Não me contive novamente. Quando escuto uma música que adoro, não tem jeito. Vai para o blog, meu filho, vá lá, vá.
Sou fissurada em música. As da década de 60, então...me fascinam. Lembro-me quando era quase uma adolescente, a Levi's colocou a música Be My Baby (cantada pelas Ronettes), numa propaganda charmosíssima. Adoro situações charmosas. Veja a propaganda abaixo.
A música acima também é cantada pelas Ronettes. É a "Baby, I love you".
Nem penso mais em reconhecimento, seja lá qual for. Desisti! Principalmente na área profissional. Ainda bem que tenho e-mails para colecionar. Vários que endossam elogios à mim - o que envaidece é óbvio, mas não tem valor nenhum. Na hora do pão pão queijo queijo, o que importa mesmo é a coragem. É saber se as pessoas que gostam de você tem peito de remador, como disse Vinícius de Morais. Não basta só ser bom sujeito, é preciso ter peito!
Algum bom sujeito já defendeu você?
Pois é. Ninguém tem peito de remador. E, o mundo é, definitivamente, composto por pessoas substituíveis. Não gosto muito disso não. Não gosto não.
Quando era criança chamava meu pai de "o mãe". E perguntava para "a mãe" - a mãe mesmo - se no aquário havia uma peixa ou um peixo.
Criança é mesmo muito engraçado. Fui uma surpreendente. Gostava da cuca e do bicho-papão. Não adiantava falar para eu ir dormir se não a cuca me pegava. Aí mesmo que queria ficar alerta. Sei lá. Vai ver ela me levava para dar um rolê na floresta com num passe de mágica.
Já o meu irmão odiava personagens. Tinha pavor de palhaço ou qualquer tipo fantasiado numa festa de criança. Era o fim para ele. Não sei se era medo ou ódio. Só sei que na época da escola ele foi expulso pelas freiras. Primeiro, porque num belo dia, ele pegou a mangueira e jorrou água num monte delas. Até aí tudo bem. Mas, num outro belo dia, na falta da mangueira, meu irmão tirou "a própria". Até aí tudo bem de novo. Mas, aí, ele teve a brilhante ideia de urinar nas freiras. Era mesmo o fim dos dias desta criança na escola católica.
Toquei neste assunto de "o mãe" pois vi o trailler de um filme - diga-se de passagem, bem sessão da tarde -, que estreiará nos cinemas. O nome é "O Fada do Dente". A história parece ser bacana. Ao invés da fada do dente, agora, um homem é a fada do dente. E não é qualquer homem não. Imagine um cara super realista que não acredita em conto de fadas, é esportista, tem um corpo sarado, além de ser bem alto. Pode crer. Acho que será um filme divertido para toda a família!
Dizem que se você não toma uma decisão, a vida se encarrega disso. Sapiência mineira. Ô sapiência boa, sô!!!
Digo também que, muitas vezes, as malas vão para Belém ao invés de Paris. Mas não tem problema não. Primeiro porque Belém é um barato. Segundo, que Paris também é. E terceira que essa é apenas uma versão minha do famoso dito popular "Há males que vêm para o bem". Que mané, males! Isso não existe. Somos abençoados o tempo todo.
A minha conclusão é que tudo é válido para quem tem uma mente preparada. Por isso digo que a infância é muito importante na vida de qualquer ser humano. Ao crescer, meu irmão, tudo muda. Antes o medo era do bicho-papão, hoje, é do receio, da dúvida e do futuro POIS ...
Nunca pulei carnaval na vida. E ainda assim tenho saudades do carnaval. Saudades de um carnaval que não vivi pois nem existia. Um carnaval que está vivo para mim pois existem fotos dos avós nos bailes. Uma memória mais do que viva. Uma prova de que o carnaval - mesmo sendo sinônino de farra e bagunça - tinha um caráter mais respeitoso. Acredito!
As marchinhas eram charmosas. As letras das músicas não respiravam vulgaridade. Não tranformavam o amor em banalidade. Notem que o axé music - na maioria das vezes, não são todas as músicas, deixo claro isso aqui - só remetem a um amor que não deu certo, e que mesmo havendo o sentimento não há mais chance. Fora as canções repetitivas que berram o ridículo. Outro dia, na Bahia, escutei 500 vezes a mesma música: jogue o ombrinho para cá, jogue o ombrinho para lá. Escutei também um tal de "quer botar na boca, quer botar na boca". Achei que fosse enlouquecer! Como é que as pessoas conseguem gostar disso? Vamos combinar, né?!
Bom, mudando de assunto e no clima de carnaval, peço aos DJs abençoados que coloquem boa música na caixa e solte o som. Então, "Taí", da imortal Carmem Miranda...
PS: Já fui a um baile de carnaval sim. Devia ter uns 4 anos e tinha flores no cabelo. Uma perfeita havaiana no clube Pica-Pau em Araguari (MG).
"Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse, Nosso Senhor
Eu não pensaria mais no amor"
(Taí - Carmem Miranda)
Notem os dançarinos de frevo no palco.
Uma versão moderna de Ta-hi. Intercalada, está a voz da imortável Carmem Miranda.
Como é de praxe, sempre posto no blog, manifestações musicais que particularmente me emocionam. O incrível é que as duas última de arrepiar cantaram as canções do Beatles. Será mera coincidência?! Na Trafalgar Square, em Londres, "Hey Jude" foi a da vez. E agora, nesta campanha acima, a Starbucks (aquela rede de cafés que tem no mundo todo) convidou músicos de 156 países para cantarem juntos “All You Need is Love”, em dezembro de 2009.
Tudo por uma boa causa: aumentar a sensibilização na luta contra AIDS na África. Notem o som dos violinos e violoncelo e as vozes de homens, mais particularmente do garotinho de Israel e o de Madagascar. Notem os jovens animados nas Filipinas, a paz da Coréia do Sul e da Finlândia - uma pausa musical mais que perfeita. Notem também a sintonia perfeita entre o Chile e a China.
E me diz se o vídeo postado aqui agora não é de arrepiar os cabelos? Me diz, vai, se não sentiu umas borboletas dentro da barriga?! Duvido.
E... "All you need is love" (Tudo o que você precisa é amor)
Balsa - Porto Seguro a Arraial d´Ajuda: R$ 2,50 (ida e volta)
Ônibus para Trancoso: R$ 6,50
Mototáxi para a praia dos Nativos: R$ 3,00
Salada de frutas no abacaxi: R$ 10,00
Não ser assaltado no ônibus, assistir a polícia pegar os ladrões, ver o namorado levar baculejo, sair do ônibus com os braços para cima: NÃO TEM PREÇO...
...além de ter história para contar!
Ah mais eu daria tudo para me ver com os braços para cima, descendo daquele ônibus. Deve ter sido engraçadíssimo!!! Pelo menos, a cena que assisti foi de novela. Gringo de mãos para cima, acompanhante de gringo, patricinhas e eu!!!!