segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Na época das cerejas é assim...


...cantar, pular e bater a cabeça como em shows de rock´n roll. Um clássico de Yves Montand na pele do Noir Désir.




Ah, mais uma vai...


sábado, 25 de novembro de 2017

A privacidade francesa



"Os franceses têm ideias estranhas sobre a privacidade.
Eles acham que ela deve ser privada." Bill Maher

Para as mulheres francesas, o silêncio é sexy. Se ela quer se livrar de um homem, ela revela tudo ou pede para que ele diga detalhes sobre ele.

"Quando você tem desejo, as palavras são excesso de bagagem. Falar, na verdade, elimina o desejo". (Camille Lauren)

A privacidade é extremamente bem vista pelos franceses. Por exemplo, o que incomodou essa população não foram as aventuras do ex presidente Sarkozy quando ele se divorciou e se casou rapidamente com Carla Bruni, e sim a ansiedade que ele teve de exibir publicamente o que é considerado uma questão privada. Para os franceses isso é excessivamente um ato de mau gosto. Propalar aos quatro ventos a vida privada não é apreciado por eles. 

As francesas (e os franceses) desejam a aceitação intelectual e emocional, em seu senso de beleza e estética. A atriz francesa Isabelle Hubert disse que a reputação fria da mulher francesa é pouquinho de caricatura da mulher francesa. Mas isso é verdade comparado à maneira de se comportar da mulher americana. 

"As mulheres francesas também têm a capacidade de acessar algo que é elegante, embora muito simples, sem o artifício e aparentemente sem esforço". (Isabelle Hubert)

As mulheres francesas sabem que uma vida interior é uma coisa sexy. Ela precisa ser nutrida, desenvolvida, mimada, bem cuidada. De ir ao salão...mas isso é para mim algo que todas precisamos e não podemos deixar de fazer. 

"(...) elas podem se deleitar nos mares do amor sem serem atingidas e lançadas de volta à praia com um coração perdido e um cabelo desalinhado. Elas em geral se recusam a deixar o amor e o sexo serem sequestrados por regras destinadas a manter os riscos da vida fora do alcance, porque se há uma coisa que as mulheres francesas sabem é a seguinte: as regras com frequência foram feitas para serem quebradas" (Pascal Baudry)

Rindo bastante aqui...pois já dizia Edith Piaf, "tudo o que eu fiz na minha vida foi desobedecer".

Fechemos com uma música dela.



imagem: Instagram
fonte: O que as mulheres francesas sabem, Debra Ollivier.

Baladinha de leve de Glasgow




A letra não é das melhores, mas a baladinha...é muito boa. É uma musiquinha de 1983 bem bonitinha.

H20 é uma banda britânica que surgiu no final da década de 70. Não sei se é muito conhecida. Mas acho que todos já ouviram a mais famosinha, a Just Outside of Heaven.

Atitude bem Chanel

Li num livro uma frase muito legal. O contexto não era bom...mas gostei da analogia. "Geladeiras vestidas de Chanel". Tirando a comparação ao eletrodoméstico, amaria um vestido Chanel no armário.

Então, como um assunto puxa o outro, por que não encher os olhos com uma amostrinha do estilo Chanel.








imagens: 
http://nostalgiarama.blogspot.com.br/

Plateau de Valensole







Vontade hoje de estar entre as lavandas...

Plateau de Valensole é um lugar lindo, localizado na aromática região de Provence, no sul da França, fazendo parte da rota da lavanda. Um bom momento de ver essa maravilha é no verão. Quente demais...mas é o jeito.





imagens:
http://p7.storage.canalblog.com/
http://www.day-tours-from-avignon.com/
https://previews.123rf.com/
https://3.bp.blogspot.com/

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Doctor Love!

"Se um Deus criou este mundo, dizia ele, não gostaria de ser esse Deus, pois sua miséria e seu infortúnio me partiram o coração". 



Ele não se casou. Era pessimista. E foi talvez o único a falar sobre o amor como um mal necessário. Arthur Schopenhauer (1788-1860), um sábio de um passado tão, mas tão longínquo,  deixou ensinamentos sábios que podem ajudar muito nos relacionamentos atuais. Adoro seu realismo! Ele defendia fielmente para desistir do sonho do amor para toda a vida. Se deu errado, voilá...parta para a outra, sem culpa. Em algum momento, segundo ele, o relacionamento vai dar errado. 

Assisti, por acaso, um programa sobre Schopenhauer. E achei bem legal, pois amor não é um tema sobre o qual a filosofia costuma falar. Ela até podia levar o assunto mais a sério...e talvez até "obrigar" que os terapeutas modernos tivessem mais laços com essas preciosidades do passado. Segundo o doutor do amor que nunca se casou, as pessoas buscam a felicidade travestida de amor, mas o amor machuca. O erro é ver o amor como sinônimo da felicidade.

Schopenhauer tem uma ideia que pode ajudar quando somos rejeitados: muitas vezes não entendemos porque o parceiro quis romper e nos sentimos rejeitados, daí ele responde que na verdade, o que está terminando o relacionamento não está rejeitando o parceiro, ele só que libertar o outro de expectativas, como casamento e etc e tal. Por isso ele dizia para aprender a deixar ir...

"Seria impossível evitarmos que nos apaixonássemos, já que somos escravos desse impulso, que nos cria uma vontade involuntária de perpetuarmos a espécie, mesmo que essa não seja a real intenção de nosso consciente". 

Sobre o casamento ele tinha uma visão muito verdadeira: basta casar para assassinar o amor. “Casar significa fazer todo o possível para se tornar objeto de repulsa para o outro”, dizia.


Nada melhor que o amor para frustrar. Não são palavras minhas. "Atualmente notamos que a maioria dos relacionamentos amorosos são frágeis, sem a entrega necessária para a solidificação de algo. É comum entrarmos em uma relação pensando se realmente vale a pena, se não vou me machucar ou se irá acabar bem. Jogamos o jogo do falso desinteresse. O que parecer mais desinteressado na relação é o que é visto como superior, não devemos demonstrar interesse, e assim ficamos presos nesse jogo inútil, perdendo momentos a dois com a pessoa que temos apreço tudo para parecer desinteressado. – Toda essa cautela é tomada à medida que nos machucamos. Mas então, por que não desistimos de amar e viramos pessoas frias, não seria mais racional? "

Voto por esse caminho!


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Karnal, minha alma gêmea!

Se eu acreditasse em alma gêmea, escolheria Leandro Karnal e Fabrício Carpinejar para viverem comigo! kkkkkkkkk

"Talvez seja a última defesa de todo ser humano: ser invejado. Alguém que não tem sequer algo a ser invejado, realmente está no fim da pirâmide alimentar humana. Mais de uma vez, ao ouvir alguém se anunciar alvo de muita inveja, tenho o impulso interno de perguntar: "Mas do quê?" Não faço a pergunta, não seria elegante. Balanço a cabeça e tenho uma clássica reação bovina: hummm...Se o destino e a natureza já retiraram tudo de alguém, por que eu deveria retirar a última crença de valor dela?". (Leandro Karnal)

Nota: Crença. Até que ponto? Rindo alto. Karnal é tudo nesta vida.

Outra preciosidade


Who will love you?




Até agora não conformo que esta música não esteja no no Spotify...

"Who will need me?
Do you break my heart? do I have to go? does it mean we've loved somebody?
Now I'm losing
Do we have to cheat? do we have to lie? does it mean I've loved somebody?
Who will hold me?
Do we learn to cry? do we have to hate? does it mean we've loved somebody?
Now I'm fighting amore si
Does it mean I'm real? does it make me sane?"

Nota: Tanita Tikaram é uma cantora alemã. Uma música muito conhecida dela é Cathedral Song, regravada aqui no Brasil por Renato Russo e Zélia Duncan. Tanita é pouco conhecida. Talvez seja este o motivo de não encontrá-la no Spotify.

Cautela!

Uma receita de Chef:

Cubra a panela.

Abaixe o fogo.

E deixe ferver  lentamente.

Se quiser deixar marinando de um dia para o outro...legal tb.


Obs: O que mais tenho visto é o contrário. Consideram o amor, uma peça de carne de segunda, jogam tudo na panela de pressão para amolecer rápido. Queimam etapas. Chamam de amor, rs. Acham que chegou a hora finalmente. Acreditam nisso! Jogam lenha na fogueira. Vem a chuva em hora inoportuna. Acaba com o fogo, molha o violão, molha o coração. E numa pressa absurda, a pessoa se seca. E pula outra etapa. Vai ao mercado, compra outra carne, coloca na panela de pressão...e a salve rainha recomeça. 


Papapapapara





Adoro o papapapapara......música gostosa de ouvir, rapaz! Rapaz de sorte, a mocinha da música quer lhe dar amor e fazer uma mágica: abrir o coração do rapaz. E papapapapara.

Segundo a música, tristezas e mágoas não levam a nada. 

Bom, elas já me levaram a Paris. 

De qualquer forma, amei a letra; e se a ambulância chegar a tempo, o fato de terem me atropelado sem ligar a seta do carro, sem avisar nada, ainda restará uma pontinha de esperança. Quem sabe eu todo felizinha, lalalalalala, só quero seu amor, lalalalala. Quem sabe...

Achei algo em comum entre a música de Bárbara Eugênia com a Sound and Vision do David Bowie. Adoro a batidinha!

Aliás, grande cantora, a Bárbara! 




Você foi embora no meio da frase

Você foi embora no meio da frase. Eu me calei!

Me calei uma semana, depois um mês, outro mês.

Calei. Mas não consenti.

A regra de quem cala é que ela consente. Ou seja, aceita.

Não consenti. Só calei.

Um brinde aos que se foram...

E àqueles que os continuam amando...calados




Nota da Carol: 

Quem cala, consente! 

Senhorita frase, seus dias se foram há tempos. Nem todos que se calam, consentem. Alguns que se calam guardam dores, outros ganham presentes como câncer na época do Natal, ou outros deixam seu lado legal e real na gaveta trancada.

sábado, 18 de novembro de 2017

A música, um meio poderos de comunicação!


A música sempre encontrando uma maneira de ser útil, seja ao enviar uma mensagem, um alívio, algo de dentro para fora, para conquistar, para chorar, dançar, rir, enfim... Hoje, num café, escutei uma banda francesa muito legal, a HK & Les Saltimbanks. Percebi diversas manifestações de ritmos, mas o que mais me chamou a atenção foi o reggae, algo bem algeriano. Pois bem, fui pesquisar e não é que eles são de origem algeriana mesmo?! Percebi pelas letras um tom bem social, como em "Citoyan du Monde" (cidadão do mundo). Uma maneira deles descreverem a exclusão social, as desigualdades e o consumo exagerado das pessoas. 



Não nos libertamos


Iremos ao baile esta noite


Sem ódio, sem armas e sem violência





You never said goodbye



Gente, isso é bom demais, poesia pura. Primeiro, você ri da nostalgia, depois, da breguice. Mas não é breguice...poxa, era tendência. O cabelo...digo. A jaqueta de couro continua na moda, com uma ressalva: desde que seja na versão ecológica. E pelo visto, mudando totalmente de assunto, os abandonos também continuam na moda. Sempre existiram. A moça foi embora...fugiu, desapareceu, escafedeu-se, como na canção dos Blitz (também)!

Não é tendência nem moda. É coisa de gente perversa e covarde. O moço vai embora, a moça vai embora. Daí vem outro moço, vem outra moça. E aí? O que você faz? Vai embora também. Por que? Porque aprendeu. E porque, afinal de contas, quem chega vai partir uma hora mesmo, o que me remete a outra música, uma de Rita Lee, chamada Cartão Postal. 

Então pra que sofrer com despedida?













sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Um álbum bacana


Descobri músicas legais demais num álbum, recém lançado, chamado Las Venus Resort Palace Hotel, de Cibelle Cavalli, paulistana residente em Londres. 

"Las Vênus Resort Palace Hotel é um improvável cabaret onde todos os sons do mundo se transformam em música, o exoticismo e antropofagia de Oswald de Andrade se encontram no mesmo palco onde a Rainha dos Andes, Yma Sumac, se exibe junto com uma Carmen Miranda pós-moderna, plantando uma semente da qual nascerá uma árvore de frutas indefinível, assim como as onze músicas originais, mais três covers deste lindo álbum." (Mauro Lussi, Radio UFSCar)

"Covers que merecem ser citadas por ser escolhas incomuns para não dizer esquisitas, começando por “Mango Tree”, cantada na versão original por Ursula Andress no filme “Dr. No” da interminável série dedicada a James Bond; seguida por “Lightworks” escrita pelo excêntrico compositor Raymond Scott, um dos primeiros a se envolver com a música eletrônica já nos anos 50, e fechando com “It’s Not Easy Being Green” cantada originalmente por, nada mais nada menos, sapo Kermit dos Muppet’s Show." (Mauro Lussi, Radio UFSCar)

Abaixo algumas músicas que mais gostei!


GENIAL!!!



Esse clipe aqui achei bem parecido com os que faziam os Squirrel Nut Zippers.

Antão do deserto e o seu último suspiro!



Você conhece o Antão? O Antão do deserto...aquele que nasceu em 251, no Egito. Ele era santo. Dizem que morreu santo aos 105 anos. Mas lendo Leandro Karnal, em Pecar e Perdoar, parece que ele não morreu santo. Ele viveu santo. Difícil entender dessa maneira, né?! Então vamos
lá...

A questão de Santo Antão é a resistência ao "aquele que não pode ser nomeado", é esse mesmo, o "d" (tenho medo de escrever e até dizer este nome). Antão sofria até com as tentações da castidade, dormia no chão, renunciava a tudo. Ele fazia tudo certinho. 

"Não conseguindo fazer o santo pecar contra a castidade ou contra seus jejuns, o demônio enceta nova tática: distração". Bastava começar a rezar e lá estava o "d" tentando. Nada, mas nada absolutamente o tirou da sua prática.

"Sua concentração superava todo o mar de ritalina que hoje banha as praias da falta de atenção de crianças e jovens". Acho fantástica essa passagem de Karnal. 

Bom, há dois finais para essa história, segundo Karnal. Um herói de fé que foi até o fim. E a outra que parece ser mais interessante: depois que o "d" já tinha tentado de tudo e Antão no fim de sua vida, se ajoelha, humilde e agradece: "Obrigado, Senhor, finalmente me tornei um santo". O "d" ouve a oração e volta, sorridente. Antão fora vencido pelo pecado do ORGULHO dele mesmo.

"O orgulho é, de longe, o primeiro e mais universal pecado. (...) foi tão longe na estrada da virtude e tropeçou nesta pedra quase invisível. Nós que somos tão menos..."

Pobre Antão. Chutou a pedra no último suspiro. Não gostei deste final...

O livro é bacanésimo. Por este fato, vale a pena trazer um ou outro destaque.


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Baladinha






Dispensa qualquer texto. É só curtir a música...

Le Parfum de Baudelaire





Quando estudei literatura em Paris fiquei ainda mais próxima dos meus escritores prediletos (que são vários). Mas hoje destaco Charles Baudelaire, um poeta boêmio, tradutor e crítico de artes. Ele nasceu em 9 de abril de 1821.E morreu com apenas 46 anos. Abaixo um lindo poema que adoro. 

Tentei fazer uma boa tradução:



Le parfum                    

Lecteur, as-tu quelquefois respire                       
Avec ivresse et lente gourmandise                      
Ce grain d'encens qui remplit une église,            
Ou d'un sachet le musc invétéré ?                      

Charme profond, magique, dont nous grise      
Dans le présent le passé restauré !                    
Ainsi l'amant sur un corps adore                      
Du souvenir cueille la fleur exquise.                

De ses cheveux élastiques et lourds,                    
Vivant sachet, encensoir de l'alcôve,                
Une senteur montait, sauvage et fauve,            

Et des habits, mousseline ou velours,              
Tout imprégnés de sa jeunesse pure,                
Se dégageait un parfum de fourrure.      

             

O perfume

Leitor, você já alguma vez respira
Com embriaguez e ganância lenta
Esse grão de incenso que toma conta de uma igreja.
Ou um sachê de ervas degeneradas?

Charme profundo, mágico, que nos deixa intoxicados
No presente, o passado restaurou!
Assim gosta um amante sobre um corpo
Da lembrança colhe a flor deliciosa.

De seus cabelos macios e pesados,
Vida sachê incensário do nicho (ou da alcova),
Um cheiro que subia, selvagem como um animal,

E as roupas, mousseline ou veludo,
Todas impregnadas pela sua juventude pura
Ficavam livres de um perfume de pele (odor                                                                                             agrável)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O calhambeque bip bip ...les gens se bousculent





Il est genial!!! Le montage de ces images dans le vidéo sont amusantes. De plus, ils me rendent très contente. Ça me plaît complètement. On y va s´amuser, bip bip.

Bien sûr que Roberto Carlos, notre chanteur immortel du Brésil aime cette française version animée de Joe Dassin.

Moi, je n´ai pas besoin de dire ça, car que je suis une grande fan de cette-époque lá, c´est- à-dire, "A Jovem Guarda" (la jeunesse garde, peut être?! Lol, je sais pas trop)

Il mundo Non si é fermato mai un momento!




É chegado o momento de abrir os olhos! E de não mais pensar no passado. O mundo gira com os amores recém-nascidos e os já acabados, com amores e dores.

É chegado o momento de enxergar que no silêncio do outro você se perde. E o mundo não para lhe dizer que não significa mais nada perto do outro. E por isso o mundo gira. Mas naquela noite, olhando para aquelas luzes de Natal piscando no edifício onde viveram os melhores e piores momentos, ela não pensou mais nele. Apenas achou bonito!



No, Stanotte amore

Non ho più pensato a te
Ho aperto gli occhi
Per guardare intorno a me
E intorno a me
Girava il mondo come sempre


..................................

Stanotte amore
Non ho più pensato a te
A te



obs: tentando aprender o idioma italiano

Sem desculpas



Se você ama uma pessoa faz coisas para deixá-la contente. E ponto. As pessoas são complicadas mesmo. Ninguém se apaixona por um babaca. pelo menos é essa a ideia. Mas quando tudo foge ao controle é preciso parar de fazer compensações. E não levar em consideração mais o lado bom que o ruim. Isso não é amor. O mau não compensa o bem. Se a sua felicidade não é importante para o outro, trate de dar o fora e encontrar um homem que seja mais positivo. Pois esse aí não está a fim de você.

Ninguém muda. Se as atitudes continuam as mesmas, mais uma prova. Escreva e leia em voz alta. Se não entender, chame a polícia, sei lá, pois certamente alguém teve o cérebro roubado e não preciso dizer quem foi. 

As pessoas que amam tentam ser dóceis, gentis, mas o pior: a maior parte acha que ama, mas não. Pode não ser culpa delas. Pois no quesito amor, elas são bem ruins mesmo.

A ideia é não ficar anos a fio num relacionamento e descobrir só depois que o cara é um babaca, covarde, medroso e inseguro. É muito provável que ele venha tentando mostrar quem é desde o começo. Não digo no primeiro encontro, mas nos primeiros meses de namoro. 

Seja firme!

obs: Baseado em fatos reais, experiências de amigos, filmes, livros e anotações em geral.

imagem: http://www.emaisnada.com/sem-desculpas/

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O amor sob pontos de vista!

Amar alguém é emprestar a alma por inteiro, é abrir a guarda e mão de si mesmo. Pedimos desculpas, mesmo quando estamos certos. Morremos de saudades. E parcelamos o presente do Natal em 12 vezes. Nem ligamos para isso...
 
Desamar é ter frio na barriga (não aquela borboleta na barriga, isso é bom) e o coração batendo igual a escola de samba. É estar no banco e ouvir o toque do celular igual ao que colocava quando ele ligava e procurar na bolsa de forma inconsciente o telefone. Vai que é ele! Não, não era o seu telefone. É emagrecer uma porção...e depois tentar corrigir! É voltar a jogar tênis, rezar e a pintar, tudo para esquecer. É se matricular num curso de francês e planejar uma vida longe...
 
Enfim, o texto abaixo é bacana. E fácil de se identificar!


 
"Já faz algum tempo, recebi uma mensagem de um ex-namorado, que dizia: ´vou passar o resto da vida me perguntando por que não deu certo´. Eu tinha todas as respostas, mas achei que nem era mais hora de falar.
 
Depois de oito anos de namoro, ele ficou em dúvida. Sofri com a dúvida dele. Mas a dúvida dele acendeu um ponto de interrogação dentro de mim. Terminei o namoro e não olhei para trás. Nunca olho.
 
Sofro como um cachorro por um amor que quero que dê certo, mas quando desisto, deixo de lado como meia lata de cerveja quente. Você sabe que era bom, mas jamais será novamente.
 
Nem vem ao caso se sou ou não uma namorada inesquecível, mas fiquei pensando o que faz uma mulher se tornar assim tão singular para um homem. E nem estou falando de homens atormentados, daqueles que gostam de sofrer nas mãos de mulheres malvadas, aquelas que gostam somente delas e nada além delas mesmas. Homens se deixam seduzir por criaturas assim. Bem, quem não deixa?
 
Mas, então, me lembrei de um amigo que, depois de anos de libertinagem barata, começou a namorar. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, um dos maiores baladeiros e pegadores que já conheci na noite paulistana. ´Ela não é a mulher que mais amei, mas é a que me faz feliz. Vou casar´, me disse.
 
´Ela me ama: ri das merdas que eu falo; não é linda, mas se cuida; tem um cheiro gostoso; cuida da vida dela; é independente, mas me pede ajuda para usar um pendrive; está sempre ocupada, mas nunca deixa de atender quando ligo; é parceira, descolada, maluque-te; aguenta meus ataques de mau humor; quer sexo sempre; é ciumenta, mas até acho graça, eu era um galinha. Sabe como é, mulher tá fácil hoje, mas dessas que fazem a gente feliz mais do que uma semana...encontrei poucas´.
 
Sempre penso no que faz uma história dar certo ou não. E, no fundo, acho uma bobagem quando dizem que melhor do que ser amado, é amar. Não tem nada melhor na vida do que sentir, ver, ouvir, ler, que alguém perde seu tempo precioso pensando, querendo, gastando, amando você.
 
Mas é verdade que amar alguém é uma arte. Quem ama abre mão de si mesma muitas vezes. Esquece convicções. Pede desculpas, mesmo quando acha que está certo. Sofre de saudade. Morre de ciúme. Parcela passagem em 12 vezes. Sorri quando o telefone toca. Tem dor de barriga quando ele lê sua mensagem no whatsapp - e não responde. A gente fica praticamente ridícula.
 
Mas o outro, que também ama (é essa a melhor parte), acha a gente, que no fundo é ridícula, o último biscoito do pacote, a última cerveja gelada do deserto, os últimos 5% de bateria no celular.
 
Amor é isso.
 
O importante é que a gente nunca seja mais ou menos. Que a gente faça tudo mesmo por amor. Que seja especial. Que seja inesquecível. Seja o tipo de mulher, que os nossos ex-namorados vão sempre lembrar e pensar: pena que não deu certo. " (Anônimo, peguei no Instagram em statusfrases)

MÚSICA TONITE TONITE





Se existiu esse tipo de amor, a minha geração perdeu. Não porque ela não quis, mas porque manifestações em outra época passaram muito rápido e cederam lugar a novidades. Algumas ficaram por causa dos bons exemplos dos pais que escutavam músicas com seus filhos. Então o jeito é resgatar de maneira saudosista e encarar o que vem por aí....porque vai dar pt vai dar!!! Grande exemplo muito moderno da cultura atual,

TONITE TONITE

Too-oo-oo-night, tonite while I'm holding you so near (holding you so near)
Tonite, tonite what I'd give if I could hear
Those three little words that would thrill the heart of me (thrill the heart of me)
Just whisper (shhh whisper) "I love you" and will eternally
Tonite, tonite more than any time before (any time before)
This hea-ah-art of mine seems to need you so much more
The touch of your lips, the thrill of your embrace (thrill of your embrace)
Keep saying that no one will ever take your place
While looking up above I-I wished upon a star
And prayed for a blessing from ab-o-o-o-ove
Well, if my wish should come true until our life is through
I'll have you near to have, to hold and to love
Well, tonite, tonite may it never reach an end (never reach an end)
I'll mi-i-iss you so till you're in my arms again
With all of my heart I declare with all my might (declare with all my might)
I'll love you forever as I lo-o-o-ve you tonite
Too-oo-oo-night, tonite may it never reach an end (never reach an end)
I'll mi-i-iss you so till you're in my arms again
With all of my heart I declare with all my might (declare with all my might)
I'll love you forever as I lo-o-o-ve you-oo to-oo-ni-ite
(Love you tonite)

Sem dar nome aos bois




"Os indivíduos não são responsáveis pelo fracasso do casamento", disse Simone de Beauvoir. "O problema é a própria instituição". 

Simone não era exemplo de estabilidade conjugal tradicional, mas era extremamente francesa, ou seja, ela não deixava que as convenções sociais tirassem a sua liberdade pessoal. 

Assim como as francesas em geral não lutam por padrões exaltados de felicidade, elas também não lutam por padrões exaltados de perfeição moral.

O grande problema da perfeição é que ela raramente é perfeita. Idem para os exaltados padrões de felicidade, que em geral não permanecem muito tempo exaltados.




inspiração: o que as mulheres francesas sabem 
imagem:pinterest

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

TESTE: uma música por dia!!!





Ao entrar no banheiro do Formidable Bistrot, no Rio de Janeiro, escutei e descobri essa música.

Canções remetem ao passado, marcam eventos bons, ruins, engraçados...
Essa aí foi no elegante toilette. Talvez algum recado para mim. Vai saber! 
Abro as portas para uma temporada de músicas legais, pelo menos semanalmente. Ou quem sabe, um início com várias uma atrás da outra?
Vou estudar o agradável caso!!!



MADEMOISELLE


Mademoiselle
Mademoiselle j'ai des secrets
Des choses que je sais, que je tais
Un vieux bubble-gum
Qui colle aux souliers comme un homme
Mademoiselle j'ai des regrets
Des trucs pas très chics que j'ai fait
Une odeur de rhum
Qui colle à la peau comme un homme
«[Refrain]» :
Je crains d'en savoir un peu trop
L'amour aura ma peau
Je crains d'en savoir un peu trop
L'amour aura ma peau
Mademoiselle j'ai des frissons
Je tremble pour un oui, pour un non
Un Smith et Wesson
Qui colle à la tête comme un homme
Mademoiselle j'ai mes raisons
Une foule de questions, un prénom
Le filtre des Winston
Qui colle aux lèvres comme un homme

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ele preferiu sofrer a amar!



Uma coisa é certa: pessoa que não sabe o que quer, perde! Ela perde porque desiste, porque foge dela mesmo, porque não consegue se encontrar. Essa pessoa sofre duas vezes. Na hora em que deixa o outro e na hora que o outro encontra alguém que sabe muito bem o que quer!
Pois o amor, o amor mesmo, só acaba quando desistimos de nós. Quando fugimos, numa covardia cronológica, atrapalhando os planos, estragando as surpresas, cancelando jantares e passagens aéreas. E o pior: estragando um futuro que podia ser libertador, a chance de tornar a vida mais leve. Mas ao contrário, ele preferiu sofrer a amar!
Em que mundo estava que não percebi que você não se sentia pleno?! Enquanto eu mergulhava mais fundo numa história que acreditava ser nossa, sem saber que eu estava sozinha nisso. Enquanto você fugia...me deixando para trás sem chamar a ambulância. E, sem prestar socorro, lá estava eu no meio da estrada sem saber para onde ir. Deixou o coração em pedaços.
Mas agradeço, o teu medo me ensinou a ser corajosa, a não fugir. A sua saída espontânea e rápida, me ajudou a encontrar sozinha o melhor caminho.
Obrigada por ter fugido de tudo. Obrigada por ter saído da minha vida.


gratidão
substantivo feminino
  1. 1.
    qualidade de quem é grato.
  2. 2.
    reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc.; agradecimento.

imagem: https://osegredo.com.br/2016/07/gratidao-o-oxigenio-da-alma/

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Não quero companhia para as minhas noites, quero companhia para a minha vida!



Trechos de um texto de Bruna Stamato 

(...)

Não quero companhia para as minhas noites, quero companhia para a minha VIDA.

Não quero mais andar de mãos dadas com alguém, sem as almas estarem juntas. Não quero mais trocar beijos, sem trocar energias. Não quero dar meu corpo, sem poder dar meu coração.

Isso aqui é um pacote completo. E complexo, meu caro. Se você quiser levar meu corpo ao nirvana, vai ter que levar a mente junto. Eu não sei me fracionar. Não sei oferecer somente uma das minhas partes. Eu sou um quebra-cabeça de 10 mil peças.

Há de se querer muito montar.
Há de se ter exímia paciência.

(...)

Não quero mais viver á espera; Na indecisão.
O amor não deixa margens para dúvidas, para indecisões. E, esse é o meu grande problema, é a peça 9.999 que me falta: EU QUERO O AMOR. Eu não quero mais rascunhos e esboços, suspiros efêmeros de um sentimento cujo qual não posso, ao menos descrever.

Eu não quero sair com uma pessoa á qual eu não posso sequer elogiar, porque senão vou estar “sendo boba” e “dando muito mole”. Eu não curto jogos. Só brincadeiras…se é que você me entende…
Eu não quero manter contato com um ser ao qual eu tenho que ficar o tempo todo me lembrando e me policiando, que eu NÃO POSSO ME APEGAR.

Eu quero me apegar! E quero me peguem.

Quero esse amor de novela. Com TUDO que se tem direito, drama, exageros, paixão, choro e vela.
Eu quero sentir meu corpo pulsando; Meu coração disparado de felicidade. Aquela ansiedade, boa, de esperar alguém no portão. Quero sim que me roubem o coração! Sem pedir permissão.
Quero alguém que me prenda a atenção. Que faça o meu corpo suar; A minha alma vibrar; E o meu mundo estremecer.

(...)

Estou muito ocupada, resguardando o meu coração, para quando o grande amor da minha vida aparecer!

imagem: http://www.brunastamato.com.br/2016/11/nao-quero-companhia-para-as-minhas.html



domingo, 11 de junho de 2017

Ode as avessas!



Sabe que...você tem uma maneira muito peculiar de aceitar o amor?

Li e reli as suas mensagens. Mergulhei além das linhas para ter certezas. Cheguei a ler em voz alta alta (que mico!) dando entonações e imaginado os significados. Não adiantou. Dentro de mim uma única palavra martelava: rejeição.

Infelizmente, tudo que escrevemos hoje tem cópia. Mas não atino sobre o que possa ter escrito que merecesse tal laconismo *.

Aliás que noite terrível aquela. Desfazer as malas antes de partir não era a ideia. Esconder de mim que havia programações no meu coração e corações em formato de chocolates para carregar não estavam no plano. Eu, que me considerava expert em estar preparada para as situações difíceis da vida, era quase um Marco Polo em volta do mundo, falava "poliano"...

Doi saber que não se sabe quando se pensa que se sabe.

Hoje, não sei mais nada. Toda a minha literatura, não serviu! Ontem tinha certezas, um monte, tirava todas da bolsa. Foram embora...iguais aos pássaros que voam para o sul em determinada época.

Talvez não devesse escrever essas bobagens. Mas nesse escrever, nesse regurgitamento literário, eu me acho e me perco. Construo lindas frases e destruo outras mil palavras. Mas com você era diferente. O sentimento ia direto do coração para o papel. E assim ia espalhando bilhetinhos pela casa. Nem mesmo relia o que escrevi.

Estou fazendo tudo errado. Eu não deveria estar escrevendo isso. Mesmo diante das circunstâncias, apesar de tudo, eu deveria estar desenhando um lindo pôr-do-sol para lhe enviar. Assim, você o colaria na parede e teria um sol particular. Quem sabe não faria mais uma pessoa feliz nesse mundo com esse simples ato?!

Fico lhe devendo essa.

Agora, estou chovendo!



* Laconismo é um modo breve ou conciso de falar ou de escrever. Foi uma das principais características da sociedade espartana, na região da Lacônia, de onde deriva o termo. Lacônico significa breve, conciso, de poucas palavras (Wikipédia, a enciclopédia livre).

imagem: Correio Braziliense

A Descarada que prefere comprar alface a sofrer!




Chorei sim. Chorei porque estava contente e aquilo não mais faria parte do meu cotidiano. E resolvi seguir os conselhos da vovó que dizia que tínhamos que nos dar 20 dias para encontrar o ponto do equilíbrio e seguir em frente. Os dois primeiros dias foram terríveis, despingolava em tantas lágrimas. Um drama de Roman Polanski!

E agora é o terceiro dia. Péra lá! Onde foram parar as lágrimas?! Isso não está certo. Por quase um ano acordei de conchinha ao lado dele, com fundo musical e café da manhã caprichado. E hoje é o terceiro dia de luto.
Tentei chorar juro. Dizem que limpa a alma abrir o berreiro de vez em quando. Pois bem, acordei, não chorei, coloquei uma música muito triste para me abastecer de nostalgia e saudades de um dia bem frio...mas não rolou. Estava sol e era domingo, dia de feira e ginástica. Preferi comprar alface, chia e farinha a sofrer!
Acordar com a alma em coma tem seus dias contados. Afinal, foi um bom tempo de entrega e de amor, de verdade. Ah vai era amor. E esse amor “gostosuro” tinha fechado os trabalhos comigo.
As nossas fotos, provas de que ele me olhava diferente, foram guardadas em alguma pasta do computador. Não me deu tempo de revelar. E nem de velar.
Pois começo um curso em alguns dias, tenho dois livros para terminar, um sobre o poder do pensamento e outro sobre o que as francesas sabem. E além disso, tirei mais uma hora do meu dia para recuperar as forças e voltar a tocar piano. Até que saiu um “I loooove you baby” entre uma e outra nota emocionada.
Eu gosto da minha vida, eu gosto do meu cabelo (muito, me acho!), adoro a minha bunda, mas não acho isso tão importante. Prefiro ter alguém a estar sozinha, mas não acho isso mais tão importante. Eu gostava de você, mas desde que você foi embora pensei: "Ah, dane-se". E depois emendou com um “putz”. Daí pensei, a pequena princesa do povo, eu, virou um adulto descarado. Pode ser uma grande perda pra subpseudoliteratura nacional, mas acho que já estava na hora.

(inspiração em Tati Bernardi e citação de alguns trechos)