quinta-feira, 26 de março de 2009

Sempre desconfiei de capôs baixos

“Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na estrada de Santos
E você vai me conhecer”
(A Curva da Estrada de Santos – Roberto Carlos)


Homens são ligados em carros! Roberto Carlos é, pelo menos é o que dizem as letras das músicas. O Ronaldinho é. E mais outros milhões de cromossomos y são. Talvez seja uma forma de compensação, ou de resgate da auto-estima, ou ainda, uma forma de atração de mulheres. E que tipo de mulheres! Perfume? Que mané perfume??? Perfume é de carro
novo. Perfume de carro novo é que conquista “as tchutchucas”!!!

Como diz a minha escritora predileta, desde que o par de pés masculinos foi substituído por dois pares de pneus, a idéia é amplamente popular: quanto mais possante o carro, melhor o homem. É um cartão de visitas.

Não sei quem deveria se sentir mais ofendido: as mulheres, por serem tratadas como interesseiras que jamais sairiam com jogadores de futebol se eles andassem de ônibus, ou se os homens, que jamais conquistariam uma Susana Werner se não tivessem air-bag, bancos de couro, conversível. Ai, e aquelas rodas metálicas cafonésimas? Caráter e inteligência são apenas opções.

Nunca achei que carros fossem pré-requisitos. E sempre desconfiei de capôs muito baixos. Para mim, quem anda de conversível em plena cidade - onde não se tem o costume - quer mais é se mostrar. Ainda mais quando os atributos físicos não são lá "aquelas" coisas...

Sei lá. Estou para ver algo mais cafona do que uma ferrari vermelha, esteja quem estiver no volante. Fora isso, acho que sou uma garota “normal”. Garota, entendeu?!



Comprovação

A Martha Medeiros comentou uma vez que numa reportagem da Globo testaram o poder de sedução de um rapaz bem feiosinho e desconhecido. Colocou o coitado num porsche e uma câmera escondida no interior da caranga. E lá se foram. A paquera rolou solta. Garotas lindas faziam fila. Em outro dia, o rapaz chegou no mesmo local numa Variant 76. Precisa mesmo dizer o que aconteceu? O pobrezinho não conheceu ninguém. Não “pegou” nem vento! Oras, seleção natural da espécie. Charles Darwin explica. E acho que Freud também.

Essas mulheres não sabem de nada mesmo. Não é um carro que mostra se o cara tem ou não caráter ou dinheiro. Na maioria dos casos, pode ser um endividado que nem tem onde morar. Será que elas não se lembram que o elegantésimo, “dos mais” chiques do mundo, rico e lindo, Jonh Kennedy, só andava de bicicleta?! Era marcar registrada! Ô lá em casa...


2 comentários:

Salomao disse...

é por essas e outras que sinto falta da minha Ipanema...

Sandra disse...

Kkkkkkkkkkkkk...
Adoreiii o texto! Como sempre vc
expondo verdades através do seu blog.

Boa semaninha.

Bjinsss!!!