domingo, 31 de maio de 2009

Be nice

Seja gentil. O mundo está precisando

Seja gentil mesmo quando não o são com você

Seja gentil pois ser gentil é ser elegante

E ser elegante é ser grande

Seja gentil mesmo não querendo

Ser gentil é ser cortez

É dar a entrada para outro motorista no trânsito

Ou ceder uma vaga de estacionamento à mulher se é homem

Ser gentil é ser humilde

É tentar esquecer que o outro não deve empatia e não retribuiu os seus atos gentis

Ser gentil é ser simples

É ganhar as entradas para o show e convidar uma pessoa mesmo quando ela não faz o mesmo com você

Ser gentil é ser grande e pequeno ao mesmo tempo

Pois gentileza, infelizmente, ainda é confundida!



GENTILEZA EXISTE! É UMA PESSOA

"Maluco para te amar, louco para te salvar, sou o maluco beleza da natureza e das coisas divinas"


A frase acima é de José Datrino, popularmente conhecido como Profeta Gentileza. Ele abriu mão dos bens materiais para pregar palavras de bondade, amor e paz pelas ruas do Rio de Janeiro. Só no Viaduto do Caju ele pintou 56 pilastras com mensagens neste estilo. Em abril, Gentileza comemoraria 90 anos de idade. As suas frases continuam lá. E pasmem: são cuidadosamente limpas, sem danificar nenhum texto, pelos garis. Basta água e sabão e, claro, iniciativa de alguém. Ninguém iria lá fazer uma faxina sem ser mandado.


Gentileza era pai de 5 filhos e em 1961, largou tudo para pregar palavras de paz, sensibilizado por um incêndio que matou 400 pessoas em um circo em Niterói. Ele era tido como louco. Mas mesmo sofrendo dificuldades, persistiu muito em afirmar o que pensava. Foi tema de tese e de livros. Uma prova de que as mensagens dele humanizava as pessoas. Há muito tempo, ele já falava de aquecimento global, ecologia, amor aos animais e à natureza. Assuntos esses que só agora estão em voga.


Espero que as pessoas possam acrescentar um pouquinho das mensagens de Gentileza no nosso dia-a-dia. Seria uma bela parceria.


imagens: http://tzatziki.files.wordpress.com
http://farm1.static.flickr.com

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mulher+Paixão= sorvete de creme


Li uma vez que a mulher quando está apaixonada vira um sorvete de creme. Alguém a come quando e como quer e talvez jogue fora a casquinha com a alma dela dentro. Credo!!!

Está vendo? Não é culpa minha me proteger tanto. Leio demais, até em excesso, acho eu. E outra: não quero virar sorvete de creme não.

Das duas uma: ou eu paro de ler tanto ou tento não guardar tanta informação na cachola. O autor que escreveu o lance do sorvete diz que, ainda assim, apaixonar-se é maravilhoso. É como andar e ver as cataratas do Niágara. Uma vez na vida todos devemos ir lá para conhecer. Ou quem sabe, duas ou três vezes. Mas depois da trigésima vez, deveríamos considerar a ideia de fazer uma terapia.

"Assim divirta-se apaixonando-se, enquanto for menina (o que na Itália significa até 34 anos, de acordo com o ISTAT). Vivam todas as histórias de amor de novela, se quiserem. Até satisfazer a vontade. Depois basta".

Tenho medo de paixão. E olha que sou bem corajosa e brava. Para mim, paixão é como a digestão: dura pouco. E, às vezes, é muito pesada. A paixão nos dá momentos de grande felicidade, mas também de fraqueza. Basta uma desatenção qualquer que caímos em profunda depressão. E atire a minha pedra quem acha que estou enganada!!!


imagem: http://flordomar.no.sapo.pt

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Presidiários de escritório

Tudo o que você sempre quis quando crescesse era ser livre e independente. “Ganhar” o mundo. Você tem sede da vida. E daria tudo para apreciá-la num copo de martini, uísque, margarita...sei lá. A escolha é sua. Daí, você estuda muito, é orgulho da família, se forma e arruma um emprego. “Você não sabe o quanto caminhei para chegar até aqui”. Depois do quinto emprego, você desiste: “percorri milhões de milhas” e sou um adulto que está confinado num escritório.

Escolhi o jornalismo pois assim não viveria nenhuma rotina. A cada dia seria uma história diferente. Acabei abandonando os empregos que realmente me fazem me sentir jornalista: televisão, rádio, jornal, nem pensar! Não tenho competência para ser pobre, me perdoem o comentário. Acabei me tornando assessora de imprensa, logo uma adulta confinada num escritório. (Acho que se eu consegui voltar para a televisão, não penso duas vezes)

Aí, de vez em quando, não devo ser a única, você sente raiva pois o dia está radiante lá fora e, com certeza, há pessoas desfrutando disso. Daí, você cai na real: ah, não, que sentimento feio, aquelas pessoas podem estar desempregadas. É muito pior.

Eureka! De repente, você tem a ideia brilhante: abrir uma franquia de bichos de pelúcia no shopping, ou quem sabe, construir um pousada mineira em Búzios. O maior barato. O café-da-manhã seria regado a pão-de-queijo e broa de fubá. A sobremesa do almoço teria uma mesa farta de doces de Minas Gerais, o de leite, goiaba com queijo (Romeu e Julieta). Carioca nenhum botaria defeito. Minas agora teria mar. Mar e pão-de-queijo. Adorei a ideia. Mas gosto também da butique de bichos de pelúcia. Aquelas araras cheias de roupinhas com cheiro de chiclete são um charme.

Só não topo vender côco na praia. Uma vez um amigo meu fez a proposta: já que estamos cansados dessa vida, vamos vender côco na praia? Respondi: jamais. Deus que me perdoe!

Já tive uma ideia muita esquisita. A coisa foi séria, juro. Eu e outro amigo, queríamos comprar um barco de pescador lá na Bahia. Ele disse que eu nem precisava ir para a pescaria...Quase topei! Imagine...pense...

Bom, sou uma adulta que trabalha (você também é). E tudo isso porque estudei e trabalhei para chegar até aqui. Esse é o prêmio que você ganha por ser inteligente e responsável. A vida não é justa...




"Estava procurando um emprego
E então eu encontrei um emprego
E o céu sabe que eu estou arrasado agora
Na minha vida
Por que eu desperdiço um tempo precioso
Com pessoas que não se importam
Se eu estou vivo ou morto?"

(trecho traduzido da música dos The Smiths: "Heaven Knows I´m miserable now)

imagem: http://www.teclasap.com.br/






terça-feira, 26 de maio de 2009

Liberdade, hoje, é não se importar com o outro!

Um quadro que pintei!

Liberdade é ter responsabilidade. Como diz Fabrício Carpinejar, o escritor, ele nunca se sentiu tão livre quando tinha que cuidar dos irmãos menores enquanto a mãe estava no trabalho.

Liberdade, hoje, parece que é não se importar com o outro. É fácil esquecer amores, amizades, empregos. Não percebo resistência, luta por uma paixão, superação das dificuldades, persistência por um ideal, leitura de lábios, dedicação exagerada e até irritante.

Não se faz mais um samba por uma dor-de-cotovelo ou em nome de qualquer parte do corpo. Não se toma um porre para chorar em público por uma mulher. As relações se esgotam em um torpedo.

No primeiro empecilho, troca-se de par, troca-se de casa, troca-se de rosto, troca-se de roupa, troca-se de ideologia. Se ela não está a fim de mim, digo azar e não procuro a sorte. Onde estão os obsessivos? Onde estão os fiéis? Onde estão os que acreditam tanto na dúvida que a transformam em confiança?”

Eita, mas esse Fabrício Carpinejar é o bicho mesmo. Sinto exatamente como ele disse acima. E já comentei isso aqui no blog. As pessoas se esquecem muito rápido, e no primeiro obstáculo, troca-se de par. Não há tolerância, muito menos resistência. O que está acontecendo? Alguém consegue me explicar ?????

Hoje em dia, não se pode reprovar coisa alguma, não se escolhe, não se renuncia. Qualquer pedido vira cobrança. E COBRANÇA, ó COBRANÇA, é um pecado mortal, atualmente. É um defeito. Não se pode perguntar para a outra pessoa qual o porquê de não ter sido convidada (o) para se sentar à mesa do bar.

Somos condenados à felicidade, como se ela fosse um direito constitucional. É obrigatório ser feliz, é obrigatório emagrecer. Quanta pressão! Dessa forma, fica difícil manter a espontaneidade sendo cobrado. Isso sim é cobrança. O que devia ser uma conquista tornou-se uma culpa.

“Sexo com amor, política com amor, ética com amor, amizade com amor é bem melhor. E natural. Ainda que demore, durará mais do que uma mentira”.

Vai entender?! É claro que é possível.


Somos diferentes sim. Homens e mulheres têm divergência e a questão é hormonal. Segundo um especialista que ouvi outro dia no rádio, o resultado, no final das contas, é sempre o mesmo. Apenas os caminhos é que são diferentes. Ele citou o exemplo de uma caneta. Ao levantar tal objeto num auditório lotado de cromosssomos x e y, todos sabem que é uma caneta. Mas a forma de análise é totalmente diferente. Isso comprova que o resultado é o mesmo, apenas os caminhos são diferentes até chegar a conclusões.

Tenho certeza que é possível sim nos entendermos. Novamente digo, temos que aceitar as diferenças para nos unirmos. Mas o que acontece é o contrário. A tendência é cada um ir para o seu lado. Ninguém persiste. Ficamos brigando
por horas e de repente um pergunta para o outro:

Mas por que é que você não me entende?

Os relacionamentos não dão certo porque os homens não entendem por que as mulheres não agem como eles e porque as mulheres esperam que os homens se comportem como elas.

Não entendemos porque eles piram o cabeção de repente, mesmo gostando e estando apaixonando por você. Nem eles conseguem explicar!

Mas o que deixa as mulheres sem paciência mesmo é que o homem só desconfia de que há algo errado acontecendo depois de ver lágrimas, acessos de fúria ou levar um tapa na cara. Ninguém merece!


DIÁLOGO - um saco!


- Você nunca concorda com o que eu digo - diz ela.

- Pare de exagerar - diz ele.

Ela continua discutindo, usando as emoções como arma contra ele; e ele fica definindo as palavras dela. A discussão continua até o ponto em que ela se recusa a falar ou ele vira as costas e vai embora.

No entanto, para que as discussões não sejam inúteis,
o homem precisa entender que não pode levar as palavras de uma mulher ao pé da letra, que não pode considerar literalmente o que ela diz nem definir suas palavras.

Imagine, por exemplo, que uma mulher dissesse: “Eu morreria se sentasse ao lado de uma mulher com a mesma roupa que eu! Não existe nada pior que isso.” Ela não quer dizer realmente que não há nada pior ou que morreria, mas o raciocínio literal do homem pode levá-lo a responder: “Não, você não morreria, há coisas muito piores que isso”.

Por sua vez, a mulher precisa aprender que tem de usar argumentos lógicos com um homem se pretende vencer a discussão – e um argumento de uma vez. As mulheres nunca devem falar de várias coisas ao mesmo tempo numa discussão, pois estarão desperdiçando munição. (Allan e Barbara Pease)


imagens: http://bennieandjets.files.wordpress.com/
http://danielbecher.com/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

DA PONTUAÇÃO AMOROSA...por Xico Sá

Comentário da foto: Ela só estava de TPM (tendência para matar)

Sim, homem é frouxo, só usa vírgula, no máximo um ponto e vírgula; jamais um ponto final.

Sim, o amor acaba, como sentenciou a mais bela das crônicas de Paulo Mendes Campos: “Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar...”

Acaba, mas só as mulheres têm a coragem de pingar o ponto da caneta-tinteiro do amor. E pronto. Às vezes com três exclamações, como nas manchetes sangrentas de antigamente, SANGUE, SANGUE, SANGUE!!!

Sem reticências...

Mesmo, em algumas ocasiões, contra a vontade. Sábias, sabem que não faz sentido a prorrogação, os pênaltis, deixar o destino decidir na morte súbita.

O homem até cria motivos a mais para que a mulher diga basta, chega, é o fim!!!

O macho pode até sair para comprar cigarro na esquina e nunca mais voltar. E sair por aí dando baforadas aflitas no king-size do abandono, no cigarro sem filtro da covardia e do desamor.

Mulher se acaba, mas diz na lata, sem mané-metáfora.

Melhor mesmo para os dois lados, é que haja o maior barraco. Um quebra-quebra miserável, celular contra a parede, controle remoto no teto, óculos na maré, acusações mútuas, o diabo-a-quatro.

O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada.

Nem aqui nem na Suécia.

Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o “the end” sem pelo menos uma discussão calorosa.

Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava.


O mais frio, o mais “cool” dos ingleses estrebucha e fura o disco dos Smiths, I Am Human, sim, demasiadamente humano esse barraco sem fim.

O que não pode é sair por aí assobiando, camisa aberta, relax, chutando as tampinhas da indiferença para dentro dos bueiros das calçadas e do tempo.

O fim do amor exige uma viuvez, um luto, não pode simplesmente pular o muro do reino da Carençolândia para exilar-se, com mala e cuia, com a primeira criatura ou com o primeiro traste que aparece pela frente.

E vamos ficando por aqui, pois já derrapei na curva da auto-ajuda como uma Kombi velha na Serra do Mar... e já já descambarei, eu me conheço, para o mundo picareta de Paulo Coelho. Vade retro.


imagem: 1bp.blogspot

Espero...


Espero que você dance

Espero que você nunca perca seu senso de arrependimento

Que você coma o suficiente mas sempre mantenha essa fome

Que você nunca apenas respire, que você sinta

Que Deus proíba que qualquer amor o deixe vazio

Espero que você ainda se sinta pequeno quando estiver ao lado do oceano

Espero que quando uma porta se fechar, outra se abra


Me prometa que você dará ao destino uma chance de lutar

E quando você tiver que escolher entre sentar ou dançar

Espero que você dance.... eu espero que você dance.

Espero que você nunca tema aquelas montanhas ao longe

Nunca amenize para a estrada ao mínimo de resistência


Viver significa arriscar-se, e vale a pena se arriscar pela vida

Amar pode ser um erro, mas vale fazê-lo

Não deixe nenhum coração infernal maluco deixar você amargo

Quando você estiver perto de trair, pense melhor

Dê aos céus lá em cima mais do que apenas uma rápida olhada

E quando você tiver que escolher entre sentar ou dançar

Espero que você dance.... eu espero que você dance.

O tempo é uma roda em movimento constante sempre nos levando...


imagem: http://4.bp.blogspot.com