terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Oh Minas Gerais


Minha infância foi colorida como uma loja de doces! O final de ano em Minas Gerais era mágico. Talvez o caráter das festas continue o mesmo. E quem mudou foi eu. Algumas pessoas já se foram, outras se juntaram a nós – e agora fazem parte da família, e os mesmos continuam os mesmos, com algumas sutis diferenças. Novas crianças, novos velhos, novos adultos...ainda bem que tudo no mundo é cíclico.

As minhas lembranças estão mais vivas do que nunca. Graças ao meu bom Deus, a memória não é só uma velha louca que guarda coisas velhas, é um diário mágico.

Ao voltar para Brasília, ainda na estrada, lembrava da minha infância no meio de um monte de tranqueiras nas lojas de antiguidades das tias-avós. Era o máximo. Corríamos entre aqueles cucos roucos, telefones que só se vê em filmes de 1930 e móveis que assistiram toda uma geração. A coleção de imagens de santos, anjos e nossas Senhoras era de dar inveja. Resultado: uma das tias nunca vendeu. Aliás, fechou a loja. Não conseguia vender nada.

Mas o melhor de tudo era a imaginação. As casas antigas nos matavam de medo. Mas descobrir um baú cheio de roupas antigas e perucas (acredite se quiser: perucas!) tornavam as nossas brincadeiras verdadeiras cenas de novela da Globo. Saudade de tempos que não voltam!

A liberdade que tínhamos na cidade pequena era outro diferencial. Ser a criança mais livre do planeta não tem preço. Batia perna por todos os cantos, experimentava todos os sorvetes que pudesse e, como nenhuma criança é santa, apertava a campainha da casa dos outros e saía correndo. Vamos combinar, era o máximo!

Saudade. Saudade mesmo do fim de ano em Minas Gerais!

imagem: 2bp.blogspot

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O seu mundo não é só seu!

Criamos nossos próprios mundinhos! Achamos que assim seremos donos dele: os imperadores e controladores da nossa vida. Sempre fui mestra nisso. Erro grande. Sabemos muito bem que não controlamos a nossa vida? Apenas compartilhamos.

Compartilhamos com o trabalho, com a família e com os animais de estimação. E, quando menos esperamos, compartilhamos a nossa vida com a pessoa especial que aparece no maior gás. No início, tentamos nos esquivar, controlar mesmo! Mas depois - como é o curso natural das coisas - cedemos, nos rendemos ao inimigo. O inimigo íntimo que pode se tornar o maior aliado.

Essa vida é mesmo muito estranha. Batemos o pé para afirmar a nossa individualidade e, de repente, torna-se muito mais gostoso manter apenas uma parte dela - ou metade - e compartilhar o resto.

Doce Vida!!! Sweet Way...











quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Onde está o clima de Natal?


Cadê? Quem escondeu o clima de Natal? Não era para ser assim. Bingo!!!

Dezembro é o mês em que é permitido escrever uma lista com os nossos desejos realizáveis. Depois é só aguardar a visita do bom velhinho.

Seja lá quem for que sumiu com o meu espírito de Natal, peço que devolva assim que possível para o endereço você-sabe-onde-fica!
Grata!

Ass: Correspondente aflita de Natal


imagem: http://3.bp.blogspot.com

Que mané perfeição!

Os homens querem sim a mulher perfeita. Pelo menos é isso que o filme brasileiro “Mulher Invisível” deixa claro. O mais engraçado é que só percebi o impressionante detalhe na segunda vez que assisti.

Agora, na vida real, a história é outra. Já fui “dispensada” algumas vezes justamente por detalhes que faziam de mim a mulher perfeita, como no filme. “Ah você é perfeita, mas agora não quero isso não”. Sem mágoas! Nem me lembro quem disse isso, aliás nem sei se isso foi comigo mesmo, já que compartilho as dores das amigas também. Mas, puxa vida, faça-me o favor. Quem não quer ser cuidado por alguém, ainda mais por um mulherão?!

Na vida real, tudo é diferente, meu caro. Por isso digo, e boto fé, que profissão que se preze é a de atriz. Adoraria ser dona-de-casa de novela, daquelas que moram no Rio de Janeiro, em frente à praia, tomam café-da-manhã todos os dias numa mesa linda – posta pela empregada -, depois pratica exercícios na Academia, faz umas comprinhas...isso quando o café-da-manhã não é servido no próprio quarto pelo marido-mais-que-perfeito.


Pelo menos assim poderia viver um sonho! E o engraçado é que sonhos assim não são tão difíceis em realizar. Alguma coisa está errada... talvez seja a profissão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

As mulheres são antenadas

Não é por nada não, mas acho que a mulher nasce com antenas invisíveis e com olhos nas costas. Pelo menos, a maioria delas. Eu já sou um zero à esquerda em questão de percepção, ao contrário das amigas. Não é à toa que a minha família me chama de Mr.Magoo. Quer confiar um segredo? Deixa comigo! O namorado esqueceu a carteira ou o celular na minha bolsa? Pois assim ficará, não chego nem perto.

Mas como estava dizendo, a mulher é muito sensitiva. É um radar projetado durante as 24 horas do dia. Tenho uma amiga que descobre tudo dos namorados dela quando ela está com eles, claro! É incrível a competência para detetive que ela tem. Tanto que disse que o filme "A agenda secreta do meu ex-namorado" é a cara dela.

Tirando a parte do radar, acho que todas as pessoas - homens e mulheres - deviam ter sensibilidade. A mulher percebe rapidamente quando outra pessoa está triste. Já o homem só desconfia de algo depois de acessos de fúrias, lágrimas e tapas na cara.

De acordo com um livro que li, a habilidade sensorial na fêmea é muito aguçada. Ou seja, a intuição feminina é, na verdade, a capacidade que temos em notar detalhes. E isso sempre deixou os homens muitos confusos pois, sempre, são flagrados, pegos com "a boca na botija".

"Minha mulher consegue enxergar um fio de cabelo louro no meu casaco a 50 metros de distância, mas sempre esbarra na porta da garagem quando guarda o carro" (Allan e Barbara Pease)

Às vezes acho que a minha mente é mais masculina que feminina. Sou excelente motorista, estaciono com maestria em qualquer vaga, não percebo as coisas na maioria das vezes e já fui enganada milhões de vezes. Só descobria quando a coisa estava realmente muito escancarada.

Segundo o professor Ruben Gur, neuropsicólogo da Universidade da Pensilvânia, quando o cerébro de um homem está em repouso, a atividade elétrica é interrompida em pelo menos 70%. O estudo dos cerébros femininos mostrou 90% de atividade durante o mesmo estado. Isso prova que as mulheres estão constantemente recebendo e analisando informações do ambiente que a cercam.

Então é por isso que a mulher conhece os amigos, os sonhos, os romances e segredos dos filhos. Sabem em que pensam, como se sentem e as travessuras que estão planejando. O homem não...nem eu!




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Infeliz realidade



Meu Deus do Céu, onde está o senhor?

São Pedro, por que tanta água?

Natureza...por que chora tanto???

Ô governantes, onde estão as políticas públicas habitacionais?

Se Deus ou os santos, a natureza ou os políticos querem fazer uma limpa em todo o fim de ano, acertou com a faxina competente, nesses dias atuais. Muitas pessoas morrem todos os dias soterradas, vítimas da chuva, nas grandes metrópoles.

E a notícia não é novidade não.Todo dezembro e janeiro é a mesma coisa, até os anúncios comerciais são os mesmos. Alertam - pelo papai noel - que os preços estão inacreditáveis e que você só começa a pagar no carnaval. Supimpa! A chuva já levou a televisão, a geladeira ...o barraco. O que sobra? Parcelas para pagar. Ó-B-V-I-O!

Ao assistir o jornal não sei se tenho mais raiva dos políticos - que poderiam ao menos alertar a população e colocá-las em locais mais seguros. Ou mais raiva da população. Poxa vida! Abandona o barraco, pô. Barraco não é barco não. Quer morrer soterrado? Siiiiiiiiim.

A galera não se liga que o governo apóia as manifestações populares. Se fosse esses moradores, antes mesmo de começar a primeira chuvinha devastadora, lá ia eu com a minha tv, o fogão, a geladeira, dentre outras coisas, e armaria meu acampamento na sede do governo. Não tem problema se a polícia chegar ou se o governador reclamar, quem sabe lá na delegacia, não estaria mais segura? Além disso, como está na moda, iria até pedir um panettone para tampar os buracos...naõ está sobrando?

Preste atenção: o mundo é um moinho!


Tornar-se adulto é muito mais doloroso que nascer. Sair do verão aconchegante de Ibiza e cair direito nos Alpes Suíços é choque térmico na certa. Por isso, choramos tanto ao vir ao mundo pela primeira vez. Por isso, se pudesse optar, prefiriria o pranto ao ter que conviver com a realidade.

Crescer é não mais sentir aquele frio na barriga. Quando se é adolescente sente tudo. Parecem que há milhões de borboletas voando dentro de nós. Era o máximo!

Quando se é adolescente, as noites de sono são verdadeiras pausas para o descanso. Não se deita a cabeça cheia de preocupações no travesseiro. E, neste época de Natal, as férias permitem que o espírito natalino seja resgatado do jeito que merece.

Crescer é não se emocionar mais com tal música que costumava tirá-lo do chão e fazê-lo voar, voar e voar!

Crescer é ver que o mundo é mesmo um moinho, como cantava Cartola. E triturará os teus sonhos tão mesquinhos... "vai reduzir as ilusões a pó".

Ainda bem que ainda me emociono com algumas canções. Obrigada, Cartola!