu sei o que é
Andar sozinho na solitária rua dos sonhos

E aqui vou eu sozinho de novo
Descendo a única rua que eu conheci
Como um nômade eu nasci pra andar sozinho
Pois eu sei o que é
Andar sozinha na solitária rua dos sonhos

QUER OUVIR A MÚSICA? CLIQUE: http://www.youtube.com/watch?v=oKTiwCez6Zs

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Altas temperaturas


Sentia aquele frio siberiano. Não parava de tremer! Vestia blusa gola rolê e meias de lã. Ainda assim era como se estivesse nua em pleno Alaska.

Você passa dias, semanas, ou até anos com alguém que aquece os seus dias e noites, e a faz derreter. Não é preciso apertar botão nenhum para fazê-la arder. Tudo é quente. Vocês dois são fogo e brasa. E altamente inflamáveis.

Você arde, queima, sente um calor inevitável. As bochechas coram. É um calor latente, atômico – daqueles que podem incendiar uma cidade.

Eis que um dia, tudo acaba! Um dos dois não quer mais. Choque térmico à vista. Um frio de queimar as orelhas. Eu que vivia de minissaia começo a me vestir como se estivesse indo para uma estação de esqui.

Nunca se sentiu tanto frio. Choque térmico! Abominável monstro das neves!

Você perde aquela companhia e com ela todo aquele fogo, transpiração, vivacidade. Que frio! Você planeja jogar 4 horas e meia de squash e se jogar no lago paranoá, numa forma simbólica de choque.


S-U-R-P-R-E-S-A! Eis que surge o “seu” salva-vidas de um metro e noventa e que é a cara do Márcio Garcia. Ele a convida para comer sushi. Oferece um saquê. Acende a lareira. Bota lenha na fogueira. Choque térmico à vista!

Olha para você, já começou a suar de novo. Lá vai eu, arder, queimar, derreter...

Obrigada, JB!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A culpa é da mãe!


Toda garotinha tem o seu amor platônico na infância.

Enquanto você constrói o seu castelinho de areia, ele brinca no escorregador com os outros meninos.

Ele é o cowboy, o ninja, o jiraia, o homem-aranha, sei lá. E você é apenas a princesa – isso já basta - com aqueles laços imensos repartindo o seu cabelo em dois rabos de cavalo, e está feliz da vida edificando o seu “lar”: um palácio no parquinho.

Daí, o seu “príncipe” se aproxima com toda aquela elegância de um lord inglês, e destrói a sua obra de arte, pisa, chuta e ainda a chama de cara de alguma coisa, cara de pudim, de picolé, enfim, uma denominação muito sensível.

Você chora. Deixa o seu baldinho amarelo e todo o kit de construção para trás e corre para os braços da mãe. Espera aí, pára tudo, é aí que começa. A culpa é da nossa mãe!!!

Vou explicar. Aos soluços, a cinderela conta os detalhes do seu reino encantado pisoteado pelo príncipe desencantado. E sabe o que a mãe responde?! “Filhinha, os garotos fazem isso para chamar a atenção. Ele gosta de você. Não chore não”. Está vendo? Aprendemos a dar desculpas esfarrapadas – para nós mesmas - desde que somos criancinhas.




ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM DE VOCÊ

Ontem fui ao cinema com a turma da Luluzinha assistir “Ele não está tão a fim de você”. Muito bom. Melhor que o livro que é um best seller muito chato. Realmente o filme me surpreendeu.

O melhor de tudo, além do filme, da pipoca e das amigas, foi o público. Imagina aquela mulherada unida, fazendo comentários, dando gargalhadas. Cada uma com uma história diferente. Mas no fundo, no fundo, todas estão saindo com o “mesmo cara” e inventando desculpas para prolongar um pouco mais os dias solitários que insistem em dar o ar da graça.

Conto nos dedos quantas mulheres maravilhosas (kit completo: inteligente, independente e linda) já se meteram em relacionamentos idiotas. Perderam tempo com o Nunca-Lembra-de-Telefonar, o Zezinho-Inseguro-que-dá-Xilique, o Gaspar-que-Desaparece-como-um-Fantasma-Camarada e o Desperdiçador-de-Tempo.

Chega de cansar a beleza. Chega de dar desculpas. Faça o imbecil desaparecer da sua vida. É certo que os “disponíveis” – saudáveis mentalmente – são pouquíssimos e deveriam ser considerados lendas urbanas. Mas preste atenção aos sinais: vai chegar o momento que você será a exceção para alguém.

Mas encare os fatos. Acorde para a vida! Não fique argumentando, dando desculpas, ou consultando as amigas. Se o cara demonstrou alguns sinais e você chegou ao ponto de querer analisá-lo, chega de perder tempo, “Ele não está tão a fim de você”.

Não espere que ele chegue gentilmente e lhe diga que não está mais aí. Eles preferem perder um braço, ser atropelado por um trator, um elefante daqueles bem papagaiados lá da Índia, do que dizer “não estou a fim de você”.

Então, preste atenção nos sinais. Se ele não te ligar, você já tem a resposta. Dê no pé, fuja, corra igual a uma maratonista e pare de inventar desculpas.

Se o cara não está a fim. Liberte-se e trate de encontrar algum que esteja!


imagens: imagemshak e geltyimages