É inteligente aprender a aceitar e a apreciar os períodos tranquilos dos relacionamentos. Seja qual for! Até porque tudo na vida é assim mesmo. Até o dia a dia é. Pontos altos e baixos. Então, qual é o problema? Nenhum! Siga adiante. Dias melhores virão. Garanto!
Até que enfim alguém que me entende e sabe conversar comigo. Tudo bem que ele é um pouco exagerado. Às vezes, fala a mais e me interrompe. Mas isso é coisa de gente inteligente e que tem informação demais. Daí fico brava, mas depois passa.
Porque tudo é fogo e brasa. Altamente inflamáveis. E isso descarta qualquer outra coisa que possa incomodar.
Com ele, temos sarais todas às noites. Ele lê para mim e eu leio para ele. Saber sobre Os Comedores de Batata de Van Gogh é fichinha perto das nossas “viagens”.
Mas o melhor de tudo é o modo como encaixo como uma luva nos braços dele. Assim posso ouvir melhor todas as histórias e estorinhas. E subitamente, adormecer. Até ele começar com a décima sinfonia de Beethoven. E isso me deixa brava!
Mas tudo bem. Porque tudo é fogo e brasa. Altamente inflamáveis. E como disse, a braveza fica descartável.
E porque ele não se importa de eu escrever o número das páginas que quero destacar na contracapa do livro. Também...ele faz o mesmo.
E porque eu como o sonho de valsa belas beiradas, e deixo apenas aquela nave espacial de castanha para ser deliciada ao final. Ele faz o mesmo!
E porque quando eu quero me livrar de uma correspondência que tem todos os meus dados, corto em pedacinho e vou jogando em lixos diferentes. Um montão deles. Ele faz o mesmo! Mas para ele, isso é segurança da informação. Para mim, é apenas “carolzice”.
E porque ele pesquisa sobre o que eu gosto. Está craque em grana padano. Digo o queijo que tanto gosto!
E porque ele adora quando o convido para almoçar “fora” e monto a mesa na varanda! Rá.
E porque amamos estar juntos. Gostamos tanto que depois que ele me deixa em casa soma-se mais 1h02minutos no telefone. Tudo isso para despedir. E não despedimos...
...porque isso nunca mais vai acontecer! Pois viveremos para sempre um para outro, entre uma discordância e outra, mas eternamente amigos.
Ao meu futuro marido, um mega punk feliz aniversário!!!
Jorge Selarón, pintor autodidata chileno lançou em 1990 um projeto em que declarou como “minha homenagem ao povo brasileiro que até mesmo o grande Gaudi vai ficar com inveja”. A peça em questão compreende uma escadaria de 125m decorada por um imenso mosaico, chamada de “Escadaria Selarón” ou “Escadaria do Convento de Santa Teresa”, ligando a Rua Joaquim Silva, no bairro da Lapa, à Ladeira de Santa Teresa, no bairro de Santa Teresa. Estes dois populares bairros do Rio de Janeiro valem a visita durante a sua estadia na Cidade Maravilhosa.
Para realizar este incrível projeto, o artista iniciou a construção de um jardim suspenso construído com antigas banheiras decoradas por azulejos, que se transformaram nas bordas da escadaria. Então começou a cobrir os 215 degraus com azulejos inteiros e pedaços. Quando não há mais espaço ele se diverte mudando as peças de lugar, fazendo desta escada uma imensa obra viva. Os azulejos foram trazidos de todas as partes do mundo, enviados por visitantes que como ele também amam a arte.
Em 1999, Selarón decidiu pintar os próprios quadros cujo tema frequente é a mulher negra grávida, que aparece em quase todos eles. Algumas peças são homenagens a personalidades famosas no Brasil, incluindo atletas, jornalistas, artistas, compositores, entre outros. Algumas das suas obras já foram estimadas em centenas de dólares e seus quadros serviram de recursos para a continuação da escadaria, ainda hoje seu sonho inacabado.
O artista:
Muitos anos atrás, Jorge Selarón foge da ditadura Chilena, passando por mais de 50 países até decidir-se por viver no Brasil. Na época, deixa sua esposa grávida para trás e tempos depois é informado sobre a morte de sua mulher e filho. Um fato doloroso que explica sua obsessão por mulheres grávidas repetidamente apresentadas em suas obras. Desde 1977, o artista jurou que iria pintar uma mulher negra grávida todos os dias e 10 anos depois, ela aparece em toda a sua obra. E 30 anos depois, pintou 365 mulheres grávidas em um único dia. Mas é a Escadaria de Selarón que o artista define como a obra de sua vida, e em suas próprias palavras “um sonho louco e original que só vai acabar no dia da minha morte”. Acima de tudo “é a minha homenagem ao povo brasileiro” e uma forma de agradecer o Brasil para recebê-lo tão bem.
Hoje, seu trabalho já percorreu o mundo inteiro. Quem já não viu seus mosaicos e pinturas em revistas ou clipes musicais? Basta lembrar do recente clipe do Snoop Dog e Pharell para a música “Beautiful”, onde eles aparecem sentados na escada. A escadaria Selarón é realmente um cartão postal e parada obrigatória para os turistas que passam pela Lapa no Rio de Janeiro. Você também vai gostar de saber que você pode realmente conhecer Jorge Selarón, que vive em uma das casas cerca da escadaria. Ele ficará feliz em dar autógrafos e tirar uma foto com você. Além disso, a escada está em constante evolução. O autor gosta de mudar as peças, substituindo-os por outros. Por isso, ele vai ficar muito feliz se você lhe trouxer um azulejo novo, que ele vai adicionar a sua vasta coleção.
Meu pai disse que sou a próxima Grazi Massafera. Meu ex professor de ginástica também.
Outros dizem que pareço a Penelope Cruz. E Carla Bruni. Rá.
Alguns me chamam de Carol Jolie por causa de uma “feinha aí” conhecida como Angeline Jolie, esposa do bonitão Brad Pitt.
A lista é vasta. E Claire Forlani, aquela outra bonitona que contracenou com a morte (Brad Pitt) no filme Encontro Marcado também está nela.
Tudo bem, tudo bem, achei legal! Até porque se parecer com alguém é um elogio. Mas será que dá para eu ser parecida comigo mesmo? Porque algo me diz que nenhuma dessas beldades ia gostar de tal comparação.
Sou a Carolina, pronto e acabou. E se for para fazer alguma relação, sou Carolina por causa do Chico, por causa dos “olhos tristes que guardam a dor desse mundo” de Chico Buarque. Pelo menos, segundo minha mãe, sou Carolina por causa dessa canção. Mesmo que o tempo passe pela janela...
Muito prazer, meu nome é Anilorac. Acabei de descobrir que vivo ao contrário, então o meu nome também tem que ser às avessas!
Como é que podemos denominar uma pessoa assim? Que faz tudo o contrário? Quero saber. Quem sabe assim posso me adaptar melhor ao mundo...
Peço a sobremesa antes do prato principal. Adoro café às duas da manhã. Começo a folhear uma revista de trás para frente. Troco um almoço por um sorvete, fácil fácil. E gosto de trabalhar (e estudar) na hora que poucos o fazem.
Gosto do que os outros não gostam. E isso não é legal! Porque o que não tem quórum acaba. Vaza! Vai embora. O molho teryaki do Mc Donald´s saiu do cardápio porque ninguém gostava. Com o polpetone de peito de peru do Spoleto aconteceu o mesmo. Pense na minha cara. “Ô moça, por favor, metade de uma salada e um polpetone de peito de peru. No crédito, ok?”. Daí, escuto “Senhora, saiu do cardápio! Temos o de carne e frango”. Eeeeeca, penso eu, que vontade de esganar essa mulher!!!
Arghhhhhh!!! Difícil, difícil à bessa viver ao contrário. Reprogramar o cérebro e encontrar novos gostos e paladares é um drama.
Tudo bem que o ser humano, no geral, é resistente, mas a Carolina...a Carolina é tão do contra que nasceu no dia 2 de janeiro. Então por que não no dia primeiro logo, depois do reveillon? Claaaro que não, ela gosta de contrariar!
Dance, did you say daaance? E foi assim todo animado que Anthony Quinn fez uma das cenas mais felizes do cinema clássico. Pelo menos para mim, Zorba, o Grego, é um filme e tanto. Contagia! A música “Sirtaki” coloca qualquer pessoa para cima. E faz a gente dançar, dançar, rodar, rodar.
Sobre o filme
Zorba the Greek é um filme greco–americano de 1964, baseado no romance homônimo de Nikos Kazantzakis e dirigido por Michael Cacoyannis. O personagem principal é nada mais nada menos que Anthony Quinn — que não era grego, mas mexicano. O elenco incluiu Alan Bates como um visitante britânico. O tema, "Sirtaki", de Mikis Theodorakis, tornou-se famoso e popular como canção e dança.
O filme foi rodado na ilha grega de Creta. Lugares específicos incluem a cidade de Chania, a região de Apokoronas e a península de Akrotiri. A famosa cena onde o personagem interpretado por Quinn dança o Sirtaki foi rodada na praia do vilarejo de Stavros.
NOTA DA CAROL 1: Há mais ou menos três domingos, depois de um almoço maravilhoso com amigos, Sirtaki foi a nossa trilha sonora. De frente para o lago, assistimos à um belo pôr do sol. As aves foram embora e ficamos apenas nós, o champagne e a música. Belo fecho de semana com os amigos! Fica a dica.
NOTA DA CAROL 2: Note no último vídeo que Anthony Quinn, com já seus 84 anos, dançava que era uma beleza ao som de Sirtaki.
NOTA DA CAROL 3: Solta o som, DJ!!! Dandan...dandan...dandandan...dandan.