quarta-feira, 8 de julho de 2009

Criança tem que ser criança


A música Ben cantada pelo Michael Jackson me emociona. Ontem, eu e o meu irmão matamos a charada: quem seria Ben, o Ben da música? Um amigo imaginário?! Ou um amigo em carne e osso?! Não, não. Ben era um ratinho. Um ratinho amigo de Michael, da criança Michael. Isso de acordo comigo e com o meu irmão.

A memória do meu irmão é mesmo incrível. Ele lembra que há mais ou menos 15, 17 anos, a televisão exibiu um seriado sobre a vida dos irmãos Jackson Five, onde tudo começou para o Michael Jackson. Sabe-se que este grande artista não viveu a fase criança e, portanto, cresceu com sérios problemas. Um adulto traumatizado foi, sem dúvida, uma criança mal amada. Isso deveria ser crime. E os pais teriam que cumprir pena na cadeia ou seja lá onde for...

Pois bem. No seriado, Michael alimentava um ratinho todas às noites. Ninguém sabia. Os dois eram unha e carne. Tornaram-se amigos: o rato e o Michael. Mas eis que um dia a amizade é interrompida pelo monstro de sete cabeças: o Jackson pai matou o animalzinho. E lá se foi embora o cúmplice da criança Michael.

Se prestar atenção na letra da música, verá que não estou escrevendo algo sem sentido. Em um momento ele diz: “Ben, you´re always running here and there”. E em outro ele canta: “Ben, most people would turn away. I don´t listen to a word they say”.

Ele diz que o Ben vive fugindo, uma hora está aqui outra ali. E que a maioria das pessoas mandaria ele embora, ou seja, o expulsaria de suas vidas. Mas como ele é amigo de Ben, não escuta o que os outros dizem e continua a amizade mesmo assim.

A vida desse artista foi sem sentido. Acabou, morreu, e foi sem sentido. Não adiantou o sucesso, não adiantou dinheiro, não adiantou sequer as mudanças físicas radicais. Por trás de tudo isso, se escondia um garoto, uma criança que não queria acabar de crescer, simplesmente pelo fato dessa etapa nunca ter feito parte de sua vida.

Criança tem que ser criança. Criança não tem que ser obrigada a trabalhar. A obrigação é dos pais: obrigação em dar carinho, assistência e teto. Se não for assim, para que perpetuar a espécie?! Pais assim são ladrões de vida...para quê?


3 comentários:

Profa. Fabíola Calazans disse...

Adorei o texto, querida amiga linda.
Morro de saudades de você. Vamos nos ver? Semana que vem não darei aula! Finalmente!!! BEijokas mil da Bibio

Dani disse...

Ai amiga... Que linduuuuuuu... Você cada dia você surpreende mais, hein!!! Saudades.. Mil beijosssss

Lisa Marini disse...

Carol,
Amei o texto e concordo com tudo o que vc disse. É penalizante consluir que uma mente tão brilhante, um artista nato, como o Michael Jackson tenha sofrido tanto em sua infância e em toda a sua vida! Que ele agora possa encontrar a verdadeira paz... a de espírito! bjos