quarta-feira, 7 de abril de 2010

O ruim pode piorar

Quando voar era prazeroso!

A revista Veja desta semana publicou matéria de capa sobre a situação atual dos aeroportos e o sofrimento dos brasileiros que usam o transporte aéreo frequentemente. De acordo com a revista, o ruim pode piorar. Os pátios dos principais aeroportos do País estão saturados, segundo a Anac (agência reguladora da aviação). E o pior de tudo é que as empresas aéreas anunciam investimentos bilionários para colocar mais aeronaves nos céus do Brasil nos próximos anos. Que beleza, hein?! Imagine a situação das salas de embarque? Nem me lembro a última vez que consegui uma cadeirinha para sentar. Aliás, uma pilastra, um cantinho...não tem mais. Outro dia, minha amiga Cris, ao voltar de Natal, disse que não tinha lugar para a mala na esteira. Um absurdo!

Não só isso. Ela acordou às dez para três da manhã para tentar chegar no trabalho pelo menos às 9h30. Quem disse que ela conseguiu? O mesmo aconteceu comigo em janeiro. Era para eu chegar em Brasília no máximo até o meio dia. Cheguei às 16 horas. É realmente muito chato. É certo que a aviação se popularizou. Que bom! Agora todas as classes sociais podem viajar. Mas poderiam ao menos ter melhorado a estrutura. Dizem que a solução é privatizar os aeroportos. É uma emergência.

Com certeza a privatização é a saída pois o nosso governo gasta tanto com bolsas disso e daquilo que não têm condições para custear as obras de ampliação dos aerportos já existentes. E agora? Caberá ao José Serra o pepino, o abacaxi para descascar? Tomara!

"O País quer decolar. como mostram o aquecimento da demanda por passagens e a resposta em investimentos das companhias aéreas. Os brasileiros esperam que não seja o Estado a cortar as suas asas". (Carta ao Leitor - Veja)


imagem: http://blogs.jovempan.uol.com.br/planeta/files/2008/11/pan.jpg

Compras. Só para mulheres.


Amo liquidação. Adoro a palavra "Sale". Já perdi o meu próprio sapato numa dessas promoções loucas e lotada de mulheres frenéticas. Acredite se quiser: os meus sapatos estavam nos pés de outra moça. Morremos de rir disso, é claro.

Como tenho intuição e muita competência para achar roupas, acessórios e sapatos bons em preços melhores ainda, deixarei aqui algumas dicas. Os meus vestidos mais bonitos (e bem acabados) foram comprados numa loja em Londres que não me lembro o nome. Sei apenas o local e lembro muito bem das letras garrafais "SALE". Estou até pensando em colocar um anúncio no jornal de personal stylist e organizer, quem sabe dá certo, já que faço isso normalmente no meu dia-a-dia.

Então, vamos lá. Saiba que liquidação é SALE. É quando as roupas estão com super descontos que podem ser de 30%, 40%, 50%, 70%. Geralmente isso acontece depois do Natal, a partir da segunda quinzena de janeiro.

Se alguém disser que a sua saia de R$ 15 é linda. Não conte o preço, apenas diga Obrigada. De que adianta suar e brigar com a moça ao lado, conseguir pagar e voltar para casa na maior elegância?

Não se irrite quando o vestido lindo que encontrou na promoção custa R$ 3 mil, mesmo sabendo que ele custava antes R$ 10 mil. Jogue uma mentirinha: nem gostei mesmo. E fuja...saia correndo.

Não vale ficar deprimida se encontrou a roupa que comprou há 6 meses por um preço de banana. Passou, passou...

E uma coisa é certa: uma boa compra não tem preço, vamos combinar, né?! Já assistiu os Delírios de Consumo de Beck Bloom?

imagem: http://estiloeumaconstante.files.wordpress.com/2009/05/06

terça-feira, 6 de abril de 2010

Felicidade parcelada

\Uma vez a escritora Martha Medeiros escreveu que não vive quem se economiza, quem quer felicidade parcelada em 24 vezes sem juros. Sei que está na moda esse lance de Casas Bahia, Ricardo Eletron, Ponto Frio...se tornaram populares pois vendem os produtos em suaves prestações. Você não aguenta mais olhar para aquele armário da cozinha mas lá está ele. E ainda há mais 30 mil prestações para pagar. Que felicidade mais capenga! E o pior é que acho que a nossa felicidade é mesmo parcelada. O mundo em que vivemos é arrogante.

Dizem que ser feliz é simples. É um sentimentos que parte de dentro para fora. Mas o simples nunca foi fácil. Pelo menos "para os que possuem um coração no lugar onde tantos possuem uma pedra de gelo. Esses cubos congelantes deveriam estar apenas em um lugar: dentro de um copo com coca cola ainda mais gelada. O que quero ilustra aqui é que quem tem coração se abala com muitas coisas que acontecem fora da nossa casa. Por exemplo, ao ir à padaria e ver crianças cheirando cola no caminho. Poxa, isso me entristece!

Vivemos numa época tensa. Não há espaço para empatia nem para poesia. Nem para a ingenuidade, ternura e identidade. Temos é que ouvir mais Chico Buarque. E Vinícius de Moraes também.

Queria é mesmo saber como conseguimos viver num mundo estúpido como este? Definitivamente somos heróis.


imagem: http://blog.fshark.com/files/2008/12/arrogancia.jpg

Ninguém tem o direito de julgar


“Um pássaro não é definido por estar preso ao chão, mas por sua capacidade de voar.

Lembre-se disso: o seres humanos não são definidos por suas limitações, e sim pelas intenções que tenho para eles, disse Jesus”

(A Cabana, William P. Young)


Acredito que o que acontece, na realidade, é o contrário. Na maioria das vezes, os seres humanos julgam uns aos outros e logo descortinam os defeitos e limitações. Uns não conseguem compreender direito certas coisas, outros são um pouco morosos em questões intelectuais. Uns são ótimos no esporte, mas péssimos em relações humanas. E assim é a normalidade. Ninguém é perfeito nem precisa ser. Temos inúmeras limitações, mas isso não nos faz melhor do que ninguém. E só um ser pode julgar...e esse ser é Ele!


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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Era uma vez um piquenique...

Piquenique em Versailles (França)

Adoro piqueniques. Não estou falando daquela farofada. Gosto de um piquenique...digamos que elegante! Outro dia fiquei desapontada pois tentei ensaiar um e não consegui. Em Brasília deveria-se colocar uma placa de proibido piqueniques. Fui praticamente expulsa do local escolhido e nem estava com frango e farofa. Tinha apenas um saquinho de amendoim, um champanhe, duas taças e uma canga elegantésima preta com bolinhas brancas. Pois bem. Lá fomos para a praça mais poderosa do País: a Praça dos 3 Poderes. Acredite se quiser mas o local está passando por reformas. Imagine aquela terra, uma sujeira! Desistimos. Voltamos para casa.

Já fiz piqueniques em vários lugares do mundo. Londres, Paris...mas em Brasília, as coisas parecem ser diferentes. Às vezes, não encontro lugar para mim nesta cidade. É chato, mas é a mais pura verdade.

Piquenique em Versailles (França)

Uma valsa ao longe



Cinderela é um conto de fada. Depois do baile, ela foi mandada de volta para casa e assumiu novamente o papel de empregada das meio irmãs. Essa pode ser a parte real se for encaixada nos dias atuais. Vamos combinar que o lance do sapatinho é falso, né?! Ainda mais que é de cristal. O príncipe encantado também é uma fábula, naturalmente. "Onde é que vai haver um homem cheio de dinheiro e sucesso que não tem nada mais para fazer além de tirar a mocinha para dançar?". Não foi eu quem disse isso. Juro que li isso em algum lugar. Agora, me diz qual é o problema de muitas de nós mulheres acharem que seus ogrinhos, técnicos de informática, assessores parlamentares, advogados, médicos sejam príncipes reais?! Não me oponho. A vida é muito melhor dessa forma. Acho que estou até ouvindo ao longe uma valsa de Strauss...


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Xanadu....xanaduuuu...lálálá


Ainda bem que existem os filmes. Quando era criança, Xanadu foi o que marcou a minha infância, ao lado de Chorus Line e Grease - nos tempos da brilhantina, é óóóóóbvioooo! Era uma viagem deliciosa pois tentávamos copiar as coreografias de forma fiel. E para completar assaltávamos o armário da mãe, da tia, da avó...pois sem figurino não há apresentação que se preze.

Hoje quero escrever sobre Xanadu. Consegui comprar o filme da minha infância nas lojas Americanas por R$ 12. Não acreditei quando vi. Agora a coleção está completa. Chorus Line consegui pelo mesmo preço há um ano. Mas, na verdade, a sensação não tem preço. É igual a propaganda do cartão Mastecard.

Chegar em casa e colocar o dvd para rodar e curtir aquela viagem não tem preço mesmo. Xanadu foi gravada em 1980, quando eu tinha apenas um ano de idade. Assisti o filme anos depois e tudo se encaixou de forma perfeita. Na época fazia aulas de dança e tinha acabado de ganhar um patins. Parfait! Eu era a Olivia Newton-John...um pouco mais morena, uns 20 anos mais nova...mas tudo bem, me sentia como tal.

As letras das músicas de Xanadu são fantásticas, uma viagem também! Olivia é Kira no filme. Uma musa, filha de Zeus, cujo objetivo é inspirar as pessoas a realizarem os seus sonhos. Mas dessa vez, o destino lhe prepara uma surpresa: ela se apaixona. E isso é contra as regras. O roteiro é meio fraquinho, mas o lance do patins com as músicas e o fato de Kira sair com vida através de uma parede pintada e de repente aparecer e sumir é muito legal. Os "defeitos" especiais são engraçadíssimos.

Mas como umas das músicas mesmo diz...que você deve acreditar que estamos vivendo uma mágica e nada pode nos atrapalhar. Venha pegue nas minhas mãos que você vai saber que sempre estarei na sua mente.

Vale a pena curtir o vídeo! Xanadu é o bicho.